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My precious books

por Magda L Pais, em 23.11.17

Um destes dias estive a namorar as minhas prateleiras virtuais no Goodreads.

Que tenho uma grande paixão por livros, todos sabem. Ou pelo menos desconfiam. Porque, como diz a Maria, o meu braço não acaba na ponta dos dedos mas no livro que seguro nas mãos.

E que um dos meus sonhos, o mais antigo talvez, é ter uma biblioteca, bom, também é conhecido.

Façamos então o ponto de situação sobre os meus livros, my precious books.

Tenho 1036 livros registados na base de dados do Goodreads. Infelizmente muitas editoras, principalmente as mais pequenas, não colocam os livros que editam nesta plataforma e, por isso, não pude registar cerca 250 livros (ou podia se os inserisse manualmente mas deu-me a preguiça). Faltam ainda registar uns 30 que são em inglês e que me foram oferecidos por uma grande amiga e que ainda não tive paciência ou vontade de o fazer.

Penso, por isso, que será justo dizer que tenho pouco mais de 1300 livros em casa.

Esses poucos mais de 1300 livros abarcam quase todos – se não mesmo todos – os géneros, feitios, anos de edição, escritos por tantos escritores que lhes perdi a conta. Uns que li quando era miúda, outros na minha adolescência e muitos que li já adulta. Uns foram-me oferecidos mas a maioria fui eu que os comprei. Este é o meu vicio, o único: comprar livros.

No que respeita a livros para ler, não está nada mau, comecei o ano com 152 livros para ler, já só me faltam 181, sendo que, até agora, e em 2017, já li 72. Queria muito comprometer-me comigo mesma que não compraria mais livros até que acabasse de ler estes que estão em espera mas sei, porque me conheço, que isso é impossível.

Dizem estas prateleiras virtuais já li 928 livros. Creio que este número estará incorrecto e bastante abaixo da realidade. Porque nem todos os livros que li - até iniciar estes registos - eram meus. Não tenho qualquer problema em ler livros que vou buscar a bibliotecas nem sequer em ler livros que me emprestam. Da mesma forma que não me importo de emprestar livros a quem tenha confiança suficiente para saber que os vão estimar tanto como eu e que me irão devolver logo que os acabem de ler, tal como eu faço quando me emprestam. Além de que, na minha infância e juventude li imensos livros na casa dos meus pais – que são deles – e li imensos livros trocados com o meu mano. Talvez nunca venha a saber, ao certo, quantos livros já li. Gostava de o saber mas não me parece que consiga.

Estes são, portanto, os números no momento em que escrevo este post.

Nos próximos dias sei que vou receber pelo menos um livro, e tenho, em casa, 4 livros que me emprestaram para ler e que ainda não registei (os livros que me emprestam normalmente só registo quando os leio), ou por causa do livro secreto.

Quando se chega a este número de livros é quase impossível tê-los arrumados como gostaríamos, ou seja, por autor e/ou editora. O tempo que demora a arrumar dessa forma é tempo que queremos aproveitar a ler e não a arruma-los. Não deixa, no entanto, de ser gratificante fazê-lo. Há uns tempos, no meio dumas arrumações, tive, nas minhas mãos, as primeiras edições d’Os Cinco, d’Os Sete e outros da mesma altura. Adorei voltar a  pegar neles, sentir a textura e o cheiro dos livros que me encantaram quando era uma gaiata e mais ainda porque a minha filha também já os leu.

Arrumei as estantes o ano passado quando fiz anos, irei novamente arrumá-las quando mudarmos de casa (que esperamos seja em breve). Há um ano consegui que todos coubessem nas prateleiras. Neste momento já há duas ou três pilhas de livros à espera da mudança. Provavelmente nessa altura irei voltar a arrumar por autores. Se não… será por ordem de leitura. Talvez até consegui criar uma zona no meu quarto para os livros que ainda não li.

E a biblioteca, aquele que é o meu sonho?

Bem, um dia lá chegarei. Ainda me falta um longo caminho até ter a biblioteca com que sempre sonhei, mas livro a livro lá chegarei. E mesmo que não a chegue a ter, terei em mim todos os livros que li.

E morrerei, um dia, feliz por os ter lido.

 

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Convido-vos ainda a ver Olha que ideia que sim senhor - Jantar de Natal Sapo Blogs (e outros também)

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Mulheres Perigosas

por Magda L Pais, em 20.11.17

 

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Mulheres Perigosas de George R. R. Martin e Gardner Dozois

ISBN: 9789897730740

Editado em 2017 pela Saída de Emergência

Sinopse

Atenção: o perigo está à espreita perto destas mulheres!

Se procura um livro em que mulheres infelizes ficam a choramingar de pavor enquanto o herói masculino combate o monstro ou choca espadas com o vilão, este livro não é para si. Aqui encontrará mulheres guerreiras que brandem espadas, intrépidas pilotos de caças, formidáveis super-heroínas, femmes fatale astutas e sedutoras, feiticeiras, más raparigas duronas, bandidas e rebeldes, sobreviventes endurecidas em futuros pós-apocalípticos, rainhas altivas que governam nações e cujas invejas e ambições enviam milhares para mortes macabras, mulheres que não hesitam em assumir a liderança para defenderem aquilo em que acreditam.

Com organização de George R. R. Martin, que assina igualmente um conto passado no mundo de Westeros, e de Gardner Dozois, esta é uma antologia que cruza géneros literários e mistura todos os tipos de ficção, desde Megan Abbott a Brandon Sanderson.

A minha opinião

Acho sempre interessante ler livros escritos a várias mãos, em que todos os autores escrevem sobre o mesmo tema. Mulheres Perigosas é exactamente esse género de livro. Onze contos, cada um de um autor diferente, sobre o tema Mulheres.

Os contos/autores foram os seguintes, por ordem: 

  • Completamente perdida - Joe Abercrombie
  • Ou o meu coração está destroçado - Megan Abbott
  • As mãos que não estão lá - Melinda M Snodgrass
  • Raisa Stepanova - Carrie Vaughn
  • Eu sei escolhê-las a dedo - Lawrence Block
  • Sombras para silêncio nas florestas do inferno - Brandon Sanderson
  • Uma rainha no exilio - Sharon Kay Penman
  • A rapariga no espelho - Lev Grossman
  • Dar nome à fera - Sam Sykes
  • As mentiras que a minha mãe me contou - Caroline Spector
  • A princesa e a rainha ou os negros e os verdes - George R.R. Martin

O facto de serem onze histórias, com onze escritas diferentes, complica no momento em que queremos avaliar e comentar um livro. Mentir-vos-ia se dissesse que tinha gostado de todos da mesma forma ou que todos são excepcionais ou ainda que nenhum prestava. Como o meu compromisso comigo e convosco é de honestidade, vamos lá ver como é que descalço esta bota.

O primeiro conto - Completamente Perdida - fez, para mim, jus ao nome. Cheguei ao fim do conto completamente perdida e sem perceber bem a história ou o final, fazendo-me temer pela minha sanidade mental ao longo do restante livro.

Felizmente Megan Abbott veio logo a seguir e restabeleceu a minha fé no livro, que se manteve até ao final. Claro que, sem surpresas para mim, Sombras para silêncio nas florestas do inferno de Brandon Sanderson é o melhor conto do livro (uma história a merecer um livro autónomo ou, até, quem sabe, uma trilogia), o que não invalida que os restantes contos sejam bons ou muito bons.

Num imaginário podium dos contos incluídos neste livro, Raisa Stepanova de Carrie Vaughn ficaria num honroso segundo lugar, tendo-me deixado com vontade de ler mais desta autora que me era desconhecida.

A princesa e a rainha ou os negros e os verdes de George R.R. Martin termina esta antologia sobre mulheres perigosas, levando-nos até Westeros, numa forma de mitigarmos as saudades que já sentimos da A Guerra dos Tronos. 

Li algures que haveria um segundo volume subordinado ao mesmo tema. Pois bem, a vós recomendo que leiam este primeiro volume e, para mim, espero que o segundo volume - se existe - não tarde a aparecer por ai, com estes ou outros autores.  

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação:

(este livro foi-me oferecido pela Editora Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Sapos do Ano 2017 *

por Magda L Pais, em 16.11.17

Já sabem o que são os Sapos do Ano 2017 *? então que esperam para descobrir e para nomear os vossos preferidos de qualquer plataforma?

 

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Livros impecáveis durante mais tempo

por Magda L Pais, em 13.11.17

Alguns cuidados básicos são suficientes para dar mais vida aos seus livros, permitindo-lhe lê-los e relê-los sempre que lhe apetecer.

Quem gosta de livros e de os ler gosta de os manter em bom estado por longos anos para ler, reler e até mesmo emprestar sempre que o desejar. A humidade deve ser um dos principais fatores a ter em atenção para preservar a saúde dos seus livros. Demasiada humidade pode provocar o aparecimento de bolor, por exemplo, pelo que o ideal é manter os livros em ambientes frescos e secos, afastados da luz direta do sol, que pode desbotar e entortar as capas dos livros. Ambientes húmidos são também propícios ao aparecimento de bichos-da-prata, que se alimentam de papel, amido e açúcares, podendo danificar as páginas dos livros.

Espaço q.b.

Mantenha os livros na vertical, com algum espaço entre eles que permita retirá-los do local onde se encontram com relativa facilidade e sem puxar pela parte de cima da lombada, o que contribui para a danificar precocemente. Deve igualmente, se for o caso deixar alguns centímetros de distância entre o topo do livro e a prateleira de cima para permitir a circulação de ar.
Se os livros forem muitos e o espaço escassear, a solução é rentabilizar os espaços disponíveis: prateleiras por cima das portas, junto à parede nos degraus de uma escada ou no vão da mesma, à volta de janelas, numa estante baixa com rodas aos pés da cama, sobre a cabeceira da cama, em cestos de rede na cozinha ou quarto das crianças…

Quando os guardar

Antes de arrumar um livro, retire marcadores, post-its, flores secas ou recortes de papel do seu interior para não prevenir marcas e manchas futuras. Se costuma forrá-los pra não os estragar durante a leitura, retire também a forra não só para poder identificar mais facilmente o livro depois de arrumado, mas também para evitar danos na capa.
Procure manter os livros mais pesados nem muito próximos do chão nem em locais muito altos para tornar mais fácil o seu acesso. Certifique-se ainda que as prateleiras aguentam o peso dos livros para não abaularem ou caírem, o que pode não só estragar os livros como ainda comprometer a integridade física das pessoas ou animais que se encontrem por perto.

Na hora de os ler

Antes de manusear um livro, certifique-se de que tem as mãos limpas. Gordura e saliva, além de mancharem as páginas, aceleram a decomposição do papel.

 

Recebi este texto por email, na newsletter da Cetelem, e achei pertinente partilhar convosco.

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Está a decorrer a segunda edição do livro secreto, organizado pela M.J. que, de uma forma resumida, leva livros inesperados a casa de cada um dos 28 participantes. Na primeira ronda ninguém sabia que livros iam surgir (só mesmo a MJ que teve a tarefa de organizar as trocas) mas logo logo ficamos a saber que eram os que constam na imagem acima.

Sabemos que livros circulam mas não sabemos qual o livro que nos calha em sorte em cada mês.

Pela minha parte enviei um livro que considero extraordinário - Um Homem Chamado Ove - e que prova, também, que às vezes podes julgar um livro pelo filme já que o filme (sueco) é tão bom como o livro (e rejubilemos que Tom Hanks quer produzir um filme baseado no mesmo livro).

Desta edição já li (por nenhuma ordem especial) O Talentoso Mr. Ripley, A Outra Metade de Mim (Mischling), O Vendedor de Passados, O Código D'Avintes, Contigo para Sempre, Ferrugem Americana, e Obrigada Pelas RecordaçõesPalestina também passou por aqui mas acabei por desistir antes de meio do livro. Não conseguiu prender-me, de tal modo que nem consegui obrigar-me a ler até ao fim.

Dos que já me passaram pelas mãos, os melhores foram, sem dúvida, A Outra Metade de Mim (Mischling), cuja acção se passa na segunda guerra mundial e Contigo para Sempre, um romance doce num livro puro.

Calha-me, este mês, O Diário Oculto de Nora Rute, do nosso Mário Zambujal de quem li, há uns anos valentes, a Crónica dos Bons Malandros. Estou, por isso, curiosa com este livro.

Dos livros que me ainda me falta ler, confesso que estou algo curiosa com Um Castigo Exemplar de Júlia Pinheiro. Não estou a ver a apresentadora de televisão a escrever um bom livro mas já me disseram, algumas pessoas em que confio que o livro é bom e que vale a pena. Estou, por isso, aqui num mix. Quero ler porque me dizem que é bom, não quero ler porque a autora não me inspira grande simpatia (apesar de já ter falado pessoalmente com ela nas Queridas Manhãs).

Nesta segunda edição a interacção entre os participantes tem sido quase nula. Um ponto a desfavor. Na primeira edição havia muito mais interacção no grupo criado para o efeito no facebook. Esta segunda edição também tem um grupo mas pouco falamos entre nós, limitamos-nos quase só a responder aos posts da CEO MJ. Talvez venha a melhorar, espero eu.

Faltam-me ainda 18 livros para ler. Dois deles já li mas irei repetir a leitura (são tão bons que valem a pena). Por isso, venham lá mais dezoito meses de livro secreto para depois, enfim, passarmos à terceira edição. É que, percebam, muitos dos livros que li nestas duas edições e dos quais gostei imenso, não teriam sido lidos se esta iniciativa não tivesse sido criada. Por isso vale mesmo a pena!

 

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