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O Diabo também chora

por Magda L Pais, em 05.09.19

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O Diabo também Chora de Sherrilyn Kenyon

Predadores da noite #12

ISBN: 9789897100369

Editado em 2012 pelas Edições Chá das Cinco

Sinopse

Sin, um antigo deus Sumério, era um dos mais poderosos do seu panteão… até à noite em que Ártemis lhe roubou a divindade e o deixou a um passo da morte.

Durante milénios, o ex-deus convertido em Predador da Noite procurou recuperar os seus poderes e vingar-se de Ártemis. Mas agora tem peixes mais graúdos — ou demónios mais graúdos — com que se preocupar. Os letais gallu, que tinham sido enterrados pelo seu panteão, começam a despertar e estão famintos de carne humana. O seu objectivo: destruir a humanidade. Sin é o único que os pode deter… se uma certa mulher não o matar primeiro.

E para quem apenas conheceu a traição, agora Sin terá de confiar numa pessoa que não hesitará em o entregar aos demónios. Ártemis pode ter roubado a sua divindade, mas outra mulher roubou-lhe o coração. A única pergunta é: irá ela mantê-lo… ou dá-lo a comer aos que o querem morto?

A minha opinião

Até o diabo pode chorar quando olha em volta do inferno e percebe que está sozinho

Fantasia e erotismo, romance e traição, amizade e ódio, humor e drama. O Diabo também Chora pega em todos estes ingredientes, junta-lhe algumas personagens fabulosas (Katra é, deste livro, claramente, a minha favorita, ou não fosse filha do pai) e temos um livro extraordinário (ou, na realidade, mais um livro extraordinário já que todos os livros da série Predadores na Noite são excelentes - É claro que, depois de Styxx e Acheron, todos os outros livros sabem a pouco)

Ainda que a base da história seja sempre a mesma - rapaz conhece rapariga, a coisa não corre bem mas apaixonam-se perdidamente - é a história individual de cada uma das personagens que torna cada livro único. E este não é excepção.

Continuo a achar que os livros desta saga podem ser lidos em separado. No entanto ganha-se bastante em ler de seguida, uma vez que há, nas personagens secundárias, um fio condutor que se perde ao se lerem separado.

Seja como for... o importante é que os leiam que valem realmente a pena.

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O Caso do Cairo

por Magda L Pais, em 26.08.19

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O Caso do Cairo de Olen Steinhauer

Tradução: Sofia Gomes

ISBN: 9910000153228

Editado em 2015 pela Bertrand Editora

Sinopse

Sophie Kohl está a viver o pior pesadelo da sua vida. Minutos depois de ter confessado ao marido, um diplomata destacado na embaixada americana na Hungria, que teve uma relação extraconjugal enquanto estavamos dois no Cairo, ele é morto com um tiro na cabeça.

Stan Bertolli, agente da CIA sediado no Cairo, já teve a sua dose de chamadas a meio da noite. Mas fica de coração apertado ao ouvir a voz da única mulher que amou, e que lhe telefona para saber por que razão o marido foi assassinado.

Omar Halawi trabalhou durante muitos anos nos serviços secretos egípcios e está perfeitamente dentro do jogo. Os agentes estrangeiros passam-lhe informações ocasionalmente, um favor que ele retribui e toda a gente fica feliz. Mas o homicídio de um diplomata na Hungria tem repercussões que chegam ao Cairo, e Omar tem de seguir os efeitos colaterais do sucedido até ao fim.

O analista norte-americano Jibril Aziz sabe mais sobre o Stumbler, uma operação secreta rejeitada pela CIA, do que qualquer outra pessoa. De modo que, quando alguém consegue aparentemente uma cópia do projeto, Jibril sabe como ninguém o perigo que isso representa.

Todos estes agentes convergem no Cairo. Gradualmente, vai sendo revelado o retrato de um casamento, um delicado quebra-cabeças de lealdades e traições, num mundo perigoso de jogos políticos, onde as alianças nunca são claras e os resultados nunca são garantidos.

A minha opinião

Depois de ler lido Do Desastre de Lisboa, fiquei com vontade de conhecer melhor a escrita deste autor desconhecido (para mim) que andava lá a marinar por casa há uns anitos.

O Caso do Cairo, não sendo o melhor livro do mundo (ou sequer um dos melhores), não deixa de ser uma leitura agradável. Mistura política e alguma história (real) com espiões e assassinos, romances e traições, segredos de estado e pessoais. 

Vamos acompanhando o desenrolar dos acontecimentos através de Omar, Stan, Jonh, Jibril e Sophie, que convergem, na cidade do Cairo, até conseguirem perceber não só quem matou Emmett mas também porque é que ele foi morto.

Confesso que, em alguns momentos, me senti baralhada com as personagens e quem estava aonde precisamente porque a divisão do livro (capítulos relacionados com cada uma das personagens) dá azo a essa confusão, revendo os acontecimentos pelo prisma de cada um. No entanto, essa baralhação momentânea não me impediu de ler e retomar o fio à meada logo de seguida.

Talvez volte a ler este autor mas não fiquei fã incondicional.

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Estação Onze

por Magda L Pais, em 23.08.19

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Estação Onze de Emily St John Mandel

Tradução de Rita Figueiredo 

ISBN: 9789722356329

Editado em 2015 pela Editorial Presença

Sinopse

Estação Onze conta-nos a cativante história de um grupo de pessoas que arriscam tudo em nome da arte e da sociedade humana após um acontecimento que abalou o mundo. Kirsten Raymonde nunca esqueceu a noite em que teve início uma pandemia de gripe que veio a destruir, quase por completo, a humanidade.

Vinte anos depois, Kirsten é uma atriz de uma pequena trupe que se desloca por entre as comunidades dispersas de sobreviventes. No entanto, tudo irá mudar quando a trupe chega a St. Deborah by the Water. Um romance repleto de suspense e emoção que nos confronta com os estranhos acasos do destino que ligam os seus personagens.

A minha opinião

Oh não, mais uma distopia - estão vocês a pensar. Calma, que Estação Onze não é uma distopia normal.

Num ano qualquer da nossa era, uma pandemia de gripe mata mais de 90% da população terrestre em muito pouco tempo. As televisões deixam de transmitir, a água deixa de correr nas torneiras, a electricidade deixa de funcionar assim como as redes de telemóvel e de internet. Os poucos que sobrevivem, espalhados por todo o planeta, tem de descobrir novas formas de sobreviver quanto tudo o resto se desmorona e pelo meio dos cadáveres dos que faleceram.

Ok, até aqui quase que é uma distopia normal. 

Só que não.

Porque Estação Onze leva-nos em viagens entre vários passados e o presente. Fala-nos da noite em que a pandemia começou a espalhar-se, conta-nos as histórias de vida de alguns dos que morreram nesses primeiros dias e como foi sobreviver sem saber como enquanto outros morriam. Acompanhamos, ao mesmo tempo, alguns desses sobreviventes, 20 anos depois da pandemia assim como crianças que nasceram depois.

Como se explica a internet a quem não a conhece? Como se explica o voo de um avião a quem está habituado a vê-lo apenas parado num campo de milho? Como se explica os antibióticos que deixaram de existir e como se aceita que a esperança de vida desça para os 40/50 anos?

Será uma pandemia deste género um cenário assim tão descabido? Infelizmente não creio, até porque o livro é bastante fiel neste aspecto: esta gripe mortal espalha-se pelo mundo por causa das viagens aéreas.

Estação Onze, ao contrário da maioria das distopias, não é feito de guerras, intrigas, tormentos ou cataclismos. Ainda assim não o conseguimos largar porque a escrita é simples, atractiva e subtil. Não queremos saber o fim da história mas queremos entender como se sobrevive ao fim de todas as mordomias a que estamos habituados. 

Porque sobreviver não é suficiente

Esta frase, lema da Sinfonia Itinerante* e uma das tatuagens de Kirsten*, retirada da série Star Trek, é, talvez, a lição principal a retirar deste livro. 

Estação Onze, ao mesmo tempo que é sombrio e negro, também é elegante e encantador, com personagens resilientes, que nos tocam e das quais nos custa despedir quando fechamos o livro.

Sem dúvida um livro extraordinário.

* no livro, a Sinfonia Itinerante é uma trupe de actores e músicos que vão passeando de lugarejo em lugarejo, apresentando peças de teatro de Shakespeare e recitais de música 

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Crueldade a Nu

por Magda L Pais, em 21.08.19

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Crueldade a Nu de Colleen McCullough

Carmine Delmonico #3

ISBN: 9789722524360

Editado em 2012 pela Bertrand Editora

Sinopse

Carmine Delmonico regressa em mais um thriller de leitura compulsiva. Em 1968, a América é um país em convulsão e o subúrbio de Carew está a ser aterrorizado por uma série de violações sistemáticas. Quando uma vítima arranja finalmente a coragem para falar e se dirige à polícia, o violador passa a matar as vítimas seguintes. Para Carmine, parece ser um caso sem nenhumas pistas. Além de que o departamento de polícia de Holloman está com problemas. Enquanto o assassino traça os seus planos, Carmine e a sua equipa têm de usar todos os recursos ao seu dispor para conseguirem desvendar este caso.

A minha opinião

Décimo sexto livro a contar para o bookbingo 2019, correspondente a: 

8. Pede a uma pessoa que viva contigo para escolher um livro para leres 

Vamos hoje testar uma nova forma de dar a minha opinião sobre um livro (não que a vá seguir religiosamente mas parece-me que, neste caso, faz sentido).

Ora bem...

Pontos negativos: demasiado confuso, demasiadas histórias cruzadas (sem que, na realidade, se cruzassem assim tanto), muitas personagens em simultâneo, um caso principal que se desenrola ao longo das páginas para ser resolvido nas últimas páginas e um caso secundário que fica sem solução. Personagens com nomes semelhantes que acabam por tornar difícil perceber quem diz o quê. Um pouco previsível, pelo menos em relação ao caso principal.

Pontos positivos: a proximidade com a vida real (vá lá, ninguém acredita que uma esquadra de polícia tenha apenas um crime para investigar de cada vez, pois não?), a escrita que nos envolve, a exploração da importância das chefias perceberem o que se passa à sua volta e os dramas a que os próprios policias estão sujeitos. A última página, onde se percebe o titulo, com uma reviravolta extraordinária.

No geral, Crueldade a Nu não é um mau livro. Lê-se relativamente bem (algumas partes são mais aborrecidas mas não são a maioria) mas esperava mais e melhor, confesso.

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Enquanto Houver Estrelas no Céu

por Magda L Pais, em 18.08.19

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Enquanto Houver Estrelas no Céu de Kristin Harmel

Tradução de José Lima Ferreira

ISBN: 978-972-0-04426-6

Editado em 2014 pela Porto Editora

Sinopse

Desde sempre, Rose, ao entardecer, olhava o céu em busca da estrela da tarde. Era aquela estrela, agora que a sua memória a estava a abandonar, que lhe permitia recordar-se de quem era e de onde vinha; que a transportava para os seus dezassete anos, para uma confeitaria nas margens do Sena. Ninguém conhecia a sua história nem sequer a sua neta, Hope. Num dos seus raros momentos de lucidez sente que é importante falar-lhe de um passado longínquo, que manteve em segredo durante setenta anos e que em breve ficará perdido para sempre.

Munida de uma lista de nomes e de fragmentos de uma vida, Hope parte para Paris em busca de respostas.

Para Hope esta será também uma viagem de descoberta: de tradições religiosas há muito diluídas, de histórias vividas numa Paris ocupada onde o amor sobrevive e, sobretudo, da sua capacidade de recomeçar e acreditar em si mesma.

A minha opinião

Décimo terceiro livro a contar para o bookbingo 2019, correspondente a

14. Um livro recomendado por booktuber, blogger ou instagrammer 

Enquanto Houver Estrelas no Céu foi-me recomendado pela Just aqui há uns tempos largos (três anos e pouco para ser mais precisa) e tem estado ali, na estante da vergonha, a olhar para mim desde então. É efectivamente uma vergonha que não o tenha lido antes porque este é um daqueles livros que vale a pena ler (mesmo que esteja calor e estejamos à beira da piscina). Enquanto Houver Estrelas no Céu é um livro que não queremos poisar enquanto não percebemos toda a história de Rose, que se vai desenrolando aos nossos olhos enquanto Hope descobre a verdade sobre a sua avó.

Enquanto Houver Estrelas no Céu fala-nos de segundas oportunidades, de como o amor é importante na nossa vida e da importância de sabermos as nossas origens, a história da nossa família. Encanta-nos da primeira à última página, não só pela forma como a história é contada - através das vozes de Rose e Hope - mas também pelas receitas que são partilhadas (e não fosse eu gordinha, iria fazer um drive test a todas).

A empatia que sentimos pelas personagens é extraordinária, a escrita é irrepreensível - apesar de, por uma ou duas vezes, me ter apetecido dar dois berros a Hope para que percebesse que o amor que ela queria estava ali mesmo à frente...

Querem um conselho? se ainda não leram... leiam. Deliciem-se com este livro que vale realmente a pena.

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