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O Espelho Negro

por Magda L Pais, em 28.09.18

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Espelho Negro de Juliet Marillier

As Crónicas de Bridei #1

ISBN: 9789722521383

Editado em 2010 pela Bertrand Editora

Lido em 2015

Sinopse

Escócia, século VI. Bridei tem quatro anos quando os seus pais o confiam a Broichan, um poderoso druida do reino de Fortriu, com quem aprenderá a ser um homem erudito, um estratega e um guerreiro. Bridei desconhece que a sua formação obedece ao desígnio de um concelho secreto de anciãos e que está destinado a desempenhar um papel fundamental no destino do instável reino de Fortriu. Porém, algo irá mudar para sempre o seu mundo e, provavelmente, arrasar os planos de Broichan: Bridei encontra uma criança, ao que tudo indica abandonada pelos Boas-Gente. Todos concordam que o melhor será assassiná-la, mas Bridei decide salvá-la a todo o custo. E assim, ambos crescem juntos, e a bebé Tuala transforma-se numa bela mulher.Contudo, Broichan presente o perigo que ela representa, pois a jovem poderá vir a ter um papel importante no futuro de Bridei… ou causar a sua perdição.

A minha opinião

É um dos géneros literários que mais gosto - a literatura do fantástico. E Juliet Marillier é um dos expoentes máximos deste género, sem dúvida. E ainda gosto mais quando a realidade se mistura com a lenda e a ficção. Nas palavras da autora, As Crónicas de Bridei são uma mescla de história, conjecturas e imaginação em que ficamos a conhecer a história de Bridei que governou os pictos a partir de 554 d.c.

Aos quatro anos, Bridei despede-se dos seus pais e irmãos para ir com Broichan, para, aparentemente, e como qualquer criança nobre, aprender e conhecer outras culturas de modo a poderem melhorar o seu comportamento. Bridei estranha ser a única criança na casa de Broichan mas obedece cegamente ao seu pai adoptivo - mesmo quando, pouco tempo depois, alguém o tenta assassinar enquanto passeia na floresta.

Aos poucos Bridei começa a revelar as suas capacidades excepcionais e que levaram a que a sua mãe o tivesse escolhido, de entre os filhos, para que fosse o escolhido para ser formado, como guerreiro, erudito e druida e, por fim, governar Fortriu, no dia em que Drust, o Touro, morresse. 

Apesar de viver com Broichan, os seus estudos e a sua evolução são acompanhados, de perto, por um conselho de anciões que pretende, com a sua futura eleição, unir um reino desavindo e com vários conflitos internos. Este conselho programa a vida de Bridei quase ao minuto, dos seus quatro anos até à data da eleição do governante, 15 anos mais tarde.

Mas A Que Brilha tem os seus próprios desígnios e decide deixar, à porta do castelo onde Bridei vive, uma bebé filha dos Boa Gente. Para todos, excepto para Bridei, esta criança, por ser filha dos Boa Gente, só pode significar desgraça e miséria, e propõe-se assassinar a criança. Bridei, com alguns feitiços simples, consegue evitar que tal aconteça e acaba por convencer todos de que a bebé deve ficar com eles e aprender, tal como ele.

Tuala, a bebé, e Bridei, acabam por crescer juntos e juntos, acabam por descobrir o amor mais puro, aquele que nasce de uma amizade que ultrapassa os mundos dos humanos e dos Boa Gente e que é abençoado pel'A Que Brilha - apesar da oposição de Broichan que tenta de tudo para que ambos se separam.

As intrigas normais duma corte desavinda e o amor pelo poder de alguns acabam por pôr em risco a vida de Bridei e de Tuala. Será que eles próprios e o amor que sentem um pelo outro são suficientes para os salvar?

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A Bailarina de Auschwitz

por Magda L Pais, em 26.09.18

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A Bailarina de Auschwitz de Edith Eger

ISBN: 9789898892188

Editado em 2018 pela Desassossego (Saída de Emergência)

Sinopse

Um livro poderoso e comovente que nos leva numa viagem universal de redenção e cura. Edith Eger tinha 16 anos quando foi enviada para Auschwitz. Naquele campo de concentração suportou experiências inimagináveis, incluindo ser forçada a dançar para o infame Joseph Mengele. Durante os meses seguintes, a resiliência da jovem ajudou muitos a sobreviver. Quando o campo foi finalmente libertado pelas tropas americanas, Edith foi retirada de uma pilha de corpos moribundos.

Em A Bailarina de Auschwitz, Edith Eger partilha a sua experiência do Holocausto e as histórias extraordinárias das pessoas que ajudou desde essa altura. Atualmente, ela é uma psicóloga reconhecida internacionalmente e os seus pacientes incluem mulheres vítimas de abusos e soldados com síndrome de stresse pós-traumático. Edith Eger explica como a mente de muitos de nós se tornou numa prisão e mostra como a liberdade é possível quando nos confrontamos com o nosso sofrimento.

A Bailarina de Auschwitz é um livro transformador, um exame profundo do espírito humano e da nossa capacidade de cura.

A minha opinião

O tempo não cura. É que fazes com o tempo que cura.

Esta podia ser a frase que define este livro. Ou melhor, não só o livro mas a vida da grande maioria dos sobreviventes do Holocausto nazi, que, apesar dos horrores que sofreram e assistiram, voltaram a sorrir, refizeram as suas vidas e, em muitos casos, perdoaram os que lhes fizeram mal. E talvez não fosse mal pensado, nada mal pensado mesmo, se todos vivessem de acordo com esta frase.

(uma breve pausa para vos dizer que, em cada livro que leio sobre o holocausto nazi, e quando julgo ser impossível que descobrir novas atrocidades cometidas, acabo por perceber que a maldade não tem realmente limites: neste livro Edith conta-nos que uma grávida que conseguiu chegar a Auschwitz minimamente intacta, foi-lhe permitido chegar ao termo da gravidez apenas e só para que, quando entrou em trabalho de parto, as pernas fossem atadas uma à outra, provocando dores excruciantes à mãe e ao bebé que, naturalmente, acabaram por falecer num momento que devia ser de vida).

A Bailarina de Auschwitz é um livro que se lê com o coração nas mãos, com um lenço por perto para os mais emotivos. É um livro que nos leva a perder... o comboio, a paragem, a noção de tempo porque Edith Eger sabe exactamente o que nos deve dizer, como nos contar a sua história - e de tantos outros - deixando-nos presos ao livro, sem percebermos nada do que se passa ao lado.

A Bailarina de Auschwitz não é só mais um livro sobre a segunda guerra mundial. É muito mais que isso. É a história duma mulher que não desistiu, sobre a força que as irmãs podem transmitir umas às outras (gostei especialmente da Magda, a irmã de Edith). A Bailarina de Auschwitz é um livro sobre viver em vez de sobreviver, que nos ajuda a enfrentar os nossos próprios problemas e que nos ensina a aceitar e a relevar aquilo que não podemos mudar. 

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 (Magda e Edith)

Acima de tudo, A Bailarina de Auschwitz, é O livro a ler. Não é apenas mais um livro, mais uma história, é simplesmente o livro cuja leitura devia ser obrigatória.

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(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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A Encomendação das Almas

por Magda L Pais, em 25.09.18

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A Encomendação das Almas de João Aguiar

ISBN: 9789724116648

Editado em 2005 pelas Edições Asa

Sinopse

Num mundo rural em decomposição acelerada, minado pela poluição física e mental, pelos media e pelas arremetidas da "Aldeia Global", um homem de setenta anos e um adolescente aliam-se para construir um pequeno universo privado, fantástico, parado no tempo, onde vivem os velhos ritos e as superstições do passado.

Porém, esse universo, frágil e vulnerável, não poderá resistir durante muito tempo à sociedade hostil que o cerca. Então, é preciso encontrar uma saída...

História de uma amizade e de uma revolta, A Encomendação das Almas é também um retrato-caricatura do nosso tempo. Com ele, João Aguiar abre uma nova frente no seu trabalho de romancista e, renovando-se, confirma que é hoje um dos mais versáteis narradores portugueses.

A minha opinião

Navegador Solitário foi o meu primeiro contacto com João Aguiar, cortesia do livro secreto. A Encomendação das Almas só veio confirmar que, efectivamente, João Aguiar é um escritor que todos devíamos conhecer, que devíamos ler, deixando-nos encantar com as suas histórias.

Este é um livro que se lê num fôlego. Numa tarde ou numa manhã, pequeno em tamanho, enorme na qualidade da escrita, na história e nas lições muito actuais.

A Encomendação das Almas mistura lendas e mitos com a realidade de muitos velhotes, abandonados pela sua família que só se preocupam com o dinheiro. Um livro terno, uma história duma amizade improvável, com um fim que, apesar de tudo, é o desejado pelas personagens que aprendemos, desde as primeiras letras, a gostar e a torcer por elas.

Se nunca leram nada deste autor, não sabem o que perdem.

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Leitura Alheia: Crónica dos Bons Malandros

por Magda L Pais, em 24.09.18

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Crónica dos Bons Malandros de Mário Zambujal

ISBN: 9789898452320

Editado em 2011 pelo Clube do Autor

Sinopse

Sinto-me sequestrado por estes bons malandros". Aos livros que fui escrevendo, e outros que venha a escrever, não lhes valem possíveis méritos. Mais de trinta anos depois de saltarem à cena, sem outra pretensão do que fazer sorrir circunstanciais leitores, os bons malandros não arredam pé e ganharam a afeição de gerações sucessivas. Nada mais surpreendente, para quem lhes deu vida, esta longevidade que permite divertir jovens de hoje, tal como acontecera com seus pais e mesmo avós. Aqui se apresenta uma nova (e esmerada) edição de um livro que já galgou pelo cinema e pelo teatro e ameaça novos estrondosos cometimentos. Entretanto, o que o autor ambiciona é o mesmo de sempre: proporcionar prazer de leitura a quem se dispõe à descoberta das singulares aventuras destes bons malandros. "Se eles vos divertirem, cumprem o seu destino."

A opinião do Silent Man

Antes de mais, queria agradecer à Magda o convite para esta magnífica rubrica. Fico sempre lisonjeado quando me convidam para estas coisas e arranjo sempre um tempinho para participar da melhor forma possível.

O livro que vos venho falar é um clássico da literatura contemporânea portuguesa. É provavelmente o livro mais conhecido do Mário Zambujal e é de certeza o livro que já li mais vezes na vida. Volta que não vira, quando preciso de me rir um bocado, pego nele e leio-o.

É um livro pequeno, que se lê em duas horinhas a bom ritmo ou, se quisermos mesmo desfrutar, numa viagem de comboio para o Porto. E cada página promete muitas e boas gargalhadas! Isto digo-vos eu que não percebo nada disto.

O livro fala de uma quadrilha de ladrões que, nos anos 70 a 80, resolve fazer um assalto completamente “fora da caixa” a uma exposição de jóias René Lalique, na Gulbenkian. É assim que começa. Mas depois, vem a parte mesmo gira, que é a descrição mais ou menos pormenorizada e extremamente engraçada, diria mesmo hilariante, de como cada elemento da quadrilha cresceu e tomou contacto com Renato “Pacífico”, o líder carismático da mesma.

Renato “Pacífico”, Silvino “Bitoque”, Marlene “do Renato”, Adelaide “Magrinha”, Flávio “O Doutor”, Pedro “O Justiceiro” e Arnaldo “Figurante” são as personagens principais do livro, que tem participações especiais de nomes como Tomé “Caga D’Alto”, Valdemar “Jazebandista” e Lucien “Obelix”. Para quem não gosta assim tanto de ler, é um livro que aconselho vivamente, uma vez que é levezinho, dá para rir e é pequenino, o que permite ler rapidinho e pode motivar para leituras mais complexas. Para os leitores mais hardcore, é a certeza de uma tarde bem passada, garantia de Silent Man.

Mais uma vez obrigado. Espero que gostem tanto como eu!

Leia aqui as primeiras páginas

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(às 9h30 de segunda feira, leituras alheias traz-vos opiniões sobre livros de outros bloggers ou amigos)

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Os Viajantes

por Magda L Pais, em 23.09.18

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Os Viajantes de Alexandra Bracken

Passenger #2

ISBN: 9789897543449

Editado em 2018 pela Marcador

Sinopse

Este é o livro sequela de Os Passageiros do Tempo. Etta Spencer não sabia que era uma viajante até ao dia em que emergiu a quilómetros e a anos da sua casa. Agora que lhe roubaram o objeto poderoso que era a sua única esperança de salvar a mãe, Etta encontra-se presa mais uma vez, longe do seu tempo e de Nichola, corsário do século XVIII por quem se apaixonou.

Quando se vê no coração do inimigo, promete terminar o que começou e destruí-lo de uma vez por todas. Mas é surpreendida com uma revelação bombástica sobre quem é o seu pai. De repente, questionando tudo pelo que lutou, Etta tem de escolher um caminho que poderá transformar o seu futuro.

A minha opinião

Depois de ler Os Passageiros do Tempo era mais que óbvio que teria de ler a continuação, Os Viajantes. Tal como o primeiro, é de leitura bastante agradável, apesar de não ser exactamente o melhor livro de sempre.

Há partes do livro, principalmente na primeira parte, que me deram sono e pouca vontade de continuar. Muito confuso, muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Mas passada essa parte, passei a ler compulsivamente porque melhora consideravelmente e torna-se bastante interessante.

Continuo a ser da opinião que as personagens mereciam um desenvolvimento maior. Rose, por exemplo, merecia que se aprofundasse mais as razões que a levam a fazer tudo o que faz.

Gostei especialmente da forma como o livro termina, original e claramente inesperado.

No geral é, sem dúvida, um livro a ler com uma capa extremamente bem conseguida (este poderia ser um livro comprado pela capa).

Leia aqui as primeiras páginas

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