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A Sombra da Lua

por Magda L Pais, em 07.11.16

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A Sombra da Lua de Michael Connelly

ISBN: 9789722351447

Editado em 2013 pela Editorial Presença

Sinopse

Cassie Black é uma mulher com um passado obscuro e prestes a regressar a ele. Depois de dez meses em liberdade condicional, Cassie descobre algo que a faz desejar um novo começo, bem longe de tudo o que conhece. Mas, para isso, precisa de um último golpe, um golpe em grande que lhe assegure a quantia necessária para desaparecer e deixar a sua antiga vida para sempre. Só ninguém contava que o suposto assalto perfeito pudesse correr tão mal. Cassie vê-se subitamente em fuga, perseguida por alguém muito perigoso que adivinha todos os seus passos - e que se está a aproximar ameaçadoramente do seu segredo mais bem guardado, da única coisa que Cassie fará tudo para proteger.

A minha opinião

A Sombra da Lua não foi, de todo, uma excelente aposta. Sim, é um livro que se lê bem, interessante e com algum suspense mas sem ser um livro excepcional.

A primeira parte do livro, em que ficamos a conhecer uma boa parte da história de Cassie, é demasiado parada para um livro dum dos grandes mestres de ficção policial. Na segunda os acontecimentos sucedem-se rapidamente, acabando por tornar A Sombra da Lua num mix entre mau e bom, deixando-me assim no meio, sem saber muito bem se gostei ou não desta estreia com Michael Connelly e, até, sem saber muito bem o que vos dizer sobre ele, o livro e, sobre ele, o autor.

Creio que, ainda assim - para evitar que sinta que não dei uma nova oportunidade ao autor - irei tentar ler mais de Michael Connelly na esperança de perceber se o epíteto de grande mestre de ficção policial contemporânea é justo ou não.

 

(leia aqui as primeiras páginas)

As Velas Ardem Até ao Fim

por Magda L Pais, em 03.11.16

As Velas Ardem Até ao Fim de Sándor Márai

ISBN: 9789722020626

Editado em 2001 pela Dom Quixote

Sinopse

Para conhecer a sinopse, clique na imagem

A minha opinião

Mais um livro secreto que me veio parar às mãos. 

As expectativas eram altas, algumas das participantes nesta iniciativa consideraram-no um dos melhores livros a circular e, portanto, lá o comecei a achar que ia ler um excelente livro.

Gostei tanto (#sóquenão) que ontem acabei por desabafar com a seita do arroz que, mais um bocadinho, e era eu que matava o velho. O narrador. Que é um velhote que não se cala nem por mais uma. Senhores, o que o homem fala no jantar de reencontro com o seu amigo de infância? Eu, que sou faladora, acho que ele fala demais. E nem sequer se pode dizer que é uma conversa entre dois amigos de infância separados há 40 anos por um segredo. É um monólogo...

Verdade seja dita, algumas frases da conversa são bastante interessantes, mas fica por ai.

É uma pena, porque, de facto, a história é interessante e teria bastante por onde se desenvolver. Mas, por ser um monólogo, acaba por se tornar maçador e cansativo.

Enfim…não podemos acertar sempre e nem todos temos os mesmos gostos. É o que concluo – mais uma vez – e mantenho que valeu a pena inscrever-se nesta iniciativa do livro secreto. Agora que estamos a pouco tempo de terminar a primeira edição, espero, sinceramente, que se repita, com outros livros e com as mesmas (ou outras) participantes.

(leia aqui as primeiras páginas)

As Primeiras Quinze Vidas de Harry August

por Magda L Pais, em 31.10.16

As Primeiras Quinze Vidas de Harry August de Claire North

Editado em Outubro de 2016 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789896376673

Sinopse

Clique na imagem de capa para aceder à sinopse

A minha opinião

Quantas vezes, deitados na cama, em conversa com a almofada, pensamos na nossa vida, no que fizemos e não fizemos e reflectimos se teríamos feito as mesmas coisas se soubéssemos qual seriam as reais consequências. Teria namorado com ele? Teria escolhido gestão em vez de contabilidade? Ter-me-ia apaixonado por alguém que conheci de relance? Teria mudado de emprego ou não teria mudado de emprego?

Infelizmente a verdade é que só vivemos uma vez e, pelo menos no meu caso, estou feliz com a vida que tive e nada arrependida das decisões que fui tomando. 

Mas Harry August é diferente. Cada vez que morre - e morre sempre da mesma doença - volta a nascer como Harry e vive, vezes sem conta, a sua vida, permitindo-lhe corrigir erros, ter novos amores, mudar de emprego... ou, salvar o mundo quando recebe um recado do futuro que o avisa que o mundo está a acabar e só ele o pode evitar.

Harry é um kalachakra, uma espécie humana que vive, morre e volta a viver, sempre a mesma vida, vezes sem conta e, em cada uma das vidas, mantém a memória do que se passou nas vidas anteriores. Até aos 4 anos, os kalachakra são crianças normais, sem memórias, mas, a partir dai começam a recordar-se das vidas passadas. E é com base nessas memórias que os kalachakra passam os recados entre as diversas gerações, do futuro para o passado ou vice-versa, gerações e gerações de kalachakra unidos num clube que poucos conhecem e que existe, também, para ajudar os novos membros a não enlouquecerem quando renascem a primeira vez e a perceberem que, acima de tudo, não podem intervir de forma muito escandalosa, na história natural (por exemplo, não podem matar Hitler antes da segunda guerra mundial porque isso seria uma intervenção excessiva)

De quando em vez há um kalachakra que quer ser mais, que quer ter tudo e que tenta contornar as regras, acabando por provocar um cataclismo. E será Harry que terá de o evitar, numa das suas vidas.

Um conceito perturbador, este de se poder viver vezes sem conta as mesmas situações, tentando não intervir demasiado nem dar demasiado nas vistas. Um livro de fantasia que, ao mesmo tempo, nos obriga a reflectir sobre nós próprios, sobre a nossa vida e sobre as alterações que faríamos (ou não) se estivéssemos no lugar de Harry.

Claire North cria uma intrincada teia, quinze vidas contadas em pouco mais de 400 páginas, que quase não nos deixam respirar pelo meio. Ao mesmo tempo que é intenso e profundo (pela reflexão a que nos obriga), acaba também por ser um pouco divertido, principalmente a primeira parte em que começamos a tomar conhecimento de como funciona a vida de Harry. 

Em suma, um livro com o factor UAU e mais uma estreia fabulosa com uma autora que desconhecia. Valeu a pena!

Nota final - adoraria ser Harry August. Não para mudar o que quer que fosse na vida mas apenas e só para poder ler todos os livros que pudesse. Um sonho!

Leia aqui as primeiras páginas

 

O Império Final

por Magda L Pais, em 20.10.16

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O Império Final de Brandon Sanderson

Editado pela Saída de Emergência em 2014

Saga Mistborn – Nascida nas Brumas Vol. 1

ISBN: 9789896376383

Sinopse

Num mundo onde as cinzas caem do céu e as brumas dominam a noite, o povo dos Skaa vive escravizado e na absoluta miséria. Durante mais de mil anos, o Senhor Soberano governou com um poder divino inquestionável e pela força do terror. Mas quando a esperança parecia perdida, um sobrevivente de nome Kelsier escapa do mais terrível cativeiro graças à estranha magia dos metais – a Alomancia – que o transforma num “nascido nas brumas”, alguém capaz de invocar o poder de todos os metais.

Kelsier foi outrora um famoso ladrão e um líder carismático no submundo. A experiência agonizante que atravessou tornou-o obcecado em derrubar o Senhor Soberano com um plano audacioso. Após reunir um grupo de elite, é então que descobre Vin, uma órfã skaa com talento para a magia dos metais e que vive nas ruas. Perante os incríveis poderes latentes de Vin, Kelsier começa a acreditar que talvez consiga cumprir os seus sonhos de transformar para sempre o Império Final…

A minha opinião

Quem me acompanha sabe que Fantasia é um dos meus géneros literários preferidos. Nem toda a gente gosta, o que me leva a pensar que a literatura fantástica é ao contrário do sol, quando nasce não é para todos. Não é para todos os leitores mas também não é para todos os escritores.

Um bom livro de fantasia cria um mundo completo, com a sua própria geografia, a sua linguagem, regras sociais e, nalguns casos, até extractos sociais. Ler um bom livro de fantasia é como entrarmos num filme estranho. Diferente em tudo do nosso, onde as árvores podem ter a cor cinza e as flores não deitam cheiro algum. Um bom escritor de fantasia conquista os seus leitores pela forma como torna credível tudo o que é de mais estranho, levando-nos a pensar, ainda que por breves segundos, se não será verdade o que é descrito nesse livro.

Já o disse várias vezes, para mim, Anne Bishop é o expoente máximo nesta arte, e poucos lhe chegam aos calcanhares. É o caso de Brandon Sanderson, cuja escrita tem a qualidade que quero encontrar num livro de fantasia. O Império Final, o primeiro livro que leio deste autor, é a prova disso. E a boa noticia – para mim – é que, sendo o primeiro dele que leio, não será o último porque a Saída de Emergência editou já os outros 3 volumes da saga Mistborn, e eu tenho esperanças que editem também os outros livros dele.

Império Final conta-nos a história dum mundo dividido entre nobres e Skaa e governado, há mais de mil anos pelo Senhor Soberano, num ambiente de terror – para os Skaa – e de riqueza – para os nobres.

É precisamente neste livro que encontramos Sazed, uma personagem, diria que secundária, de quem já falei aqui. Tal como Varyz, Sazed é fundamental para o desenvolvimento da intriga, e eu acabei por sentir um especial carinho por ele. Vin – a nascida nas brumas com uma capacidade alomantica acima da média – tem os sentimentos habituais duma adolescente, trazendo, a este livro, o romance intersocial e a amizade profunda.

Tenho muita vontade de ler, de imediato, o segundo volume que já tenho lá em casa. Só que são quase 710 páginas e a minha cervical não vai gostar. Como não tenho dias de férias em breve, vou fazer algo que não gosto. Vou ler dois livros em simultâneo. Um, mais pequeno, andará comigo na mala. O Poço da Ascensão, segundo volume desta saga, será lido em casa. É que não me apetece mesmo nada ter de esperar pelas férias que ainda vem demasiado longe para ler um livro que, tenho a certeza, valerá a pena.

Outra coisa que valerá, com certeza, a pena, é ir à Fnac do C.C.Colombo (em Lisboa), no dia 7 de Novembro, às 19h30 para conhecer o autor e pedir-lhe que autografe os meus dois livros. Ou os quatro que desconfio que vou comprar o volume 3 e 4 em breve.

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(Leia aqui as primeiras páginas)

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Uma vida à sua frente

por Magda L Pais, em 11.10.16

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Uma vida à sua frente de Romain Gary 
ISBN: 978-989-676-035-9
Editado em 2010 pela Sextante Editora
Sinopse
Uma vida à sua frente é narrado por Mohammed, um rapaz árabe de 14 anos, órfão, que vive no bairro pobre de Belleville com Madame Rosa, prostituta reformada e sobrevivente de Auschwitz. Publicado em 1975, o livro teve êxito imediato: vendeu milhões de exemplares em todo o mundo, foi traduzido em mais de vinte línguas e adaptado para o cinema num filme com Simone Signoret. Nesse mesmo ano, recebeu o Prémio Goncourt.

A minha opinião

Este não é um livro sobre o qual seja fácil falar. Conta-se que o primeiro slogan escrito para a Coca Cola por Pessoa dizia que: Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Foi o caso deste livro que me deixou um nó inexplicável no estômago quando o fechei.

Este é um livro que nos fala de coisas tristes mas que nos faz sorrir. Um mundo ingrato e que maltrata os velhos, visto pela ingenuidade duma criança. Mohammed, um rapaz de 14 anos, entregue aos cuidados de Madame Rosa, que tomava conta dos filhos das prostitutas a troco duma pensão que recebia mas que, no fim, é ela que precisa de cuidados e só Mohammed, a última das crianças que Rosa criou, fica com ela até ao fim. 

Uma lição de vida que muitos deviam aprender, principalmente aqueles que abandonam os seus velhotes em lares e hospitais, não se preocupando mais em vê-los ou sequer se estão bem.

Um livro profundo que nos obriga a reflectir sobre o nosso papel enquanto filhos e netos - cuidar de quem cuidou de nós! Sempre!

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