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Os 100 - 21 Dias Depois

por Magda L Pais, em 26.07.18

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Os 100 - 21 Dias Depois de Kass Morgan

Os 100 #2

ISBN: 9789898831606

Editado em 2016 pela TopSeller

Sinopse

Passaram 21 dias desde que os 100 chegaram à Terra.

Há 21 dias, eles pensavam ser os primeiros humanos a pisar o solo terrestre em séculos. Há 21 dias, eles pensavam estar sozinhos e seguros. Mas a realidade era completamente diferente. E ninguém estava preparado para ela…

Nesta excitante aventura de Os 100, há segredos revelados, crenças postas em causa e relações testadas ao limite. Os 100 vão ser postos à prova e terão de se unir para sobreviver.

A minha opinião

Então, Magda, se não achaste grande piada ao livro Os 100 porque é demasiado diferente da série, porque é que foste ler a continuação?

Olhem, não foi com certeza por ser masoquista. Foi mais porque, apesar de ser diferente da série e de ser difícil de separar ambos, a verdade é que, quando o conseguimos fazer, estes livros se lêem bem. Claro que a editora não facilitou esta tarefa e resolveu colocar, como capa, as personagens da série (ainda por cima colocam lá o Jasper e o Monty que nem sequer aparecem nos livros, mas pronto!). Que mania esta, das editoras, de mudarem as capas dos livros para as imagens dos filmes/séries? não percebem que as capas originais são muito mais bonitas e interessantes?

Adiante...

Os 100 - 21 Dias Depois continua a seguir uma linha de história completamente dispare da série, em tantas coisas que é impossível de vos dizer sem vos contar a história do livro. Por isso passemos à frente.

Neste segundo livro resolvem-se algumas questões deixadas em aberto pelo primeiro livro mas, em contrapartida, nascem novas dúvidas. O que me leva a achar que é boa ideia ir hoje à Feira do Livro de Sesimbra comprar o terceiro (e quem sabe o quarto) volume para depois ler.

Nota-se também uma melhoria na escrita em relação ao livro anterior. Mais madura e mais interessante, continuando a história a ser-nos contada a quatro vozes, alternando entre o passado e o presente, entre a Arca e a Terra. Ainda assim não está confuso, antes pelo contrário, está bem organizado e de forma agradável.

No geral, acho que esta série está a ser de boa leitura e recomendo. Só aconselho, realmente, a quem vê a série televisiva, que se abstraia de comparar uma coisa e outra porque as coincidências que existem são puro acaso.

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Os 100

por Magda L Pais, em 23.07.18

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Os 100 de Kass Morgan

100 #1

ISBN: 9789898491992

Editado em 2015 pela TopSeller

Sinopse

Há muito tempo, a superfície da Terra foi arrasada por uma guerra nuclear. Os poucos sortudos que conseguiram sobreviver refugiaram-se a bordo da Colónia, uma estação espacial que orbita o planeta.

Cem anos após ter sido a salvação da Humanidade, a Colónia está em perigo. Os aparelhos que garantem a renovação do oxigénio na estação espacial estão a falhar, e não há como os substituir. A última esperança da Humanidade reside em 100 jovens selecionados entre criminosos, para regressar à superfície da Terra e descobrir se o planeta pode de novo ser habitado.

Depois de tanto tempo, estes serão os primeiros humanos a pisar a Terra. Mas estarão na verdade sozinhos? Terão todos os seres vivos perecido durante o longo inverno nuclear, ou será que algo se esconde nas sombras das grandes florestas que agora cobrem toda a Terra?

A minha opinião

Com certeza que já todos ouviram falar nesta série de televisão que, cá por casa, começamos a ver nestas férias. Mais uma distopia juvenil (aparentemente), desta vez adaptada para uma série que já vai com cinco temporadas.

Obviamente, estando a seguir a série e a gostar bastante, teria de ler os livros (oh, vá lá, isto não é surpresa, certo? eu prefiro sempre os livros).

O que será uma surpresa completa - principalmente para mim - é que a série televisiva é muito melhor que os livros. E parte da culpa são as diferenças: nas personagens, na história, na intensidade... tirando meia dúzia de detalhes, a sensação que temos é que estamos a ler uma historia que nada tem a ver com o que vemos na televisão.

Na série televisiva, a mãe de Clarke é a médica a bordo da Arca e o pai foi ejectado por quer alertar a população para as avarias no sistema de oxigénio da arca. No livro, ambos os pais de Clarke foram ejectados por terem feito experiencias em humanos com a radiação.

Wells é morto nos primeiros dias na Terra na série, mas nos livros é ele (e não Bellamy) quem toma as rédeas dos 100 e os organiza.

Clarke e Octávia, na série, são duas adolescentes corajosas, inteligentes e fortes. No livro quase que diria que são tontas.

Glass e Luke existem no livro mas não na série. Raven e Finn existem na série mas não nos livros.

Portanto... às 50 páginas decidi que deixaria de comparar a série e o livro para não me baralhar mais e foi o melhor que fiz.

Não sendo exactamente Os Jogos da Fome ou Divergente, Os 100 parte duma premissa bastante interessante: depois duma guerra nuclear, a raça humana desapareceu da face da terra, tendo apenas sobrevivido quem conseguiu chegar à estação espacial denominada A Arca. 300 anos depois, a Arca tem diversos problemas e não pode continuar no espaço sendo necessário experimentar o regresso à Terra. Optam então por enviar 100 delinquentes juvenis, pessoas que podem ser dispensadas caso morram.

Contada a quatro vozes - três no solo e uma na Arca - e a vários tempos - presente e o passado de cada narrador - conseguimos ir tendo noção da história, do que os levou a serem considerados delinquentes e o que cada um sente sobre a situação actual, dando-nos uma visão mais global da história.

Ainda assim, há partes que ficam por explicar. Tudo bem que é uma série de livros e é provável que as explicações ainda surjam mas algumas deveriam ter sido dadas de inicio (e não no fim). Por exemplo, porque é que a Arca está dividida em populações, umas mais ricas que outras?

Seja como for, a leitura é interessante desde que nos desliguemos da série. O que não é nada mas mesmo nada fácil...

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Homens imprudentemente poéticos

por Magda L Pais, em 22.07.18

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Homens imprudentemente poéticos de valter hugo mãe

ISBN: 978-972-0-68368-7

Editado em 2016 pela Porto Editora, S.A

Sinopse

Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.

A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.

Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar. Uma humaníssima visão do mundo.

A minha opinião

Desta feita coube-me, no sorteio do livro secreto, este livro que andava com vontade de ler há uns tempos.

Tenho de confessar que sou, talvez, a excepção que confirma a regra. Não fiquei encantada com este livro. Gostei, não digo que não, no entanto sou mais de leituras "terra à terra", menos poéticas e com menos figuras de estilo. Creio - mas lá está, devo ser a única - que a história se acaba por perder no meio da poesia (que, reconheço, é bonita e atraente) e eu prefiro as histórias.

Reconheço, ainda assim, que há qualidade nesta escrita. Acredito que nem todos os escritores conseguiriam escrever como valter hugo mãe o faz tão bem.

Este foi um livro que requereu muita vontade da minha parte para o terminar de ler. Homens imprudentemente poéticos não é uma leitura ligeira, não é um livro que flui e obrigou-me a voltar atrás várias vezes para reencontrar onde me tinha perdido e a estipular que o tinha de terminar em determinado dia que já não me apetecia continuar o esforço da leitura.

Não tenho dúvidas que, aqui se aplica, na perfeição, a celebre frase: não és tu, sou eu.

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Destemida

por Magda L Pais, em 16.07.18

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Destemida de Lesley Livingston

ISBN: 9789897731150

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Fallon é a filha mais nova de um orgulhoso rei celta e sempre viveu na sombra da lendária reputação da guerreira de Sorcha, a sua irmã mais velha, que morreu em combate quando os exércitos de Júlio César invadiram a ilha da Bretanha.

Na véspera do seu 17.º aniversário, Fallon está ansiosa por seguir os passos da irmã e conquistar o seu legítimo lugar entre os guerreiros reais. Mas ela nunca terá essa oportunidade, já que é capturada e vendida a uma escola de elite que treina mulheres gladiadoras — e cujo patrono é o próprio Júlio César. Numa cruel reviravolta do destino, o homem que destruiu a família da jovem poderá ser a sua única hipótese de sobrevivência.

Agora, Fallon terá de ultrapassar rivalidades perversas e combates mortais — dentro e fora da arena. E talvez a maior ameaça de todas: os seus sentimentos proibidos, porém irresistíveis, por Cai, um jovem soldado romano.

A minha opinião

Acho que já vos falei da minha aversão a levar livros para o quarto. Adoro ler, todos sabem disso, leio em todo o lado mas nunca (ou quase nunca) no quarto. A razão? é simples, se começo a ler não me apercebo das horas a passar e depois passo a noite a ler em vez de dormir (e todos sabem o quanto eu preciso de dormir). São, por isso, raros, muito raros, os livros que levo comigo. Só mesmo quando não os consigo largar, quando preciso mesmo mesmo de os acabar é que acontece irem comigo para a cama.

Destemida foi comigo até ao quarto. Deitou-se na cama comigo enquanto lia as últimas páginas. Foi impossível de largar. Aliás... na realidade foi impossível de largar quase desde que o comecei. Destemida prende a nossa atenção da primeira à última página, enquanto acompanhamos Fallon desde o dia em que comemora os seus 17 anos e acaba cativa dum mercador de escravos até aos combates na arena.

Lesley Livingston consegue transportar-nos até Roma antiga, até aos combates dos gladiadores mas pelo lado das mulheres. Terão existido mulheres gladiadoras? aparentemente sim, há indícios (mas nenhuma certeza histórica), mas isso não torna Destemida menos apetecível. Antes pelo contrário. Numa sociedade onde as mulheres tinham um papel secundário (ou terciário), onde a escravatura era normal, Lesley Livingston traz-nos mulheres fortes, com carácter, capazes, numa história muito bem sucedida, com descrições que nos elevam os sentidos e nos levam até à arena. Sentimos o cheiro a suor e a sangue, quase vomitamos com uma das descrições (curiosamente não da arena nem de um combate) e, tal como os romanos, aplaudimos as vitórias de Fallon. E de Elka, claro.

A escrita de Lesley Livingston é simplesmente absorvente. Sentimo-nos parte do livro, parte da história.

Confesso que não esperava grandes reviravoltas num livro sobre gladiadoras. Mas, na realidade, Lesley Livingston consegue surpreender-nos também nesse campo, mostrando-nos que o improvável também pode acontecer.

Resumindo. Destemida é o primeiro volume duma trilogia que eu espero, sinceramente, que seja editada na totalidade em Portugal. Senão desconfio que é desta que me metem a ler em inglês...

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(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Um Estranho Numa Terra Estranha

por Magda L Pais, em 15.07.18

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Um Estranho Numa Terra Estranha de Robert A. Heinlein

Volume II

ISBN: 9789897731143

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Há vinte e cinco anos, a primeira missão a Marte terminou em tragédia e todos os tripulantes morreram. Mas, na verdade, houve um sobrevivente. Valentine Michael Smith encontra na Terra uma realidade muito diferente da que experienciou em Marte. As crenças e os rituais sagrados que aprendeu em Marte em nada se assemelham aos que encontra na Terra. A própria existência de Valentine torna-o alvo de uma intriga política.

Neste 2.º volume de Um Estranho numa Terra Estranha, Robert A. Heinlein continua a apresentar-nos a história de Valentine e do seu processo de integração numa cultura marcada pela anarquia, partilha, amor livre e vida comunitária. Este clássico da ficção científica ainda hoje nos leva a questionar as nossas aspirações mais profundas e continua a despertar sentimentos fortes - por vezes contraditórios - nos leitores.

A minha opinião

Obviamente depois de ler o primeiro volume, teria de ler o segundo e continuar a deleitar-me com esta história que me encantou na adolescência e que me volta a encantar uns anitos (poucos, vá) depois.

Robert A. Heinlein é, sem dúvida, o mestre da ficção cientifica, até por nos fazer questionar os seus pressupostos. Humanos a fazerem levitar copos e afins? Humanos a gerir o seu organismo de modo a não terem fome ou frio? (por favor, ensinem-me como que me daria muito jeito).

Um Estranho numa Terra Estranha fala-nos de Mike, um humano criado por marcianos, numa sociedade totalmente dispare da nossa e capaz de fazer coisas que nós apenas poderemos imaginar. E quando Mike regressa à Terra e começa a grocar os seres humanos quer ensiná-los a serem mais felizes e mais capazes. Mas fazê-lo é ir contra as convicções dos seres humanos que não estão preparados para ver a verdade como Mike a apresenta.

Robert A. Heinlein põe em causa, neste livro, a religião e a forma como esta regula a vida dos fieis. Mas não só. Numa abertura muito pouco própria para a altura em que foi escrito (o livro foi apresentado, pela primeira vez, em 1961), Um Estranho numa Terra Estranha fala-nos também na liberdade sexual e na homossexualidade. Não posso, ainda assim, concordar - nem sequer de perto - com uma das frases do livro: Nove em cada dez violações, a culpa é da mulher. Não, Robert A. Heinlein, não é de todo verdade. Dez em cada dez violações, a culpa é exclusivamente do violador.

Tirando este pequeno "detalhe" Um Estranho numa Terra Estranha é um livro a ler com calma, com serenidade e com a mente aberta para as criticas à nossa sociedade. Tão actuais hoje como em 1961, o que o torna um livro intemporal.

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(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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