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Jane Eyre

por Magda L Pais, em 06.10.15

9789722635882.jpg

Jane Eyre de Charlotte Brontë

Editado em 2012 pela Livraria Civilização Editora (a edição com esta capa, ou seja, a que eu li)

ISBN: 9789722635882
 
Sinopse
Considerada uma obra-prima da literatura inglesa, Jane Eyre é um romance da escritora inglesa Charlotte Brontë, publicado no século XIX, mais precisamente em 1847. Jane Eyre é uma autobiografia ficcionada da protagonista que, depois de uma infância e adolescência desprovidas de afecto, se torna preceptora em Thornfield Hall e se apaixona pelo seu proprietário, Mr. Rochester. Plenamente correspondida nos seus sentimentos, Jane julga ter encontrado o amor por que ansiara toda a vida, mas Thornfield Hall esconde um segredo tenebroso que ameaça ensombrar a sua felicidade. Numa atmosfera misteriosa e inesquecível, acompanhamos esta heroína de espírito puro e apaixonado, que trava uma luta interior constante para se manter fiel às suas convicções e a si própria. Uma história sobre a liberdade humana, repleta de elementos dramáticos (incêndios, tempestades, tentativas de homicídio) que compõem uma atmosfera de mistério e suspense.
 
A minha opinião
Ignorante me confesso, nunca tinha ouvido falar neste livro até que a Sara me disse que era a sua personagem favorita de sempre. Depois veio a Just dizer-me que sim, que eu iria adorar este livro. E eu na ignorância... Fustiguei-me, irritei-me e a seguir comprei o livro na Feira do Livro de Lisboa. Depois foi esperar que surgisse a oportunidade da M*, a Sofia e a Nathy - ilustres membros do clube das pistosgas que lêem - lerem ao ao mesmo tempo que eu e foi isso que agora aconteceu.
Apaixonei-me por este livro nas primeiras páginas, quando Jane é uma órfã que vive com a tia - obrigada a aceitá-la por uma promessa feita ao marido no leito da morte - e os primos que lhe fazem a vida negra. Quando surge a oportunidade, Jane é enviada para um colégio interno onde sofre imenso. Não por causa da directora ou dos professores mas porque a escola onde está é sustentada por um pastor que não admite que se gaste mais do que estritamente necessário para sobreviver. Esta parte do livro lembrou-me A Princesinha, um dos livros que marcou a minha infância e pelo qual ainda sou apaixonada.
Após uma série de mortes no colégio - devidas à má nutrição das alunas - a situação melhora e Jane acaba por ter uma segunda parte da infância relativamente normal, ao ponto de passar alguns anos ainda no colégio - primeiro como aluna, depois como professora. Mas um dia sente que precisa de mais na sua vida e acaba por ir parar a Thornfield Hall como preceptora de Adele, uma jovem francesa que vive com o seu benfeitor, Mr. Rochester por quem acaba por se apaixonar e ser correspondida. Mas nem tudo são rosas e Jane, mantendo-se fiel às suas convicções, acaba por abandonar Thornfield Hall.
De leitura bastante acessível, e com uma história diferente do habitual, fiquei presa a cada palavra, a cada página, na ânsia de saber o final. Um final feliz, claro, mas com um travo amargo. 
Claro que a escrita, em si, é totalmente diferente dos livros actuais. Nem melhor nem pior, apenas diferente. Confesso que me fica a curiosidade... como seria escrita esta história nos dias de hoje?
Agora ide ali ver as opinões da  M*, a Sofia e a Nathy.

6 comentários

De Sara a 06.10.2015

O que eu mais gosto neste livro é o facto de ele ser perfeitamente actual - a Jane é uma heroína deste século e um exemplo de força para todas as mulheres, além de levantar questões muito pertinentes (educação infantil, papel da mulher...). Quando vejo alguns livros publicados hoje, penso neste e é uma lufada de ar fresco...O estilo gótico está um pouco datado naturalmente, embora seja bonito de ler - a importância do conteúdo ultrapassa as questões estilísticas...O Monte dos Vendavais é um livro distinto também muito bom claro...Aconselho também a mais nova das irmãs - a única com sentido de humor, que a faz mais próxima da Austen.

De Magda L Pais a 06.10.2015

sem dúvida actualizadissimo. Jane é uma mulher com M grande. Com valores, com coragem e sem aceitar submeter-se. Fiquei fã.
A linguagem, apesar de não ser a actual, é bastante acessivel. Fiquei, como disse, curiosa em saber como seria escrito numa linguagem mais actual.

De Sara a 06.10.2015

Não teria graça: seria como tentar escrever uma obra romântica (romântica derivada do movimento do romantismo). São estilos...No entanto os autores de hoje podem inspirar-se neles - já li alguns livros que tinham claramente influência da Austen. Não quer dizer que copiassem o estilo tal e qual...A Jane dá dez a zero a muitas heroínas de hoje que mais parecem sombras ou apêndices sem vontade, o que é muito curioso se tivermos em conta as normais restrições da época. Se não me engano as três irmãs publicavam com nomes masculinos.

De Magda L Pais a 06.10.2015

eu confesso que tenha essa curiosidade. A mesma história - linguagem actual. Podia até ser uma bela porcaria mas é uma das minhas noias. às vezes, quando estou a ler determinado livro, pergunto-me como seria escrito doutra forma, por outro autor

De Sara a 06.10.2015

Não sei se ia correr bem...Acho que não é possível alguns autores escreverem como outros e ainda bem xD


Mas posso dizer como seria a Jane criada por alguns autores "modernos": uma panhonha, sem vontade que casa logo com o tipo sem questionar e que obviamente não o contraria em nada porque é demasiado meiguinha...Infelizmente muitas personagens femininas de hoje que tenho encontrado têm este perfil. A Charlotte tem outro livro,  Shirley, que também tem uma personagem feminina fantástica.

De Magda L Pais a 06.10.2015

Repara, a ideia seria manter tudo igual - história, personagens, época, tsc - mudando apenas a linguagem usada. Isso não alteraria o carácter da Jane...


mais um livro a ler...

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