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Livros em papel ou livros digitais?

por Magda L Pais, em 29.10.15

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Não gosto de ler e-books. Gosto de ler livros. Livros que eu posso pegar, cheirar, sentir.

Pegar e sentir as folhas e através do toque dos dedos e do olhar, viajar para novos mundos, viver outras vidas, conhecer outras emoções. Ouvir e cheirar as folhas quando se muda a página.

Pegar num livro é acionar quase todos os sentidos – o olfacto, o tacto, a visão, a audição… um livro traz, com ele, uma panóplia de sentimentos que são únicos, mas, ao mesmo tempo, repetíveis com outros livros.

Um livro permite que eu pegue nele e o leia nos transportes públicos, num banco de jardim, no sofá, numa sala de espera ou na praia…

Gosto de andar com um livro atrás. De o poder pegar para ler sempre que tenha oportunidade, ou quando, por necessidade de me abstrair do que me rodeia, arranjo essa oportunidade. O meu melhor calmante é, sem dúvida, a leitura de um livro.

Com um livro na mão, a minha mente viaja ao mesmo ritmo que a história que estou a ler. Desapareço da face deste mundo, para me reencontrar no mundo que está criado no papel. Quando leio, abstraiu-me de tal forma do mundo ao meu redor, que chega a ser ridículo o número de vezes que me tem de chamar para eu acordar do livro.

O mesmo não se passa com os e-books. Ler em tablets, computadores ou outros dispositivos próprios para o efeito dá-me a sensação que estou a ler um documento do trabalho e não um livro. E ler um livro não é trabalho.

Há alguns anos atrás não se punha sequer esta questão – ler um livro em formato tradicional ou consultar, na internet, blogues ou sites literários ou ainda fazer o download dum e-book e lê-lo nos dispositivos próprios.

A leitura está facilitada. Dar a conhecer o que escrevemos ou que gostamos também. Um autor desconhecido que resida numa qualquer aldeia de Portugal pode ser lido nas maiores capitais do mundo. E o inverso também é verdade. Desde que se esteja num sítio com acesso à internet pode dar-se a conhecer, ler e ser lido, em qualquer parte do mundo. Sem restrições. É uma das muitas vantagens da Aldeia Global.

E o mesmo se passa com os e-books. Colocados, para download em sites próprios, uns gratuitos, outros tendo de se pagar, permitem que, em qualquer parte do mundo, desde que haja acesso à Internet, se possa ir “buscar” o livro pretendido e levá-lo, em formato digital, para qualquer lado, nos dispositivos que o permitem. Em tudo semelhante ao que se passa com a música, que nos acompanha para todo o lado nos leitores de bolso, sendo que, em alguns casos, até podemos andar na rua, de auscultadores nos ouvidos a ouvir o livro.

No caso dos e-books, é ainda possível, para o autor, criar diversos finais para os seus livros, deixando que seja o leitor a decidir, enquanto vai lendo, qual o destino a dar a cada personagem.

Ao contrário, quando um autor desconhecido consegue, de alguma forma, editar um livro, corre o risco de ele, o livro, nunca sair das prateleiras de uma qualquer livraria que, eventualmente, aceite colocá-lo à venda.

Ainda assim, e apesar de reconhecer que os e-books têm vantagens, continuo a preferir ter um livro na mão do que lê-lo no ecrã do computador ou num qualquer dispositivo.

Já tive a oportunidade de ler textos em formato digital e, mais tarde, em livro. Acreditem que, mesmo sendo o mesmo texto, a leitura do livro agradou-me bastante mais.

Mas tal como eu prefiro ter o livro, em papel, na mão, acredito que haja quem prefira o e-book ou o audiobook. Nada a opor. Aliás, creio até que todas as variantes podem (e devem) coexistir pacificamente, facilitando a escolha.

O importante é ler. Seja da forma que for e como for.

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2 comentários

De Andy Bloig a 29.10.2015 às 20:36

Só leio livros no tablet mesmo se não os conseguir arranjar em papel. 
Não é só por não gostar de o fazer é porque os principais argumentos das publicidades à passagem para o e-book são falsas e não passam de MENTIRAS para aumentar os lucros das editoras. 
Pagam-se 10 euros por um e-book em vez dos 20 que custa o livro. 
Parece um excelente negócio... o utilizador poupa 50% do preço do livro... em troca teve de pagar pelo tablet/telemóvel, tem de pagar pela ligação à internet e tem de pagar a electricidade para carregar o tablet/telemóvel. São 3 peças que a publicidade diz que não interessam... quando se fazem as contas em quanto fica ler aquele livro por 3 ou 4 vezes, já gastaram mais do que gastariam se o tivessem comprado em papel e o tenham numa prateleira em casa. E continuam a depender das obrigações de terem ligações à internet (porque se o telemóvel ou tablet tiverem um problema, perdem os livros todos que lá tenham... precisando de voltar a recolhe-los... pagando a ligação à internet e gastando electricidade. E isto é se as empresas onde adquiriram os livros ainda estiverem a operar.  


Só leio alguns livros mesmo porque não os consigo obter cá ou porque custam balúrdios e não me vale a pena gastar tanto e deixar o livro na prateleira só o tendo lido uma vez. Se gostar, procuro como o comprar mais barato. 

De Magda L Pais a 29.10.2015 às 21:15

nunca tinha visto por esse prisma, mas, de facto tens razão. Os ebooks são mais baratos mas precisas duma panóplia de coisas para que funcione. Eu gosto imenso de ter os livros nas prateleiras e, muitas vezes, acabo por os reler

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