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Catarina de Aragão

por Magda L Pais, em 06.06.18

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Catarina de Aragão de Philippa Gregory

ISBN: 9789722624558

Editado em 2006 pela Livraria Civilização Editora

 

Sinopse

Catarina de Aragão nasce Catarina, Infanta da Espanha, de pais que eram reis cruzados. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII da Inglaterra, e é educada para ser princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria. A sua fé é posta à prova quando o futuro sogro a recebe no seu novo país com uma grande afronta; Artur parece ser pouco mais do que uma criança; a comida é estranha e os costumes vulgares. Lentamente, adapta-se à sua primeira corte Tudor, e a vida como mulher de Artur vai-se tornando mais suportável. Inesperadamente, neste casamento arranjado começa a nascer um amor terno e apaixonado. Mas, quando o jovem Artur morre, ela tem de construir o seu próprio futuro: como pode agora ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia? Só casando com o irmão mais novo de Artur, o alegre, mas mimado Henrique. O pai e a avó de Henrique são contra e os poderosos progenitores de Catarina revelam-se de pouca utilidade. No entanto, Catarina possui um espírito lutador é indomável e fará qualquer coisa para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la.

A minha opinião

Ah romances históricos, a minha perdição. Ou, mais exactamente e para sermos precisos, uma das minhas muitas perdições no reino dos livros.

Catarina de Aragão fala-nos da primeira mulher das seis mulheres de Henrique  VIII, Catarina, filha dos reis espanhóis e criada, desde tenra infância, para ser Rainha de Inglaterra.

Já me habituei à mestria com que Philippa Gregory nos conta as histórias das rainhas de Inglaterra, transportando-nos numa espécie de máquina do tempo até aos seus salões e passeios, fazendo de nós, leitores, seus confessores e amigos. Catarina de Aragão não é a excepção. Mas, se na maioria dos seus livros, acompanhamos toda a vida e obra das Rainhas, neste falha uma altura fundamental – quando Henrique  VIII decide pedir a anulação do casamento para se poder casar com Ana Bolena. Há um hiato de 13/14 anos que não é preenchido e o livro termina quando Catarina é chamada a depor no tribunal. Termina precisamente com a chamada, deixando, ao leitor, adivinhar o que se passava na mente de Catarina.

Acredito que seria impossível relatar, na totalidade, a vida de Catarina mas, talvez tivesse sido possível encurtar a fase de espera pelo casamento com Henrique, após a morte de Artur, mas isto sou eu que acho, talvez porque me parece que seria mais interessante a parte que diz respeito à anulação do casamento do que propriamente o facto de Catarina ter passado dificuldades de ordem vária enquanto esperava que o casamento com Henrique fosse autorizado.

Ainda que essa fase possa ser abordada no próximo livro, que lerei logo que possível, não será pelos olhos desta grande mulher que foi Catarina, uma mulher muito à frente do seu tempo.

Mas, claro, Philippa Gregory é Philippa Gregory e os seus livros, ainda que menos bons que os outros – como é o caso deste – não deixam de ser de leitura muito agradável e de recomendação absoluta para quem gosta de romances históricos.

(leia aqui as primeiras páginas) 

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2 comentários

De Carlota a 06.06.2018 às 20:59

Ando há imenso tempo para ler este livro! Adoro História e romances históricos são deveras um verdadeiro pitéu, pelo menos nos meus olhos. E adoro este período histórico, bem como as suas personalidades mais importantes, nomeadamente femininas - como a Catarina, as irmãs, e a própria mãe, Isabel a Católica.
Após ler a crítica que fez fiquei ainda mais entusiasmada, pois sei mais ou menos o que esperar agora. Afinal, se muitas vezes Philippa Gregory cria um conteúdo mais que completo, às vezes mostra também algumas falhas.
O que sei é que, sem ler o livro, creio que tenho a mesma opinião sobre a Infanta que terei quando o terminar - ela será sempre a verdadeira Rainha de Inglaterra, aquela que realmente tinha potencial e vocação para tal, ao contrário de todas as outras esposas de Henrique.
Certamente, e agora mais ainda depois de ler a review do livro, irei ler a obra.

P.S.: Não sei se já sabe, mas este livro será adaptado a uma série - The Spanish Princess - que retratará a vida de Catarina de Aragão desde que parte de Castela. Estou bastante ansiosa para ver o resultado final.

De Magda L Pais a 07.06.2018 às 17:36

Não há autores perfeitos, seguramente que não. E portanto todos podem ter falhas. É o caso deste livro.

Catarina foi, efectivamente, a única Rainha neste período da Inglaterra. As outras - tal como o Rei - só queriam uma coisa: divertirem-se e gastarem dinheiro a rodos. Catarina foi para a guerra, liderou as tropas, geria o tesouro com mão firme e era por ela que tudo passava. Muito bom mesmo!

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