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Uma Viagem Difícil

por Magda L Pais, em 21.12.20

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Uma Viagem Difícil de Jenni Hendriks e Ted Caplan

Tradução de Ana Mendes Lopes

ISBN: 9789897103742

Editado em 2020 pelas Edições Chá das Cinco

Sinopse

Veronica tem 17 anos e é uma aluna excelente com um futuro promissor… até ter nas suas mãos um teste de gravidez com duas linhas cor-de-rosa. Com todos os seus planos a desmoronarem, equaciona algo impensável: fazer um aborto. Mas há um problema: a clínica mais próxima fica a 1500 quilómetros e Veronica não tem carro. Desesperada, recorre à única pessoa que sabe que não a vai julgar: Bailey Butler, a rebelde da escola e a sua ex-melhor amiga. O plano é simples: catorze horas de viagem até à clínica, três horas para a intervenção e catorze horas de regresso.

O que poderá correr mal? Tudo, se pensarmos em três dias de carros roubados, caçadeiras e ex-namorados histéricos. Pior: a dor de uma amizade desfeita está demasiado presente e quando uma discussão leva a um brutal momento de verdade entre elas, Bailey abandona Veronica. E então a jovem terá de arriscar tudo - a sua hipótese de fazer o aborto, as suas esperanças e sonhos para o futuro - para reparar a dor que causou. É que ela já percebeu que o caminho para a vida adulta é duro… mas bem mais fácil quando se tem uma amiga ao lado.

A minha opinião

Regra: eu não leio na cama. Ou, quando leio, ligo o despertador. E porquê? bem, por causa de livros como este. Levei Uma Viagem Difícil para a cama e o resultado foi ter adormecido apenas às duas e pouco da manhã porque: vou só ler mais esta página. Ah vou mas é ler mais este capitulo. Olha, afinal tenho de ler mais isto. Oh Céus e o que vai acontecer agora?... pois, o que aconteceu foi que demorei uma noite a ler este livro.

Ri-me com Bailey e Veronica. Não chorei (porque não choro com livros) mas entristeci-me com ambas. Torci pela amizade que as une e tive vontade de lhes bater quando a casmurrice foi mais forte do que o que sentem.

Li por ai que este é um livro machista, que ensina que não se pode ter um bebé e, ao mesmo tempo, acabar um curso e ter uma carreira. A frase que li diz mais ou menos que "não temos de matar os nossos bebés para sermos bem sucedidos na vida". E também que este livro só mostra que as mulheres são fracas. Não, não somos fracas. E aos 17 anos, ter um filho, sem ter a própria vida organizada, é meio caminho andado para que tudo corra mal, para a mãe e para o filho

(sim, conheço alguns casos que correram bem, e que até foram mães bem mais cedo mas isso não prova que toda a gente o consegue fazer. Prova simplesmente que há excepções que confirmam as regras)

Considerações a comentários idiotas à parte, certo é que Uma Viagem Difícil nem sequer é sobre o aborto. É sobre duas amigas que mostram que, quando é mesmo necessário e apesar de andarem desavindas, conseguem recuperar a amizade que as unia. É sobre mostrar-nos que não temos de ser as mais bem sucedidas ou de andar só com as mais bonitas e fúteis da escola. É sobre namorados falsos e como nos devemos precaver para não cair nas esparrelas. É sobre lutar pelo futuro e por aquilo em que acreditamos. É sobre a mania de julgarmos os outros pelo que fazem sem saber porque o fazem.

Uma Viagem Difícil é, acima de tudo, um livro que trata temas sérios com humor, levando-nos a reflectir. E foi um livro que li numa noite, quando no dia a seguir era dia de trabalho. E isto, meus caros, perder o sono por causa dum livro, é seguramente um dos melhores elogios que posso fazer a um livro.

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Últimas leituras

por Magda L Pais, em 20.12.20

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Assumo aqui, perante vós, o compromisso: em 2021 retomarei as leituras a um ritmo normal e, com isso, também retomarei as publicações regulares no blog.

Desde que fiquei em teletrabalho não consegui arranjar o tempo que tinha para ler. Mas faz-me falta esse mesmo tempo e terei, de alguma forma, de o reencontrar em 2021.

Mas adiante, deixem-me falar-vos, de forma rápida, destes últimos 4 livros que li:

A Mãe Não Me Deixa Contar de Cathy Glass

A historia do pequeno Reece de sete anos que, em poucas semanas - e depois de retirado dos pais pela protecção de menores - passa por algumas famílias de acolhimento que o devolvem ao sistema. Quando chega a casa de Cathy (a autora), Reece é uma criança caótica e sem regras, que não fala sobre o seu passado. Acompanhamos o esforço da autora para conseguir contrariar a violência intrínseca de Reece de modo a conseguir que Reece comece a ser uma criança o mais normal possível, pondo de parte todo o seu passado.

Tocam-me especialmente estes livros sobre crianças, principalmente quando mostram uns pais que, em vez de defenderem os seus próprios filhos, são os causadores de toda a maldade que cai sobre as crianças. Escapa-me esta incapacidade de amarem e protegerem os seus filhos, acabando por ser terceiros que o fazem.

Não foi uma leitura fácil mas é, sem duvida, uma leitura que vale a pena.

Classificação:

Kingsbridge: O Amanhecer de uma Nova Era de Ken Follett

Ken Follett será sempre Ken Follett e será sempre um dos meus autores favoritos, principalmente quando são romances históricos, em que a realidade se mistura com a ficção. A'os Pilares da Terra e ao Mundo Sem Fim, junta-se agora este livro, todos passados no mesmo local, com séculos de diferença mas sempre, sempre com uma qualidade de escrita, de construção de personagens e de enredo que nos prende, da primeira à última página.

A escrita de Ken Follett transporta-nos, sem darmos conta, numa viagem pelo tempo. Sentimo-nos parte da trama, convivemos com as personagens e com elas sofremos e rimos.

Simplesmente fabuloso!

Classificação:

Dormir Num Mar de Estrelas de Christopher Paolini

Este foi um livro que me deixou com mix feelings.

Por um lado, a escrita e as personagens são do melhor que se pode ler. Por outro, partes do livro são demasiado técnicas e a minha vontade foi saltar essas partes. E, por fim... bem, já vos disse que odeio séries quando não posso ler todos os livros de seguida? e agora, sabe-se lá quando sai o próximo?...

Ainda assim, creio que a qualidade do livro sobrepõe-se, claramente, ao resto.

Classificação:

Imortal de José Rodrigues dos Santos (série Tomás Noronha #10)

JRS não escreve livros. Escreve calhamaços. E, se para muita gente, estes livros se tornam maçudos e cansativos, para mim têm exactamente o efeito contrário. Gosto de os ler pelo que aprendo enquanto me distraio e me divirto.

Imortal pode ser assustador por nos mostrar as vantagens e as desvantagens da inteligência artificial e da sua evolução. Uma distopia no presente, dando-nos conta do que nos pode esperar. Será mesmo esse o futuro?

Classificação:

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Coração de Dragão

por Magda L Pais, em 27.09.20

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Coração de Dragão de Sherrilyn Kenyon

Predadores da Noite #24

Editado em Setembro de 2020 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789897104220

Sinopse

Nas sombras, um inimigo aguarda pacientemente pelo confronto decisivo…

Há séculos que Maxis Drago vive em reclusão as consequências do seu trágico destino. O residente mais misterioso e reservado do Santuário perdeu a sua mulher, e tudo o que tinha, às mãos de um rival implacável que jurou vê-lo cair. Desde então, vagueia taciturno e com as suas enormes asas fechadas. Todos dizem que não pode voar. Mas o destino age de formas misteriosas e perversas e ainda tem reservadas algumas surpresas.

Quando os velhos inimigos de Maxis regressam com sede de vingança, o campo de batalha escolhido é a moderna Nova Orleães. Num confronto final há muito adiado, dois dragões irão enfrentar-se num conflito com consequências imprevisíveis...

A minha opinião

É quase impossível dizer algo de novo depois de 24 livros da saga predadores na noite com a qual – finalmente – estou em dia.

Coração de Dragão, mais uma vez, traz-nos uma história original com diálogos bem construídos. Algum humor misturado com drama. Personagens fortes e bem construídas e momentos de tensão em que tudo pode correr mal mas que acabam bem. Erotismo e fantasia, ambos em doses certas e sem excessos.

Acheron e Styxx – os meus favoritos – aparecem de relance neste livro. E confesso que, por eles, esta série pode continuar enquanto a caneta da autora queira. É verdade que, ao fim de tanto livro (24) há momentos em que se torna difícil relembrar quem é quem. Mas, felizmente, até agora, tem bastado continuar a leitura e as personagens – as boas e as más – acabam por se encaixar na perfeição.

Max e Seraphina também me conquistaram neste Coração de Dragão, mostrando que aceitar as diferenças é, às vezes, tão importante como encontrar as semelhanças.

Por fim, o final do livro deixa-nos com água na boca para o próximo. Esperemos que não demore muito...

 

Leia aqui as primeiras páginas

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(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Nascimento mortal

por Magda L Pais, em 15.08.20

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Nascimento Mortal de J. D. Robb

ISBN: 9789897103698

Editado em 2020 pela Edições Chá das Cinco

Sinopse

A tenente Dallas debate-se com um assassino implacável numa luta contra o tempo.

Quando dois jovens amantes - ambos funcionários da mesma empresa de contabilidade - são assassinados, a tenente Dallas é encarregada de investigar os homicídios. A braços com a organização do chá de bebé para Mavis, Eve terá igualmente de lidar com outro pedido da sua amiga: encontrar Tandy Willowby, uma das gestantes das aulas de preparação para o parto, que entretanto desapareceu.

Normalmente, Eve não investigaria um caso destes. No entanto, Mavis é a sua melhor amiga, e a tenente não pode dizer que não. Dallas terá de encontrar Tandy ao mesmo tempo que desvenda os segredos ocultos nos ficheiros de alguns dos mais ricos e reservados cidadãos, numa corrida contra um assassino particularmente cruel. E enquanto o seu marido Roarke descobre informações cruciais para a resolução do caso, Eve enfrenta um perigo bem real...

A minha opinião

Estava com saudades dum bom livro. Dum daqueles livros que não queremos largar. Que nos faz sorrir e, ao mesmo tempo, nos arrepia. Que não queremos largar (mas temos de o fazer, mais não seja para dormir). Que junta humor, erotismo, crime, mistério e suspense. Que a história principal tem principio, meio e fim (ainda que o meio seja, no mínimo, arrepiante e a roçar o horrível). Com uma escrita fabulosa, personagens fortes e bem construidas e com diálogos muito realistas.

Nascimento Mortal é tudo isso, condensado em pouco mais de 300 páginas. E é também a prova da versatilidade de Nora Roberts. De um lado - romances românticos como Nora Roberts. Do outro, crime, mistério, ficção cientifica (sim, esta série tem lugar algures em 2060 ) como J.D. Robb. O erotismo, esse está sempre presente, com uma qualidade que muitos livros nem sequer em sonhos lá chegam (vá, na série Predadores da Noite temos a mesma qualidade na escrita erótica com outra autora que dá cartas, Sherrilyn Kenyon).

Mas Nascimento Mortal também mostra como se podem juntar várias histórias diferentes, por imensas coisas a acontecer ao mesmo tempo e, ainda assim, conseguir dar um final coerente e bem escrito a todas elas.

Ainda não tenho esta colecção completa... desconfio que é desta que vou procurar para ver quais é que tenho em falta para comprar. Eve, Roarke, Peabody, Mira, Mavis, Nadine Furst e Summerset esperam por mim em cada um destes livros para me divertirem e eu não os quero deixar pendurados muito mais tempo.

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A Criança Que Não Queria Falar

por Magda L Pais, em 09.08.20

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A Criança Que Não Queria Falar de Torey Hayden

ISBN: 9789722336840

Editado em 2007 pela Editorial Presença

Sinopse

Era uma criança de seis anos insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento... até encontrar uma jovem e brilhante professora.
Esta é a história verídica e comovente da relação entre uma professora que ensina crianças com dificuldades mentais e emocionais e a sua aluna, Sheila, de seis anos, abandonada por uma mãe adolescente e que até então apenas conheceu um mundo onde foi severamente maltratada e abusada. Relatada pela própria professora, Torey Hayden, é uma história inspiradora, que nos mostra que só uma fé inabalável e um amor sem condições são capazes de chegar ao coração de uma criança aparentemente inacessível. Considerada uma ameaça que nenhum pai nem nenhum professor querem por perto de outras crianças, Sheila dá entrada na sala de Torey, onde ficam as crianças que não se integram noutro lugar. É o princípio de uma relação que irá gerar fortes laços de afecto entre ambas, e o início de uma batalha duramente travada para esta criança desabrochar para uma vida nova de descobertas e alegria. Desde a sua publicação, em 1980, o livro já vendeu 8 500 000 exemplares no Reino Unido e foi traduzido em 27 línguas, tendo sido um bestseller em vários países.

A minha opinião

Sabem aquele momento em que vos recomendam imenso um livro e ficamos com aquela sensação de medo: ok, vou ler e depois? se não gostar? se não o conseguir ler até ao fim? se for apenas um livro estúpido que nada tem a ver com o que eu gosto? Pois, foi o que me aconteceu quando um amigo (que, quando ler isto, me mata mas adiante) me recomendou este livro.

Mas depois decidi-me a ler. E ao fim de pouco mais de duas horas e meia já o tinha terminado e a minha primeira reacção foi: UAU!

A Criança Que Não Queria Falar não é um livro agradável ou de fácil leitura. Não é um livro que entretenha ou que nos deixe bem dispostos. Não é leitura recomendada a pessoas impressionáveis ou que se choquem com facilidade. E também não é recomendado a pessoas que achem que o mundo é azul e rosa e que todas as crianças são uns amores.

A Criança Que Não Queria Falar é um murro no estômago. É agridoce. É intenso. Faz-nos pensar em tanta mas tanta coisa - entre elas a sorte que tivemos na nossa infância e a sorte de podermos ter dado aos nossos filhos uma infância feliz. Provavelmente e para quem lida diariamente com crianças violadas física e psicologicamente, talvez não haja, neste livro, qualquer novidade ou, eventualmente, até pode haver algumas falhas no comportamento da professora. Mas para o comum dos mortais, este livro também é sobre a primeira oportunidade que uma criança tem de o ser.

No entanto tem uma falha. Uma falha grande, quanto a mim: não há um update na história de Sheila. De como foi o primeiro ou segundo ano após a saída das aulas com a autora. E isso teria sido importante para se perceber se a evolução da criança foi a melhor para ela.

Seja como for, sem dúvida que valeu a pena a leitura e, sem dúvida, que vos aconselho a leitura.

(e agora vou ali preparar-me para ouvir: eu bem te avisei...)

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