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Tempo de Matar

por Magda L Pais, em 26.05.20

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Tempo de Matar de John Grisham

Jake Brigance #1

Tradução de Aulyde Soares Rodrigues

ISBN: 9789722528344

Editado em 2015 pela Bertrand Editora

Sinopse

A vida de uma menina negra de dez anos termina às mãos de dois jovens brancos, bêbedos e sem remorsos. A população de Clanton, maioritariamente branca, reage com choque e horror a este crime desumano. Até que o pai da menina pega numa arma e decide fazer justiça com as suas próprias mãos.

Durante dez dias, ardem cruzes por toda a cidade de Clanton e o país aguarda, com grande expectativa, o desfecho deste caso, enquanto Jake Brigance, o advogado de defesa, tenta desesperadamente salvar a vida do seu cliente - e depois a sua.

A minha opinião

Sou fã incondicional de John Grisham. E este Tempo de Matar andava ali a marinar há algum tempo porque achava que o tema - a violação e quase morte duma criança de 10 anos por dois gandulos - demasiado chocante (o que raio se passará na cabeça de quem o faz??)

Desta vez coube ao meu filho pegar num dos livros da estante da vergonha e veio este. Tempo de Matar foi o primeiro livro que John Grisham, baseando-se na sua experiência em tribunal. Nota-se, por isso, alguma imaturidade na escrita e a necessidade de melhor construir algumas personagens. Mas percebe-se que a genialidade deste autor está ali, à espreita.

Tempo de Matar deixa-nos a pensar: e se fossemos nós? e se fosse a nossa filha a ser violada e tivéssemos uma oportunidade de matar quem o tinha feito? o que faríamos? e seriamos julgados de forma diferente consoante a cor da nossa pele?

Gosto de livros que nos fazem pensar, que nos deixam um amargo de boca. E que, ao mesmo tempo, nos deixam ver o crescimento dos autores.

A ler!

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Neste momento que vivemos, precisamos de manter a calma e a prudência, de lavar e desinfectar as mãos, evitar contactos sociais, reduzindo as saídas de casa ao imprescindível e não ir a correr para os hospitais por uma unha encravada, ao primeiro sinal de febre (superior a 37,5) ou tosse. São tempos difíceis mas só unidos e tendo em atenção as recomendações oficiais, podemos sair disto.

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A Viúva

por Magda L Pais, em 25.05.20

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A Viúva de Fiona Barton 

Kate Waters #1

Tradução de Victor Antunes

ISBN: 9789896577568

Editado em 2016 pela Editorial Planeta

Sinopse

A MULHER

A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.

O MARIDO

Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro, era o que gritavam e lhe chamavam. Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos foram passando sem qualquer sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas primeiras páginas dos jornais.

A VIÚVA

Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história.

Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe.

A minha opinião

Algures entre 2016 e 2017 este livro fez furor. Foi lido e relido por imensa gente, comentado aqui e ali e, mais uma vez, sendo um livro tão escrutinado, optei por me afastar dele até que a poeira baixasse e fosse possível ler sem uma ideia pré concebida.

Neste período de confinamento, em que as leituras não tem fluido por ai além (culpa em parte de não andar os habituais 90 minutos diários de transportes públicos nem almoçar sozinha todos os dias), optei por ler os livros físicos que estão pela estante da vergonha à espera de vez.

(infelizmente também a actualização deste blog tem sofrido as consequências do confinamento... acabo de ler e esqueço-me de vir cá escrever a opinião. Agora de castigo escrevo de seguida dos 4 livros lidos entretanto, antes que termine o 5º livro)

Foi portanto a vez d'A Viúva, um thriller psicológico, narrado - a várias vozes - entre o passado e o presente, deixando entrever, para cada uma das personagens, que há ali qualquer coisa que não é bem claro. De inicio os acontecimentos e as personagens parecem não ter qualquer ligação entre si, mas vamos percebendo, ao longo da história, que afinal estão interligadas.

Fruto talvez de já ter lido vários livros do mesmo género, comecei a desconfiar do final mais ou menos a meio do livro. Mas - e ponto bastante positivo para o livro - o final acabou por me surpreender porque, se por um lado, o esperava, por outro não era bem assim que o esperava (e não posso explicar mais para não ser spoiler).

Não direi que é um excepcional livro mas é, seguramente, um livro a ler.

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A Viela da Duquesa

por Magda L Pais, em 29.04.20

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A Viela da Duquesa de Sveva Casati Modignani

Tradução de Regina Valente

ISBN: 978-972-0-04403-7

Editado pela Porto Editora

Sinopse

Itália, início do século xx. Uma série de circunstâncias dramáticas aproxima duas jovens mulheres numa amizade improvável; uma é a condessa Josepha Paravicini, austríaca e recém-viúva do príncipe Enrico de Castiglia, a outra é Teresa Avigliano, uma jovem napolitana de origens humildes, recentemente órfã de mãe.

Entre a Áustria e Itália, o Norte e o Sul, ambas atravessam o século xx, sofrem duas guerras mundiais, vivem os dramas da ditadura fascista e os tempos difíceis da reconstrução, mas sobretudo ousam amar e inventar a esperança num período em que a hostilidade e o desespero dominam.

Em A Viela da Duquesa, Sveva Casati Modignani entrelaça elegantemente as histórias destas duas mulheres corajosas e das suas famílias, construindo assim um mosaico assombroso do século xx.

A minha opinião

Já andava a namorar este livro na minha estante da vergonha há uns tempos. Tinha curiosidade em lê-lo mas, ao mesmo tempo, algum receio porque nunca tinha lido esta autora. Bem... só vos posso dizer que fiz mal, muito mal, em não o ter lido antes e, agora, quero ver se, em breve, leio mais alguma coisa de Sveva Casati Modignani.

A Viela da Duquesa leva-nos numa viagem por quase um século. O XX para ser mais exacta. E leva-nos, nessa viagem, em primeira classe com a condessa Josepha Paravicini e a sua família mas também na classe económica, a que não sabe o que vai comer na refeição seguinte com Teresa Avigliano e a sua família.

A amizade improvável destas duas grandes mulheres é o ponto de partida para um livro recheado de acontecimentos reais e imaginários, de encontros e reencontros entre ambas e entre as duas famílias, mostrando como as guerras e os problemas sociais podem afectar todas as relações.

Personagens fortes que nos atraem, uma história que nos prende, diálogos bem construidos e a realidade a misturar-se com a ficção de forma credível. Uma ou outra pitada de humor. Estes são os ingredientes para um bom livro. Um bom livro como A Viela da Duquesa que merece ser lido e degustado.

Só uma curiosidade. Uma parte do livro refere-se à gripe espanhola. E fala na necessidade que as pessoas tiveram de ficar em casa para se proteger mas que algumas quiseram fugir para o campo, acabando por levar a doença com elas para zonas bastante mais desprotegidas. Faz-vos lembrar de alguma coisa?

 

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Os Miseráveis

por Magda L Pais, em 24.04.20

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Os Miseráveis de Victor Hugo

Primeira edição em 1862

Sinopse

Um clássico de convicção, humanismo e coragem. Um romance imortal. Um filme inesquecível. Romance social marcado por uma vasta análise de costumes da França de meados do século XIX, Os Miseráveis revelam uma grande complexidade tanto ao nível da escrita como da própria intriga, misturando-se intimamente realismo e romantismo. Num contexto histórico que cobre o período entre a batalha de Waterloo e as barricadas de Paris, Vítor Hugo apresenta-nos a história de Jean Valjean, um popular prisioneiro condenado por ter roubado um pão e cuja pena será agravada por tentativa de evasão. Em vez de ser reeducado pela justiça humana para a vida civil, é endurecido no mal. Esta história imbuída de misticismo e maravilhoso é, antes de mais, uma denúncia de todo o tipo de injustiças, espelhando de forma exemplar as contradições e grandezas daquele século.

A minha opinião

Vamos começar pelo fim. Ou pelo meu fim que aconteceu quando tinha lido 40% deste livro (correspondente a mais ou menos 450 páginas). E o meu fim foi: não consigo ler mais...

Por partes:

O bom: a escrita é maravilhosa, a história de Jean Valjean, Fantine e Cosette é extraordinária e merece, sem dúvida ser lida, por mais anos que passem e por mais filmes e operas que se façam.

o mau: a versão que estava a ler tem cerca de 1200 páginas, é a edição integral. E com a edição integral vem a "divagação" do autor sobre tudo e mais um par de botas. A titulo de exemplo: quando Jean Valjean e Cosette chegam ao convento e sobem o murro, Victor Hugo conta-nos toda a história do convento quase desde que é colocada a primeira pedra. Ora considerando que o convento já teria uns 200 anos nesta altura... estão a ver a quantidade de história debitada...

Houve vários momentos em que - confesso - saltei páginas e mais páginas à procura da continuação da história.

Tenho pena de não ter acabado a leitura mas há um limite para o número de páginas que se podem saltar dum livro sem se perder o interesse. E eu atingi esse limite aos 40% do livro. Quem sabe há por ai uma edição reduzida apenas e só com a história que interessa. Se souberem, avisem...

 

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Entre Irmãs

por Magda L Pais, em 23.04.20

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Entre Irmãs de Kristin Hannah 

ISBN: 9789722530255

Editado em 2015 pela Bertrand Editora

Sinopse

Há anos, Meghann Dontess fez uma escolha terrível que lhe custou tudo, incluindo o amor da irmã, Claire. Agora Meghann é uma advogada de sucesso que não acredita no amor… até encontrar o único homem que a pode fazer mudar de ideias. Claire Cavenaugh apaixonou-se pela primeira vez na vida. À medida que a data do casamento se aproxima, ela prepara-se para enfrentar a obstinada irmã. Reencontram-se depois de mais de duas décadas afastadas e estas duas mulheres que parecem não ter nada em comum vão tentar finalmente ser uma família. Um livro terno e comovente, que explora as alegrias e tristezas partilhadas pelas irmãs, os erros cometidos em nome do amor e a promessa de salvação.

A minha opinião

Estou a aproveitar o estar em casa para tentar limpar a estante da vergonha, começando pelos livros maiores já que não tenho de andar com eles na mala.

Entre Irmãs - tal como outros livros desta autora - leva-nos a reflectir sobre segundas oportunidades, sobre reencontros e mal entendidos que se resolvem da melhor forma possível: falando!

Entre Irmãs mostra-nos como o dinheiro e o sucesso, por si só, não trazem a felicidade e que o nosso mundo é sempre melhor quando temos com quem o partilhar.

A escrita, como sempre, é irrepreensível, os diálogos bastante simples (tornando-os credíveis) e as personagens muito fortes. Confesso que, apesar de ser aquele bloco de pedra que todos sabem, a parte final do livro tem um sabor agridoce e deixou-me quase com a lágrima. Quase é, aqui, a palavra chave!

Entre Irmãs, apesar das suas 440 páginas lê-se num instante. E vale certamente a leitura.

 

 

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