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Fahrenheit 451

por Magda L Pais, em 15.12.17

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Fahrenheit 451 de Ray Bradbury

Publicado em 1953 

Releitura em 2015 

Sinopse

O sistema era simples. Toda a gente compreendia. Os livros deviam ser queimados, juntamente com as casas onde estavam escondidos... Guy Montag era um bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos, e gostava do seu trabalho. Era bombeiro há dez anos e nunca questionara o prazer das corridas à meia-noite nem a alegria de ver páginas consumidas pelas chamas... Nunca questionara nada até conhecer uma rapariga de dezassete anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. E depois conheceu um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam pensar. E Guy Montag apercebeu-se subitamente daquilo que tinha de fazer... De implicações assustadoras, a forma como reconhecemos o nosso mundo naquele que é retratado em Fahrenheit 451 é impressionante. 

A minha opinião

Ainda antes dos Jogos da Fome, Divergente ou Maze Runner, as distopias já existiam. Admirável Mundo Novo de Aldus Huxley abriu as portas a esse género literário do qual Fahrenheit 451 é um admirável exemplo. Mais um dos livros que eu queria reler, tendo-o feito agora.

Confesso que, de todas as distopias que já li, esta é a que mais confusão me faz. Como se atrevem a destruir livros?!?!

Nesta sociedade os bombeiros, em vez de apagarem os fogos, tem, como missão, destruir livros. Queimá-los. Nem que, para isso, as casas sejam destruídas e o dono dos livros morto. A destruição dos livros e a proibição da sua leitura fazem lei, numa sociedade em que, todas as noites, entre 9 a 10 pessoas se tentam suicidar e em que o pensamento é condicionado.

Guy Montag é um bombeiro que está feliz com a sua profissão, acreditando, piamente, que a sua profissão é necessária ao bom funcionamento da sociedade. Um dia conhece uma jovem, Clarice, que o leva a olhar para a lua e que o convida a alguma introspeção. Quando Clarice desaparece e uma velhota se imola com os seus livros para que não seja separada dos seus bens mais preciosos, Montag começa a questionar toda a sua vida e o trabalho que faz sendo ajudado por Faber, um ex-professor que vive enclausurado com medo. É Montag que dá, a Faber, uma nova vontade de viver enquanto que Montag se vê obrigado a fugir para não ser morto.

Quando li este livro a primeira vez achei que nunca tal iria acontecer no mundo em que vivo. Mas, infelizmente, e tantos anos volvidos, quando leio algumas noticias que nos dão conta de que há cada vez menos leitores e que a maior parte dos jovens nunca leu um livro inteiro, confesso que temo o pior. Temo que, um dia, os livros sejam mesmo proibidos e que deixemos de fazer perguntas.

Cabe, a cada um de nós, fazer com que esta distopia não se torne realidade. Temos todos um papel activo.

Entretanto...

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23 comentários

De Just_Smile a 15.12.2017 às 11:44

Já há algum tempo que ando com vontade de ler este livro, e tu só o vieste incentivar mais um bocadinho... Acho que 2018 vai ser o ano desse livro :)

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 12:11

Tás a brincar? ainda não leste este livro???? cruzes credo canhoto

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 12:13

apetece-me bater-te!

De Just_Smile a 15.12.2017 às 12:14

Mas eu não tenho culpa!

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 12:15

Argh! então quem tem? faz favor de o ler já!

De Just_Smile a 15.12.2017 às 12:19

Já já não que ainda tenho o drácula na estante :P

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 12:34

Acredita que este tem prioridade

De Just_Smile a 15.12.2017 às 13:46

Já aceito prendas de Natal

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 13:56

está esgotado! só se for em inglês. Pode ser?

De Just_Smile a 15.12.2017 às 13:58

Vou tratar do assunto, tenho que comprar livros em breve e vou ver se compro esse em português :)

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 14:01

ahahahaha eu estive agora mesmo à procura :p

De Just_Smile a 15.12.2017 às 14:02

Isso já eu percebi :P Vou esperar pelo português, não sei se a linguagem não me vai lixar no inglês :P

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 14:03

é bem possível que é inglês mais complicado

De Just_Smile a 15.12.2017 às 14:06

Romances é fácil, os restantes estilos é que tenho mais receios...

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 14:08

Ainda por cima este inglês não é exactamente muito moderno

De Just_Smile a 15.12.2017 às 14:10

Precisamente, uma vez tentei ler Jane Austen em inglês e quase que cortava os pulsos :P

De Carla a 15.12.2017 às 12:22

Ando há anos para ler este livro. Vamos lá a ver se 2018 é o ano.

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 12:34

Ai o meu canário... tambem tu?

De Carla a 15.12.2017 às 12:36

Verdade. Podes bater-me

De Magda L Pais a 15.12.2017 às 12:38

'tou bem arranjada convosco... este livro é de leitura obrigatória!

De Edite a 20.04.2018 às 09:14

Partilho da mesma preocupação, porque os jovens não querem ler.
A frase que me marcou mais neste livro foi : as pessoas deixaram de ler por elas mesmas.
Temo pelo futuro e verifico que, em termos de mentalidade e capacidade de raciocínio, a juventude está a ficar "abananada". Antes ouvia falar que a televisão "burrificava" as pessoas que se sentavam em frente e não conversavam. Agora são os telemóveis. Enfim, não sei se a distopia não se torna realidade.
Beijinhos

De Magda L Pais a 20.04.2018 às 09:19

é exactamente o que eu penso e por isso este livro sempre me fez muita confusão. Por ver o quanto nos aproximamos desta infeliz possibilidade

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