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Três Coisas Incríveis Sobre Ti

por Magda L Pais, em 19.12.18

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Três Coisas Incríveis sobre Ti de Jill Mansell

Tradução: Rita Canas Mendes

ISBN: 9789898917188

Editado em 2018 pela TopSeller

Sinopse

«Quando um livro nos consegue fazer sorrir, chorar e suspirar, sabemos que é um vencedor.»

Hallie tem dois segredos: é autora anónima de um blogue popular, onde resolve os dilemas dos leitores; e está perdidamente apaixonada… pelo seu médico. Sim, porque Hallie tem os dias contados, e só uns pulmões novos a salvarão. Terá ela coragem de se declarar antes de partir?

Flo encontra-se numa situação caricata. Vive no apartamento de um gato. E ela só terá um teto, enquanto o felídeo estiver vivo.

Com esta nova condição, surgem pessoas interessadas no apartamento que lhe querem fazer a vida negra. Flo está preparada para tudo… Mas o que fazer quando o amor lhe bate à porta com uma surpresa agridoce?

Tasha é uma mulher citadina com um namorado viciado em aventura. É verdade que os opostos se atraem, mas estará ela preparada para a adrenalina que ele trouxe à sua vida?

Três mulheres, muitas escolhas e uma força extraordinária que as une de formas inesperadas. Neste novo livro de Jill Mansell celebra-se a vida, numa história romântica sobre carpe diem e segundas oportunidades.

A minha opinião

Depois do peso das Vozes de Chernobyl estava a precisar de me rir, de ler qualquer coisa leve que não me obrigasse a pensar muito. Jill Mansell nunca me desilude quando é exactamente isto que preciso.

Três Coisas Incríveis Sobre Ti fez-me rir no comboio. Fez-me pensar na morte e nas segundas oportunidades mas de uma forma indelével, suave e bem disposta. Fez-me acreditar que não devemos ficar tristes porque acabou (seja uma vida ou um amor) mas sim felizes porque aconteceu. 

Três Coisas Incríveis Sobre Ti traz-nos uma escrita ainda mais madura, num intercalar de três casais que não se conhecem, que vivem bem distantes uns dos outros mas que, ainda assim, se cruzam, fazendo-nos - mais uma vez - acreditar que o mundo é uma aldeia. E ainda que, a meio do livro, se perceba que algo de mau vai acontecer - somos surpreendidos (pela positiva) quando acontece e a forma como a autora entrelaça os destinos.

Só foi pena ter acabado a leitura tão rápido.

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Vozes de Chernobyl

por Magda L Pais, em 18.12.18

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Vozes de Chernobyl de Svetlana Aleksievitch

Tradução: Galina Mitrakhovitch

ISBN: 9789898831828

Editado em 2016 pela Elsinore

Sinopse:

Vozes de Chernobyl é a mais aclamada obra de Svetlana Alexievich, Premio Nobel de Literatura 2015, tida como o seu trabalho mais duro e impactante.

A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa.

Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido. Os testemunhos, resultantes de mais de 500 entrevistas realizadas pela autora, são apresentados através de monólogos tecidos entre si com notável sensibilidade, apesar da disparidade e dos fortes contrastes que separam estas vozes.

Prefácio de Paulo Moura e tradução de Galina Mitrakhovich.

A minha opinião

Há livros que são murros no estômago. Que nos deixam sem palavras, que nos obrigam a interromper a leitura, que nos deixam com pesadelos. Que nos fazem pensar em como é possível haver sobreviventes ou como é que podem ter permitido que aquilo acontecesse. Que nos fazem encarar os nossos piores medos e que nos deixam embrutecidos.

Vozes de Chernobyl é um desses casos (outro foi a Lista de Schindler), com a agravante que, em 1986 - altura do acidente - eu tinha 17 anos e portanto lembro-me das noticias e das informações que foram veiculadas.

Percebo hoje, depois da leitura deste livro, que a Europa esteve em risco de desaparecer por incúria das autoridades soviéticas que não quiseram dar a importância devida ao desastre.

Não foi fácil perceber tanta coisa que foi mal feita, tanta desgraça que aconteceu (e tanta que, por um feliz acaso não aconteceu). Não foi fácil ler sobre as vidas que foram desperdiçadas e mal protegidas porque não se queria lançar o pânico. Não foi fácil conhecer quem prefira viver na zona de exclusão de Chernobyl porque prefere um inimigo que não vê (a radioactividade) a viver na meio da guerra.

Esta é a minha história... contei-a... Porque comecei a fotografar? porque não tinha palavras que chegassem...

Este é um livro que, apesar de doloroso e demasiado real, todos devíamos ler como forma de agradecer a quem se sacrificou - consciente ou inconscientemente - para que o desastre de Chernobyl não tenha tido consequências bem piores.

Por mais que nos custe a sua leitura.

Como gravar a minha alma? Se nem eu nem sempre consigo vê-la.

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Sangue e Fogo - A História dos Reis Targaryen

por Magda L Pais, em 14.12.18

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Sangue e Fogo - A História dos Reis Targaryen de George R. R. Martin 

Volume 1, Parte 1

ISBN: 9789897731365

Ilustração: Doug Wheatley 

Tradução: Jorge Candeias

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

A emocionante história dos Targaryen ganha vida neste trabalho magistral do autor de As Crónicas de Gelo e Fogo.

A Casa Targaryen governa Westeros. O Velho Rei e a Boa Rainha morreram. Os herdeiros do Dragão perfilam-se para a sucessão numa época aparentemente tranquila. Mas as sementes da guerra ameaçam estes tempos de paz e a ambição levará a uma batalha feroz pela posse do tão ambicionado Trono de Ferro.

Porque foi a Dança dos Dragões tão devastadora para os Sete Reinos? Quem é o legítimo herdeiro do Dragão? E que papel desempenhou a Casa Stark nesta luta de poder?  Estas são algumas das questões a este livro dá resposta pela mão de um reconhecido meistre da Cidadela e das quarenta e seis ilustrações a preto e branco.

Sangue & Fogo apresenta pela primeira vez o relato completo da dinastia Targaryen, permitindo uma compreensão perfeita da fascinante, dinâmica e por vezes sangrenta história de Westeros.”

A minha opinião

Quando li a série "Guerra dos Tronos" (muito antes de se ter transformado na série televisiva de sucesso que todos conhecem), passei por várias fases: o primeiro livro demorou a pegar, enrolei algumas páginas, achei demasiado confuso e demasiado sem jeito. Mas, ao mesmo tempo, despertou-me curiosidade pela novidade de ser um livro onde nenhuma personagem (boa ou má) está livre da morte. E então optei por continuar a ler e o que é certo é que devorei os livros seguintes até chegar ao último editado que voltou a ter o mesmo problema do primeiro e que demorei séculos a acabar. 

Claro que, apesar disso, estaria na disposição de ler a continuação se  George R. R. Martin tivesse a amabilidade de a escrever...Entretanto veio a série televisiva que está bem mais avançada que os livros e pronto, problema resolvido.

Fiquei, por isso, surpresa, quando Sangue e Fogo foi editado. Quer dizer... avançar na história está difícil mas contar o passado não. Coisas de escritores, que se há-de fazer. Escreve quem pode, lê quem gosta.

E eu, que faço parte do segundo grupo, li. E adorei! Sangue e Fogo - A História dos Reis Targaryen faz-nos sentir de regresso à escola, quando tínhamos as aulas de história e os professores nos contavam o passado dos nossos reis e rainhas, do que aconteceu, quem casou com quem, que filhos nasceram. Há falhas na história como em qualquer história - afinal não estávamos lá, não sabemos se foi exactamente assim que se passou ou de outra forma - há lacunas. 

Sangue e Fogo - A História dos Reis Targaryen está escrito como qualquer manual de história. E isso torna-o tão mas tão delicioso que nos dá vontade de continuar a ler, de saber mais daquele passado para percebermos o presente. Dum livro de fantasia! 

Acho que não estou a conseguir transmitir bem esta questão. Sangue e Fogo - A História dos Reis Targaryen dá-nos a ideia que os Sete Reinos são reais, que tem um passado e um presente além da geografia. Torna real um livro de fantasia.

Sem dúvida é um livro que todos os fãs da Guerra dos Tronos (livros e/ou série) devem ler para melhor conhecerem o presente. 

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(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Um Bom Partido

por Magda L Pais, em 29.11.18

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Um Bom Partido de Curtis Sittenfeld

ISBN: 9789897103230

Editado em 2018 pelas Edições Chá das Cinco

Sinopse

A versão moderna de Orgulho e Preconceito, o clássico de Jane Austen

A família Bennet está em dificuldades. Para além dos problemas económicos, a frágil saúde do Sr. Bennet obriga as filhas mais velhas, Jane e Liz, a regressarem a casa. Esta é a oportunidade perfeita para a Sra. Bennet pôr em prática os seus planos de casamenteira. Isto porque o solteiro mais cobiçado dos últimos tempos voltou para Cincinnati.

Chip Bingley é o sonho de qualquer sogra: atraente, com uma carreira de sucesso e a estrela do reality show Bons Partidos e o candidato perfeito a marido de uma das filhas da Sra. Bennet.

Quando Liz e Chip se conhecem no churrasco do 4 de Julho, a atração é imediata. Mas a relação é perturbada por Fitzwilliam Darcy, amigo de Chip, que desde o primeiro momento mostra a sua relutância para com Liz. No entanto, as primeiras impressões podem ser enganadoras…

A minha opinião

Antes de ler Um Bom Partido decidi ler Orgulho e Preconceito já que tudo indicava que o primeiro seria a versão actual do segundo. Ora para poder confirmar ou desmentir esta ideia teria, primeiro, que ler a versão original. Que, como podem ir ler, não me seduziu por ai além. Fiquei, por isso, com algum receio de iniciar a leitura deste livro.

Não me podia ter enganado mais.

Não sou a maior fã de romances. Sou - muito provavelmente - a pessoa menos romântica à face da terra, quiça do próprio universo. Mas Um Bom Partido, ainda que seja um romance, conquistou-me porque me fez rir fazendo-me lembrar os livros de Jill Mansell aos quais recorro sempre que quero passar um bom bocado, com um livro leve, que se lê num instante e que não nos obriga a pensar.

A adaptação está tão mas tão perfeita que acaba por superar o que poderíamos imaginar duma actualização  dum romance com cerca de dois séculos de existência. Um Bom Partido tem reality shows, tem emails e internet, tem encontros e desencontros e tem, acima de tudo, uma dose de humor perfeita que nos faz passar vergonhas nos transportes públicos (principalmente se forem como eu e se forem a rir para os livros) e que nos deixa - quando não estamos a ler - a contar os minutos para voltarmos a pegar nele e ler mais um pouco.

De uma forma a roçar a perfeição, Um Bom Partido explora as intrincadas relações familiares e de amizade, segredos, relações profissionais, o desemprego, a busca pelos 15 minutos de fama num programa de televisão. Tudo, mas mesmo tudo, condensado em 368 páginas que se lêem muito bem.

Para os fãs de Orgulho e Preconceito, nada temam. Podem ler este livro. Vão reencontrar todas as personagens - até Mr Collins e Charlotte - e não se vão sentir defraudados. 

Quanto a mim, vou esperar que editem também cá a versão actualizada de Jane Eyre...

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Orgulho e Preconceito

por Magda L Pais, em 27.11.18

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Orgulho e Preconceito de Jane Austen

Primeira edição em 1813

Tradução de José da Natividade Gaspar

ISBN: 9789722635899

Editado em 2012 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

Uma clássica história de amor e mal-entendidos que se desenrola em finais do século XVIII e retrata de forma acutilante o mundo da pequena burguesia inglesa desse tempo. Um mundo espartilhado por preconceitos de classe, interesses mesquinhos e vaidades sociais, mas que, no romance, acabam por ceder lugar a valores mais nobres: o amor.

As cinco irmãs Bennet, Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty, foram criadas por uma mãe cujo único objetivo na vida é encontrar maridos que assegurem o futuro das filhas. Mas Elizabeth, inteligente e sagaz, está decidida a ter uma vida diferente da que lhe foi destinada.

Quando Mr. Bingley, um jovem solteiro rico, se muda para uma mansão vizinha, as Bennet entram em alvoroço…

A minha opinião

Bem, desconfio que é desta que vou perder a minha credibilidade... um clássico tão bem cotado, considerado imprescindível e de leitura obrigatória e eu tive de me forçar a ler até ao fim...

A sério, tanta mas tanta futilidade, do principio ao fim do livro. Sim, eu sei, eu compreendo, foi escrito e publicado inicialmente em 1813, altura em que as mulheres eram consideradas meras peças decorativas, não tinham direito a heranças e só valiam por saberem dançar ou tomar conta da casa. Mas passar não sei quantas páginas a divagar sobre o facto de Mr Darcy ser ou não um cavalheiro ou porque é que ele não quis dançar com as meninas casadoiras é capaz de ser demais (ou pelo menos é demais para mim).

Li, algures em 2015, Jane Eyre, editado pela primeira vez mais ou menos na mesma altura e, ao contrário deste Orgulho e Preconceito, adorei. Achei que tinha conteúdo, que era mais do que bailes e conversa. Tinha uma história com pés e cabeça, com interesse. Espremendo-se Jane Eyre, temos uma belíssima limonada, mas com Orgulho e Preconceito morremos à sede enquanto se baila ou se procura um casamento de jeito.

Mas não se fiem em mim, experimentem por vós. Pode ser que tenham uma opinião diferente.

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