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A culpa é das estrelas

por Magda L Pais, em 11.01.18

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A Culpa é das Estrelas de John Green

Editado em 2012 pelas Edições Asa

ISBN: 9789892320946
Lido em 2014
 
Sinopse
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente reescrita.
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.
 
A minha opinião
Editado em 2012, foi em 2014 que este livro alcançou o sucesso, culpa, em boa parte, do filme. Foi o primeiro livro que li deste autor e confesso que, não sendo o melhor livro de sempre nem sequer o melhor livro do autor (pelo menos para mim), até gostei. Aliás, por causa deste livro acabei por ler quase todos os livros de John Green (falta-me apenas o Wiil & Will que está ali na prateleira dos livros a ler).
Hazel é uma adolescente que, aos 13 anos, descobre que tem cancro na tiróide e nos pulmões e, que, aos 16 está na fase terminal da doença. No entanto, e apesar de andar sempre acompanhada duma botija de oxigénio, Hazel quer apenas ser normal - ir à escola, ter amigos, em suma, uma vida para além do cancro. Os pais apoiam Hazel nesta decisão mas insistem que ela deve participar em reuniões de um grupo de apoio a jovens com cancro - afinal Hazel, queira ou não, tem um cancro e, no entender dos pais, poderá ter necessidade de apoio especializado para aprender a viver com isso. A contra gosto mas para fazer a vontade aos pais, Hazel aceita. E é numa dessas reuniões que Hazel conhece Augustus Waters, um jovem bonito, irreverente, divertido e que perdeu uma perna por causa dum cancro nos ossos. Apesar das diferenças de personalidade, aos poucos a amizade deles vai crescendo, até se tornar em amor. Juntos acabam por descobrir que, afinal, sempre são dois adolescentes normais, apesar das doenças terminais que os afectam. Só que, infelizmente, o cancro não se compadece deste amor.
Não é um livro de leitura fácil, principalmente para alguém que, como eu, vive as personagens. E, neste livro, identifiquei-me muito com a mãe de Hazel - imaginei, vezes sem conta, como seria ter uma filha com uma doença terminal, o que me dificultou a leitura. Calculo que, para quem tenha tido um tumor ou um cancro, seja ainda mais complicado. Mas, ainda assim, e ao contrário do que se possa esperar pelo tema abordado, este livro é tudo menos lamechas. Antes pelo contrário, Hazel e Augustus mostram-nos que, apesar de tudo, é preciso sorrir e relevar muita coisa. Ambos, apesar de doentes terminais, brincam, sorriem, apaixonam-se. A vida, afinal, é para ser vivida até ao último instante e nada, mas mesmo nada, se pode perder - esta é a grande lição do livro e talvez a causa do seu grande sucesso.
 

Entretanto...

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A Mensageira

por Magda L Pais, em 29.08.17

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A Mensageira de Daniel Silva

Editado em 2011 pela Bertrand

ISBN: 9789722523561

Lido em 2014 

Sinopse

Quando um alegado simpatizante da Al-Qaeda é morto em Londres e são encontradas fotografias comprometedoras no seu computador, os serviços secretos israelitas acreditam que a organização terrorista prepara um dos mais arrojados atentados de sempre em pleno coração do Vaticano. Gabriel Allon, restaurador de arte e espião, é obrigado a interromper o seu exílio para avisar o seu velho amigo monsenhor Luigi Donati, secretário pessoal do Papa, de que a vida do Sumo Pontífice corre perigo. O que nem ele nem Donati sabem é que o inimigo já se infiltrou no Vaticano e, apesar de o Papa ser salvo, Allon não consegue evitar a matança de centenas de inocentes… tal como não conseguira evitar que o seu mentor Ari Shamron fosse atirado para uma cama de hospital entre a vida e a morte. As semanas que se seguem levam Gabriel, o Anjo Vingador, de Londres às Caraíbas, da Suíça ao Vaticano, sempre em busca de um dos homens mais perigosos do mundo. Resta-lhe montar uma armadilha e esperar não ser ele a cair nela, e ao mesmo tempo impedir que o isco se torne a presa.

 

A minha opinião

Numa altura em que tanto se fala do Estado Islâmico e do terrorismo a ele associado, calhou ler este livro de Daniel Silva em que o fundamentalismo islâmico é tratado.

Gabriel Allon é o herói nos livros de Daniel Silva. Gabriel é israelita, restaurador de arte e espião ao serviço do governo, contratado por Golda Meir para aniquilar os membros da organização terrorista Setembro Negro em 1972, após o massacre de Munique.

Não é fácil falar deste livro sem desvendar a história. Mas vou tentar: O namorado de Sarah viajava num dos aviões que se despenhou nos ataques de 11 de Setembro, nos Estados Unidos. Esta perda, da qual Sarah nunca recuperou, levam-na a propor-se para colaborar com a CIA. Quando, finalmente, é aceite, convidam-na a infiltrar-se numa organização islamita fundamentalista, sempre com o apoio de Gabriel, que pretende vingar a tentativa de assassinato do papa e do seu amigo e mentor, Ari Shamron. Criado o isco e a armadilha preparada, resta acompanhar o processo e esperar que tudo corra bem.

Não foi o primeiro livro que li de Daniel Silva mas foi o que mais me custou a pegar. Talvez por causa da intensidade dos últimos livros que li, este ficou aquém do esperado.

Ainda assim, Daniel Silva conduz-nos com mestria pelos meandros do terrorismo, das guerras entre espiões, dos conflitos árabes, e dos apoios – às vezes disfarçados – dos estados ocidentais a uma ou outra facção do conflito, permitindo-nos raciocinar de forma diferente daquela a que estamos habituados.

 

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Quando a neve cai

por Magda L Pais, em 28.10.16

 

Quando a neve cai de John Green, Lauren Myracle, Maureen Johnson

Editor: TopSeller

ISBN: 9789898626912

Lido em 2014

Sinopse

Para conhecer a sinopse clique na imagem

A minha opinião

Desengane-se quem pensar que este é mais um livro de John Green. Este livro foi escrito a três mãos. São dois autores quase desconhecidos do público português e que, muito provavelmente, assim continuariam se não fosse esta parceria com John Green. Mas não se pense que só tem valor por isso. Vamos ver cada um dos contos por si.

O Expresso Jubilee - Maureen Johnson

Jubilee é uma adolescente com uns pais... estranhos, vá. Uns pais que, além de lhe colocarem um nome de... stripper, são coleccionadores invertebrados de peças da Vila Flobie. Para compensar a estranheza dos pais, Jubilee tem um namorado perfeito. Noah. Naquela véspera de Natal, Jubilee estava a preparar-se para jantar em casa de Noah, para celebrarem o Natal e o primeiro aniversário do seu namoro perfeito quando Sam, um advogado da família lhe bate à porta com uma alteração forçada aos planos.

No meio de uma das maiores tempestades de neve dos últimos 50 anos, Jubilee tem de ir de comboio para casa dos avós, na Florida. Só que a tempestade estraga a viagem de comboio e Jubilee acaba por repensar toda a sua vida.

Não conhecia esta autora mas gostei, honestamente do que li. Entre algumas pitadas de humor e de uma forma muito simples, MJ deixa-nos a pensar que, às vezes, é preciso alguém de fora para ver o que está mesmo à nossa frente. É uma autora a descobrir, sem dúvida.

Um milagre de Natal fantabulástico - John Green

Tobin (de quem falei aqui), JP e Duke estão a passar uma noite de Natal na casa de Tobin. Uma noite de Natal diferente porque os pais de Tobin estão retidos noutra cidade devido à grande tempestade de neve e os três estão numa maratona de filmes de James Bond.

Quando, mais uma vez, o telefone toca, nenhum dos três poderia imaginar que, por causa dumas chefes de claque e duns pasteis de batata, iriam ter uma noite nada normal. A aventura em que os três embarcam, cada um com as suas motivações, acaba por ter tudo para acabar mal. E, na verdade, corre de tal modo que Tobin, na linguagem sofisticada pela qual é conhecido, diz, várias vezes - Porra, porra, porra, porra, porra! Estúpido, estúpido, estúpido, porra!

JG, mais uma vez, consegue mostrar o melhor lado dos adolescentes e consegue por um sorriso nos lábios. Um verdadeiro conto de Natal ao nível de "sozinho em casa".

O santo patrono dos porcos - Lauren Myracle

Addie é uma adolescente para quem todos os problemas passam por ela. Até esta véspera de Natal, tudo rodava à volta de Addie e ela nem se apercebia. Nesta noite, enquanto lamenta ter acabado o namoro com Jed, as amigas de Addie começam a mostrar-lhe o quanto ela é egocêntrica. Ao longo desta longa noite de Natal, são várias as pessoas que mostram a Addie (também porque ela, finalmente, está disposta a ver para lá dos seus problemas) que é necessário mudar a sua atitude. A procura por Gabriel - o mini porco - é, ao mesmo tempo, a demanda de Addie pela sua própria personalidade. 

Mais uma autora desconhecida em Portugal mas que, definitivamente, é uma autora a seguir.

O livro

Depois de ter lido a Trilogia O Século, de que vos falei aqui, aqui e aqui, e da Rapariga que roubava livros, estava a precisar duma leitura mais doce, mais leve, com uma pitada de humor. Quando a neve cai consegue juntar estas características num livro fluido que se lê com muita facilidade. São histórias de amor e de encontros fortuitos. De coincidências e de aprendizagem. Juntem-se vários adolescentes, naquela fase da vida em que as emoções estão ao rubro, uma cidade, a véspera de Natal e a tempestade de neve mais forte de sempre e temos um livro que pode, e deve, ser lido por todos.

Apesar de ser o autor mais conhecido em Portugal, John Green não sobressai nestes três contos. Diria até que o último conto - o Santo Patrono dos Porcos - é o melhor dos três. 

O livro termina da melhor forma - com todas as personagens dos três contos no mesmo Starbuck, mostrando como a vida acaba por se entrelaçar sempre.

Recomendo!

 

(E se quiser, aproveite a campanha dos dias aderentes da FNAC, é só hoje e amanhã. - eu estou aqui a tentar conter-me...)

 

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A Escolha do Coração

por Magda L Pais, em 18.10.16

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A Escolha do Coração de Amanda Brooke

Edição em 2012 pela Quinta Essência
ISBN: 9789897260063
Lido em 2014
 
Sinopse
Os recém-casados Holly e Tom acabaram de se mudar para uma casa antiga na pitoresca Inglaterra rural. Quando Holly descobre um relógio lunar num jardim cheio de ervas, e o seu estranho mecanismo de cristal, está longe de suspeitar que ele vai mudar a sua vida para sempre. Pois o relógio lunar tem uma maldição. A cada lua cheia, Holly consegue ver o futuro - um futuro que contém Tom a embalar a filha bebé de ambos, Libby, e a chorar a morte de Holly no parto… Holly percebe que o relógio lunar está a oferecer-lhe uma escolha desesperada: dar a Tom o bebé que ele sempre quis e sacrificar a sua própria vida; ou salvar-se e apagar a vida da filha por quem se apaixonou.
 
A minha opinião
Holly e Tom casaram à pouco tempo e mudam-se para uma casa muito antiga, no campo. Tom é um jornalista que tem de passar grandes temporadas fora, em trabalho. Holly é escultora e trabalha em casa.
Enquanto Tom tem uns pais presentes e que o amam, Holly sofreu imenso com os pais. Ambos a abandonaram em períodos diferentes da vida, acabando por a deixar sem qualquer vocação maternal.
No meio da recuperação da casa de campo, Holly descobre um relógio estranho. Começa por achar que será um relógio solar mas quando, numa noite de lua cheia, monta o mecanismo completo, percebe que este relógio é especial porque mostra o futuro. Nessa primeira visita ao futuro, Holly vê o seu marido com uma bebé - Libby, a filha de ambos, e percebe que morreu no parto. É Jocelyn, uma aldeã e antiga residente na casa que a vai ajudar a perceber o funcionamento do relógio - ou, mais exactamente a maldição que acompanha quem vê o futuro através dele.
Depois de conhecer o futuro, a sua filha, a morte dela própria e a reacção de Tom, Holly tenta, a todo o custo, mudar o seu futuro de modo a que possa enganar o relógio. Mas cedo percebe que o relógio irá sempre exigir a morte de alguém, dela própria ou de alguém muito próximo. O amor que sente pela filha que ainda não nasceu irá sobrepor-se a tudo e a todos, pelo que Holly, apesar das tentativas de Jocelyn - que entretanto se tornou na mãe que Holly nunca teve - de a dissuadir, resolve engravidar, sabendo, de antemão, que irá morrer no parto.
Como mãe senti logo uma grande simpatia pelo dilema da Holly. Afinal ela teria de abdicar da filha para poder viver. E, se de inicio, é fácil decidir, afinal Holly nunca quis ser mãe, teve um péssimo exemplo em casa, a verdade é que, aos poucos, o instinto maternal vai crescendo e acaba por vencer.
Não conhecia a autora mas gostei da forma simples, sem melodramas e sem complicações de maior, como o livro se vai desenvolvendo. E como vamos, aos poucos, pensando que a maldição é injusta. Mas, afinal, a vida é injusta. Ou talvez não. Não fiquei muito surpresa com o final, apesar de ficar surpresa com a forma como se chega a esse final.
 

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Filha da Noite

por Magda L Pais, em 18.08.16

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Filha da Noite de Marion Zimmer Bradley
Editado em 2008 pela Difel
ISBN: 9789722909112
Lido em 2014
 
Sinopse
Ao longo de quase duzentos anos, audiências de todo o mundo vibraram com a Flauta Mágica, de Mozart. O prazer que sentiam com a música era igualado pelo fascínio exercido pela beleza e magia da história de Papageno, o homem-pássaro, pela assustadora e ameaçadora Rainha da Noite, pelo amor e aventuras do Príncipe Tamino e da Princesa Pamina que enfrentavam os tremendos testes mágicos do Tribunal da Sabedoria. Filha da Noite é uma história de amor, de coragem e de perseverança, mas é também uma viagem pela fantasia e pelo mundo dos sonhos, para além de ser uma versão diferente desta história há muito conhecida. Marion Zimmer Bradley usa a sua própria magia para dar às personagens eternas uma nova vida na página impressa. Tudo aquilo que tivera de ser comprimido no formato da ópera e do palco, pode agora expandir-se. E é ao som da melodia dos sonhos, dos arquétipos e da fantasia que, de palavra em palavra, as personagens encontram finalmente toda a sua plenitude e os grandes testes assumem o brilho mágico que só poderia ser conferido por uma mestra da fantasia moderna como é Mário Zimmer Bradley.
 
A minha opinião
Marion Zimmer Bradley é uma das minhas escritoras favoritas, na área em que é mestra - literatura do fantástico. A filha da noite era um dos livros dela que me faltava e que tive oportunidade de ler esta semana que passou (ajudou ter passado cinco horas e meia na sala de espera dum hospital como contei aqui).
Atlas-Alamesios é povoado pelos humanos e pelos híbridos (meio animais e meio humanos) e tem duas casas reais - O grande templo da mãe negra e a casa real do Sol.
No reino da Noite e das Estrelas, governado pelo templo da mãe negra são tratados como escravos e usados como sacrifício para apaziguar os deuses. A Rainha da Noite e das Estrelas trata os híbridos (e não só) de forma malvada e cruel. Já no Reino da Luz, Sarasto, o sacerdote da Luz e o Grande Atlas, tenta ajudar os híbridos a ganharem confiança em si próprios. 
Pamina é a filha mais nova da Rainha da Noite e das Estrelas e sua herdeira. O seu pai é Sarasto e, como sua filha única, Pamina é também a herdeira da casa real do Sol. Pamina terá de perceber, por si, a que casa pertence o seu coração, dado que os seus pais são tão diferentes como a água e o vinho, o dia e a noite.
Tamino é o mimado filho mais novo do Imperador do Ocidente e é enviado, pelo pai, ao Templo da Sabedoria para se submeter às provações. As provações são as provas a que todos se tem de submeter na sua passagem da adolescência para a idade adulta.
Os caminhos de Pamina e Tamino acabam por se cruzar, assim como se cruzam os sentimentos entre eles. O amor que vivem, desde o primeiro momento em que se vêem, acaba por os levar a submeterem-se às provações em conjunto.
Sendo eu fã de literatura do fantástico e de Marion Zimmer Bradley, fiquei desiludida com este livro. A história é previsível, os personagens pouco construídos e os diálogos incipientes.
No entanto, uma frase - a exigência que é feita a quem se vai submeter às provações - marcou-me pela positiva. Podia, devia, ser um lema de vida para todos nós:
 
Nada te será exigido a não ser que dês o teu melhor em todas as ocasiões.  

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