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Ondas de Calor

por Magda L Pais, em 09.04.18

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Ondas de Calor de Richard Castle

ISBN: 9789897242243

Editado em 2015 pelo Clube do Autor

Sinopse

No meio de uma vaga de calor, Nikki tem um desafio pela frente: desenredar o nó que lhe permitirá desvendar os segredos dos mais poderosos e decidir o que fazer perante a faísca escaldante que surgiu entre ela e Rook, o jornalista presunçoso e bem-parecido com a mania de que é polícia, que a acompanha nesta investigação.

A minha opinião

Pandora mandou e eu, que sou uma menina bem comportada (cof cof cof) obedeci. Lê o livro, disse ela. E eu li. A Maria já tinha falado sobre este livro e até me emprestou, só que ainda não tinha chegado a vez dele.

Para quem conhece bem a série, este livro é um regresso ao mundo televisivo de Castle. Aliás, Ondas de Calor é "supostamente" o livro que Castle escreveu na primeira temporada da série e para o qual precisou de conviver com a policia. Confusos? eu também, não se preocupem.

Todos os que acompanharam de perto a série conseguem visualizar, ao longo de todo o livro, todas as personagens, sem excepção. Para algumas pessoas este poderá ser um ponto negativo porque nos impede de criarmos as personagens como queremos, uma vez que estamos condicionados ao ecran. Mas para mim até foi mais divertido, confesso.

No que respeita à escrita, a realidade é que Castle, na série, aparenta ser melhor escritor que o Castle dos livros. Há, aqui e ali algumas falhas mas nada que impeça de nos divertirmos. Ninguém espera, com certeza, que saia dum livro destes o próximo Nobel da Literatura (se bem que, na realidade, ninguém esperava que Bob Dylan ganhasse esse mesmo prémio e afinal aconteceu mesmo).

Ondas de Calor proporciona-nos alguns momentos bem passados enquanto investigamos, junto com a equipa de Nikki, o assassinato dum pseudo-magnata. Como sempre - e tal como era apanágio da série - o criminoso é o que aparenta ser mais inocente mas não deixa de ser divertido tentar lá chegar (neste caso adivinhei rapidamente quem seria).

Se procuram umas horas divertidas e bem passadas, com um livro que não obriga a grandes reflexões, escolham Ondas de Calor e não se vão arrepender.

 

 

(leia aqui as primeiras páginas)

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Tim

por Magda L Pais, em 04.04.18

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Tim de Colleen McCullough

Sinopse

Uma história de amor única e inesquecível. Mary Horton tem quarenta e três anos e vive num subúrbio tranquilo, de classe média, na costa australiana. É uma mulher solteira, muito rígida e distante, que conseguiu construir uma vida às suas próprias custas, mas o seu conceito de «vida» não inclui relações pessoais. Sem um namorado nem amigos, Mary não quer deixar ninguém entrar na sua vida solitária. Tim Melville é um trabalhador manual de vinte e cinco anos, com o rosto e o corpo de um deus grego, mas a cabeça de uma criança. Num mundo cruel e inflexível, apesar da sua família maravilhosa, Tim acaba muitas vezes por se deixar levar pelos que se dizem seus amigos e que se aproveitam dele. Tim conhece Mary por acaso, numa manhã de verão, e aquilo que começa por ser um dia de trabalho para ele transforma-se numa relação que vai mudar a vida dos dois.

A minha opinião

Este é um daqueles livros que podem ser estragados por um pequeno detalhe. No caso de Tim o detalhe que o estraga é o último capitulo. É desnecessário, não acrescenta absolutamente nada à história, não é o momento da revelação nem tão pouco é o culminar de todo o livro. É o penúltimo capitulo que é o culminar do livro, que termina a história e que a torna maravilhosa. Pela história até esse dito penúltimo capitulo, teria dado uma classificação de quatro (em cinco) mas assim terei de me ficar pelo três.

Tim é o livro de estreia de Colleen McCullough e, não soubesse eu do sucesso que ela teve de seguida, e teria de dizer que este livro augurava uma carreira brilhante. É um livro duma sensibilidade extrema, que nos mostra que o amor pode e deve existir entre homens e mulheres, independentemente das condições físicas ou psicológicas, ou sejam pessoas normais ou com alguma deficiência. Tim é um livro que nos mostra que as barreiras só existem na nossa mente e que - não obstante as deficiências que se possam ter - merecemos todos ser tratados da mesma forma.

Tim leva-nos a olhar com inocência para os pequenos prazeres da vida. Um banho de mar, um passeio de carro, uma flor... 

Um bom livro, sem dúvida alguma e um livro que me deixou com vontade de ler mais desta autora (lá vai a Nathy dizer que ela bem tinha razão...).

 

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Guerra Americana

por Magda L Pais, em 01.04.18

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Guerra Americana de Omar El Akkad

ISBN: 9789897730993

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

O relato de uma América futura despedaçada pelas suas divisões políticas, tribais e humanas. Sarat Chestnut nasceu no Louisiana e tem apenas seis anos quando a Segunda Guerra Civil Americana eclode em 2074. Mas até ela sabe que o petróleo é proibido, que metade do Louisiana está submerso e que drones não tripulados sobrevoam os céus.

Quando o seu pai é morto e a sua família é obrigada a viver num campo de refugiados, ela rapidamente começa a ser moldada por esse tempo e lugar até que, finalmente, pela influência de um misterioso funcionário, se transforma num instrumento mortífero da guerra.

A sua história é contada pelo seu neto, Benjamin Chestnut, que nasceu durante a guerra - parte da Geração Milagrosa - e é agora um idoso a confrontar os segredos negros do passado, do papel da sua família no conflito e, em particular, a importância da sua tia, uma mulher que salvou a sua vida ao destruir a de outros.

A minha opinião

Sabem aquela sensação de inquietude que alguns livros deixam? aquele nó no estômago, aquele desejo que estejamos a ler apenas ficção? Guerra Americana é exactamente esse tipo de livro. Que nos deixa inquietos de uma forma indelével. Guerra Americana é uma horrível e muito credível distopia passada nos Estados Unidos, um continente a braços com a segunda guerra civil, mais uma vez entre o Norte e o Sul, entre azuis e vermelhos. Uma guerra que - como todas as outras - mata indiscriminadamente, não respeita nada nem ninguém.

Guerra Americana não é um livro fácil nem de leitura leve. Guerra Americana obriga-nos a pensar, a reflectir no que poderá ser o nosso futuro próximo, num mundo alterado pelo aquecimento global, pela falta de petróleo, pelo desrespeito constante pela natureza e pelo próximo. É, acima de tudo, aquilo que pode ser o futuro da humanidade e, precisamente por isso, por ser tão credível, assusta, preocupa, inquieta.

Mas, mais que isso, Guerra Americana mostra-nos como é tão fácil criar um instrumento de guerra. Sarat Chestnut, a personagem principal, é moldada para isso pela vida e acaba por fazer - aos outros - aquilo que lhe fizeram a ela e à família. E nós, os leitores, que acompanhamos a vida de Sarat desde que era uma criança feliz até à sua morte (e dos outros), acabamos por entender as suas razões, por aceitar as suas atitudes e, até, quem sabe, achamos que faríamos exactamente o mesmo.

Não me canso de o dizer, Guerra Americana é inquietante por ser credível, por nos obrigar a pensar no que tememos, no nosso futuro e daqueles que amamos. E precisamente por isso é um livro que não nos deve passar ao lado e que deve ser lido com uma réstia de esperança de que o usemos no bom sentido, para mudar o nosso futuro. Ou pelo menos para tentarmos fazê-lo.

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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