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Original ou traduzido?

por Magda L Pais, em 08.03.17

Não obstante saber relativamente bem inglês (ou, pelo menos, o suficiente para poder ler um livro ou ver um filme/série sem legendas), a verdade é que não me sinto confortável quando o faço, ficando sempre com a sensação (errada, eu sei) de que me está a escapar alguma coisa.

Foquemos na questão dos livros que é o tema deste blog e por conseguinte deste post.

Apesar do meu desconforto, aceito e assumo que a maioria das traduções é mal conseguida. Um dos meus testes favoritos à tradução é perceber se a palavra eventually foi traduzida como deve ser. Infelizmente são muitos os casos em que a tradução é de tal modo que a frase fica sem sentido. Por exemplo, se a frase original for “Maggie eventually arrived home” o correcto seria, por exemplo, “Maggie finalmente chegou a casa” e nunca “eventualmente chegou a casa” como aparece em imensos livros. Este é um bom teste à qualidade da tradução (ou pelo menos eu acho que é).

Ainda assim, ou melhor, mesmo assim, continuo a preferir os livros em português de Portugal (preferia que fossem sem o polémico acordo ortográfico mas não se pode ter tudo). Por preguiça, por achar que me escapa qualquer coisa mas também por respeito às editoras portuguesas (é estúpido mas a verdade é que também penso nisto). É claro que, depois, os preços dos livros acabam por ser quase proibitivos mas a verdade é que há, da parte da maioria das editoras, uma tentativa de nos trazer bons livros e bons autores e, caso deixemos de os comprar, claramente as editoras deixaram de os publicar por cá.

Original ou tradução? Qual é a vossa opção e porquê?


1 comentário

De Fatia Mor a 08.03.2017

Depende. O esforço da leitura em Inglês nem sempre compensa. Tem que ser um livro ou um autor que eu goste muito. Por exemplo, adorei ler os Harry Potter na sua língua original. Eram claramente menos infantilizados que as traduções que, na pressa de os mandar "cá para fora", deixavam muito a desejar.
Mas se não sentir necessidade disso, prefiro ler em Português. Envolvo-me mais na leitura, por não ter que fazer o esforço cognitivo da compreensão (e atenção que sou uma leitora proficiente em Inglês e passo a vida a ler e a escrever nessa Língua). 
Agora, quanto à qualidade das traduções, um dos livros mais bem traduzidos que já vi foi o Memórias das minhas putas tristes, do Gabriel García Marques, em que o tradutor fez o esforço de não usar um único advérbio de modo, porque o autor desprezava-os e considerava que empobreciam a escrita.
Traduzir não é para qualquer um. Vai além de substituir palavras de uma língua para outra. Eu que o diga que tenho uma tia que é uma excelente tradutora e sempre me explicou o que diferenciava uma tradução de uma substituição de palavras.

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