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Britt-Marie esteve aqui

por Magda L Pais, em 08.12.19

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Britt-Marie esteve aqui de Fredrik Backman

Tradução de Elsa T S Vieira

ISBN: 978-972-0-03244-7

Editado em 2019 pela Porto Editora

Sinopse

Não é que Britt-Marie seja uma pessoa crítica, exigente ou difícil - ela apenas espera que as coisas sejam feitas de uma determinada forma. Uma gaveta de talheres desarrumada está no topo da sua lista de pecados imperdoáveis. Os seus dias começam, impreterivelmente, às seis da manhã, porque apenas os lunáticos acordam mais tarde do que essa hora. E não é passivo-agressiva. De modo nenhum. As pessoas é que, às vezes, interpretam as suas sugestões úteis como críticas, o que não é, de todo, a sua intenção. Afinal, Britt-Marie não é alguém que julgue os outros, não importa o quão mal-educados, desleixados ou moralmente suspeitos possam ser.

Quando Britt-Marie descobre que Kent, o marido, lhe é infiel, a sua vida perfeitamente organizada, de repente, desorganiza-se. Tendo de passar a sustentar-se sozinha, arranja um emprego temporário como zeladora do centro recreativo de Borg. Nessa posição, a exigente Britt-Marie tem de lidar com muita sujidade, eletrodomésticos temperamentais, indisciplina a rodos e até uma ratazana como companheira. Britt-Marie vê-se então arrancada da sua zona de conforto e arrastada para a vida dos seus concidadãos de Borg, uma estranha mistura de seres desesperados, canalhas, bêbedos e vagabundos, sendo incumbida da impossível tarefa de levar a equipa de futebol local, composta por várias crianças sem qualquer tipo de talento para acertar numa bola, à vitória. E, quando um dia Kent aparece a pedir-lhe desculpa, ela tem de decidir, de uma vez por todas, o que realmente deseja da vida. Nesta pequena localidade de gente inadaptada, pode Britt-Marie encontrar o lugar a que realmente pertence?

Engraçado e comovente, perspicaz e humano, Britt-Marie esteve aqui celebra as amizades inesperadas que nos mudam para sempre e o poder do mais gentil dos espíritos, para tornar o mundo um lugar melhor.

A minha opinião

Uns anos transformaram-se em vários anos, e vários anos transformaram-se nos anos todos. Há uma manhã em que uma pessoa acorda com mais vida atrás de si do que à sua frente, sem perceber como é que isso aconteceu.

E Britt-Marie percebe, um dia, que a vida é mais do que ser apenas a esposa de Kent... (e que tal se todos nós nos apercebessemos desta realidade?)

Deixem-me dizer-vos que Britt-Marie esteve aqui saltou directamente para um dos primeiros lugares dos melhores livros lidos em 2019 e que, muito provavelmente, durante alguns anos, Britt-Marie irá manter-se aqui, na minha memória.

Tal como em Um Homem Chamado Ove, começamos por achar Britt-Marie irritante e quase a roçar o odiosa. Mas, aos poucos, Britt-Marie entranha-se e começamos a entende-la, a gostar dela até que, por fim, Britt-Marie é a luz que ilumina o livro.

Britt-Marie esteve aqui é sobre segundas oportunidades, sobre fazer o que é correcto, sobre amizades improváveis em locais improváveis. É ternurento e encantador. Faz-nos rir e faz-nos pensar. Não me fez chorar mas deixou-me comovida (já recomendei a uma amiga minha que, antes de o ler, reforce o stock de lenços). Britt-Marie esteve aqui fala-nos da importância da família, seja ela de coração ou de sangue. E mostra que, às vezes, não precisamos de vencer para ganhar.

Britt-Marie esteve aqui é um livro simplesmente maravilhoso e imperdível, que nos prende da primeira à última página.

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação: 

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O Armazém

por Magda L Pais, em 04.12.19

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O Armazém de Rob Hart

ISBN: 9789897731754

Editado em 2019 pela Saída de Emergência

Sinopse

A CLOUD NÃO É APENAS UM LUGAR PARA TRABALHAR. É UM LUGAR PARA VIVER. E QUANDO LÁ SE ENTRA NUNCA MAIS SE QUER SAIR.

Paxton nunca pensou que trabalharia como segurança para a Cloud, o gigante da tecnologia que domina a economia americana depois do desaparecimento do comércio tradicional na sequência de uma série de assassínios em massa. Muito menos que se mudaria para as instalações em expansão onde é possível viver e trabalhar. Mas quando se compara com tudo o resto que existe, a Cloud não é assim tão má. E quando conhece Zinnia, as coisas melhoram com a esperança de um futuro partilhado.

Mas Zinnia não é o que parece. E Paxton, com acesso a credenciais de segurança, é o peão perfeito para ela descobrir os segredos mais negros da empresa. À medida que a verdade sobre a Cloud se vai revelando, ambos terão de perceber até onde a empresa está disposta a ir para tornar o mundo num lugar melhor.

O Armazém é um thriller brilhante sobre um futuro próximo e o que acontece quando o Big Brother se junta ao Big Business... e quem pagará o preço final.

A minha opinião

Deixem-me começar por resumir este livro numa palavra:

ASSUSTADOR

Quantos casos conhecem em que, nas empresas, os trabalhadores tem horas para ir ao xixi? que picam o ponto à entrada e saída? onde as classificações mais baixas dão direito a despedimento? Ou onde os empregados que se dão bem são separados para não conversarem?

Ou, no outro extremo, quantas empresas conhecem que já tem, nas suas instalações, um ginásio, refeitório, cafetaria, máquinas multibanco, enfermaria e médico para facilitar a vida dos empregados?

A Cloud é exactamente isto. Uma empresa que junta tudo o que de bom e mau existe no mundo empresarial de hoje, levando ao extremo vários conceitos: os seus empregados vivem nas instalações, podendo sair muito esporadicamente. A monotonia no trabalho (representada de forma brilhante em alguns momentos do livro)...

MEDO!

O Armazém é 1984 revisto, aumentado e com demasiadas parecenças com a realidade actual para que possa ser lido sem medo.  A constante busca por preços mais baixos, o consumismo,

O Armazém mostra-nos uma sociedade consumista e comodista, que não questiona como os bens lhe chegam - desde que cheguem e que não percebe que é desta forma que se acaba com o comércio tradicional e se fica refém de uma só empresa que, depois, faz o que quiser.

Uma narrativa a três vozes -  Zinnia, Paxton e Gibson Wells, o CEO da Cloud - que nos vai prendendo, página a página, com reviravoltas inesperadas (confesso que uma delas me deu volta ao estômago de tão inesperada que é) e que torna O Armazém de leitura imprescindível.

 

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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