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Quem Teme a Morte

por Magda L Pais, em 12.11.18

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Quem Teme a Morte de Nnedi Okorafor

ISBN: 9789897731082

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Num futuro distante, um holocausto nuclear devasta o continente africano e dá-se um genocídio numa das suas regiões. Os agressores, os Nuru, de pele mais clara, decidiram seguir o Grande Livro e exterminar os Okoke, de pele mais escura. Mas, depois de ser violada, a única sobrevivente de uma aldeia Okoke consegue escapar e refugiar-se no deserto. Dá à luz uma rapariga com cabelo e pele cor de areia e a mãe percebe, nesse momento, que a sua filha é diferente. Dá-lhe o nome de Onyesonwu, que significa "Quem Teme a Morte?".

Treinada por um misterioso xamã, Onyesonwu sabe que tem um destino mágico a cumprir: pôr fim ao genocídio do seu povo. A jornada para cumprir tal proeza irá pô-la em confronto com a natureza, a tradição, o amor verdadeiro, os mistérios da sua cultura… e, por fim, com a própria morte.

A minha opinião

Quem Teme a Morte lembra-me aquela velha expressão: primeiro estranha-se, depois entranha-se. Nas primeiras páginas estranhamos a escrita, o nome das personagens, a história… quase que estranhamos o papel, de tão estranho que é. Mas aos poucos, Onye e Mwita vão-se tornando familiares ao ponto de quase esperarmos que eles estejam ali ao nosso lado enquanto vamos acompanhando a sua história.

Confesso que, apesar de ter lido a sinopse antes, esqueci-me completamente que, Quem Teme a Morte, se passa numa África pós apocalíptica. Para mim passa-se numa África alternativa, mítica e mágica, num tempo sem tempo definido.

Quem Teme a Morte mistura mitos, magia e realidade. Mistura violência e violações com coragem, amor e amizade. Mostra-nos a guerra como ela é, com dois lados que se voltam um contra o outro, mas também nos mostra a esperança.

Não é, seguramente, um livro fácil ou leve. É pesado e forte. E, ao mesmo tempo, extraordinariamente leve. Um livro que mistura sentimentos duma forma tão perfeita que merece, seguramente, uma leitura.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Entretanto...

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Leitura Alheia: Silêncio

por Magda L Pais, em 12.11.18

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Silêncio de Shusaku Endo

ISBN: 9789722041355

Editado em 2010 pela Dom Quixote

Sinopse

Uma fascinante introspecção que questiona o silêncio de Deus perante a agonia dos que nele crêem.

Silêncio, cuja acção decorre no século XVII, conta-nos a história de um missionário português envolvido na aventura espiritual da conversão dos povos orientais, o qual acaba por apostatar, após ter sido sujeito às mais abomináveis pressões das autoridades japonesas, para evitar que um grupo de fiéis seja por ordem delas torturado até à morte.

Antes de chegar ao Japão, a sua viagem leva-o a Goa, depois a Macau e, finalmente, a Nagasáqui e Edo, em etapas que pouco a pouco o transportam a esse Oriente hostil, onde no entanto já se contam alguns milhares de convertidos à fé católica.

Aí descobre, na luta contra as pessoas e o ambiente adversos, a verdadeira fé, liberta de todo o aparato externo, eclesiástico ou mundano. E aí acaba por experimentar a derradeira solidão, que é o destino daqueles que quebram a comunhão com o que mais profundamente marca a sua identidade.

A opinião da Maribel

Este Silêncio, escrito por Shusaku Endo, foi o livro que escolhi para apresentar no desafio proposto pela nossa Magda Pais, que me convidou a fazer parte desta sua nova rubrica: “Leituras Alheias”, desde já agradeço o convite para entrar em blogue alheio!

Escolhi esta obra, não por ser um livro leve de ler, ou animado na sua narrativa, pelo contrário, é um livro que apresenta uma história complexa e dramática de um simples padre missionário que procura evangelizar e difundir a Fé Cristã no Japão que, em nada se apresenta disponível, para acolher tal religião!

Embora seja um livro pequeno em número de páginas, apresenta-se complexo e repleto de relatos históricos e culturais. Mostra várias formas de olhar a religião e a Fé. Questiona, constantemente, os nossos próprios conceitos de moral e ética. Realça realidades políticas e culturais…

Esta obra deixa-nos expectantes em relação a toda a ação que está inerente ao personagem principal, mas deixa-nos desconfiados e curiosos sobre tantas outras personagens: quem não se questiona, tantas vezes, sobre a ação enigmática de Kichigiro, ao longo deste enredo?!

Um livro que não me permitiu ficar indiferente… que me deixou triste e a sorrir só em um ou dois ‘virar de páginas’, que me ensinou muito sobre humildade, Fé, humanidade, ideologias, escolhas, culturas, segredos e silêncios…

Não proponho este livro a todas as pessoas, proponho-o apenas a quem queira sentir emoções diferentes na leitura… a quem deseje questionar valores e moralidades… a quem tencionar refletir muito para além do seu recinto de conforto… a todos/as os/as que desejem uma leitura intensa em relatos de vidas e vivências sofridas e intensas…

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(às 9h30 de segunda feira, leituras alheias traz-vos opiniões sobre livros de outros bloggers ou amigos)

Orgulho Asteca

por Magda L Pais, em 09.11.18

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Orgulho Asteca de Gary Jennings

Editado em 2007 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789728839932
Lido em 2015
 
Sinopse
Era uma vez... a mais poderosa e fascinante civilização...
Este é considerado pela crítica mundial, como o melhor romance histórico sobre a desaparecida civilização Asteca e um dos melhores romances históricos do Séc.XX. Gary Jennings, mudou-se para o México e durante 12 anos investigou e viveu apenas para a sua criação: o Asteca, deixando-nos uma obra inesquecível. Gary era famoso por ser um dos escritores mais rigorosos e com mais trabalho de pesquisa por trás dos seus romances. Em 1530, depois de quase extinguir o povo Asteca pelas mãos de Hernán Cortés, o Imperador Carlos, Rei de Espanha, pede ao bispo do México que lhe faculte informação acerca da vida e dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, decide redigir um documento, baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O seu nome é Mixtli - Nuvem Obscura. Mixtli, um dos mais robustos e memoráveis astecas, relata com detalhe toda uma vida: a sua infância, a mentalidade e os costumes do seu povo, o sexo e a religião, a sua formação e os seus amores, sempre tormentosos e trágicos. Esta é a sua empolgante e maravilhosa história, que representa o choque entre civilizações com formas inconciliáveis de ver o Mundo. A História de Mixtli é, em grande parte, a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.
 

A minha opinião

Há coisa de dois anos, na Feira do Livro de Lisboa, não resisti a uma promoção da Saída de Emergência e comprei um pack com este livro e a continuação, Sangue Asteca. Não me perguntem porquê, mas fui deixando os dois livros por ali sem lhes pegar. Cheguei a olhar para os dois e pensar que talvez tivesse feito asneira em os comprar porque não conhecia o autor. Mas há vinte dias atrás, e no meio dos quase 40 que tenho em fila de espera para ler, fiquei presa na lombada da capa deste livro e resolvi que tinha chegado o momento. Vinte dias depois posso dizer que estou muito arrependida de não o ter lido logo que cheguei a casa com eles.

Sempre senti um grande fascínio pelas civilizações Asteca e Maia - aliás, entre outras razões, a minha opção pela altura em que fiz a viagem de finalistas da faculdade, foi que a viagem ia ser a Cancún, o que me permitiria - a bem ou a mal - visitar algumas cidades maias.

Sobre o livro terei de dizer que não é para ser lido de animo leve nem por quem espera uma leitura soft. A civilização asteca tinha tradições deveras violentas, descritas, ao pormenor neste volume. É preciso entender um pouco do espírito dos Astecas para entender que, para eles, nenhuma daquelas tradições era violenta. Para os Astecas (assim como para os Maias) a morte não era um castigo, era um prémio dado aos melhores. Na sua grande maioria, as pessoas sacrificadas nas cerimónias, eram-no voluntariamente. E sabiam que, após a sua morte, seriam o alimento dos sacerdotes e de quem tinha assistido. Essa era a forma de continuarem vivas. Quanto os sacrificados eram os soldados inimigos capturados nas guerras, o primeiro a ser sacrificado era o que detinha o posto mais alto ou o que tivesse combatido mais ferozmente - era esse o prémio e que aceitavam com alegria. Quando era necessário o sacrifício de crianças, estas eram compradas a famílias escravas e tratadas, nas semanas antes, com todos os mimos dados aos filhos dos nobres, e só depois eram sacrificadas. Enfim, não vou entrar em mais detalhes sob pena de vos afastar da leitura deste meu texto, como, em certos momentos, tive de o fazer em relação ao livro. Sim, porque este livro é escabroso, violento, sangrento e muito realista. 

Neste primeiro livro ficamos ainda a saber que há muitas semelhanças entre partes da religião asteca e a religião católica. O Primeiro Casal - nos astecas - poderá ser Adão e Eva para os católicos, por exemplo. De uma forma ainda indelével, até porque este livro retrata a vida de Mixtli antes da ocupação espanhola, ficamos ainda a conhecer a destruição que os espanhóis espalharam por todo o México - destruição de templos, cidades e duma civilização.

Se me pedirem que vos defina este livro numa só palavra, terei de inventar uma - fabulástico! é mesmo a única forma de o descrever. Dos livros que li este ano é, seguramente, o melhor (até agora). E agora desculpem a saída brusca mas vou já pegar no Sangue Asteca, o segundo volume.

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A Viagem do Assassino

por Magda L Pais, em 08.11.18

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A Viagem do Assassino de Robin Hobb

Assassino e o Bobo #4

ISBN: 9789897731310

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Um pai à procura da filha. Um assassino em busca de vingança. Há muitos anos, FitzCavalaria jurou a si mesmo afastar-se das intrigas da corte e despir a pele de assassino. Tornou-se Tomé Texugo, um respeitável senhor rural, marido e pai. Mas esta pacata existência foi abalada pelo rapto da sua filha, Abelha, cuja existência praticamente todos desconheciam. Acreditando que a filha está morta, Fitz parte com o seu velho amigo Bobo em busca de vingança. A sua jornada leva-os a percorrer meio mundo, até chegarem a um lugar maldito que traz de volta memórias há muito esquecidas. Entre a dor da perda e a esperança num futuro incerto, Fitz e o Bobo terão de enfrentar revelações inesperadas que serão decisivas no futuro de ambos.

A minha opinião

Bem... eu gostava de não me repetir mas confesso que se torna complicado não o fazer. Robin Hobb é, seguramente, uma contadora de histórias, uma escritora do fantástico que é fantástica, que anda ali taco a taco com a minha escritora favorita (Anne Bishop, obviamente!) e que nos leva, pela mão, em fantásticas viagens nos seus livros.

Já vos disse que ela é fantástica?

É que a repetição desta palavra - fantástica - é propositada. Sinto-me sempre maravilhada quando acabo de ler os seus livros, fico com vontade de os reler a todos de novo (e acho que, quando finalmente sair o último volume desta terceira série, vou reler do primeiro ao último volume, todos os 15 de seguida).

A história de Fitz, o bastardo, e de Bobo conquistaram-me no primeiro livro, lido há uns anos. Hoje, terminado o 14º com as mesmas personagens, só sinto falta de Olhos de Noite - apesar dele andar por ali com Abelha. Não me canso de ler sobre eles e quase que os consigo sentir, sentados ao meu lado, a contar-me, eles próprios, as suas histórias.

Neste volume aparecem umas personagens extraordinárias. Os navios vivos. Já pensaram no que seria um navio com sentimentos, que pudesse expressar o que pensa ou sente? tão mas tão bom, tão mas tão inesperado.

Fãs de Fantasia e fãs de leitura. Não hesitem em ler Robin Hobb, confiem em mim. Vale tanto mas tanto a pena...E nem sequer pensem que, ah e tal, são 14 livros, a história nunca mais acaba. O que se passa, na realidade, é exactamente o oposto. São tão poucos livros para tanto que nos contam, para o prazer de leitura que proporcionam.

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Pecados na Noite

por Magda L Pais, em 07.11.18

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Pecados na Noite de Sherrilyn Kenyon

Predadores da noite #8

ISBN: 9789897100130

Editado em 2011 pela Saída de Emergência

Sinopse

No universo dos Predadores da Noite existe um código de honra que até os imortais mais ousados devem seguir: Não magoar humanos. Não beber sangue. Nunca se apaixonar. Mas, de vez em quando, um Predador parece achar-se acima do código. É nessa altura que sou chamado. Quem sou eu? Sou a fúria que terá de enfrentar. Nada me pode tocar. Nada me pode deter. Sou implacável e insensível.

Ou assim pensava eu, até me cruzar com uma Predadora da Noite conhecida como Danger - e não o é apenas no nome, mas na forma como vive a vida. Não confia em mim. E quem sou eu para censurá-la? Apenas ela sabe que estou aqui para julgar, sentenciar e, muito provavelmente, executar os seus amigos.

Danger St. Richard é uma distração fatal. Algo nela conseguiu despertar um coração que eu julgava morto para sempre. Nesta corrida contra o mal, a única esperança da Humanidade é que eu cumpra o meu dever. Mas como poderei fazê-lo se isso significa sacrificar a única mulher que alguma vez amei?

A minha opinião

Fantasia, mitologia, romance, humor, erotismo. Por incluírem tudo isto, em doses certas e sem exageros (ou pelo menos sem exagero no romance e no erotismo), a saga Predadores da Noite é uma das minhas sagas favoritas. E digo saga porque, salvo erro, são - até agora - 21 livros. 20 editados pela Saida de Emergência e 1 (Acheroneditado pela Casa das Letras 

Claro que Sherrilyn Kenyon não é Anne Bishop, Robin Hodd ou Juliet Marrilier que, para mim, são os supra-sumos da fantasia (não, George RR Martin não entra no podium. Brandon Sanderson só não entra porque queria ler mais dele em português) mas, pelo percurso dela - da Sherrilyn Kenyon - e dos seus livros, é capaz de estar ali no top5.

Uma das coisas que realmente gosto é a possibilidade de cada um dos 21 livros poder ser lido de forma independente. Apesar de haver personagens comuns e de haver um pequeno fio condutor, cada livro conta-nos a história dum predador da noite. Ou, no caso de Pecados na Noite, do ser a que Acheron recorre quando precisa de meter os predadores da noite na ordem.

(vá-lá, os rapazes/raparigas vivem uns séculos e são imortais. Isso também lhes dá o direito de fazerem umas parvoíces de vez em quando, apesar de que, supostamente, a idade dá sabedoria. Ou então não).

Pecados na Noite é mais um livro que se lê num instantinho, que se devora enquanto se almoça ou se janta e que não queremos deixar de lado. Há só que ter algum cuidado para não se rirem em público, afinal pode haver quem ache que não é normal nos rirmos para um livro...

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