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As Terças com Morrie

por Magda L Pais, em 23.12.18

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As Terças com Morrie de Mitch Albom

Traduzido por Sofia Serra

ISBN: 9789728541064

Editado em 2017 pela Sinais de Fogo Publicações

Sinopse

O diálogo, durante 14 Terças-feiras, entre um velho professor que morre e um seu antigo aluno proporciona-nos a todos uma última e comovente lição sobre as coisas mais simples e mais importantes da vida – e da morte. Um fenómeno editorial em todo o mundo.

Excertos

"Ah, se fosse novo outra vez! Nunca ouves ninguém dizer: "Gostava de ter sessenta e cinco anos."

Sorriu.

"Sabes o que isso reflecte? Vidas insatisfeitas. Vidas incompletas. Vidas que não encontraram sentido nenhum. Porque se encontrares sentido na vida, não desejas voltar atrás. Queres ir para a frente. Queres ver mais, fazer mais. Estás mortinho para chegar aos sessenta e cinco.

"Ouve, tens que saber uma coisa. Todos os jovens têm que saber uma coisa. Se estiveres sempre a batalhar contra o envelhecimento, vais ser sempre infeliz, porque isso vai acontecer de qualquer maneira."

"E, Mitch?"

Baixou a voz.

"O facto é que vais mesmo acabar por morrer.

A minha opinião

Estava com grandes expectativas em relação a este livro que tem sido muito elogiado no nosso grupo do livro secreto. Infelizmente, e apesar de ter gostado, não partilho de todos os elogios que lhe tem sido feito, achando, ao invés, que algumas partes estão confusas - nem todos os escritores sabem alternar entre o passado e o presente sem gerar confusão no leitor.

Admiro - nem calculam o quanto - Morrie, pela forma como encarou a doença e a morte. Sem dúvida é uma lição de vida. Que - para o bem e para o mal - já tinha aprendido com a minha tia Lucília que, desde que o cancro lhe foi diagnosticado, sempre o encarou de frente, nunca se queixou e ainda se ria com o tema. Revi, em muitas coisas que Morrie disse, coisas que a minha tia nos disse a todos, principalmente nos últimos meses.

Não que o facto de ter - quase - que estado no papel de Mitch me torne uma especialista ou que isso faça com que tenha desvalorizado a leitura. Mas, para mim, foi mais importante ouvir de viva voz do que ler.

Ainda assim, fez-me bem ler este livro. Leiam também e aprendam mais umas coisitas.

Classificação 

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Ladrão de Sombras

por Magda L Pais, em 21.11.18

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Ladrão de Sombras de Marc Levy

ISBN: 9789896661144

Editado em 2011 pelas Edições Contraponto

Sinopse:

No seu novo romance, Marc Levy conta a história de um rapazinho com um dom invulgar: ele consegue "roubar" as sombras das pessoas com quem se cruza. Ao princípio, acontece-lhe involuntariamente e isso chega a assustá-lo. Sempre que se cruza com alguém - seja um amigo, um inimigo ou um perfeito desconhecido -, a sombra da outra pessoa passa a segui-lo. Por vezes contra a vontade do rapaz, as sombras contam-lhe os mais profundos desejos, temores e aspirações das pessoas a quem pertencem. E o rapaz vê-se em mãos com um dom que traz uma grande responsabilidade: ao saber estes segredos, terá de ajudar as pessoas - ajudá-las a recuperar "essa pequena luz que lhes iluminará a vida". Durante umas férias de Verão à beira-mar, apaixona-se por uma rapariga muda, chamada Cléa, com quem comunica através da sua sombra. E a sombra deste primeiro amor acompanhá-lo-á durante anos… Mais tarde, o nosso "ladrão de sombras" torna-se estudante de Medicina, e debate-se com a questão de usar ou não o seu dom para ajudar a curar - tanto os seus pacientes como os seus amigos. Afinal, será ele verdadeiramente capaz de adivinhar o que poderá fazer felizes aqueles que o rodeiam? E ele próprio, saberá onde o espera a felicidade?

Um romance terno e divertido sobre os silêncios que assombram todos os nossos amores.

A minha opinião

Ladrão de Sombras é a ternura em forma de livro. É a amizade e o amor espelhado em várias páginas. Não é um livro de leitura voraz, nem um livro que queremos terminar à pressa para saber o fim. É um livro que se lê com calma, com um fim inesperado e surpresas pelo meio e que nos aquece o coração.

Ladrão de Sombras fala-nos também dos efeitos que o abandono parental - propositado ou provocado - tem numa criança, da necessidade da presença de ambos os pais (ainda que estejam separados) e da importância de percebermos os outros antes de os julgarmos. 

É, sem dúvida, um livro a ler e reler.

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Em Teu Ventre

por Magda L Pais, em 30.10.18

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Em Teu Ventre de José Luís Peixoto

ISBN: 9789897222573

Editado em 2015 pela Quetzal Editores

Sinopse

«Mãe, atravessas a vida e a morte como a verdade atravessa o tempo, como os nomes atravessam aquilo que nomeiam.» Numa perspetiva inteiramente nova, Em Teu Ventre apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917. Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos. A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos. O sereno prodígio destas páginas, atravessado por inúmeros instantes de assombro e de milagre, confere a Em Teu Ventre um lugar que permanecerá na memória dos leitores por muito tempo.

A minha opinião

Este é um daqueles livros que tenho muita dificuldade em classificar. Cheguei ao fim sem saber bem se gostei ou não, se esperava mais ou menos ou sequer se o devo recomendar.

Sei que o consegui ler até ao fim (ao contrário do Galveias, do mesmo autor, do qual desisti ao fim de 30 páginas). Percebi a história, gostei desta perspectiva da vida dos pastorinhos mas, ao mesmo tempo, achei que era demasiado zen, demasiado parado, sem acção ou movimento.

Gostei da forma como a maternidade é abordada, dos sentimentos que assolam as mães, a forma como vêem os filhos, o que sentem e não dizem. E nem o facto da historia ser passada num meio rural do inicio do século XX, muda o que uma mãe é, o que uma mãe sente e o que transmite. Perfeito neste aspecto.

Em Teu Ventre tem alguns momentos perfeitos, aqueles que com que nos identificamos em algum momento:

Entender os outros não é uma tarefa que comece nos outros. O início somos sempre nós próprios, a pessoa em que acordámos nesse dia. Entender os outros é uma tarefa que nunca nos dispensa. Ser os outros é uma ilusão. Quando estamos lá, a ver aquilo que os outros vêem, a sentir na pele a aragem que os outros sentem, somos sempre nós próprios, são os nossos olhos, é a nossa pele. Não somos nós a sermos os outros, somos nós a sermos nós. Nós nunca somos os outros

Ou, mesmo a melhor definição de mãe:

Todas as pessoas têm direito a descanso, menos as mães. Para cada tarefa, profissão ou encargo há direito a uma folga, menos para as mães. Se alguma mãe demonstrar a mínima fadiga de ser mãe, haverá logo uma besta, ignorante de limpar baba e de parir, que se oferecerá para a pôr em causa. Não é mãe, não sabe ser mãe, não foi feita para ser mãe, dirá. Mas, se todas as pessoas têm direito a descanso, será que as mães não são pessoas? A culpa é nossa. Sim, a culpa é das mães. Deixámos que fossem os filhos a definir-nos. 

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A Encomendação das Almas

por Magda L Pais, em 25.09.18

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A Encomendação das Almas de João Aguiar

ISBN: 9789724116648

Editado em 2005 pelas Edições Asa

Sinopse

Num mundo rural em decomposição acelerada, minado pela poluição física e mental, pelos media e pelas arremetidas da "Aldeia Global", um homem de setenta anos e um adolescente aliam-se para construir um pequeno universo privado, fantástico, parado no tempo, onde vivem os velhos ritos e as superstições do passado.

Porém, esse universo, frágil e vulnerável, não poderá resistir durante muito tempo à sociedade hostil que o cerca. Então, é preciso encontrar uma saída...

História de uma amizade e de uma revolta, A Encomendação das Almas é também um retrato-caricatura do nosso tempo. Com ele, João Aguiar abre uma nova frente no seu trabalho de romancista e, renovando-se, confirma que é hoje um dos mais versáteis narradores portugueses.

A minha opinião

Navegador Solitário foi o meu primeiro contacto com João Aguiar, cortesia do livro secreto. A Encomendação das Almas só veio confirmar que, efectivamente, João Aguiar é um escritor que todos devíamos conhecer, que devíamos ler, deixando-nos encantar com as suas histórias.

Este é um livro que se lê num fôlego. Numa tarde ou numa manhã, pequeno em tamanho, enorme na qualidade da escrita, na história e nas lições muito actuais.

A Encomendação das Almas mistura lendas e mitos com a realidade de muitos velhotes, abandonados pela sua família que só se preocupam com o dinheiro. Um livro terno, uma história duma amizade improvável, com um fim que, apesar de tudo, é o desejado pelas personagens que aprendemos, desde as primeiras letras, a gostar e a torcer por elas.

Se nunca leram nada deste autor, não sabem o que perdem.

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Livro secreto - um balanço

por Magda L Pais, em 31.08.18

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Em Março do ano passado a M.J. desafiou-nos a continuarmos numa segunda edição do livro secreto. Ora mete livros, mete leituras… é óbvio que aceitei logo sem qualquer hesitação.

A ideia é simples. Cada um dos participantes envia um livro do seu agrado e esse livro vai ser circulando entre todos os que participam. Todos os meses os livros circulam e nunca sabemos qual é o livro que vamos receber no mês seguinte.

Começamos 28, neste momento somos 25. Houve desistências que foram substituídas e outras que acabamos por decidir, em conjunto, não incluir mais ninguém. Como resultado destas não substituições, vai acontecer alguns receberem dois livros em vez de um ou mesmo receberem livros que já terão lido. Seja como for estamos todos – os actuais 25 – a fazer os possíveis por conseguirmos chegar ao fim. Diria que quase que já parece Os Jogos da Fome, à espera de ver quem se mantém até ao fim…

Terei de vos contar um segredo. Sinto-me orgulhosa do grupo. Temos tido alguns atritos e algumas situações chatas (livros perdidos, falta de cumprimento de prazos, etc) mas acho que é tudo normal dado que somos tantos.

Já na primeira edição tinha sentido o mesmo – o livro secreto é uma excelente forma de conhecermos novos autores, novas histórias, novos géneros literários. Há livros que não os teria lido doutra forma, que só li porque alguma alminha achou que mereciam ser lidos por outros e, vejam só, tinham toda a razão.

Da minha parte enviei Um homem chamado Ove que, por aquilo que tenho percebido, teve uma excelente aceitação pela maioria das pessoas que já o leram.

Lidos por mim, até agora, foram: A outra metade de mim, Chama-lhe Amor, Contigo para sempre, Ferrugem Americana, Homens Imprudentemente Poéticos, Obrigado pelas recordações, O Código D’Avintes, O Diário Oculto de Nora Rute, O Gato Malhado e andorinha Sinhá, O talentoso Mr. Ripley, O vendedor de passados e Rosa Brava.

Não consegui ler Palestina. O Primo Basílio esteve comigo numa altura em que não estava inspirada para o ler. Estão em circulação e ainda não passaram cá por casa: A encomendação das almas, Amor em tempos de cólera, As asas do Amor, As gémeas do gelo, As Terças com Morrie, Em teu ventre, Emigrantes, Ladrão de sombras, O carteiro de Paulo Neruda, O velho e o mar, Os bichos, Os olhos de Ana Marta, Um castigo exemplar e Uma praça em Antuérpia.

Dadas as trocas existentes, há livros que li que já não estão em circulação, assim como me faltam ler livros que, no final, terei de pedir que me sejam enviados porque entraram na iniciativa depois dela ter começado. Aliás acho que vou sugerir que todos façam o mesmo.

E uma terceira edição? Sabem como eu gosto de sair da minha zona de conforto, não sabem? Como gosto de arriscar nas leituras? Então e há lá melhor maneira de o fazer? Uma vez por mês recebo um livro novo para ler. E se gostar, óptimo. Se não gostar, também não me vou sentir mal por isso, afinal só gastei o dinheiro dos portes de envio pelos CTT. Parece que há mais gente no grupo com vontade de continuar por isso lá estaremos, sejamos muitos ou poucos.

 

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