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A Espada de Fortriu

por Magda L Pais, em 05.10.18

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A Espada de Fortriu de Juliet Marillier

As Crónicas de Bridei Vol II

Editado em 2010 pela 11 X 17

ISBN: 9789722521925

Lido em 2015

Sinopse

Depois de O Espelho Negro, chega-nos o segundo livro das crónicas de Bridei.

O reino de Fortriu gozou de cinco anos de paz desde que Bridei chegou ao trono. Agora, o rei prepara-se para uma guerra há muito esperada que, segundo pensa, banirá para sempre do Ocidente os invasores Galeses. A princesa Ana, refém de Fortriu desde a sua infância, é enviada para Norte, para se casar, estrategicamente, com um líder que nunca viu, e com isso ganhar um aliado no qual se baseia a vitória de Bridei. A sua escolta é conduzida por um homem que ela despreza: o enigmático Faolan, assassino e espião de Bridei. A expedição é infortunada e, quando Ana chega junto do líder a quem fora prometida, numa fortaleza perdida nos Bosques de Briar, ela não se sente à vontade. Trata-se de um lugar cheio de segredos. Quando Ana descobre um prisioneiro mantido na mais austera reclusão, é confrontada com uma conspiração de silêncios. Entretanto, Faolan percorre um delicado caminho entre a lealdade e a traição.

As forças de Bridei marcham para o campo de batalha. Mas aos que ficam para trás é revelado que o seu rei marcha em direcção à derrota e, mais do que isso, o espera a morte certa. Só um mensageiro é capaz de o alcançar a tempo, mas chamá-lo porá em perigo o que é mais querido para Ana.

 

A minha opinião

Enquanto que n'O Espelho Negro acompanhamos a história de Bridei e Tuala, neste segundo livro as personagens principais são Ana e Faolan. Ana, uma das poucas amigas de Tuala e refém do reino desde tenra idade é convidada, por Bridei, a assumir um papel preponderante na política, como noiva de Alpin, um líder estratégico e cuja localização poderá ser benéfica na luta de Bridei para banir os Celtas do seu território. Faolon, amigo e confidente de Bridei, é convidado a levar Ana até ao noivo sem que se tenha a certeza se Alpin a aceita ou se irá cumprir a sua parte do acordo.

Para Faolon, está será a sua pior missão de sempre, por ter de levar, consigo, uma princesa mimada e sem qualquer preparação. Mas Ana, ao longo da viagem prova que afinal talvez esteja tão bem preparada quanto Faolon.

Ao chegarem ao reino de Alpin, Ana percebe que vai ser difícil cumprir o que se espera dela - casar com Alpin, um homem violento e pouco sério que lhe causa imensa repulsa. Acaba também por descobrir que a primeira mulher de Alpin morreu em circunstâncias pouco claras e que, quem está a pagar pela sua morte talvez esteja inocente. Será que, ao casar com Alpin, irá conseguir, em simultâneo, provar a inocência de Drustan?

Quanto a Bridei e Tuala, casados há cinco anos e com um filho, Derelei, surgem outros problemas. Bridei tem de ir para a guerra, aquela para a qual se está a preparar desde sempre e que, se tiver sucesso, irá acabar com o domínio celta nalgumas zonas do reino. Tuala, com o marido longe, cede à tentação e volta a consultar a taça da visão e acaba por ver o assassinato de Bridei por um dos seus guarda-costas. Será que consegue evitar este acontecimento? e a que custo?

Mais uma vez, esta que é uma das minhas autoras favoritas da literatura do fantástico, não me desilude. Este livro tem de tudo para ser, também ele, fantástico.

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Jogos de Raiva

por Magda L Pais, em 04.10.18

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Jogos de Raiva de Rodrigo Guedes de Carvalho

ISBN: 9789722065047

Editado em 2018 pela Dom Quixote

Sinopse

Um homem levanta a voz acima da algazarra de conversas. E pede que ponham mais alto o som do televisor do restaurante. É então que todos reparam no que ele vê. Não percebem ou não acreditam. E na rua, no bairro, na cidade, no país, homens, mulheres e crianças vão-se calando. Está por todo o lado, a imagem horrível e hipnotizante. O homem que pediu silêncio leva as mãos à cara e pensa: como chegámos aqui?

A era da comunicação global trouxe inimagináveis maravilhas. Partilhas imediatas de ensinamentos, denúncias e solidariedades. Mas permitiu também que saísse das cavernas uma realidade abjecta. Insultos, ameaças, ironias maldosas. Nunca, como hoje, a semente do ódio foi tão espalhada.

É sobre este pano de fundo que se conta a história de uma família. Três gerações a olhar para um futuro embriagado num estado de guerra. Uma família que esconde, enquanto puder, um segredo.

Jogos de Raiva traça duros retratos sem filtro sobre medos e remorsos, sobre o racismo, a depressão, a sexualidade, o jornalismo, a adopção, a arte e a amizade. E o poder das histórias.

É sobre a urgência da confiança, da identidade e do amor.

É um livro sobre todos nós, à deriva num novo mundo.

A minha opinião

Tenho de confessar que nunca pensei ler este livro. Começam a ser demasiados jornalistas a dar uma perninha na escrita, vá-se lá saber porquê, fica-me sempre a sensação que se estão a aproveitar da fama para outros voos, sabe-se lá com que qualidade. Ou sabe-se lá quem é que realmente escreve os livros.

Mas depois a Márcia - pessoa que admiro imenso e que é muito exigente na leitura - leu estes Jogos de Raiva e descreveu-o com uma simples palavra: fenomenal. Fiquei curiosa, é verdade, mas ainda com algumas dúvidas. 

Depois veio a Pequeno Caso Sério com a sua critica fantástica e eu achei que, bem, se calhar o melhor é ler mesmo. Aproveitei um bom vale que tinha na Bertrand e pronto. O livro veio cá para casa e foi lido (ou melhor, devorado) em menos de nada.

Jogos de Raiva é, muito provavelmente, um dos melhores livros que li este ano. É, muito provavelmente, um dos melhores livros de um autor português que alguma vez li, ali, taco a taco com Para Onde Vão Os Guarda-Chuvas. É um livro poderoso, um portento. Mas também um murro no estômago, angustiante e intenso.

Viajamos, ao sabor dos acontecimentos e das recordações, entre o passado e o presente de três gerações duma família, com segredos, desavenças, amores e desamores. Aborda temas tão dispares como a violência, bullying, adopção, redes sociais, amor, amizade, família, homossexualidade, sexualidade, remorsos, depressão e sofrimento. Critica, de forma dura, o jornalismo - aquele de que o próprio autor faz parte - que vive do sangue, da desgraça alheia e que não respeita nada nem ninguém.

Mas não só.

Jogos de Raiva desmonta, de forma fenomenal, a sociedade actual que vive através das redes sociais, cuja preocupação maior é perceber quantos likes as publicações tiveram, ou os comentadores profissionais que vivem nas caixas de comentários, sempre prontos a ofender e a criticar.

Jogos de Raiva obriga-nos a pensar. A repensar. Na nossa vida, na vida dos outros, na nossa família e na família dos outros. Revolta-nos, encanta-nos e deixa-nos, quando terminamos, com um vazio num estômago, com a nítida sensação que nada será como antes e sem sabermos, ao certo, como poderemos pegar noutro livro, tendo a certeza absoluta que nenhum outro será tão bom como este.

devia haver leitores profissionais, tão exigentes quanto atentos e sensíveis e inteligentes, e talvez, quem sabe, talvez assim aparecessem melhores escritores.

 

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A Jaula do Rei

por Magda L Pais, em 02.10.18

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A Jaula do Rei de Victoria Aveyard

Rainha Vermelha #3

ISBN: 9789897731280

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Quando a faísca da rapariga-relâmpago se apaga, quem ilumina o caminho para a rebelião?

Mare Barrow foi capturada e está impotente sem o seu poder, vivendo atormentada pelos erros do passado. Ela está à mercê do rapaz por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos da sua mãe, fazendo de tudo para manter o controlo de Norta — e de sua prisioneira.

Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante da Pedra Silenciosa, a Guarda Escarlate organiza-se, deixando de agir nas sombras e preparando-se para a guerra. Entre os guerreiros está Cal, o príncipe exilado, que no meio das dúvidas tem apenas uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.

Sangue vermelho e prateado correrá pelas ruas. A guerra está a chegar…

A minha opinião

Sabem o quanto fiquei irritada com este livro? o quanto me apeteceu pegar nele e atirá-lo pela janela quando cheguei às últimas páginas? Não? pois, foi exactamente isso que me aconteceu ontem quando o terminei. 

Mas calma, a minha irritação teve exclusivamente a ver com o facto de que estava convencida que A Jaula do Rei era o último volume da série Rainha Vermelha e descobri que afinal não é. Ainda por cima o livro termina num impasse que me deixa quase que a roer as unhas enquanto não sai cá em Portugal o próximo. Ou se calhar eu até já sabia disso (o Goodreads dá sempre uma ajuda nestes casos) mas estava tão, mas tão envolvida n'A Jaula do Rei que só me voltei a lembrar naquelas malfadadas últimas páginas quando percebi que tudo ia ficar em suspenso. 

Gosto quando um livro me irrita desta forma e por esta razão (eu sou estranha, que se há-de fazer) porque significa que vou poder continuar a viver no mundo para onde o livro me transporta. Porque significa que o livro me envolveu de tal modo que quero lá voltar e também porque não me sinto ainda preparada para me despedir das personagens. Só não gosto quando o livro termina num impasse tal que temos de ler duas ou três vezes as últimas páginas para termos a certeza que não perdemos pitada (ou vá, na realidade gosto mas não digam a ninguém).

N'A Jaula do Rei Victoria Aveyard mostra toda a sua garra, as suas qualidades de contadora de histórias e de como sabe exactamente como prender um leitor. Os cenários de guerra são descritos de tal modo que quase temos de olhar por cima do ombro para perceber se estamos - ou não - a salvo.

 Para quem gosta de fantasia, Rainha Vermelha, é, sem dúvida, uma série a ler.  

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Leitura Alheia: O Maior Amor do Mundo

por Magda L Pais, em 01.10.18

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O Maior Amor do Mundo de Seré Prince Halverson

ISBN: 978-972-0-04586-7

Editado em 2013 pela Porto Editora, S.A.

Sinopse

Ella Beene vive uma vida idílica numa pacata cidade americana, com o marido, Joe, e os dois filhos do primeiro casamento deste. Certo dia, porém, infringindo uma regra de ouro, Joe vira costas ao mar e uma onda arrasta-o para o fundo, levando consigo os seus muitos segredos.

Convencida de que a mãe biológica dos filhos, Paige, os tinha abandonado, é com grande surpresa que Ella a vê aparecer no funeral, decidida a recuperar a custódia.

À medida que os segredos emergem, Ella vê a sua vida perfeita ruir como um castelo de cartas. Mas há duas crianças que precisam de si mais do que nunca e pelas quais está disposta a enfrentar todas as adversidades...

A opinião da Marta

O maior amor do mundo retrata a luta entre uma mãe biológica – Paige - que, três anos antes, abandonou o marido Joe, e os filhos – Annie, na altura com três anos, e Zach, com apenas alguns meses – sem nunca mais ter dado notícias, e uma madrasta - Ella, que surgiu na vida de Joe e das crianças nessa mesma altura, e os criou como se fossem seus.

Tudo começa após a morte de Joe.

Paige surge, para reivindicar os seus direitos de mãe. E Ella vê-se obrigada a lutar, desesperadamente, para que não lhe levem os “seus” meninos sobre os quais, legalmente, não tem direito algum.

À medida que a trama se vai desenrolando e embora, à primeira vista, Paige seja a “má da fita”, muitos segredos vão sendo desvendados, e Ella percebe que, afinal, nem tudo é o que parece, e as coisas podem não ter acontecido exactamente da forma como lhe foram contadas.

Ainda assim, embora consiga compreender, até certo ponto, como Paige se sente, considero que as suas actuais atitudes não são, de todo, as mais correctas. Já Ella, mostrou honestidade e generosidade revelando, em tribunal, e quando já tinha a certeza de que a guarda lhe seria concedida, uma verdade que muda por completo o rumo da história.

Apesar da raiva, dos ciúmes, dos segredos e do sentimento de injustiça, por estar a perder tudo o que tinha na vida, Ella consegue fazer o que mais ninguém foi capaz – dá um novo impulso ao negócio da família de Joe, quebra todos os “muros” erguidos pelas diversas personagens que durante anos as impediram de falar dos seus medos e das suas histórias, e consegue ter a coragem para tentar perceber o que aconteceu a Paige, para chegar até ela, e voltar a ter nos seus braços a sua Banannie e o seu Zachossaurus, como carinhosamente os apelida!

E a pergunta que todos fazemos é: quem vencerá, no final, esta batalha? Qual será, de facto, o maior amor do mundo? A resposta, terão que a encontrar vocês…

Uma excelente história que eu recomendo!

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(às 9h30 de segunda feira, leituras alheias traz-vos opiniões sobre livros de outros bloggers ou amigos)

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