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A Desonra de D. Afonso VI

por Magda L Pais, em 07.11.19

50 anos/50 perguntas. Já fizeste a tua?

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A Desonra de D. Afonso VI de Jorge Sousa Correia

ISBN: 9789897244926

Editado em 2019 pelo Clube do Autor

Sinopse

Afonso VI não era para ser rei. Precedia-o um irmão mais velho, D. Teodósio, que não resistiu à doença, deixando o reino para o irmão, cujas deficiências físicas e mentais eram evidentes.

É este reinado, controverso e conturbado, que encontramos no novo livro de Jorge Sousa Correia, autor de vários romances históricos sobre grandes reis da nossa História.

Afonso VI foi aclamado rei após a morte de D. João IV, mas só reinaria a partir de 1662, depois de a mãe, D. Luísa de Gusmão, deixar a regência do reino. O rei foi acusado de impotência pela mulher, esposa impúdica e adúltera que, dando as mãos a D. Pedro, irmão desleal e ambicioso, arrancou da cabeça do Rei a coroa para colocá-la na cabeça do Infante.

Mas houve mais, e este acabaria por ser acusado dos piores pecados num julgamento orquestrado pela rainha, pelos jesuítas e pelo poderoso duque de Cadaval.

Depois das inclinações vis, os gostos obscenos, as fúrias violentas, ficou a D. Afonso VI a mansidão e a loucura obediente, até que uma qualquer decisão o fizesse desaparecer para sempre. Esse dia chegaria na forma de desterro.

A minha opinião

Quando andava no ciclo e tinha aulas de História, confesso que me fartava com rapidez. Aquilo era debitar acontecimentos - às vezes com algumas explicações e pronto. Toca a empinar a matéria e siga para os testes.

Hoje os romances históricos fazem parte das minhas leituras favoritas, principalmente quando são de qualidade como é o caso D'A Desonra de D. Afonso VI.

Achei curiosa - e bastante interessante - a forma como a história é contada. Um monologo do camareiro-mor de Afonso VI, em conversa com um seu vizinho, a quem conta a vida deste rei física e mentalmente fraco, desde que foi acometido duma doença na infância, a morte de quem devia suceder a seu pai e a regência de sua mãe.

Confesso que houve momentos em que me senti incomodada com as atitudes deste rei... que reinou ali algures no século XVII e que, na realidade, não me afectam. O realismo com que o texto está escrito leva-nos a que nos sintamos próximos do rei e dos seus amigos infames. E, da mesma forma que odiamos este malfadado rei, também nos compadecemos da forma como foi mantido, nos últimos anos de vida, encerrado num pequeno quarto em Sintra.

A Desonra de D. Afonso VI, ao mesmo tempo que entretém, ensina-nos parte da nossa história. E de uma forma fácil, nada comparada com os manuais escolares que tínhamos de empinar. Assim até dá gosto ler e aprender.

Leiam, que não se vão arrepender.

Leia aqui as primeiras páginas

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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Deuses Americanos

por Magda L Pais, em 21.10.19

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Deuses Americanos – Sombras de Neil Gaiman, P. Craig Russell e Scott Hampton

Deuses Americanos #1

ISBN: 9789897731266

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Leia aqui as primeiras páginas

Sinopse

Shadow Moon sai da prisão e descobre que a sua mulher morreu. Derrotado, falido e sem saber para onde ir, conhece o misterioso Sr. Wednesday, que o emprega como guarda-costas, empurrando Shadow para um mundo mortífero onde fantasmas do passado regressam da morte e onde uma guerra entre deuses está iminente. O romance vencedor de prémios Hugo, Bram Stoker, Locus, World Fantasy e Nebula que deu origem ao sucesso televisivo da Starz, com autoria de Neil Gaiman, é adaptado como novela gráfica pela primeira vez!

Compilando os primeiros nove números da série de banda desenhada Deuses Americanos, juntamente com arte adicional, esboços de personagens e capas de David Mack, Glenn Fabry, Becky Cloonan, Skottie Young, Fábio Moon, Dave McKean e mais!

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Deuses Americanos – M Ainsel de Neil Gaiman, Scott Hampton e P. Craig Russel

Deuses Americanos #2

ISBN: 9789897731730

Editado em 2019 pela Saída de Emergência

(Leia aqui as primeiras páginas)

Sinopse

Shadow e Wednesday deixam a Casa na Rocha e continuam a sua viagem pelo país enquanto reúnem aliados, conhecem novos deuses e se preparam para a guerra. O romance vencedor de prémios Hugo, Bram Stoker, Locus, World Fantasy e Nebula, que deu origem ao sucesso televisivo da Starz, com autoria de Neil Gaiman, é adaptado como novela gráfica pela primeira vez!

A minha opinião

Optei por juntar os dois livros num só post quer porque os li de seguida quer porque é difícil falar de ambos sem me repetir.

Sabem aquela velha expressão "os olhos também comem"? Pois que, com estes dois livros, a expressão pode e deve ser usada mas convertida em "os olhos também lêem". Porque ambos são um regalo para a vista, brilhantemente ilustrados. Não fosse a dificuldade em escolher uma página e teria repetido esta ideia.

Já tinha lido algumas coisas de Neil Gaiman (e, claro, vi Coraline, baseado no livro dele que ainda hei-de ler) e, apesar de reconhecer que, numa banda desenhada, os textos tem de ser adaptados, certo é que esta adaptação não choca. A qualidade da escrita é imutável e as ilustrações dão ainda mais vida e cor ao texto.

Leiam, não se vão arrepender.

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Crime, Disse o Livro

por Magda L Pais, em 25.09.19

Crime, Disse o Livro de Anthony Horowitz

Magpie Murders #1

ISBN: 9789897244339

Editado em 2019 pelo Clube do Autor

Sinopse

ABSORVENTE e VICIANTE; e com um final verdadeiramente prodigioso!

Existem vários mistérios por resolver dentro das páginas deste livro. Tudo começa quando Susan Ryeland se senta para ler o manuscrito do autor mais vendido da editora onde trabalha. Porém, a narrativa termina abruptamente no ponto em que o detetive da história está prestes a revelar o assassino, levando por isso Susan a procurar os capítulos perdidos. Mas este é apenas o ponto de partida de um dos mistérios…

Extraordinariamente bem concebido e bem escrito, em Crime, disse o livro encontramos duas histórias que correm em paralelo, personagens interessantes e autênticas, tramas sólidas, inteligentes e bem estruturadas, várias reviravoltas e, por fim, um desenlace absolutamente surpreendente.

E se um mistério dentro de outro mistério significa o dobro da adrenalina, para os fãs do género este livro traz também prazer a dobrar. Prepare-se: vai ser difícil pousar o livro!

A minha opinião

Um livro dentro dum livro. Um crime num livro com repercussões no crime que acontece no outro livro. Confusos? não estejam que a ideia base deste Crime, Disse o Livro é simplesmente magnifica e aguça a curiosidade dos leitores.

Crime, Disse o Livro recupera - magistralmente - os policiais de Agatha Christie, homenageando - principalmente - Hercule Poirot e o fabulástico livro "Cai o Pano, o último caso de Poirot".

Mistério(s) e humor. Uma escrita simples e divertida, astuta e engenhosa de forma muito inteligente, com personagens bem construidas e empáticas (ou odiosas!) tornando Crime, Disse o Livro impossível de largar enquanto não descobrimos os dois assassinos. E não, não podiam ser o mesmo porque o um crime acontece no livro e o outro... no livro.  E depois, o detalhe final, do autor que entrevista... o autor. Brilhante, simplesmente brilhante! (já para não falar da presença, no livro, de Mathew Prichard, neto de Agatha Christie que é outro momento que aquece o coração)

Confesso que me diverti imenso na leitura desta Matrioska em formato de livro, até por me permitir matar saudades Agatha Christie (e principalmente de Poirot - apesar do seu mau feitio) e da idade de ouro dos policiais.

Fiquei fã de Anthony Horowitz!

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Feridas de Guerra

por Magda L Pais, em 26.07.19

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Feridas de Guerra de Anthony Riches

Império #1

Tradução de Jorge Colaço

ISBN: 9789897731624

Editado em 2019 pela Saída de Emergência

Sinopse

Marcus Valerius Aquila, membro da Guarda Pretoriana do imperador Commodus, viaja para a Britânia com uma mensagem urgente para o legado das tropas que se encontra na Muralha de Adriano. Mas assim que chega ao destino é acusado de traição e condenado a uma morte desonrosa. Com a ajuda dos antigos companheiros de armas do pai, consegue fugir e assume um novo nome enquanto se infiltra num obscuro regimento na Muralha de Adriano e tenta não dar nas vistas.

É então que um exército rebelde surge do lado norte da Muralha, e Marcus tem de provar que tem a resistência necessária para liderar uma centúria na linha da frente de uma guerra violenta e brutal com um inimigo impiedoso. Uma leitura fantástica… Alucinante e cheio de ação.

A minha opinião

Sétimo livro a contar para o bookbingo 2019, correspondente a

10. Um livro de um autor que nunca leste

(não era para ser este mas este serve que nunca tinha lido livro algum de Anthony Riches)

Feridas de Guerra é muito bom, apesar de um pouco previsível. Uma guerra lavada a sangue, suor e lágrimas, como todas as que a legião romana se envolveu no império romano, ainda que, neste livro, o focus esteja na história de Marcus, da sua fuga à morte e como subiu, a pulso, num exercito que não o queria aceitar (para além da sua própria história de vida que acaba por ser surpreendente).

A escrita é envolvente e fluída, os diálogos bem conseguidos (e alguns com aquela pitada de humor que me agrada sempre em qualquer livro) e as personagens fortes e consistentes. As batalhas estão descritas de tal modo que quase que sentimos vontade de ver se, também nós, estamos sujos de sangue. Aliás, é natural que a descrição das tácticas militares e das batalhas seja um dos pontos altos do livro já que o autor é formado em história militar.

A troca valeu a pena!

(leia aqui as primeiras páginas)

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Tempestade de Guerra

por Magda L Pais, em 07.06.19

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Tempestade de Guerra de Victoria Aveyard

Rainha Vermelha #4

Tradução de Teresa Martins de Carvalho

ISBN: 9789897731587

Editado em 2019 pela Saída de Emergência

Sinopse

Mare Barrow aprendeu rapidamente que para vencer é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, que praticamente a destruiu, Mare está determinada a proteger o seu coração e a continuar a lutar com os rebeldes para assegurar a liberdade de Vermelhos e sanguenovos. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de Norta - começando pela coroa de Maven. Mas para a guerra que se avizinha é necessário ter aliados poderosos. Conseguirá Mare lutar ao lado dos que a magoaram para assegurar a vitória? Ou será a rapariga-relâmpago silenciada para sempre?

Na primeira parte da conclusão desta extraordinária série, Mare terá de abraçar o seu destino e convocar todo o seu poder. Quem sobreviverá aos testes que se aproximam?

A minha opinião

Este livro é a primeira metade do livro que termina a série Rainha Vermelha. E, contrariamente à minha opinião e a de muita gente, os meus ombros e a minha coluna agradecem a divisão.

Por outro lado, esta divisão ajudou-me a preparar psicologicamente para me despedir de mais uma série fabulosa. 

Tempestade de Guerra, à semelhança dos outros livros da série está narrado a várias vozes. Cada um dos narradores vai partilhando connosco os seus pensamentos, o acontecimentos que os rodeiam, e, acima de tudo, a sua visão da história, tornando mais fácil, para o leitor, perceber toda a dinâmica da história. 

Se, ao longo de todo o livro, se pode confirmar a qualidade da escrita de Victoria Aveyard, a verdade é que a qualidade sobe exponencialmente nas descrições das batalhas. Acho que já o tinha dito antes mas volto a reforçar. A descrição das batalhas é tão real que nos sentimos lá, com toda a insegurança natural dum cenário de guerra.

Agora resta-me esperar (sem desesperar) pela segunda parte para me poder despedir das personagens e encerrar mais uma série da qual fiquei fã.

Uma breve nota final: as capas desta série são simplesmente geniais, provando que, muitas vezes, menos é mais. 

(leia aqui as primeiras páginas)

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