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A Viela da Duquesa

por Magda L Pais, em 29.04.20

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A Viela da Duquesa de Sveva Casati Modignani

Tradução de Regina Valente

ISBN: 978-972-0-04403-7

Editado pela Porto Editora

Sinopse

Itália, início do século xx. Uma série de circunstâncias dramáticas aproxima duas jovens mulheres numa amizade improvável; uma é a condessa Josepha Paravicini, austríaca e recém-viúva do príncipe Enrico de Castiglia, a outra é Teresa Avigliano, uma jovem napolitana de origens humildes, recentemente órfã de mãe.

Entre a Áustria e Itália, o Norte e o Sul, ambas atravessam o século xx, sofrem duas guerras mundiais, vivem os dramas da ditadura fascista e os tempos difíceis da reconstrução, mas sobretudo ousam amar e inventar a esperança num período em que a hostilidade e o desespero dominam.

Em A Viela da Duquesa, Sveva Casati Modignani entrelaça elegantemente as histórias destas duas mulheres corajosas e das suas famílias, construindo assim um mosaico assombroso do século xx.

A minha opinião

Já andava a namorar este livro na minha estante da vergonha há uns tempos. Tinha curiosidade em lê-lo mas, ao mesmo tempo, algum receio porque nunca tinha lido esta autora. Bem... só vos posso dizer que fiz mal, muito mal, em não o ter lido antes e, agora, quero ver se, em breve, leio mais alguma coisa de Sveva Casati Modignani.

A Viela da Duquesa leva-nos numa viagem por quase um século. O XX para ser mais exacta. E leva-nos, nessa viagem, em primeira classe com a condessa Josepha Paravicini e a sua família mas também na classe económica, a que não sabe o que vai comer na refeição seguinte com Teresa Avigliano e a sua família.

A amizade improvável destas duas grandes mulheres é o ponto de partida para um livro recheado de acontecimentos reais e imaginários, de encontros e reencontros entre ambas e entre as duas famílias, mostrando como as guerras e os problemas sociais podem afectar todas as relações.

Personagens fortes que nos atraem, uma história que nos prende, diálogos bem construidos e a realidade a misturar-se com a ficção de forma credível. Uma ou outra pitada de humor. Estes são os ingredientes para um bom livro. Um bom livro como A Viela da Duquesa que merece ser lido e degustado.

Só uma curiosidade. Uma parte do livro refere-se à gripe espanhola. E fala na necessidade que as pessoas tiveram de ficar em casa para se proteger mas que algumas quiseram fugir para o campo, acabando por levar a doença com elas para zonas bastante mais desprotegidas. Faz-vos lembrar de alguma coisa?

 

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Os Miseráveis

por Magda L Pais, em 24.04.20

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Os Miseráveis de Victor Hugo

Primeira edição em 1862

Sinopse

Um clássico de convicção, humanismo e coragem. Um romance imortal. Um filme inesquecível. Romance social marcado por uma vasta análise de costumes da França de meados do século XIX, Os Miseráveis revelam uma grande complexidade tanto ao nível da escrita como da própria intriga, misturando-se intimamente realismo e romantismo. Num contexto histórico que cobre o período entre a batalha de Waterloo e as barricadas de Paris, Vítor Hugo apresenta-nos a história de Jean Valjean, um popular prisioneiro condenado por ter roubado um pão e cuja pena será agravada por tentativa de evasão. Em vez de ser reeducado pela justiça humana para a vida civil, é endurecido no mal. Esta história imbuída de misticismo e maravilhoso é, antes de mais, uma denúncia de todo o tipo de injustiças, espelhando de forma exemplar as contradições e grandezas daquele século.

A minha opinião

Vamos começar pelo fim. Ou pelo meu fim que aconteceu quando tinha lido 40% deste livro (correspondente a mais ou menos 450 páginas). E o meu fim foi: não consigo ler mais...

Por partes:

O bom: a escrita é maravilhosa, a história de Jean Valjean, Fantine e Cosette é extraordinária e merece, sem dúvida ser lida, por mais anos que passem e por mais filmes e operas que se façam.

o mau: a versão que estava a ler tem cerca de 1200 páginas, é a edição integral. E com a edição integral vem a "divagação" do autor sobre tudo e mais um par de botas. A titulo de exemplo: quando Jean Valjean e Cosette chegam ao convento e sobem o murro, Victor Hugo conta-nos toda a história do convento quase desde que é colocada a primeira pedra. Ora considerando que o convento já teria uns 200 anos nesta altura... estão a ver a quantidade de história debitada...

Houve vários momentos em que - confesso - saltei páginas e mais páginas à procura da continuação da história.

Tenho pena de não ter acabado a leitura mas há um limite para o número de páginas que se podem saltar dum livro sem se perder o interesse. E eu atingi esse limite aos 40% do livro. Quem sabe há por ai uma edição reduzida apenas e só com a história que interessa. Se souberem, avisem...

 

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Entre Irmãs

por Magda L Pais, em 23.04.20

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Entre Irmãs de Kristin Hannah 

ISBN: 9789722530255

Editado em 2015 pela Bertrand Editora

Sinopse

Há anos, Meghann Dontess fez uma escolha terrível que lhe custou tudo, incluindo o amor da irmã, Claire. Agora Meghann é uma advogada de sucesso que não acredita no amor… até encontrar o único homem que a pode fazer mudar de ideias. Claire Cavenaugh apaixonou-se pela primeira vez na vida. À medida que a data do casamento se aproxima, ela prepara-se para enfrentar a obstinada irmã. Reencontram-se depois de mais de duas décadas afastadas e estas duas mulheres que parecem não ter nada em comum vão tentar finalmente ser uma família. Um livro terno e comovente, que explora as alegrias e tristezas partilhadas pelas irmãs, os erros cometidos em nome do amor e a promessa de salvação.

A minha opinião

Estou a aproveitar o estar em casa para tentar limpar a estante da vergonha, começando pelos livros maiores já que não tenho de andar com eles na mala.

Entre Irmãs - tal como outros livros desta autora - leva-nos a reflectir sobre segundas oportunidades, sobre reencontros e mal entendidos que se resolvem da melhor forma possível: falando!

Entre Irmãs mostra-nos como o dinheiro e o sucesso, por si só, não trazem a felicidade e que o nosso mundo é sempre melhor quando temos com quem o partilhar.

A escrita, como sempre, é irrepreensível, os diálogos bastante simples (tornando-os credíveis) e as personagens muito fortes. Confesso que, apesar de ser aquele bloco de pedra que todos sabem, a parte final do livro tem um sabor agridoce e deixou-me quase com a lágrima. Quase é, aqui, a palavra chave!

Entre Irmãs, apesar das suas 440 páginas lê-se num instante. E vale certamente a leitura.

 

 

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A Cruzada das Crianças

por Magda L Pais, em 20.04.20

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A Cruzada das Crianças de Afonso Cruz 

ISBN: 9789898775528

Editado em 2015 pela Alfaguara Portugal

Sinopse

O que farão os adultos se milhares de crianças saírem à rua para reclamar os sonhos que eles se esqueceram de continuar a sonhar, de pedir a justiça em que há muito deixaram de acreditar? Continuaremos a ignorar estes cruzados com o mesmo cinismo, descrença ou inércia com que tantas vezes olhamos para o mundo que nos rodeia? Ou terá chegado a hora de darmos ouvidos aos sonhos das crianças?

A minha opinião

Um livro pequeno, que se lê em pouco tempo, com a ternura e a inocência das crianças a analisar alguns problemas de forma simplista.

Não é o melhor livro do mundo mas é um livro agradável e que se lê bem, com o cunho de Afonso Cruz.

 

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Predadores da Noite

por Magda L Pais, em 15.04.20

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Isolamento e teletrabalho são inimigos de quem, como eu, gosta de ler. Era nas viagens de comboio que mais lia, seguido de perto pela hora de almoço. Hoje e enquanto estiver em teletrabalho (já passou um mês, sabe-se lá quanto mais tempo será preciso) não há viagens de comboio e os almoços são em família.

De qualquer maneira, ao fim de semana e quando "saio" do trabalho aproveito para ler. Ainda que seja menos tempo de cada vez, ler é sempre bom, seja o tempo que for. E, como não tenho de andar com os livros às costas, estou a ler os livros físicos que estão ali na estante da vergonha.

Andava a ler os livros desta série fabulosa intercalados com outros. Mas, há um mês atrás, pensei: porque não ler todos os que me faltam de seguida? se bem pensei, depressa o fiz. Encomendei os dois que me faltavam (obrigado Saída de Emergência, que, apesar das condicionantes, me enviou os livros encomendados num instantinho) e fiquei com a colecção completa (ou pelo menos completa até ao último que saiu... agora é esperar que o Festival Bang se realize para escolher quais é que quero que a autora assine).

E também porque os li de seguida optei por fazer apenas um post comum a todos. E que se pode aplicar a todos os livros desta saga.

Predadores da Noite é uma das melhores séries de fantasia que li. Mistura - de forma brilhante - mitologia, fantasia, erotismo e romance, sempre com uma pitada de humor. Os diálogos são brilhantes e bem dispostos. As personagens bem construidas e - mesmo quando se transformam em demónios ou deuses - conseguem se-lo de forma credível (ou tão credível quanto pode ser um demónio...).

A cada livro Sherrilyn Kenyon reinventa a escrita, criando histórias novas e sem paralelo nos livros anteriores. A cada livro conhecemos mais um pouco do mundo mitológico e fantástico que a autora criou, onde ser atlante e 11 000 anos de idade é normal (sim, Acheron e Styxx, estou a falar de vós os dois). A cada livro uma história, novas personagens principais mas com as anteriores por perto. E, acima de tudo, a cada livro a promessa de que o próximo livro não vai desiludir, deixando sempre detalhes em aberto.

Confesso... o meu grande receio é que, um dia, a autora deixe de escrever e não possa terminar a história. Esse será o dia em que acharei que Thorn e Acheron perderam...

Os livros desta série estão à venda aqui (onde também podem encontrar as sinopses de todos eles).

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