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Uma Noite em Nova Iorque

por Magda L Pais, em 29.05.18

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Uma Noite em Nova Iorque de Tiago Rebelo

ISBN: 9789896602345

Editado em 2013 pela BIS

Sinopse

Uma Noite em Nova Iorque é uma complexa história de encontros e desencontros, promessas e desilusões; mas também uma história de descoberta e de esperança, que reflecte o dilema dos protagonistas divididos entre duas forças poderosas: a obrigação de perpetuar uma união que já não lhes traz alegria e a urgência de correr atrás de uma enorme paixão que mais não é do que uma carta fechada.

A minha opinião

Valha-me nossa Senhora das Traições, se é que ela existe. Este livro é quase que uma Ode (em mau, se é que neste caso se pode aplicar essa classificação) às traições conjugais.

A trai B com C que trai D. D trai C com E que está F. F, por fim, junta-se com C... e podia quase que continuar porque esta é a história base deste pequeno livro. As traições. Nada mais que isso. A história - sem ser história - resume-se às traições que são cometidas, misturando o passado e o presente sem que se perceba onde começa um e acaba outro. Algumas partes do livro (e que me perdoe o autor se alguma vez ler isto) mais parecem uma lista de compras (ou de factos) que propriamente um livro. 

Percebo que seja difícil, em pouco mais de 150 páginas, contar as histórias todas mas há partes do livro que, ainda assim, parecem lá estar só para encher e que não tem qualquer ligação ao resto.

Então se é tão mau, porquê as duas estrelas em vez de uma? bem, porque a escrita de Tiago Rebelo revela-se bastante interessante (nas partes em que não estive a ler uma lista de compras/factos) e fiquei com vontade de lhe dar nova oportunidade. Terei de investigar qual é o melhor livro deste autor para confirmar se, de facto, é bom como me parece ou se me enganei redondamente.

(leia aqui as primeiras páginas) 

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Uma Coluna de Fogo

por Magda L Pais, em 28.05.18

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Uma Coluna de Fogo de Ken Follett

ISBN: 9789722360845

Editado em 2017 pela Editorial Presença

Sinopse

Natal de 1558. O jovem Ned Willard regressa a Kingsbridge e descobre que o seu mundo mudou. As velhas pedras da catedral de Kingsbridge contemplam uma cidade dividida pelo ódio de cariz religioso. A Europa vive tempos tumultuosos, em que os princípios fundamentais colidem de forma sangrenta com a amizade, a lealdade e o amor. Ned em breve dá consigo do lado oposto ao da rapariga com quem deseja casar, Margery Fitzgerald.

Isabel Tudor sobe ao trono, e toda a Europa se vira contra a Inglaterra. A jovem rainha, perspicaz e determinada, cria desde logo o primeiro serviço secreto do reino, cuja missão é avisá-la de imediato de qualquer tentativa quer de conspiração para a assassinar, quer de revoltas e planos de invasão. Isabel sabe que a encantadora e voluntariosa Maria, rainha da Escócia, aguarda pela sua oportunidade em Paris. Pertencendo a uma família francesa de uma ambição brutal, Maria foi proclamada herdeira legítima do trono de Inglaterra, e os seus apoiantes conspiram para se livrarem de Isabel.

Tendo como pano de fundo este período turbulento, o amor entre Ned e Margery parece condenado, à medida que o extremismo ateia a violência através da Europa, de Edimburgo a Genebra. Enquanto Isabel se esforça por se manter no trono e fazer prevalecer os seus princípios, protegida por um pequeno mas dedicado grupo de hábeis espiões e de corajosos agentes secretos, vai-se tornando claro que os verdadeiros inimigos, então como hoje, não são as religiões rivais. A batalha propriamente dita trava-se entre aqueles que defendem a tolerância e a concórdia e os tiranos que querem impor as suas ideias a todos, a qualquer custo.

A minha opinião

Creio que não é segredo. Ken Follett é um dos meus escritores favoritos e os seus livros são, para mim, sinónimo de horas de prazer. Principalmente no que respeita a romances históricos e ao seu cuidado em conciliar as personagens reais com as fictícias em situações que, efectivamente, aconteceram ou tiveram uma grande probabilidade de acontecer. Não acredito que seja uma tarefa fácil. E não sendo, é seguramente uma tarefa à altura de Ken Follett.

Uma Coluna de Fogo mata-nos algumas saudades de Kingsbridge, local onde decorreu a acção d'Os Pilares da Terra e de Um Mundo Sem Fim (duas das melhores trilogias que alguma vez li). Mas não as mata todas, uma vez que, ao contrário dessas, Uma Coluna de Fogo leva-nos numa fabulosa viagem por Inglaterra, Escócia, França, Espanha e Países Baixos, no inicio duma globalização que se virá a concretizar uns séculos mais tarde.

E a catedral que vimos nascer n'Os Pilares da Terra é agora um edifício abandonado... estranho como podemos sentir alguma nostalgia dum monumento que sabemos que não existe. É que foi precisamente isso ao longo do livro, como se a luta de Tom para a erguer tivesse sido a nossa própria luta. Como se Tom estivesse ali, ao nosso lado, e nos dissesse - ora gaita, tanto que sofri para que esta catedral fosse erigida e agora está assim, ao abandono.

(e se me perguntam: Tom, quem é o Tom? dir-vos-ei que devem ler Os Pilares da Terra para perceberem)

Uma Coluna de Fogo é, alem dum excelente entretém, uma lição de história. Entretém porque tem várias histórias de amor, tem vilões (Pierre Aumande é, sem dúvida, um vilão extraordinariamente bem construido, de quem começamos por gostar mas que, depois, rejubilamos com o seu fim), e uma estrutura apaixonante, acompanhando quase 80 anos da vida da Europa (e não tanto em Kingsbridge como os livros anteriores). Em momento algum me senti numa aula de história ou que o livro estaria a ser aborrecido (apesar das suas 768 páginas...)

Claro que haveria margem para mais. Há sempre margem para mais em livros que misturam realidade com ficção. Haverá quem ache que deveria ter mais história, outros que acham que devia ter mais ficção.

E eu?

Bem, eu só quero que Ken Follett continue a escrever... 

 

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O Poder

por Magda L Pais, em 21.05.18

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O Poder de Naomi Alderman

ISBN: 9789897731044

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Quando as raparigas ganham o poder de causar sofrimento e morte, quais serão as consequências?

E se, um dia, as raparigas ganhassem subitamente o estranho poder de infligir dor excruciante e morte? De magoar, torturar e matar? Quando o mundo se depara com esse estranho fenómeno, a sociedade tal como a conhecemos desmorona e os papéis são invertidos. Ser mulher torna-se sinónimo de poder e força, ao passo que os homens passam a ter medo de andar na rua, sozinhos à noite.

Ao narrar as histórias de várias protagonistas, de múltiplas origens e estatutos diferentes, Naomi Alderman constrói um romance extraordinário que explora os efeitos devastadores desta reviravolta da natureza, o seu impacto na sociedade e a forma como expõe as desigualdades do mundo contemporâneo.

A minha opinião

E se o mundo fosse governado pelas mulheres e os homens fossem o sexo mais fraco? Seria um mundo mais ou menos violento? mais ou menos igualitário? O Poder parte precisamente dessa premissa. Um dia - na sociedade de hoje - as mulheres começam a ter uma meada eléctrica que lhes dá um poder nunca antes visto. E, num mundo de homens, elas começam a impor-se e a vingar-se de anos (séculos) em que foram consideradas as mais fracas, as que se tinham de vergar à vontade dos homens. E um dia, mais de 5000 anos depois das primeiras mulheres descobrirem que tinham a meada, como seria a nossa sociedade?

Intrigante... Creio que esta é a palavra que melhor descreve este livro que está com uma concepção muito interessante, como se fosse um manuscrito dum livro de história, enviado por um homem a uma mulher. Uma espécie de conversa entre amigos (as cartas entre ambos estão no inicio e no fim do livro). Curioso como, no fim, percebemos que a nova ordem da sociedade é totalmente inversa à actual, como a história seria reescrita (terão alguma vez as mulheres sido o sexo fraco e oprimido?).

Mas não podemos ficar por ai. Porque O Poder também é um livro que mexe com as nossas convicções. Não é uma leitura confortável nem sequer uma leitura aprazível. Está, seguramente, ao nível de 1984 ou Fahrenheit 451 como distopia e mostra como o poder pode corroer e destruir.

Porque O Poder também mostra como as relações de amizade, de amor ou familiares podem ser facilmente destruídas quando se é mais forte que os outros.

O Poder é, seguramente, dos livros que li recentemente, o mais perturbador, o mais violento (algumas descrições são de revoltar o estômago dos mais sensíveis), o mais intrigante e, ao mesmo tempo, um dos mais brilhantes. A reler certamente daqui a um ou dois anos para absorver melhor tudo o que nos transmite. 

(leia aqui as primeiras páginas)

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(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Rosa Brava

por Magda L Pais, em 17.05.18

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Rosa Brava de José Manuel Saraiva

ISBN: 9789897242632

Editado em 2016 pelo Clube do Autor

Sinopse

Em 1368, D. Leonor Teles de Menezes, a mulher mais desejada do Reino, casa com o morgado de Pombeiro, D. João Lourenço da Cunha. O matrimónio é imposto por seu tio, D. João Afonso Telo, conde de Barcelos. Mulher fora do tempo, aceita contrariada o casamento, que a melancolia da vida do campo não ajuda a ultrapassar. Por isso, decide abandonar o marido e parte para Lisboa, para gozar a vida de riqueza e luxúria que a Corte proporciona. Perversa e ambiciosa, não tem dificuldade em seduzir o jovem monarca, D. Fernando, alcançando, desse modo, o poder que sempre desejou. Mas a nobreza, o clero e o povo não veêm com bons olhos esta aliança de adultério com o Rei. E menos ainda quando a formosa Leonor Teles se envolve com o conde Andeiro... "Rosa Brava" é um romance baseado na investigação histórica que, por entre intrigas palacianas, traições, assassínios e guerras com Castela, reinventa, numa linguagem cativante, uma das personagens mais fascinantes da História de Portugal.

A minha opinião

Mix feelings. Esta é a frase que melhor explica o que senti na leitura deste livro que me veio parar às mãos no âmbito do livro secreto mas que já tinha sido namorado por mim em diversas ocasiões já que sou fã de romances históricos.

Se, por um lado, gostei de conhecer a história de mais uma rainha de Portugal (e desta vez sem ser igual às outras como acontece sempre que leio Isabel Stilwell), por outro houve momentos do livro que me senti numa aula de história com o manual à frente e o professor a debitar matéria. E não é bem isto que procuro num romance histórico.

Ainda por um terceiro lado, a escrita do autor, completamente fora de época (da nossa) e respeitando muito o modo de falar da época em que D Leonor viveu, deixou-me encantada com o livro. Mas, por um quarto lado, a personagem principal, D Leonor de Teles, deixou-me com vontade de lhe pregar dois tabefes na cara. Fria, maquiavélica, calculista, manipuladora, intriguista, para ser simpática. Porque, na realidade e como diria o outro, só me apetece comprar um dicionário cheio de nomes feios que é para lhe chamar todos até ter os ouvidos cheios. Gosto quando um livro me faz odiar tanto uma personagem (já de si odiada por todos os que, com ela, conviveram).

Mas há mais lados.

Parte do livro dá-nos a conhecer a fundo D Fernando e o desgoverno do seu reinado (já repararam que muitos reis o fizeram? E muitos governos? Até parece que é uma característica intrínseca de Portugal – não nos sabemos governar!) mas depois, a partir de determinada altura, o livro passa a ser muito superficial, sem entrar nos detalhes que nos são dados ao início.

No cômputo geral, valeu realmente a pena ler este livro.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Justiça de Kushiel

por Magda L Pais, em 15.05.18

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Justiça de Kushiel de Jacqueline Carey

Kushiel #6

ISBN: 9789896375263

Editado em 2013 pela Saída de Emergência

Sinopse

Kushiel barra o caminho de Phèdre, severo e ameaçador. Numa mão, segura uma chave de bronze, e na outra… um diamante, enfiado num cordão de veludo. Phèdre nó Delaunay, a eleita dos deuses para suportar um indizível sofrimento com infinita compaixão é a vítima perfeita, a oferenda sem igual cuja profanação assegurará a ascendência de Angra Mainyu, O Senhor das Trevas. A morrer, pensa Phèdre, será às mãos do amor.

Mas o amor é uma força assombrosa, e amor há que desafia todas as probabilidades… E o Amor reina em força neste volume pungente, a encerrar a saga de Kushiel. O amor de Joscelin por Phèdre, seu Companheiro Perfeito que tudo dá por ela. O amor de Phèdre pela sua rainha, que quer Imriel de la Courcel de volta, o amor de Phèdre por Hyacinthe, seu único e verdadeiro amigo, por toda a eternidade condenado ao cativeiro como Senhor do Estreito.

O amor de Phèdre por Imriel, apenas amor simples e destituído de adornos. O Lungo Drom de Phèdre e Joscelin continua, por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de todo o mundo. E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome. Ousará Phèdre? Ousará Phèdre receber o Nome de Deus e com ele obrigar a que libertem Hyacinthe? "Para receber o Seu Nome", instruiu o místico yeshuíta Eleazar ben Enokh, "d’Ele nos deveremos acercar em perfeita confiança e amor, do nosso ser fazer um recetáculo onde o nosso ser não esteja." Logrará Phèdre fazê-lo?

A minha opinião

Definitivamente a saga Kushiel é uma das melhoras sagas que já tive o prazer de ler, ficando apenas atrás dos livros de Anne Bishop, especialmente, claro, das Jóias Negras. Aliás... Dark Fantasy é um conceito definido por estas duas sagas. Todas as outras - Guerra dos Tronos incluída - são meras aprendizes face à mestria com que Anne Bishop e Jacqueline Carey escrevem. Diferentes no estilo de escrita - Anne Bishop com uma escrita mais actual, Jacqueline Carey com uma escrita mais renascentista - mas iguais na fluidez, na qualidade, no envolvimento que criam com o leitor, na construção de personagens coerentes e fortes, arrebatando os leitores duma forma como poucos o conseguem fazer.

Justiça de Kushiel é o último volume desta primeira saga. Bem, primeira e única editada em português (INFELIZMENTE!) e, por isso, foi lido com um amargo de boca. Porque realmente queria chegar ao fim, queria saber como acabavam as aventuras de Phèdre e se realmente conseguia libertar Hyacinthe do seu degredo. E tudo terminaria bem, como convêm, não fosse dar-se o caso de que, depois deste, nada mais há desta autora.

Para perceberem bem o quanto gostei desta saga, estaria disposta a ler os outros livros (a história de Imriel) em inglês. E em ebook se fosse caso disso. Só não o faço porque tenho medo que, o que torna a escrita de Jacqueline Carey tão perfeita, seja para mim, um senão na leitura em inglês.

Não me canso de o repetir. Fãs de fantasia, leiam esta saga. Fãs da Guerra dos Tronos, leiam esta saga. Fãs das 50 Sombras, leiam esta saga (e aprendam o que é um bom livro). Fãs de Anne Bishop, leiam também.

E depois juntem-se a mim num abaixo assinado para que sejam editados mais livros desta autora em Portugal. E para que ela venha ao festival Bang de 2019! 

Enquanto isso... deliciem-se com as primeiras páginas desta volume.

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