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A Princesa Branca

por Magda L Pais, em 17.08.18

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A Princesa Branca de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos #5

ISBN: 9789896575588

Editado em 2014 pela Editorial Planeta

Sinopse

Quando Henrique Tudor conquista a coroa de Inglaterra após a batalha de Bosworth, sabe que tem de se casar com a princesa da casa inimiga, Isabel de York, para unificar um país dividido pela guerra há duas décadas.

Mas a noiva ainda está apaixonada pelo seu inimigo morto, Ricardo III. A mãe de Isabel e metade de Inglaterra sonham com o herdeiro ausente, que a Rainha Branca enviou para o desconhecido. Embora a nova monarquia tome o poder, não consegue ganhar o coração de uma Inglaterra que espera o regresso triunfante da Casa de York.

O maior receio de Henrique é que um príncipe esteja escondido à espreita para reclamar o trono. Quando um jovem que quer ser rei conduz o seu exército e invade Inglaterra, Isabel tem de escolher entre o novo marido, por quem se começa a apaixonar, e o rapaz que afirma ser o seu amado e perdido irmão: a Rosa de York volta para casa finalmente.

A minha opinião

A Guerra dos Primos, em Inglaterra, foi um período sangrento, de conluios, coligações e traições, de amores e desamores, de guerra sem tréguas e que terminou com o casamento entre Isabel de York e Henrique Tudor, depois de mortos todos os possíveis candidatos ao lugar de Rei. É precisamente sobre esse casamento - de óbvia conveniência - que este livro nos fala.

Philippa Gregory mostra-nos, em todos os livros sobre as rainhas de Inglaterra, o lado das mulheres, daquelas que, na sombra, fizeram o possível e o impossível - casando até com o maior inimigo - para que a guerra pendesse para o seu lado, fossem elas Tudor ou York. Claro que há ficção, há imaginação da autora. Há ainda alguns mistérios não esclarecidos (e que talvez nunca o sejam) nomeadamente o que se terá passado com os príncipes Eduardo e Ricardo, filhos de Elizabeth Woodville e de Edward IV.

A Princesa Branca é, quanto a mim, talvez o mais fraco de todos os livros. Talvez porque Isabel de York era quase que um peão. A mãe, Elizabeth Woodville (A Rainha Branca)  nada lhe contava das maquinações feitas à sua revelia. E o marido e a sogra (A Rainha Vermelha) desconfiavam das suas intenções, apesar de lhes ser fiel.

É o mais fraco em termos de história - a série televisiva é, quanto a mim, mais completa e torna Isabel de York mais atractiva - mas é igualmente brilhante em termos de escrita, de nos envolver por completo e de construção das personagens. Philippa Gregory é, sem dúvida, uma contadora de histórias por excelência. 

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Romance Atribulado

por Magda L Pais, em 15.08.18

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Romance Atribulado de Jill Mansell

ISBN: 9789898032942

Editado em 2010 pelas Edições Chá das Cinco

Sinopse

Orla Hart, a famosa autora de bestsellers românticos, decide transformar Millie, a sua melhor amiga, na heroína do próximo livro. Millie duvida que a sua vida aborrecida possa inspirar uma história interessante, mas Orla pensou em tudo: sem a amiga saber, vai fazer o possível para lhe apimentar a vida. E enquanto Millie reconta os acontecimentos hilariantes em torno dos seus amigos e família, Orla conspira para a juntar ao perfeito herói romântico e tornar as coisas bem mais excitantes. O problema é que Millie também escondeu alguns eventos recentes da sua vida. E tanta confusão só pode dar um...romance atribulado!

A minha opinião

Depois da trilogia David Hunter e da desilusão d’Os 100 (vejam a série, não leiam os livros), precisava mesmo de uma leitura leve, previsível, que me deixasse bem disposta e sem necessidade de pensar muito. Jill Mansell nunca desilude neste aspecto.

Ninguém espera (ou pelo menos não deve esperar) que Jill Mansell seja o supra-sumo da literatura ou sequer que seja um livro intelectual. Romance Atribuladotodos os outros livros que já li desta autora são uma leitura de conforto, de descanso, uma leitura simples, despretensiosa, com muito humor à mistura (aliás, ontem no comboio, de regresso a casa, acho que, quem estava ao meu lado, pensou que eu estava com problemas sérios pelas gargalhadas que dei).

Ainda que comecem com uma tentativa de suicídio, como é o caso deste Romance Atribulado, os finais são sempre felizes, ainda que nem sempre pareça.

E, às vezes, é só isto que queremos encontrar num livro.

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Livresca

por Magda L Pais, em 14.08.18

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Qual o livro que está na tua mesa-de-cabeceira?

Não tenho livros na mesa-de-cabeceira. Os livros não entram no meu quarto para leitura. E isto tem uma razão simples. Um livro na mesa-de-cabeceira é um livro que se lê quando vamos para a cama. E eu não leio na cama (é, aliás, o único sitio onde não leio)

De qualquer maneira, agora que mudei de casa, tenho livros no quarto. Mas já lá vamos à explicação, está no ponto 5.

Mas se querem saber o que estou a ler de momento, estou a navegar por um Romance Atribulado de Jill Mansell. Depois da trilogia David Hunter e da desilusão d’Os 100 (vejam a série, não leiam os livros), precisava mesmo de uma leitura leve, previsível, que me deixasse bem disposta e sem necessidade de pensar muito. Jill Mansell nunca desilude neste aspecto.

Qual foi o último livro realmente bom que leste?

Sou péssima a seguir regras…

Sem qualquer ordem em especial, e porque são os três realmente muito bons e em géneros literários diferentes, O Desaparecimento de Stephanie Mailer de Joël Dicker, Antes de Sermos Vossos de Lisa Wingate e O Tempo Entre Costuras de María Dueñas. 

Se pudesses encontrar qualquer escritor, vivo ou morto, quem seria? O que lhe perguntarias?

Já tive o grato prazer de estar com o meu ídolo da escrita, Anne Bishop. Já ouvi Dan Brown numa conferência. Também gostaria de ouvir Ken Follet. Robin Hodd irei conhecer em Outubro, no festival Bang deste ano.

Gosto mais de os ouvir do que lhes colocar questões.

Qual livro ficaríamos surpresos de encontrar na tua estante?

As minhas leituras são muito variadas. Tanto tenho livros infantis como livros eróticos, de poesia e ensaios, biografias e fantasia. Religiosos e ateus. O leque é tão mas tão vasto que, se alguém se surpreender com o que por lá anda, não me conhece minimamente.

Como organizas a tua biblioteca pessoal?

Neste momento por lidos e não lidos. Depois da mudança de casa ainda não tive oportunidade de os organizar como deve ser. A única separação é mesmo entre os lidos – espalhados pela casa nas várias estantes – e os não lidos, que estão no meu canto de leitura no meu quarto. Depois, nos não lidos, há mais duas separações. Os que são meus (e que vão ficando) e aqueles que têm mais urgência, ou seja, os que me são emprestados, os do livro secreto e os das parcerias com as editoras.

Que livro já "deverias ter lido"?

Todos aqueles que já comprei e que ainda não li. Todos os que já foram editados e que nunca conseguirei ler.

Um livro que te desapontou e que é sobrevalorizado / Um livro que todos dizem ser a tua cara, mas que não gostaste / Último livro abandonado

Raramente abandono um livro. Pode às vezes acontecer demorar mais tempo que o normal a ler, ou lê-lo no intervalo dos outros mas é raro abandoná-lo. Mas já aconteceu, claro. Um dos últimos foi Palestina de Hubert Haddad. Não consegui mesmo.

Que tipo de histórias chamam a tua atenção? De que tipo de histórias manténs a distância?

Só mantenho a distância de livros de auto ajuda ou demasiado lamechas. Tirando isso, gosto de histórias bem contadas, sejam elas de ficção ou reais. Gosto que a escrita seja fluida, que as personagens sejam fortes e bem construídas, que a história seja atrativa e, mesmo que não seja original, que seja contada de forma original. Gosto que haja uma estrutura no livro, que não parece apenas palavras despejadas sem nexo e sem sentido. Gosto de me rir com um livro e gosto que me deixe o estomago às voltas com as descrições. Gosto de livros leves e livros pesados. Gosto de livros com poucas páginas e de verdadeiros calhamaços. Gosto de contos e de trilogias (e até gosto quando as trilogias se transformam em série).

Se pudesses indicar um livro para o Presidente, qual seria?

Em vez dum livro, podem ser quatro? São os meus livros preferidos de sempre, talvez os mais mencionados aqui. Falo, obviamente, das Brumas de Avalon

Que livros pretendes ler em breve?

Ainda não decidi qual será. Normalmente quando acabo um livro olho para a estante dos livros por ler e deixo que seja o livro a decidir por mim. Há sempre um que olha para mim de forma diferente e me diz: leva-me, é a minha vez. 

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Murmúrios da Morte

por Magda L Pais, em 13.08.18

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Murmúrios da Morte de Simon Beckett

David Hunter #3

ISBN: 9789722344159

Editado em 2010 pela Editorial Presença

Sinopse

David Hunter, o antropólogo forense que protagonizou os romances A Química da Morte e Escrito nos Ossos, regressa aos Estados Unidos onde o espera um dos maiores desafios da sua carreira. Numa cabana nos bosques é encontrado um corpo cujo estado de decomposição aponta para uma morte ocorrida há pelo menos seis dias. Porém, a quantidade de sangue no local e o facto de a vítima ter os membros amarrados sugerem que esta ainda estava viva quando a cabana foi alugada, cinco dias antes. Será David capaz de decifrar o quebra-cabeças ou terá enfim encontrado um rival à altura?

A minha opinião

Escrito nos Ossos termina com uma reviravolta espectacular que se espera tenha resolução no terceiro volume. E é apenas isso, o facto de não ficar resolvido, que baixa um ponto na classificação de Murmúrios da Morte, um livro tão ou mais absorvente que os anteriores e que, ao mesmo tempo, nos deixa um amargo. É que este é também o último livro publicado em Portugal desta trilogia e ficamos com vontade de ler mais. Apesar do nosso estômago não concordar muito, dado que também neste livro algumas descrições são horripilantes, nojentas. E tão mas tão boas!

Desta vez falhei redondamente em quem era o assassino! Mesmo sabendo que, normalmente, é a pessoa mais inesperada, desta vez tal não aconteceu. Ou se calhar aconteceu e por isso é que não percebi que seria ela.

(ela a pessoa, não ela a criminosa. Pode ser um ele ou uma ela, leiam para descobrir).

Murmúrios da Morte traz-nos uma escrita fluida, uma história com poucos pontos mortos e personagens consistentes e bem descritas. Não é um policial tradicional mas sim um policial baseado na antropologia forense, na análise dos corpos e no que os ossos nos podem contar (Temperance "Bones" Brennan chamada aqui por favor). Mas as explicações são todas dadas em linguagem corrente o que torna o entendimento bastante mais fácil.

Fiquei com vontade de ler mais deste autor. Resta-me esperar que alguma editora perceba a qualidade da escrita de Simon Beckett e nos traga mais livros dele.   

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Escrito nos Ossos

por Magda L Pais, em 12.08.18

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Escrito nos Ossos de Simon Beckett

David Hunter #2

ISBN: 9789722338301

Editado em 2007 pela Editorial Presença

Sinopse

Depois de A Química da Morte, Simon Beckett regressa com um novo e trepidante livro. O antropólogo forense David Hunter é chamado para uma investigação policial com contornos um tanto bizarros. Na ilha de Runa é descoberto um corpo quase totalmente carbonizado, no entanto a cabana onde o mesmo é encontrado não apresenta sinais de incêndio. Apesar da polícia local atribuir a morte a um acidente, Hunter não fica satisfeito e decide investigar a verdadeira causa da estranha morte. Mas o mistério não acaba e, enquanto uma terrível tempestade se abate sobre a ilha, violentas mortes se sucedem em catadupa… Conseguirá David Hunter descobrir o assassino de Runa? Escrito por um dos melhores contadores de histórias da actualidade, este é um livro fascinante que cativa o leitor desde o início.

A minha opinião

Segundo livro da trilogia e, quanto a mim, ainda melhor que o primeiro. O problema, se é que pode ser chamado de tal, é que também aqui descobri rapidamente quem seria o assassino. Não sabia as razões mas um dos assassinos teria de ser a pessoa mais improvável (não é sempre este o principio?) e, em Escrito nos Ossos voltou-se a confirmar.

Seja como for, e apesar disso, Escrito nos Ossos volta a deixar-me o estômago às voltas com as descrições. Quem está desse lado que tenha visto a série "Bones" ponha o dedo no ar. Ok, lembram-se do que ela fazia? Agora imaginem um livro com essas descrições. Pois, é basicamente isso. Não é o melhor livro para ler quando se está a comer, podem acreditar.

(mas, em contrapartida, é o melhor livro para se ler quando uma amiga com que não estamos há imenso tempo está do outro lado da estação do comboio e se mete a dizer adeus, a telefonar, a mandar mensagens... e nós, embrenhados no livro de tal modo, só nos apercebemos porque acabamos por ter de entrar no comboio e quando nos sentamos alguém nos telefona e estranhamos ter mensagens e chamadas não atendidas. Enfim...)

Porque Escrito nos Ossos é completamente absorvente. Queremos perceber como e porquê. Queremos respostas. Queremos chegar à última página para perceber tudo mas... mas depois, chegamos à última página e a reviravolta é tal que já não pensamos em ir dormir, queremos apenas pegar no terceiro volume e perceber o que raio nos escapou neste.

Escrito nos Ossos lembrou-me um livro de Agatha Christie. As Dez Figuras Negras. A base é semelhante. Uma ilha, donde ninguém pode sair ou entrar e os assassinatos a decorrer. Claro que Simon Beckett não é Agatha Christie (ninguém é, na realidade) mas anda lá a rondar a excelência.

Agora desculpem-me mas tenho mesmo de me ausentar. O terceiro volume com (espero) as respostas ao final de Escrito nos Ossos está no sofá a chamar-me.

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