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A Anos-Luz

por Magda L Pais, em 02.11.19

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A Anos-Luz de Carmen Garcia 

ISBN: 9781696847971

Editado em 2019 pela Ego Editora

Sinopse

No dia em que completa vinte e um anos, Lia, a bonita princesa de Vory, é transportada para a Terra para cumprir a missão para a qual foi treinada durante toda a sua vida: casar com o príncipe herdeiro do trono terrestre e, assim, assegurar a paz entre os planetas.

Mas apesar das infinitas aulas sobre a Terra e os seus habitantes, nada a podia ter preparado para o facto de Arthur, seu prometido, desrespeitar a única regra que, para ela, sempre foi sagrada: evitar, a todo o custo, qualquer contacto físico que configurasse intimidade.

Agora, no centro de um planeta ainda a reerguer-se de uma guerra sanguinária, Lia vai ter que perceber se deve continuar presa às verdades que conhece ou se é altura de entregar o seu coração e o seu corpo ao príncipe que, atrás dos seus olhos verdes, esconde as chaves que abrem todas as portas do paraíso mas, também, todos os portões do inferno.

A minha opinião

Conhecem o blog A Mãe Imperfeita? Não? então façam um favor a vocês mesmos e vão lá espreitar. Sim, vão lá que eu espero aqui.

Pronto, agora que já se riram com a mãe imperfeita, esqueçam as perguntas idiotas e as respostas brilhantes e vamos aqui falar mais a sério.

Gostam de fantasia? Sim? pois, foi o que pensei. No meu caso acho que todos sabem que sou fã. E precisamente por ser fã e por o reportório das minhas leituras incluir muitos (mesmo muitos) livros de fantasia, podem confiar em mim quando vos digo que podem e devem ler este livro da Carmen Garcia (a mãe imperfeita).

A Anos-Luz tem as doses indicadas de realismo, fantasia, erotismo, mistério e, claro, algumas pitadas de humor (teriam sido bem vindas mais doses de humor que melhoram qualquer livro).

A Anos-Luz é narrado a duas vozes, identificadas no inicio de cada capitulo, que escrevem de forma diferente (admiro imenso quando o autor dum livro consegue atribuir características tão dispares na forma como os narradores se exprimem, permitindo, ao leitor, identificar inequivocamente cada um, mesmo quando não estão identificados).

Da mesma forma, admiro quando alguém - principalmente um escritor de primeira "viagem" - consegue que o erotismo presente no livro não roce a pornografia. A linha que separa o erotismo e a pornografia é ténue e nem todos conseguem não a ultrapassar. Em A Anos-Luz é só o erotismo está presente.

Infelizmente é um livro que se lê demasiado rápido. Confesso que fiquei com pena de o ter terminado porque realmente estava a gostar da leitura. Resta-me esperar que Elena e Rone tenham também direito a um livro onde poderemos, finalmente, saber onde se meteu Mike...

Classificação: 

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A Cidade dos Espelhos

por Magda L Pais, em 02.11.19

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A Cidade dos Espelhos de Justin Cronin

A passagem #3

Sinopse

Num futuro em que todas as regras foram mudadas, é hora de cada um encontrar o próprio destino. Ano 100 D.V.: após a destruição dos Doze e de seus Muitos, nenhum viral foi visto nos últimos três anos. As fortalezas que protegiam os últimos humanos dos infectados começam a parecer desnecessárias.

Na República do Texas, as vigílias constantes já não encontram inimigos e o controle de natalidade se mostra um contrassenso quando há todo um continente vazio à espera de ser repovoado.

Com novas demandas do povo surgindo a cada dia, o presidente Peter Jaxon decide levar adiante a ideia de abrir os portões da cidade fortificada e dar início à reconstrução do que um dia foi um país de milhões de habitantes.

Mas a atmosfera de calmaria é apenas parte de um plano maligno. Fanning, o Zero, aquele que deu início ao caos, esteve pacientemente aguardando em sua eternidade pelo momento em que as vítimas finais baixariam a guarda. Seu exército está pronto e, em suas fileiras, as armas são garras e presas e a motivação é a sede de sangue.

Para fechar essa tão esperada trilogia, Justin Cronin construiu um conto de sobrevivência e fé, em que os limites entre o bem e mal são postos à prova e um questionamento inquietante permeia cada página: o que nos torna humanos, afinal?

Amy Harper Bellafonte. A Garota de Lugar Nenhum. Para derrotar os Doze e salvar as pessoas que amava, ela abriu mão de sua humanidade e se transformou num viral, uma criatura sedenta por sangue. Depois disso, ninguém sabe o que aconteceu com ela.

Porém seu sacrifício pode não ter sido suficiente. Anos se foram e antigos perigos estão de volta.

Sem Amy e a força de sua bondade, como será possível resistir aos ataques do inimigo?

Neste fim emocionante de uma saga épica que percorre continentes e narra um milénio da história de uma humanidade diante da destruição e da redenção, Justin Cronin nos mostra o mundo que temos e um que poderíamos ter e nos põe diante do desafio de permanecer humano quando ceder ao mal se mostra a opção mais fácil.

A minha opinião

Já todos ouvimos aquela velha expressão: o que é demais enjoa, não é verdade? pois que me lembrei dela várias vezes enquanto lia este livro que termina a trilogia iniciada com A Passagem e cujo segundo livro é Os Doze.

Infelizmente a qualidade dos livros seguiu a ordem inversa. O primeiro é fabuloso, o segundo é bom e mais de metade do terceiro era dispensável.

Demasiada informação dispersa e dispensável. Esta é a razão principal para este terceiro livro não ser excelente, até porque o final é simplesmente perfeito - Spoiler alert: a humanidade sobrevive! Aliás, tive muita dificuldade em largar o livro nas partes finais. Mas noutras partes... tive dificuldade em ler.

Gosto da forma como o passado, o presente e o futuro se misturam, da forma como sofremos com Amy e as restantes personagens e como o fim escolhido para cada um é exactamente o que merecem ao longo do livro. Gosto da forma como tudo se encaixa.

Amy, Peter, Alicia, Michael, Sara e Hollis. Calleb e Prim. Carter e Zero. Personagens profundas e complexas que sentimos como nossas.

Nota: livro não editado em Portugal

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