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Uma ideia idiota

por Magda L Pais, em 13.06.19

No outro dia fomos ao Ikea. Nem sequer íamos com intenção de comprar coisa alguma, na realidade íamos apenas servir de transportadora para que uma amiga nossa fizesse algumas compras. E como ela sabia exactamente ao que ia, optamos por entrar logo pela zona das utilidades, mais perto das caixas e assim poupar-nos ao passeio interminável pelos móveis.

Infelizmente acabamos por ter de percorrer quase toda a zona das utilidades porque as coisas que a Joana queria estavam muito perto dos móveis e portanto passamos perto das molduras. E eu fiquei logo ali, parada a olhar para uma ideia brilhante que estava exposta. A moldura usada era esta:

ribba.jpg

mas lá dentro, em vez de fotografias, estava um livro, aberto ao meio. Estão mesmo a ver o que aconteceu, não é? pois, comprei logo quatro molduras e comecei a magicar que livros colocaria.

E ai começou o problema. A moldura tem 23cm*23cm com 4,5 cm de espessura. Ora para colocar um livro aberto ele teria de ter, no máximo 10 ou 11 cm de altura/largura para que, aberto, chegasse aos 23 cm. E a espessura não podia ultrapassar os 8 cm de maneira que, aberto ao meio, tivesse os 4,5 cm de máximo permitido pela moldura. Juntava-se ainda outro problema. Se as páginas apenas tivessem letras, ficaria muito monótono, pelo que queríamos utilizar o mesmo esquema que o Ikea, na loja: as páginas a ficar à vista teriam de ser ilustradas. Nada mas mesmo nada fácil encontrar livros com estas características.

Até que o meu marido teve uma ideia brilhante: e se, em vez de abrir o livro, se colocássemos o livro fechado, ficando apenas a capa à vista?

E lá fui eu até à Bertrand para escolher os livros (sim, podia ter usado os livros que lá tenho em casa. Mas e se depois os quisesse voltar a ler?). Daqui um agradecimento especial aos empregados da Bertrand do Fórum Almada que não acharam nada estranho que lhes pedisse sugestões de livros com capas bonitas, com 23*23 cm de altura e largura e com 4,5 cm de espessura. Certamente que, na história de pedidos estranhos numa livraria, este meu pedido está lá no topo...

Vou-vos poupar aos pormenores da escolha, dizendo-vos apenas que alguns dos livros que eu queria mesmo colocar na moldura (A Sombra do Vento ou A Livraria dos Finais Felizes por exemplo) não tinham o tamanho adequado.

Terminado o processo de escolha dos livros (tendo em consideração a capa mas também a importância do livro para mim e para a minha gaiata - no caso do Harry Potter - e da mensagem que a sua leitura transmite - nos outros casos), foi colocá-los nas molduras e pendurar na parede. Aqui está o resultado final

QuaLivro.jpg

Digam lá que não fica simplesmente maravilhoso?

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À Luz Da Meia-Noite

por Magda L Pais, em 12.06.19

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À Luz Da Meia-Noite de Sherrilyn Kenyon

Predadores da noite #12

Tradução de Ester Cortegano

ISBN: 9789897101816

Editado em 2015 pela Saída de Emergência

Sinopse

Conheçam Aidan O’ Conner. Uma celebridade generosa que tudo oferecia e nada pedia em troca… até ser enganado pelos que o rodeavam. Agora Aidan nada quer do mundo ou sequer fazer parte dele. Quando uma estranha mulher aparece à sua porta, Aidan sabe que já a viu antes… nos seus sonhos. Uma deusa nascida no Olimpo, Leta nada sabe do mundo dos humanos. Mas um inimigo implacável expulsou-a do mundo dos sonhos e para os braços do único homem capaz de a ajudar: Aidan. Os poderes imortais da deusa derivam de emoções humanas, e a raiva de Aidan é todo o combustível que precisa para se defender… Uma fria noite de inverno irá mudar as suas vidas para sempre… Aprisionados durante uma tempestade de inverno brutal, Aidan e Leta terão que conquistar a única coisa que os poderá salvar a ambos - ou destruí-los - a confiança. Conseguirão triunfar sobre todos os obstáculos?

A minha opinião

Depois de ler Dispara, eu já estou morto precisava com urgência de um livro leve, que não me obrigasse a pensar e que fosse de rápida leitura. Olhei para a estante da vergonha e este À Luz Da Meia-Noite sobressaiu quer por ser pequeno quer porque já sei que as histórias da saga Predadores da Noite são leves e de leitura fácil.

Mal sabia eu que, para além da história principal - a de Aiden e Leta - ainda teria o bónus de 3 contos passados no mesmo universo no período de Natal.

Infelizmente Acheron não entra na história de Aiden e Leta - o que é uma pena já que é uma das personagens marcantes de toda a saga mas depois encontramo-lo num dos contos, com Simi (que também é fabulosa). 

Confesso que À Luz Da Meia-Noite é, muito provavelmente, o mais fraco da série. Não sei se porque Aiden passa o livro quase todo a choramingar pelo que lhe aconteceu ou por ser tão pequeno que não nos permite ganhar carinho e empatia pelas personagens. De qualquer maneira é sempre um prazer ler Sherrilyn Kenyon, mesmo quando nos apetece bater na personagem principal por ser um choramingas...

(leia aqui as primeiras páginas)

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Book Bingo "Leituras ao Sol" 2019

por Magda L Pais, em 11.06.19

Não sou muito de desafios de leitura. Gosto de ler sem regras, sem prazos, sem preocupações. A leitura pelo simples prazer de ler.

Mas como também me atrai a partilha de opiniões sobre livros, a descoberta de novos autores e temas, decidi, este ano, fazer parte do desafio Book Bingo "Leituras ao Sol" 2019

Então em que consiste este desafio?

Então entre 21 de Junho e 22 de Setembro temos de ler os livros que quisermos de modo a preencher uma linha neste cartão:

bookbingo.jpg

E basicamente só existem duas regra: não se podem repetir livros (ou seja, o mesmo livro não pode cobrir duas categorias) e não se podem contornar as categorias. Há uma terceira recomendação que achei interessante: como a ideia é reduzir a estante da vergonha, não se devem comprar livros para o desafio.

Vou tentar fazer bingo e ontem já escolhi uns quantos livros (físicos e em ebook) para este desafio. Só me faltam escolher 3 livros:

  • Um livro de um autor que gostavas de conhecer (creio que vou optar por um livro de Marion Zimmer Bradley
  • Um livro que se passe num local onde gostarias de passar férias (Adorava passar férias na Sibéria mas não sei se será fácil encontrar um livro que se passe por lá)
  • Um livro que se passe num local onde já passaste férias (terei de procurar um que se tenha passado em Paris, Londres, Leicester, Nova Iorque, Sesimbra, Monte Gordo ou Cancun...)

Aceitam-se sugestões para livros para estas três categorias.

Vão estar por ai a acompanhar estas leituras?

E se quiserem participar, aqui fica o link do grupo do facebook

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Dispara, Eu Já Estou Morto

por Magda L Pais, em 09.06.19

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Dispara, Eu Já Estou Morto de Julia Navarro

Tradução Rita Custódio e Àlex Tarradellas

ISBN: 9789722529051

Editado em 2014 pela Bertrand Editora

Sinopse

Um romance extraordinário sobre o conflito israelo-árabe retratando personagens inesquecíveis, cujas vidas se entrelaçam com os momentos-chave da história a partir do final do século XIX a meados do século XX, e recriando a vida em cidades emblemáticas como São Petersburgo, Paris e Jerusalém. Aqui Julia Navarro conduz o leitor através de relações duras de homens e mulheres que lutam por uma parcela de terra onde possam viver em paz.

A minha opinião

Dispara, Eu Já Estou Morto é uma das razoes pelas quais o meu Kobo é um grande amigo. 840 páginas que, de outra forma, teriam de esperar por umas férias para poder ser lido (se bem que o tenho também em papel) e que, assim, foram lidas em viagens de comboio e enquanto almoçava.

Dispara, Eu Já Estou Morto é, talvez, dos últimos livros que li, aquele que mais me emocionou, que me chocou e me levou - em alguns momentos - em olhar à minha volta sem conseguir continuar a ler, tal a violência das descrições

(o que, aliás, é comum à maior dos livros que descrevem a vida nos campos de concentração na II Guerra Mundial e as atrocidades cometidas contra os judeus)

Pela voz de Ezequiel e de Wadi, judeu e árabe, amigos inseparáveis na infância, conhecemos a vida da família de ambos - três gerações de judeus e árabes unidos pela amizade e pela Horta da Esperança, obrigados a separar-se quando apenas queriam uma nação unida e sem guerra.

Dispara, Eu Já Estou Morto permite-nos uma visão muito próxima do conflito israelo-árabe, como começou mas, acima de tudo, como separou amigos de longa de data, criados juntos num clima de paz em que a religião era o menos importante mas que, ainda assim, foi por ela que foram separados.

Não direi que, historicamente, é o livro mais correcto, até porque não tenho conhecimentos suficientes para analisar por esse prisma. Mas é, certamente, um bom começo para quem, como eu, toda a vida ouviu falar nos conflitos entre os territórios ocupados da Palestina e Israel. Creio que, depois da leitura deste livro, consigo perceber melhor ambos os lados. Mas, ainda que os perceba, a questão que Samuel e Ezequiel colocam várias vezes ao longo do livro, é a mesma que eu coloco: se se sentassem à mesa - não agora mas logo ao inicio - judeus e muçulmanos, não teria sido possível viverem em harmonia?

Dispara, Eu Já Estou Morto é um livro fabuloso do principio ao fim, falhando apenas, em alguns momentos, na passagem entre os parágrafos (dando, às vezes, a sensação que algumas frases não foram escritas pela mesma autora). Prende-nos a atenção, prende a nossa imaginação e obriga-nos a querer chegar ao fim. E, quando acaba, ficamos com um vazio. Porque o fim é simplesmente brilhante.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Tempestade de Guerra

por Magda L Pais, em 07.06.19

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Tempestade de Guerra de Victoria Aveyard

Rainha Vermelha #4

Tradução de Teresa Martins de Carvalho

ISBN: 9789897731587

Editado em 2019 pela Saída de Emergência

Sinopse

Mare Barrow aprendeu rapidamente que para vencer é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, que praticamente a destruiu, Mare está determinada a proteger o seu coração e a continuar a lutar com os rebeldes para assegurar a liberdade de Vermelhos e sanguenovos. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de Norta - começando pela coroa de Maven. Mas para a guerra que se avizinha é necessário ter aliados poderosos. Conseguirá Mare lutar ao lado dos que a magoaram para assegurar a vitória? Ou será a rapariga-relâmpago silenciada para sempre?

Na primeira parte da conclusão desta extraordinária série, Mare terá de abraçar o seu destino e convocar todo o seu poder. Quem sobreviverá aos testes que se aproximam?

A minha opinião

Este livro é a primeira metade do livro que termina a série Rainha Vermelha. E, contrariamente à minha opinião e a de muita gente, os meus ombros e a minha coluna agradecem a divisão.

Por outro lado, esta divisão ajudou-me a preparar psicologicamente para me despedir de mais uma série fabulosa. 

Tempestade de Guerra, à semelhança dos outros livros da série está narrado a várias vozes. Cada um dos narradores vai partilhando connosco os seus pensamentos, o acontecimentos que os rodeiam, e, acima de tudo, a sua visão da história, tornando mais fácil, para o leitor, perceber toda a dinâmica da história. 

Se, ao longo de todo o livro, se pode confirmar a qualidade da escrita de Victoria Aveyard, a verdade é que a qualidade sobe exponencialmente nas descrições das batalhas. Acho que já o tinha dito antes mas volto a reforçar. A descrição das batalhas é tão real que nos sentimos lá, com toda a insegurança natural dum cenário de guerra.

Agora resta-me esperar (sem desesperar) pela segunda parte para me poder despedir das personagens e encerrar mais uma série da qual fiquei fã.

Uma breve nota final: as capas desta série são simplesmente geniais, provando que, muitas vezes, menos é mais. 

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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