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A Floresta do Mal

por Magda L Pais, em 02.10.19

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A Floresta do Mal de M. J. Arlidge

Helen Grace #8

ISBN:9789898917805

Editado em 2019 pela TopSeller

Sinopse

Sem terem por onde fugir, ou um lugar onde se esconder, nem quem os ouça gritar.

Existe algo demoníaco na floresta. Primeiro, cavalos selvagens foram abatidos. Depois, mulheres e homens inocentes foram caçados e brutalmente assassinados por uma figura sem rosto. Perdidos na escuridão, tentaram fugir e esconder-se.

Em desespero, pediram ajuda, mas não havia ninguém para ouvir os seus gritos. Agora, a inspetora Helen Grace é chamada ao local dos crimes para enfrentar um novo pesadelo. Lá descobre corpos pendurados em árvores e perfurados por setas de besta. O que terá motivado estas execuções? Poderá ser um psicopata?

Ou serão estes corpos alguma espécie de oferenda à natureza?

Para descobrir a verdade por detrás deste caso desafiador e macabro, Helen Grace terá de enfrentar a mais profunda escuridão, numa verdadeira corrida contra o tempo para evitar mais mortes. Incluindo a sua.

A minha opinião

Alguma vez vos disse que gosto de policiais? Desconfio que sim (se bem que, na realidade, gosto de quase todos os tipos de livros...). Adiante.

Vamos começar pela melhor altura do dia para ler A Floresta do Mal. Conselho de amiga, não leiam depois duma refeição. Ou enquanto comem. Algumas das descrições dos crimes podem dar a volta ao estômago. Até eu, insensível e fria, me arrepiei em alguns momentos. E se forem mesmo mesmo muito sensíveis... não leiam antes de dormir ou quando forem acampar.

A Floresta do Mal é tão bom assim. Faz-nos arrepiar. Deixa-nos com medo. Deixa-nos incapazes de o largar enquanto lemos e não percebemos o porquê dos crimes. Acompanhamos Helen Grace na investigação e sentimo-nos que somos parte. Corremos com ela pela floresta e ouvimos a filha de Charlie a chorar com os seus pesadelos nocturnos. 

A Floresta do Mal surpreende pelas voltas e reviravoltas. Pelos twists inesperados (ou não fossem twists...) e bem construidos. E conquista pela escrita irrepreensível e pelas personagens.

Acreditem em mim. Vale a pena ler!

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Crime, Disse o Livro

por Magda L Pais, em 25.09.19

Crime, Disse o Livro de Anthony Horowitz

Magpie Murders #1

ISBN: 9789897244339

Editado em 2019 pelo Clube do Autor

Sinopse

ABSORVENTE e VICIANTE; e com um final verdadeiramente prodigioso!

Existem vários mistérios por resolver dentro das páginas deste livro. Tudo começa quando Susan Ryeland se senta para ler o manuscrito do autor mais vendido da editora onde trabalha. Porém, a narrativa termina abruptamente no ponto em que o detetive da história está prestes a revelar o assassino, levando por isso Susan a procurar os capítulos perdidos. Mas este é apenas o ponto de partida de um dos mistérios…

Extraordinariamente bem concebido e bem escrito, em Crime, disse o livro encontramos duas histórias que correm em paralelo, personagens interessantes e autênticas, tramas sólidas, inteligentes e bem estruturadas, várias reviravoltas e, por fim, um desenlace absolutamente surpreendente.

E se um mistério dentro de outro mistério significa o dobro da adrenalina, para os fãs do género este livro traz também prazer a dobrar. Prepare-se: vai ser difícil pousar o livro!

A minha opinião

Um livro dentro dum livro. Um crime num livro com repercussões no crime que acontece no outro livro. Confusos? não estejam que a ideia base deste Crime, Disse o Livro é simplesmente magnifica e aguça a curiosidade dos leitores.

Crime, Disse o Livro recupera - magistralmente - os policiais de Agatha Christie, homenageando - principalmente - Hercule Poirot e o fabulástico livro "Cai o Pano, o último caso de Poirot".

Mistério(s) e humor. Uma escrita simples e divertida, astuta e engenhosa de forma muito inteligente, com personagens bem construidas e empáticas (ou odiosas!) tornando Crime, Disse o Livro impossível de largar enquanto não descobrimos os dois assassinos. E não, não podiam ser o mesmo porque o um crime acontece no livro e o outro... no livro.  E depois, o detalhe final, do autor que entrevista... o autor. Brilhante, simplesmente brilhante! (já para não falar da presença, no livro, de Mathew Prichard, neto de Agatha Christie que é outro momento que aquece o coração)

Confesso que me diverti imenso na leitura desta Matrioska em formato de livro, até por me permitir matar saudades Agatha Christie (e principalmente de Poirot - apesar do seu mau feitio) e da idade de ouro dos policiais.

Fiquei fã de Anthony Horowitz!

Leia aqui as primeiras páginas

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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Uma Terra Chamada Liberdade

por Magda L Pais, em 19.09.19

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Uma Terra Chamada Liberdade de Ken Follett

ISBN: 9789722357715

Editado em 2016 pela Editorial Presença

Sinopse

Condenado à nascença a uma vida de escravidão, Mack McAsh vê-se forçado a trabalhar nas minas de carvão da Escócia, no ano conturbado de 1766. Porém, Mack não perde a esperança de ser livre. Inesperadamente, encontra uma aliada. Lizzie Hallim é a bonita aristocrata rebelde e determinada que, apesar da sua condição, também se encontra aprisionada em intrigas e jogos de poder. Devido às ideias progressistas de Mack, Sir George, senhor das terras e dono da mina, dificulta-lhe a vida, obrigando-o a fugir. Num volte-face é Lizzie quem o ajuda.

Os dois jovens não sabem que em breve a paixão será tão avassaladora no velho mundo como no novo.

Das minas de carvão da Escócia às sujas ruas da Londres, passando pelas plantações de tabaco na Virgínia, os dois enamorados querem apenas conquistar algo para as suas vidas: a liberdade.

A minha opinião

Estava com saudades de ler Ken Follett, um dos meus autores favoritos, principalmente na categoria romance histórico. Uma Terra Chamada Liberdade não desiludiu e permitiu mitigar algumas das saudades.

Cada livro de Ken Follett é uma viagem no tempo, envolvendo-nos de tal modo que, por algumas páginas, descemos às minas de carvão e sentimos o medo na pele. Por algumas páginas somos Mack. E somos Lizzie quando entra na água do rio para salvar Mack. Noutras páginas somos outras personagens, envolvidas na leitura de tal modo que nos esquecemos de olhar em volta e de perceber que não estamos ali, na Escócia ou em Londres. 

Numa escrita sempre intensa e envolvente, Ken Follett consegue que amemos e odiemos a mesma personagem - Jay - dando-nos, a determinada altura, vontade de sermos nós a espanca-lo (quase literalmente).

Sempre que leio Ken Follett consigo embrenhar-me na história de uma forma que poucos autores conseguem. Mesmo quando os livros não são muito grandes (e este não chega às 500 páginas) é como se o mundo inteiro estivesse lá dentro.

E que bem que sabe ler um livro assim.

Leia aqui as primeiras páginas

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Voar no Quarto Escuro

por Magda L Pais, em 18.09.19

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Voar no Quarto Escuro de Márcia Balsas

ISBN: 9789898866646

Editado em 2019 pela Editora Minotauro

Sinopse

«Sou eu a minha prisão, agora. Até acordar cercada por grades, algures.»

Eduarda apenas sonhara em refazer a sua vida após a morte do marido, que a deixou sozinha no mundo com uma filha adolescente. Não desconfiou que essa nova casa, com um novo companheiro, a conduziria a uma vida de violência, destinada ao esquecimento. Anos de submissão encaminham-na para uma noite de tempestade.

Este é o momento em que as paisagens tão dissonantes da vida de seis mulheres se entrelaçam de uma forma inegável, numa demanda pelo significado da vida. Mães, filhas, amigas, amantes, casas devastadas pela dúvida e pela loucura - todas obrigadas a enfrentar o medo de voar no quarto escuro.

A minha opinião

A Márcia é uma das grandes culpadas pelo estado lastimoso da minha estante da vergonha. E, como se não lhe bastasse dar bons conselhos de leitura, agora escreve. Teria piada dizer que escreve mal mas o problema é que o raio da rapariga não faz coisas mal. Recomenda bons livros e escreve bem. Para mal dos meus pecados e da minha estante da vergonha.

Ninguém merece!

Voar no Quarto Escuro leva-nos numa viagem emotiva pelos medos e desejos de seis mulheres ligadas entre si, nalguns casos sem que o saibam. Entre os dilemas e as certezas de cada uma enquanto a vida avança, nós - leitores e espectadores - não conseguimos encerrar o livro enquanto não lemos as últimas páginas (tanto que o li em menos de um dia....)

E mesmo depois do livro terminado, estas mulheres com quem nos cruzamos no quarto escuro, continuam a sua vida na nossa imaginação. Para mim, principalmente Adelaide, a personagem que mais me disse, que senti melhor (se é que isto vos faz sentido) e aquela que gostaria de encontrar no próximo livro.

Apesar de ser o primeiro livro, Voar no Quarto Escuro mostra-nos a versatilidade da Márcia que - como ela disse no lançamento - é apenas uma mas conseguiu criar seis mulheres fortes, diferentes entre si com personalidades distintas. A escrita é irrepreensível, simples e fluida. 

E a capa... impossível não falar nesta capa que é - literalmente - o livro resumido numa só imagem. É a capa perfeita para um livro quase perfeito (só lhe faltava ter mais páginas para ser perfeito, porque assim foi lido demasiado depressa)

(tenho que dizer que ando com muito pouca inspiração para escrever... que me perdoem a Márcia e os outros autores que leio, bem como os que por aqui passam)

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A Passagem

por Magda L Pais, em 06.09.19

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A Passagem de Justin Cronin

A passagem #1

Sinopse

Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos vestígios de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue.

Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior.

Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao Apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilómetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.

A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que reacende a morte.

A minha opinião

(sim, é verdade, a sinopse está em brasileiro... a sinopse da edição portuguesa é muito fraquinha e esta, em brasileiro, explica melhor o livro)

Meta o dedo no ar quem gosta de distopias. De imaginar como seria a humanidade em determinados cenários apocalípticos, criados (ou não) por nós próprios, quando se está mesmo a ver que vai dar asneira. 

Estação Onze é, talvez, dos um dos expoentes máximos desse género literário, principalmente pela ausência dos heróis, aqueles que salvam a humanidade (ou o que sobra dela). Já n'A Passagem temos as personagens dos costume: os bons, os maus, os heróis e o salvador (neste caso Amy, a criança). Não é mau, a sério que não.

Entre o thrilher e o suspense, A Passagem está partido em várias partes. O antes, o durante e o depois. O durante é - neste primeiro volume - apenas explorado parcialmente (e isso percebe-se quando se começa a ler o segundo volume), sendo mais focado no depois, muito depois. 90 anos depois do acontecimento, do inicio da epidemia.

Mais um livro que mostra a humanidade como ela é: estúpida, idiota, ignorante e a única que é capaz de criar a sua própria destruição. Mas, ao mesmo tempo, resiliente e sobrevivente e, nalguns casos, merecedora duma segunda oportunidade.

A escrita prende-nos. Da primeira à última página (e olhem que, este primeiro volume, tem 810 páginas...). Odiamos e amamos algumas personagens, queremos gritar: não sejam idiotas, não vão por ai, não façam isso, confiem em vós, acreditem. Sentimos que eles nos ouvem, que estamos ali com eles. Gosto quando um livro me faz sentir que posso falar com as personagens e que elas nos ouvem

Agora... bem, agora estou já lançada na leitura do segundo volume e é até lá que vou.

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