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As Grandes Cartas de Amor

por Magda L Pais, em 20.04.18

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As Grandes Cartas de Amor

ISBN: 9789897021756

Editado em 2016 pela Editora Guerra & Paz

Sinopse

Este livro reúne 51 cartas comoventes, eufóricas, apaixonadas e sofridas.

Foram escritas por grandes figuras, de Virginia Woolf a Beethoven, de Napoleão a Karl Marx.

Dão-nos lições de dignidade, de paixão, de amorosa resignação. Ensinam-nos os caminhos da alegria, do desejo e da perda.

A minha opinião

- Espelho meu, espelho meu, existe alguém menos romântico que eu?

- Não te zangues mas tenho sérias dúvidas que exista! oh coisinha mais fria!

Este poderia ser um diálogo entre mim, comigo e eu própria, em frente a um espelho. Não tenho paciência alguma para lamechismos, um ramo de flores é lindo mas um desperdício. Chocolates engordam e se comermos muito acabamos mais cedo com o cacau. Frases feitas dão-me para rir e perdem o sentido. Enfim, acho que, quando o romantismo foi distribuído, eu estava ausente em parte incerta e quando voltei já não havia qualquer resquício para me ser entregue.

Então, perguntam vocês, porque raio leste este livro se todas as cartas de amor são ridículas?

Bem... primeiro porque a parte gráfica do livro me atraiu desde o primeiro dia que o vi nas livrarias. E confirmei que, realmente, é de um grafismo fabuloso, bastante cuidado e muito mas mesmo muito atraente. Depois porque tinha curiosidade em ler e tentar perceber se estas cartas seriam capazes de acordar em mim algum romantismo. E também porque algumas das cartas foram escritas por monstros da literatura e só por isso haveria de valer a pena. Por fim... A Débora ofereceu-me este livro no âmbito duma troca de livros que a Sofia organizou.

Terminado o livro, terei de dizer que ainda não foi desta que descobri o romantismo, apesar de reconhecer que algumas das cartas são pequenos tesouros da literatura. Umas mais lamechas que outras, umas mais doces e outras mais amargas. Todas enquadradas pela história de amor (ou desamor, nalguns casos) o que melhorou consideravelmente a percepção do texto da carta.

As Grandes Cartas de Amor é um livro que se pode ler duma penada ou que se pode ir lendo por fases, até porque está dividida em pequenos capítulos, sendo que se lê muito bem de qualquer uma das formas. 

Terei, no entanto, de assumir, que as que menos gostei foram precisamente a primeira e a última. As cartas de Maria Barroso para Mário Soares e a de Rita Ferro ao Amor Eterno. 

De resto, aos românticos que por aí andam (e que sei que existem), quem sabe não encontram, neste livro, a inspiração para escreverem uma carta à pessoa amada? Mas uma carta mesmo, enviada por correio e não um email ou um sms que até eu reconheço que não são exactamente o mesmo que uma carta. 

Ou talvez eu ache isso porque o meu primeiro namoro a sério começou assim... com uma troca de cartas.

Leia aqui as primeiras cartas

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6 comentários

De Heidiland a 20.04.2018 às 13:19

Foi uma grande coincidência oferecer-te exactamente o livro que andavas a namorar. Este era um livro que andava a namorar desde o dia que ele saiu, todavia nunca o tinha lido. O teu review ainda me deixou com mais vontade de o ler. Sou uma romântica daquelas bem lamechas.
Beijinhos

De Magda L Pais a 24.04.2018 às 09:07

realmente foi uma coincidência engraçada :) queres que te empreste?

De Heidiland a 24.04.2018 às 10:17

Já o comprei :P agora tenho que o trazer de Lisboa para os Alpes. A minha pequenina também não me deixa ler grande coisa. Até comentários nos blogues têm que ser feitos a correr. Quer atenção a 200%.

De Magda L Pais a 24.04.2018 às 10:52

A vantagem das cartas é que dá para se ir lendo, uma carta de cada vez. Uma ou duas folhas no máximo e pronto. é perfeito para intervalar com a atenção à gaiata

De Heidiland a 24.04.2018 às 10:56

Leio em voz alta pode ser que ela goste. Com o jornal resulta.

De Magda L Pais a 24.04.2018 às 14:20

Acho que não é o que lemos mas sim como lemos

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