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A Herdeira dos Olhos Tristes

por Magda L Pais, em 31.01.18

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A Herdeira dos Olhos Tristes de Karen Swan

ISBN: 9789897244087

Editado em 2018 pelo Clube do Autor

Sinopse

1974. Elena Damiani é uma herdeira rica e bela, com tudo para ser feliz. Contudo, aos vinte e seis anos já vai no terceiro casamento e uma juventude repleta de cicatrizes. Quando conhece o homem que parece ser o seu par perfeito, percebe que ele é precisamente o único homem que ela não pode ter, e nem todo o dinheiro do mundo é capaz de mudar essa circunstância.

Mais de 40 anos depois, a jovem Francesca vive la dolce vita. Antiga advogada, foi para Roma em busca de uma nova vida. Um acaso fortuito leva-a ao Palazzo Mirandola, onde conhece a famosa Viscondessa Elena dei Damiani. A empatia entre ambas é imediata e Francesca fica fascinada pelo mundo de Elena, pelo seu passada e pelas suas incríveis histórias.

Quando a Viscondessa a incumbe de narrar a sua extraordinária vida, Francesca entra num mundo de privilégios, aparências e excessos. Mas só quando um valioso anel de diamantes é encontrado num túnel antigo da cidade, mesmo por baixo do Palazzo, é que Francesca percebe a rede de mentiras que envolve Elena. A braços com o seu próprio passado tortuoso, Francesca é incapaz de ignorar a verdade, revelando um segredo antigo que pode mudar muitas vidas…

A minha opinião

Compre um romance e ganhe outro grátis. Este podia ser o mote deste livro dado que, além da história de Elena, temos também o romance de Cesca e Nico, mas é a história de Elena que dá o nome ao livro, até porque essa é bastante mais interessante (a de Cesca e Nico acaba por ser mais normal, apesar de ser bonita como todas as histórias de amor).

A Herdeira dos Olhos Tristes mistura o presente com o passado, num romance terno, amoroso e até comovente, que nos mostra - mais uma vez - que ter dinheiro não é sinonimo de ter juízo ou mesmo de ser feliz. A autora consegue - eu admiro imenso esta capacidade que alguns autores tem - alternar os tempos, entre o passado e o presente de Elena, deixando-nos conhecer, sem revelar demasiado, a verdadeira história da Viscondessa, aquela que ela não quer que Cesca descubra.

E nas páginas finais... as trocas, os revezes, as surpresas que não param. Karen Swan consegue surpreender tudo e todos, com aquele final, ao mesmo tempo esperado e inesperado. Não perceberam? bem, eu também não vos posso contar, caso contrário perde o interesse. O melhor mesmo será lerem este livro e avaliarem se eu não tenho razão. Vá, vão lá ler e voltem cá para me dar razão que eu gosto. 

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

por Magda L Pais, em 26.01.18

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O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de Jorge Amado e ilustrado por Carybé

Sinopse

Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, em 1948, para o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade.

O texto andou perdido, e só em 1978 conheceu a sua primeira edição, depois de ter sido recuperado pelo filho e levado a Carybé para ilustrar.

Com ilustrações belíssimas, para um belíssimo texto, a história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá continua a correr mundo fazendo as delícias de leitores de todas as idades.

A minha opinião

Li este livro em 2013 que me foi emprestado por uma amiga e agora, no âmbito do livro secreto. E soube-me tão bem reler este pequeno livro que sou menina para o voltar a ler antes de o enviar para o próximo leitor.

Apesar de ser um livro minúsculo, que deixa um amargo de boca no final (ai os amores impossíveis) Jorge Amado, neste livro, está no seu melhor.

Este livro tem, na realidade, duas histórias. A que dá titulo ao livro - O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá - e a história do Vento e da Manhã. Ambas cheias de ternura e de amizade, mas também de critica. À sociedade, à religião e, acima de tudo, à hipocrisia que afecta todas as classes sociais e à dificuldade em aceitar o que sai fora do "normal".

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá lê-se numa horita ou duas mas o seu conteúdo acompanha-nos para sempre.

 

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A montanha entre nós

por Magda L Pais, em 25.01.18

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A montanha entre nós de Charles Martin

ISBN: 978-972-0-04102-9

Editado em 2017 pela Porto Editora, S.A.

Sinopse

Ben é um médico cirurgião e Ashley é uma atraente e simpática jornalista que está a poucos dias do seu casamento. Conhecem-se na sala de embarque de um aeroporto, enquanto esperam pelo seu voo, atrasado devido ao mau tempo. Quando a viagem é cancelada, Ben aluga um avião particular para poderem regressar a casa.

Durante a viagem o impensável acontece: o avião cai numa zona isolada e gelada no meio do nada.

Ben e Ashley sobrevivem ao acidente. Sozinhos e feridos, têm de lutar contra as adversidades e as temperaturas negativas daquele lugar inóspito.

A luta pela sobrevivência vai despertar neles os sentimentos mais sinceros e levá-los a questionar o rumo das suas vidas até então. Será que conseguem sobreviver? E se conseguirem, até que ponto esta experiência mudará os seus destinos?

A minha opinião

Andava meio arredada das leituras. Não por falta de vontade mas porque mudar de casa é coisa para nos tirar a vontade de fazer o que mais gostamos, principalmente quando tanta coisa corre mal.

Agora que já estou na casa nova, peguei neste livro e que bem que me soube ler. Não só pela leitura em si mas também pelo próprio livro, com uma história de nos deixar arrepiados e a pensar nas nossas próprias escolhas e no que faríamos nas mesmas circunstâncias (e mesmo nas últimas páginas do livro, o maior dilema e a maior dúvida: faríamos como Rachel?)

A Montanha Entre Nós é um livro avassalador, que nos agarra da primeira à última página. Que nos arrefece a alma e que nos transporta pela montanha, que nos surpreende da primeira à última página, ao último momento e à surpresa final que é totalmente inesperada. Algures entre um romance e um manual de sobrevivência, este é um livro que deve ser lido pelos românticos incuráveis e por aqueles que acham que o amor é coisa de livros.

É também um livro dramático, com pitadas de humor que nos fazem sorrir. Que nos mostra que o sorriso é parte importante na superação das dificuldades, sejam elas do dia a dia ou mais complicadas. E que prova que um cão é sempre uma boa ajuda (quem ler o livro vai perceber).

Não sei se irei ver o filme. Este é daqueles livros que, muito provavelmente, se perde pela adaptação (tenho sempre este medo e raramente sou surpreendida pela positiva neste aspecto).

Em suma... se ainda não leram este livro, façam a vocês próprios o favor de o ler e depois venham cá contar como foi.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Mudbound O filme

por Magda L Pais, em 17.01.18

2017 foi um ano extraordinário em leituras. No meio dos quase 80 livros, alguns destacaram-se pela sua qualidade, pelo tema abordado, pela escrita e pelo impacto. As Lamas do Mississípi foi, seguramente, um desses livros.

Quando, a semana passada, percebi que ia estrear em Portugal o filme baseado nesse mesmo livro fiquei com mixed feelings. Dum lado a excitação por um livro extraordinário ser adaptado ao cinema e, portanto, a sua história (e que história!) ter hipótese de chegar a mais pessoas, por outro o medo que - como habitual - estragassem o livro, alterando personagens ou acontecimentos.

Ontem foi a ante-estreia e, em resultado dum passatempo organizado pela Saída de Emergência, tive oportunidade de o ir ver.

134 minutos. Esta é a duração do filme e posso afirmar, sem qualquer margem para dúvida, que passaram num ápice. Quase que nem dei conta do tempo passar. Entre interpretações fantásticas e um respeito quase absoluto pela história original, o filme é, claramente, um dos melhores que vi nos últimos tempos e talvez entre, assim de repente, para os livros que podemos julgar pelo filme.

A única coisa que realmente me aborrece nisto é que a editora mudou a capa do livro. A capa original era soberba e agora a capa que vi é com a imagem do filme. Não façam isso! os livros merecem capas próprias, como esta:

E não capas como esta:

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(apesar dos actores serem muito jeitosos, mas adiante) 

Portanto... importam-se de me fazer o favor de ir ver este filme e de ler este livro?

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A culpa é das estrelas

por Magda L Pais, em 11.01.18

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A Culpa é das Estrelas de John Green

Editado em 2012 pelas Edições Asa

ISBN: 9789892320946
Lido em 2014
 
Sinopse
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente reescrita.
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.
 
A minha opinião
Editado em 2012, foi em 2014 que este livro alcançou o sucesso, culpa, em boa parte, do filme. Foi o primeiro livro que li deste autor e confesso que, não sendo o melhor livro de sempre nem sequer o melhor livro do autor (pelo menos para mim), até gostei. Aliás, por causa deste livro acabei por ler quase todos os livros de John Green (falta-me apenas o Wiil & Will que está ali na prateleira dos livros a ler).
Hazel é uma adolescente que, aos 13 anos, descobre que tem cancro na tiróide e nos pulmões e, que, aos 16 está na fase terminal da doença. No entanto, e apesar de andar sempre acompanhada duma botija de oxigénio, Hazel quer apenas ser normal - ir à escola, ter amigos, em suma, uma vida para além do cancro. Os pais apoiam Hazel nesta decisão mas insistem que ela deve participar em reuniões de um grupo de apoio a jovens com cancro - afinal Hazel, queira ou não, tem um cancro e, no entender dos pais, poderá ter necessidade de apoio especializado para aprender a viver com isso. A contra gosto mas para fazer a vontade aos pais, Hazel aceita. E é numa dessas reuniões que Hazel conhece Augustus Waters, um jovem bonito, irreverente, divertido e que perdeu uma perna por causa dum cancro nos ossos. Apesar das diferenças de personalidade, aos poucos a amizade deles vai crescendo, até se tornar em amor. Juntos acabam por descobrir que, afinal, sempre são dois adolescentes normais, apesar das doenças terminais que os afectam. Só que, infelizmente, o cancro não se compadece deste amor.
Não é um livro de leitura fácil, principalmente para alguém que, como eu, vive as personagens. E, neste livro, identifiquei-me muito com a mãe de Hazel - imaginei, vezes sem conta, como seria ter uma filha com uma doença terminal, o que me dificultou a leitura. Calculo que, para quem tenha tido um tumor ou um cancro, seja ainda mais complicado. Mas, ainda assim, e ao contrário do que se possa esperar pelo tema abordado, este livro é tudo menos lamechas. Antes pelo contrário, Hazel e Augustus mostram-nos que, apesar de tudo, é preciso sorrir e relevar muita coisa. Ambos, apesar de doentes terminais, brincam, sorriem, apaixonam-se. A vida, afinal, é para ser vivida até ao último instante e nada, mas mesmo nada, se pode perder - esta é a grande lição do livro e talvez a causa do seu grande sucesso.
 

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