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Vento Suão

por Magda L Pais, em 24.07.20

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Vento Suão de Rosa Lobato de Faria 

ISBN: 978-972-0-04182-1

Editado em 2011 pela Porto Editora

Sinopse

Quando faleceu, a 2 de fevereiro de 2010, Rosa Lobato de Faria deixou inacabado este Vento Suão. Pôs-se então a hipótese de pedir a um(a) autor(a) das suas relações que imaginasse um desenvolvimento para a história que a morte não deixara chegar ao fim e terminasse o livro inacabado. Depressa se concluiu, no entanto, que tal não era a melhor solução - primeiro, porque não se tinha a certeza de que a autora aprovasse essa inclusão de uma voz alheia no interior do seu próprio fluir narrativo; depois, porque, apesar de inacabado, o romance tinha o desenvolvimento suficiente para se deixar ler como um todo com sentido.

Aqui fica, pois, este Vento Suão tal e qual como Rosa Lobato de Faria o deixou. E como derradeira homenagem a uma escritora cuja obra teve como eixos fundamentais "a força da vida, o conhecimento profundo da realidade e do meio em que se agitam os seus fantoches ficcionais, o domínio das minúcias, o fôlego narrativo, a irrupção imparável de um vento negro de violência que impõe uma aura de tragédia intemporal ao que parece quase inócuo."

Eugénio Lisboa

A minha opinião

Não fosse o livro secreto e nunca me teria lembrado de ler este livro. Esta é a grande vantagem do livro secreto. Lemos livros que, muito provavelmente, em condições normais, não nos lembraríamos de ler.

Foi o último livro que Rosa Lobato Faria escreveu. Aliás, Vento Suão estava a ser escrito quando a autora faleceu e, por isso, está inacabado. Confesso que, apesar de saber disso, consegui desenhar, na minha mente, exactamente o que aconteceu. Ou pelo menos o que eu acho que aconteceu.

A escrita é deliciosa. As duas mulheres retratadas neste livro enervaram-me um bocadinho, pela submissão, pelo não se saberem impor ou sequer saberem o que queriam na realidade. Mas gosto quando um livro me deixa com estes nervos, é sinal que estou embrenhada na leitura e que me sinto presa em cada palavra ou diálogo do livro.

Valeu a pena!

 

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Últimas leituras

por Magda L Pais, em 19.07.20

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Isto de estar em teletrabalho - por melhor que seja em vários aspectos - acaba por me cortar os tempos que tinha para ler e para escrever aqui no blog.

Comecei as férias há uma semana  e pensei que ia ter mais tempo para ler. Mentira gorda que, logo no primeiro domingo, resolvi esbarbardar-lhe escadas abaixo (desci 3 degraus de pedra com o rabo). Valeu-me ser gordinha e o degrau se ter partido. Se assim não fosse, as consequências podiam ter sido bem piores. Assim, fiquei com nódoas negras nas nádegas, com dores e com o orgulho ainda mais magoado. O resultado: esta semana não consegui ler quase nada.

Resoluções para os próximos tempos: não cair das escadas, voltar a ler como dantes e voltar aqui ao blog para partilhar convosco as minhas opiniões sobre os livros.

Desde a última publicação (há mais de um mês) li os cinco livros acima. Aqui ficam, resumidamente, as minhas opiniões:

A Trilogia da Neblina de Carlos Ruiz Zafón - comecei esta leitura dois dias antes da morte do autor. São 3 livros independentes onde a magia e a acção se misturam com personagens inesquecíveis, tendo, como único elo é um ser maligno. Com a mestria que lhe era única, Zafón prende-nos da primeira à última página, enquanto torcemos para que o bem vença.

Classificação -

A Confraria de John Grisham - sou fã deste autor e comecei este livro com as expectativas altas. Fiquei desiludida. A história podia ter tudo para nos prender mas tal não acontece. As personagens são demasiado superficiais e algumas partes parecem forçadas. Calculo que todos temos direito a um dia mau e os escritores também tem direito a um mau livro...

Classificação -

Algo Maligno Vem Aí de Ray Bradbury - Supostamente este livro é de terror. Só que - para mim - terror foi conseguir chegar ao fim (juro que tentei, até às últimas páginas, gostar deste livro) sem sucesso.

Classificação -

Frankenstein de Mary Wollstonecraft Shelley - Alguém por ai não conhece a história do monstro criado por Victor Frankenstein? Se não conhecem, façam um favor a vós mesmos. Leiam este livro. Ou vejam os filmes. Ou melhor ainda, leiam o livro e vejam os filmes (principalmente o filme de 1931 com o actor Boris Karloff). Só o facto de conhecer bem a história me fez aproveitar bem o livro e conseguir ler com calma. Sem dúvida que, apesar de escrito em 1818, consegue abordar alguns temas sempre actuais - principalmente a necessidade de enfrentarmos as consequências dos nossos actos.

Classificação -

O Enigma do Quarto 622 de Joël Dicker - Sou fã de Joël Dicker e nunca me hei-de esquecer do Momento muito Ups na Feira do Livro. Seguramente que A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert é o melhor livro de Joël Dicker mas este Enigma não fica longe, até pelo facto de que a personagem principal é, precisamente, Joël Dicker. Viajamos no tempo entre o passado e o presente enquanto o enigma se vai adensando. Surgem respostas que são seguidas de mais perguntas. Apesar do tamanho do livro que poderia intimidar, lê-se num ápice porque ficamos presos na história e nas personagens (se bem que uma delas dá vontade de lhe bater. Com um gato morto. Congelado. Até o gato miar). Vale seguramente a pena. E no fim, fiquei com vontade de ler E tudo o Vento Levou. Mas infelizmente o livro que tenho cá em casa é de 1965 e as páginas estão em risco de se rasgar. E as versões que encontro on line tem as letras tão pequeninas que é quase impossível ler.

Classificação -

 

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A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata de de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows

Tradutor: Ana Mendes Lopes

ISBN: 9789896720155

Editado em 2010 pela Suma de Letras

Sinopse

Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura.

Londres, 1946. Depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora não o admita abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros. É com surpresa que um dia Juliet recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertenceu a Juliet. Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com vários habitantes da ilha. É assim que descobre que Guernsey foi ocupada pelas tropas alemãs durante a segunda Guerra Mundial, e que as pessoas com quem agora se corresponde formavam um clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado transformou-se num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.

A minha opinião

O livro secreto voltou a circular - tínhamos feito uma interrupção devido à pandemia de modo a evitar que tivéssemos de sair de casa para ir aos correios - e eu tive a sorte de receber, neste reinicio, o livro que estava mais ansiosa por ler desta edição.

A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata é uma colectânea de cartas entre várias pessoas e que, aos poucos, nos vão construindo as histórias e as personagens.

Não há um narrador nem há diálogos. São apenas monólogos - uns mais longos que outros, uns em forma de carta outros em forma de telegramas - mas que, apesar disso, não se tornam cansativos ou maçudos. Antes pelo contrário, deixam-nos com vontade de ler mais um bocadinho, ao ponto de, sem se dar por isso, se chegar ao fim do livro.

A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata é um livro para se ler sem pressas, para degustar e para apreciar.

leia aqui as primeiras páginas

e veja aqui o trailer do filme

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Os Contos Mais Arrepiantes de Howard Phillips Lovecraft

ISBN: 9789897731228

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Antes de H. P. Lovecraft, a literatura de horror resumia-se fundamentalmente a vampiros, fantasmas e bruxas. Depois dele, o género nunca mais foi o mesmo. Genial criador de mundos, pai das mais hediondas criaturas cósmicas e de uma Arkham tão real como Lisboa ou Nova Iorque, Lovecraft foi o pioneiro de um horror onde a humanidade é apenas uma centelha de sanidade num vasto universo de maleficência. Uma centelha fugaz que perde esperança de conto para conto.

A sua visão do horror foi de tal forma influente que está presente na obra de Stephen King, Neil Gaiman, Guillermo del Toro, Alan Moore e muitos outros criadores, da literatura ao cinema, da BD à música. Até Stranger Things, a série-sensação do momento, é uma homenagem ao imaginário de Lovecraft.

Nesta edição de colecionador, ilustrada por 22 artistas nacionais, são apresentados os contos mais arrepiantes de Lovecraft, dando-nos a conhecer a evolução do seu estilo narrativo único e consolidando-o como um dos autores mais visionários da literatura americana.

A minha opinião

Dos cerca de 1500 livros que tenho, este é, sem dúvida, um dos mais bonito, quer pela cor da capa quer pelo seu relevo.

Esta edição mostra o excelente trabalho quer dos ilustradores quer do editor. Está cuidada, maravilhosa e, mesmo que não se leia o seu conteúdo, é um "must have" para qualquer pessoa que seja apaixonada por livros.

Dito isto... não consegui passar de meio do livro. Já tinha lido um ou outro conto de Lovecraft mas nenhum dos contos do livro me prendeu nem consegui sequer sentir-me ligada a qualquer história. Dava comigo a ter de ler e reler cada página algumas vezes para conseguir seguir em frente. Acabei, por isso, por desistir.

Quem sabe um dia regresso a este livro lindíssimo e consigo acaba-lo.

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação: (pela edição e ilustrações que são simplesmente maravilhosas)

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O Tatuador de Auschwitz

por Magda L Pais, em 08.06.20

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O Tatuador de Auschwitz de Heather Morris

Tradução de Miguel Romeira

ISBN: 9789722361668

Editado em 2018 pela Editorial Presença

Sinopse

História verídica de um amor em tempo de guerra!

Esta é a história assombrosa do tatuador de Auschwitz e da mulher que conquistou o seu coração - um dos episódios mais extraordinários e inesquecíveis do Holocausto.

Em 1942, Lale Sokolov chega a Auschwitz-Birkenau. Ali é incumbido da tarefa de tatuar os prisioneiros marcados para sobreviver - gravando uma sequência de números no braço de outras vítimas como ele - com uma tinta indelével. Era assim o processo de criação daquele que veio a tornar -se um dos símbolos mais poderosos do Holocausto.

À espera na fila pela sua vez de ser tatuada, aterrorizada e a tremer, encontra-se Gita. Para Lale, um sedutor, foi amor à primeira vista. Ele está determinado não só a lutar pela sua própria sobrevivência mas também pela desta jovem.

Um romance baseado em entrevistas que Heather Morris fez ao longo de diversos anos a Ludwig (Lale) Sokolov, vítima do Holocausto e tatuador em Auschwitz-Birkenau. Uma história de amor e sobrevivência no meio dos horrores de um campo de concentração, que agradará a um vasto universo de leitores, em especial aos que leram A Lista de Schindler e O Rapaz do Pijama às Riscas, e que nos mostra de forma pungente e emocionante como o melhor da natureza humana se revela por vezes nas mais terríveis circunstâncias.

A minha opinião

A Nathy desafiou-me para uma leitura conjunta deste livro e eu não podia recusar (isto num dia à noite. No dia a seguir, de manhã, quando lhe disse que ia começar, a Nathy responde-me: ah, desculpa, já acabei...). Coisas... Seja como for, resolvi ler o livro à mesma.

O amor não sabe quando nasce nem entre quem vai nascer. O Tatuador de Auschwitz conta-nos uma história de amor com o cenário mais improvável dos cenários improváveis: o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, entre dois presos, Lale e Gita.

Só que... de tanto ler sobre os horrores que foram praticamente em Auschwitz-Birkenau, esta história de amor - ou mais precisamente - parece irreal. A sensação que fui tendo, ao longo do livro, é que Lale e Gita não estavam no mesmo sitio onde morreram milhares e onde tantos foram sujeitos às loucuras de Mengele (que, aliás, passa ao de leve neste livro).

Não me entendam mal, não estou a duvidar da veracidade da história. Mas parece-me que a escrita torna a história demasiado leve para o cenário em que se passou.

Talvez por isso mesmo tenha sido lido numa tarde...

leia aqui as primeiras páginas

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