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Uma paixão chamada livros 10/40

por Magda L Pais, em 12.02.16

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Livro perturbante

Não me faz qualquer confusão ler sobre seja que tema for, seja ele mais ou menos violento. Desde que seja ficção, consigo, sem qualquer problema, abstrair-me o suficiente para perceber que, o que está a ser descrito, não é realidade.

Em contrapartida perturbam-me livros sobre determinados acontecimentos e que descrevem - com maior detalhe - algumas cenas mais violentas. Enquadram-se, nesta categoria, os livros abaixo. São livros que misturam realidade com alguma ficção. Aquando da sua leitura tive, de quando em vez, de interromper a leitura e olhar à minha volta para ter a certeza que só estava a ler um livro.

A Ilha das Trevas de José Rodrigues dos Santos
 

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Sinopse

Paulino da Conceição é um timorense com um terrível segredo. Assistiu, juntamente com a família, à saída dos portugueses de Timor-Leste e a todos os acontecimentos que se seguiram, tornando-se um mero peão nas circunstâncias que mediaram a invasão indonésia de 1975 e o referendo de 1999 que deu a independência ao país.

Só há uma pessoa a quem Paulino pode confessar o seu segredo - mas terá coragem para o fazer?

A vida e tragédia de uma família timorense serve de ponto de partida para aquele que é o romance de estreia de José Rodrigues dos Santos.

Um romance pungente onde a ficção se mistura com o real para expor, num ritmo dramático, poderoso e intenso, a trágica verdade que só a criação literária, quando aliada à narrativa histórica, consegue revelar.

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Sinopse

A história verdadeira deste homem que enfrentou perigos inacreditáveis e sacrificou tudo o que possuía, colocando em jogo a própria liberdade, para salvar mais de mil pessoas. Partindo dos testemunhos dos Schindlerjuden - os judeus de Schindler -, Thomas Keneally compôs um romance notável e comovente, que retrata a coragem, a generosidade e a perspicácia de um herói em meio às cinzas do holocausto. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, A Lista de Schindler valeu a seu autor o cobiçado Prémio Booker, da Inglaterra. Levado ao cinema com grande sucesso por Steven Spielberg, foi eleito o melhor filme de 1993 pela Associação dos Críticos de Nova York e de Los Angeles.

Orgulho Asteca e Sangue Asteca de Gary Jennings

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Sinopse

Era uma vez... a mais poderosa e fascinante civilização...
Em 1530, depois de quase extinguir o povo Asteca pelas mãos de Hernán Cortés, o Imperador Carlos, Rei de Espanha, pede ao bispo do México que lhe faculte informação acerca da vida e dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, decide redigir um documento, baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O seu nome é Mixtli - Nuvem Obscura. Mixtli, um dos mais robustos e memoráveis astecas, relata com detalhe toda uma vida: a sua infância, a mentalidade e os costumes do seu povo, o sexo e a religião, a sua formação e os seus amores, sempre tormentosos e trágicos. Esta é a sua empolgante e maravilhosa história, que representa o choque entre civilizações com formas inconciliáveis de ver o Mundo. A História de Mixtli é, em grande parte, a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.

 

 

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Uma paixão chamada livros 1/40

por Magda L Pais, em 01.02.16

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Começa hoje este desafio que, mais uma vez, me vai levar - a mim e aos outros participantes - a viajar pelo mundo dos livros. Dos meus livros, daqueles que li mas também pelos livros que outros leram, numa partilha de experiencias, de gostos, numa comunhão da nossa paixão comum.

Nada como iniciar esta partilha com o Top 5 dos livros lidos. Quem gosta de ler partilhará com certeza da mesma opinião - corremos sempre o risco de que o livro que vamos ler a seguir seja melhor que o anterior - o que dificulta a elaboração desta lista. Mas, ainda assim, tentarei fazê-lo.

Estes são os meus livros favoritos até este momento mas sem qualquer ordem especial. Estão, vamos dizer assim, empatados.

As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

Lidos e relidos várias vezes, já faziam parte dos meus livros favoritos em 2015, continuam a sê-lo no dia de hoje. Confesso que, apesar de saber praticamente de cor toda a história e apesar de ter imensos livros que nunca li, ando com muita vontade de os reler.

trilogia O Século - Ken Follett

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A história da humanidade de 1911 a 2009 pela mão de cinco famílias de cinco nacionalidades diferentes. Ficção e realidade juntas, interligadas de tal forma que o leitor, apesar de saber como terminam as situações reais, sofre com as personagens fictícias. Foi, sem dúvida, um projecto ambicioso do autor, o de retratar o século XX, século em que aconteceram tantas, mas tantas coisas, que alteraram o curso da humanidade para sempre. Um dia relerei estes livros.

O Asteca - Gary Jennings 

Sou apaixonada pela civilização Asteca e Maia. Não tanto como sou pelos livros mas pronto. E estes livros permitiram-me conhecer melhor a civilização Asteca. Não são livros ser lido de ânimo leve nem por quem espera uma leitura soft. A civilização asteca tinha tradições deveras violentas, descritas, ao pormenor nestes livros. É preciso entender um pouco do espírito dos Astecas para entender que, para eles, nenhuma daquelas tradições era violenta. Para os Astecas (assim como para os Maias) a morte não era um castigo, era um prémio dado aos melhores. 

Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez

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Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo

É assim que começa um dos meus livros favoritos de sempre. Não é de leitura fácil, principalmente se não for acompanhada da árvore genealógica da família Buendía-Iguarán, com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações.

A sombra do vento - Carlos Ruiz Zafón 

Sabem quando temos mil e uma coisa para fazer mas tudo nos parece de somenos importância porque temos um livro à nossa espera? Sabem quando sentimos que um livros nos puxa, nos faz esquecer o que tínhamos para tratar? quando nos esquecemos que era naquela paragem de metro que tínhamos de sair ou quando começamos a pensar que vamos dar a senha das finanças a outra pessoa para que possamos ler mais um bocadinho? Foi assim a leitura deste livro. De supetão, sem intervalo, sem nada pelo meio que me distraísse e uma necessidade extrema de chegar ao fim. Foi assim a leitura deste livro, cheio de frases e pensamentos que quase podiam ser meus, com os quais me identifiquei tanto, mas tanto...

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