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O Codex Maia

por Magda L Pais, em 06.06.20

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O Codex Maia de Douglas Preston

Tradução de Ana Beatriz Manso

Editado pela Saída de Emergência

Sinopse

"Saudações do mundo dos mortos", declara Maxwell Broadbent na cassete de vídeo que deixou para trás depois do seu misterioso desaparecimento. Notório caçador de tesouros e ladrão de túmulos, Broadbent acumulou muitos milhões de dólares em arte, jóias e artefactos antes de desaparecer - juntamente com toda a sua colecção - da sua imensa mansão.

No início, suspeitou-se de assalto, mas a verdade provou ser bastante mais estranha: como desafio final para os seus três filhos, Broadbent enterrou-se a si e ao seu tesouro algures no mundo, escondido como um faraó egípcio da Antiguidade. Se os filhos quiserem reivindicar a sua fabulosa herança, terão de encontrar o túmulo cuidadosamente ocultado pelo pai.

Os dados estão lançados, mas os três irmãos não são os únicos a competir pelo tesouro. Com tantos milhões de dólares em jogo, bem como um antigo codex maia que pode conter a cura para o cancro, em breve outras pessoas se juntam à caçada... e nada fará parar algumas delas para conseguirem o que está na sepultura.

A minha opinião

Um pai idiota que deixa uma tarefa para os filhos completarem para poderem ter direito à sua herança... podia ser um excelente livro, cheio de surpresas e reviravoltas mas acabou por ser um livro razoável, que entretém e que nos distrai.

O Codex Maia tem uma história previsível mas, ainda que assim seja, lê-se bem, sem stresses ou pressas, com doses de humor e romance, de drama e aventura, com algumas lições sobre como não criar um filho ou como não lidar com um pai.

Valeu a leitura pelo entretimento e por algumas paisagens que conseguimos imaginar enquanto os filhos viajam pela selva para encontrar a herança.

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Não Sou um Serial Killer

por Magda L Pais, em 27.05.20

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Não Sou um Serial Killer de Dan Wells

John Cleaver #1

Tradução de Raquel Dutra Lopes

ISBN: 9789896661298

Editado em 2012 pelas Edições Contraponto

Sinopse

John Wayne Cleaver é um rapaz potencialmente perigoso - muito perigoso. E passou toda a sua vida a tentar não cumprir o seu potencial É bem-comportado, calado, tímido e reservado, mas incapaz de sentir empatia e de compreender as pessoas que o rodeiam. Prefere conviver com os mortos; o seu trabalho (e o seu passatempo favorito) é embalsamar cadáveres na casa mortuária que pertence à sua família. Além disso, partilha o nome com um famoso serial killer e tem uma obsessão quase incontrolável por psicopatas e assassinos em série. Sob estas circunstâncias, parece que o seu destino está traçado. Contudo, John Wayne Cleaver é plenamente consciente das suas invulgares características, e quer a todo o custo impedir-se a si mesmo de matar. Para tal, criou um conjunto de regras muito precisas: tenta cultivar apenas pensamentos positivos pelas pessoas que o rodeiam (até pelo bully do liceu), evita criar laços ou interessar-se por elas (tem apenas um amigo da sua idade) e, sobretudo, tenta a todo o custo manter-se afastado do fogo (que gosta de atear), dos animais (que gosta de dissecar) e de locais e vítimas de crimes. As suas regras vão ser postas à prova quando é encontrado um corpo terrivelmente mutilado - e depois um segundo, e um terceiro. Será que na sua pacata vila existe uma criatura ainda mais perigosa do que John Wayne Cleaver?

A minha opinião

Um livro com algum humor negro? que estava este livro a fazer na estante à espera de vez? confesso que já não me lembrava que o tinha e foi preciso o marido o escolher para o ler neste período de confinamento.

Este é um livro com um narrador inesperado. Um jovem de 14 anos que sabe que tem todas as características dum serial killer (começando pelo nome e acabando na falta de empatia) mas que, acima de tudo, não o quer ser e, por isso, cria uma serie de regras que respeita escrupulosamente para conseguir manter o monstro atrás do muro.

É estranho percebermos como um serial killer pensa (ou pode pensar) e nos mecanismos que tem de ter para evitar matar. Deixa-nos a pensar quantos andam por ai e que parecem pessoas normais quando, lá no fundo, nos querem é "cortar às postas".

Não Sou um Serial Killer mistura um pouco de fantasia e, talvez por isso, para mim, tenha perdido um pouco. Não me entendam mal, continuo fã de fantasia mas não era o que esperava ler neste livro que julgava mais terra a terra.

Ainda assim, foi um livro divertido de ler.

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Tempo de Matar

por Magda L Pais, em 26.05.20

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Tempo de Matar de John Grisham

Jake Brigance #1

Tradução de Aulyde Soares Rodrigues

ISBN: 9789722528344

Editado em 2015 pela Bertrand Editora

Sinopse

A vida de uma menina negra de dez anos termina às mãos de dois jovens brancos, bêbedos e sem remorsos. A população de Clanton, maioritariamente branca, reage com choque e horror a este crime desumano. Até que o pai da menina pega numa arma e decide fazer justiça com as suas próprias mãos.

Durante dez dias, ardem cruzes por toda a cidade de Clanton e o país aguarda, com grande expectativa, o desfecho deste caso, enquanto Jake Brigance, o advogado de defesa, tenta desesperadamente salvar a vida do seu cliente - e depois a sua.

A minha opinião

Sou fã incondicional de John Grisham. E este Tempo de Matar andava ali a marinar há algum tempo porque achava que o tema - a violação e quase morte duma criança de 10 anos por dois gandulos - demasiado chocante (o que raio se passará na cabeça de quem o faz??)

Desta vez coube ao meu filho pegar num dos livros da estante da vergonha e veio este. Tempo de Matar foi o primeiro livro que John Grisham, baseando-se na sua experiência em tribunal. Nota-se, por isso, alguma imaturidade na escrita e a necessidade de melhor construir algumas personagens. Mas percebe-se que a genialidade deste autor está ali, à espreita.

Tempo de Matar deixa-nos a pensar: e se fossemos nós? e se fosse a nossa filha a ser violada e tivéssemos uma oportunidade de matar quem o tinha feito? o que faríamos? e seriamos julgados de forma diferente consoante a cor da nossa pele?

Gosto de livros que nos fazem pensar, que nos deixam um amargo de boca. E que, ao mesmo tempo, nos deixam ver o crescimento dos autores.

A ler!

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A Viúva

por Magda L Pais, em 25.05.20

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A Viúva de Fiona Barton 

Kate Waters #1

Tradução de Victor Antunes

ISBN: 9789896577568

Editado em 2016 pela Editorial Planeta

Sinopse

A MULHER

A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.

O MARIDO

Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro, era o que gritavam e lhe chamavam. Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos foram passando sem qualquer sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas primeiras páginas dos jornais.

A VIÚVA

Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história.

Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe.

A minha opinião

Algures entre 2016 e 2017 este livro fez furor. Foi lido e relido por imensa gente, comentado aqui e ali e, mais uma vez, sendo um livro tão escrutinado, optei por me afastar dele até que a poeira baixasse e fosse possível ler sem uma ideia pré concebida.

Neste período de confinamento, em que as leituras não tem fluido por ai além (culpa em parte de não andar os habituais 90 minutos diários de transportes públicos nem almoçar sozinha todos os dias), optei por ler os livros físicos que estão pela estante da vergonha à espera de vez.

(infelizmente também a actualização deste blog tem sofrido as consequências do confinamento... acabo de ler e esqueço-me de vir cá escrever a opinião. Agora de castigo escrevo de seguida dos 4 livros lidos entretanto, antes que termine o 5º livro)

Foi portanto a vez d'A Viúva, um thriller psicológico, narrado - a várias vozes - entre o passado e o presente, deixando entrever, para cada uma das personagens, que há ali qualquer coisa que não é bem claro. De inicio os acontecimentos e as personagens parecem não ter qualquer ligação entre si, mas vamos percebendo, ao longo da história, que afinal estão interligadas.

Fruto talvez de já ter lido vários livros do mesmo género, comecei a desconfiar do final mais ou menos a meio do livro. Mas - e ponto bastante positivo para o livro - o final acabou por me surpreender porque, se por um lado, o esperava, por outro não era bem assim que o esperava (e não posso explicar mais para não ser spoiler).

Não direi que é um excepcional livro mas é, seguramente, um livro a ler.

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A Viela da Duquesa

por Magda L Pais, em 29.04.20

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A Viela da Duquesa de Sveva Casati Modignani

Tradução de Regina Valente

ISBN: 978-972-0-04403-7

Editado pela Porto Editora

Sinopse

Itália, início do século xx. Uma série de circunstâncias dramáticas aproxima duas jovens mulheres numa amizade improvável; uma é a condessa Josepha Paravicini, austríaca e recém-viúva do príncipe Enrico de Castiglia, a outra é Teresa Avigliano, uma jovem napolitana de origens humildes, recentemente órfã de mãe.

Entre a Áustria e Itália, o Norte e o Sul, ambas atravessam o século xx, sofrem duas guerras mundiais, vivem os dramas da ditadura fascista e os tempos difíceis da reconstrução, mas sobretudo ousam amar e inventar a esperança num período em que a hostilidade e o desespero dominam.

Em A Viela da Duquesa, Sveva Casati Modignani entrelaça elegantemente as histórias destas duas mulheres corajosas e das suas famílias, construindo assim um mosaico assombroso do século xx.

A minha opinião

Já andava a namorar este livro na minha estante da vergonha há uns tempos. Tinha curiosidade em lê-lo mas, ao mesmo tempo, algum receio porque nunca tinha lido esta autora. Bem... só vos posso dizer que fiz mal, muito mal, em não o ter lido antes e, agora, quero ver se, em breve, leio mais alguma coisa de Sveva Casati Modignani.

A Viela da Duquesa leva-nos numa viagem por quase um século. O XX para ser mais exacta. E leva-nos, nessa viagem, em primeira classe com a condessa Josepha Paravicini e a sua família mas também na classe económica, a que não sabe o que vai comer na refeição seguinte com Teresa Avigliano e a sua família.

A amizade improvável destas duas grandes mulheres é o ponto de partida para um livro recheado de acontecimentos reais e imaginários, de encontros e reencontros entre ambas e entre as duas famílias, mostrando como as guerras e os problemas sociais podem afectar todas as relações.

Personagens fortes que nos atraem, uma história que nos prende, diálogos bem construidos e a realidade a misturar-se com a ficção de forma credível. Uma ou outra pitada de humor. Estes são os ingredientes para um bom livro. Um bom livro como A Viela da Duquesa que merece ser lido e degustado.

Só uma curiosidade. Uma parte do livro refere-se à gripe espanhola. E fala na necessidade que as pessoas tiveram de ficar em casa para se proteger mas que algumas quiseram fugir para o campo, acabando por levar a doença com elas para zonas bastante mais desprotegidas. Faz-vos lembrar de alguma coisa?

 

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