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Memórias Esquecidas

por Magda L Pais, em 02.08.20

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Memórias Esquecidas de Jodi Picoult 

Publicado em 2008 pela Civilização Editora

Sinopse

Delia Hopkins tinha seis anos quando o pai a deixou ser sua assistente num espetáculo de magia. " Aprendi muito nessa noite… Que as pessoas não se evaporam no ar". Uma lição que agora, já adulta, confirma todos os dias: a profissão de Delia, na verdade, é encontrar pessoas desaparecidas com a ajuda do seu cão fiel. Gosta do trabalho e também da vida que leva. Apesar de ter perdido a mãe quando ainda era criança, foi criada pelo pai com amor e agora está prestes a casar com o companheiro com quem vive há muito tempo e de quem tem uma filha. Mas, na véspera do casamento uma coisa inesperada e chocante acontece: o seu pai é preso pela polícia sob a acusação de ter raptado Delia à mãe que esta julga ter morrido num acidente de automóvel.

Numa dramática inversão de situações e de emoções, privada das suas certezas e do seu passado, Delia inicia uma busca dolorosa da verdade que lhe escapa, porque cada um tem a sua verdade, e porque às vezes amar e proteger uma pessoa também pode obrigar a mentir...

A minha opinião

Como sempre, Jodi Picoult  mexe com todos os nossos sentimentos. Mesmo aqueles que achamos que não temos ou que deixamos de ter.

Memórias Esquecidas fala-nos dum pai que, por amor à filha, a rapta. Fala-nos de três amigos inseparáveis. Duma mãe que, por amor à filha que desapareceu, deixa de beber. E fala-nos duma mulher com memórias que não sabe de onde vem. E são precisamente essas memórias que, um dia, acabam por trazer a verdade. Foi raptada pelo pai, pelo homem que a criou e que a tornou numa pessoa extraordinária.

Memórias Esquecidas faz-nos pensar no que faríamos no lugar do pai, da filha, da mãe. E dos amigos. Todos vão falando connosco, contando-nos as suas versões dos acontecimentos até que, por fim, percebemos qual é a verdade.

Pelo tema, pela escrita, pelas personagens, pela construção da história e a desconstrução das mentiras, Memórias Esquecidas não é um livro que se deixe de lado à espera. Ao contrário, é um livro que se lê de seguida, sem interrupções. E foi exactamente isso que fiz...

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A Casa do Sono

por Magda L Pais, em 01.08.20

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A Casa do Sono de Jonathan Coe

ISBN: 9789892307671

Editado em 2010 pelas Edições Asa

Sinopse

Um enorme edifício no alto de uma falésia, o barulho das vagas, um labirinto de corredores vazios onde o ruído dos passos ecoa… A propriedade de Ashdown abrigou nos anos oitenta uma residência de estudantes: aí encontramos Sarah, que sofre de narcolepsia e não consegue distinguir os sonhos da realidade; o seu namorado, Gregory, que só atinge o orgasmo ao pressionar com os dedos os olhos de Sarah; Terry, um pretensioso crítico de cinema que dorme pelo menos catorze horas por dia e nunca consegue recordar o que sonhou; e Robert, capaz de amar sem limites. Quatro personagens simultaneamente trágicas e hilariantes, capazes de tecer entre si relações extremas que, contudo, não os impedirão de se afastarem.

Doze anos depois, a residência é transformada numa casa de saúde especializada em perturbações do sono. Estranhamente, os ocupantes do edifício voltam a ser os mesmos. Mas nem sempre se lembram dos laços complicados que em tempos ligaram as suas vidas...

Movendo-se entre o passado e o presente, A Casa do Sono é um romance desconcertante, uma estranha e dilacerante história de amor sobre a realidade e o sonho, a memória e a identidade.

A minha opinião

Este livro surpreendeu-me logo na primeira página numa nota que identifica os capítulos por anos: os ímpares na década de 80, os pares nos anos actuais.

Aos poucos vamos acompanhando Sarah, que sofre de narcolepsia (adormece a qualquer momento, sem pré aviso) e de actividade onírica pré-sono (o que faz com que não consiga distinguir os sonhos da realidade) o que a deixa em algumas situações embaraçosas (umas bastante divertidas e outras nem por isso).

(se perguntarem aqui em casa, tenho a certeza que vos vão dizer que eu sofro de narcolepsia ou algo do género dado que tambem adormeço com facilidade e em todo o lado...)

A Casa do Sono é um livro que se lê serenamente, sem pressas. Não me senti especialmente presa à leitura apesar de ter gostado bastante da história. O final surpreende e alguns momentos são inesquecíveis. A escrita é bem conseguida (mas não extraordinariamente boa) e as personagens bem construidas e coerentes. Houve qualquer coisa que me desagradou mas nem sei bem o quê....

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Vento Suão

por Magda L Pais, em 24.07.20

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Vento Suão de Rosa Lobato de Faria 

ISBN: 978-972-0-04182-1

Editado em 2011 pela Porto Editora

Sinopse

Quando faleceu, a 2 de fevereiro de 2010, Rosa Lobato de Faria deixou inacabado este Vento Suão. Pôs-se então a hipótese de pedir a um(a) autor(a) das suas relações que imaginasse um desenvolvimento para a história que a morte não deixara chegar ao fim e terminasse o livro inacabado. Depressa se concluiu, no entanto, que tal não era a melhor solução - primeiro, porque não se tinha a certeza de que a autora aprovasse essa inclusão de uma voz alheia no interior do seu próprio fluir narrativo; depois, porque, apesar de inacabado, o romance tinha o desenvolvimento suficiente para se deixar ler como um todo com sentido.

Aqui fica, pois, este Vento Suão tal e qual como Rosa Lobato de Faria o deixou. E como derradeira homenagem a uma escritora cuja obra teve como eixos fundamentais "a força da vida, o conhecimento profundo da realidade e do meio em que se agitam os seus fantoches ficcionais, o domínio das minúcias, o fôlego narrativo, a irrupção imparável de um vento negro de violência que impõe uma aura de tragédia intemporal ao que parece quase inócuo."

Eugénio Lisboa

A minha opinião

Não fosse o livro secreto e nunca me teria lembrado de ler este livro. Esta é a grande vantagem do livro secreto. Lemos livros que, muito provavelmente, em condições normais, não nos lembraríamos de ler.

Foi o último livro que Rosa Lobato Faria escreveu. Aliás, Vento Suão estava a ser escrito quando a autora faleceu e, por isso, está inacabado. Confesso que, apesar de saber disso, consegui desenhar, na minha mente, exactamente o que aconteceu. Ou pelo menos o que eu acho que aconteceu.

A escrita é deliciosa. As duas mulheres retratadas neste livro enervaram-me um bocadinho, pela submissão, pelo não se saberem impor ou sequer saberem o que queriam na realidade. Mas gosto quando um livro me deixa com estes nervos, é sinal que estou embrenhada na leitura e que me sinto presa em cada palavra ou diálogo do livro.

Valeu a pena!

 

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Últimas leituras

por Magda L Pais, em 19.07.20

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Isto de estar em teletrabalho - por melhor que seja em vários aspectos - acaba por me cortar os tempos que tinha para ler e para escrever aqui no blog.

Comecei as férias há uma semana  e pensei que ia ter mais tempo para ler. Mentira gorda que, logo no primeiro domingo, resolvi esbarbardar-lhe escadas abaixo (desci 3 degraus de pedra com o rabo). Valeu-me ser gordinha e o degrau se ter partido. Se assim não fosse, as consequências podiam ter sido bem piores. Assim, fiquei com nódoas negras nas nádegas, com dores e com o orgulho ainda mais magoado. O resultado: esta semana não consegui ler quase nada.

Resoluções para os próximos tempos: não cair das escadas, voltar a ler como dantes e voltar aqui ao blog para partilhar convosco as minhas opiniões sobre os livros.

Desde a última publicação (há mais de um mês) li os cinco livros acima. Aqui ficam, resumidamente, as minhas opiniões:

A Trilogia da Neblina de Carlos Ruiz Zafón - comecei esta leitura dois dias antes da morte do autor. São 3 livros independentes onde a magia e a acção se misturam com personagens inesquecíveis, tendo, como único elo é um ser maligno. Com a mestria que lhe era única, Zafón prende-nos da primeira à última página, enquanto torcemos para que o bem vença.

Classificação -

A Confraria de John Grisham - sou fã deste autor e comecei este livro com as expectativas altas. Fiquei desiludida. A história podia ter tudo para nos prender mas tal não acontece. As personagens são demasiado superficiais e algumas partes parecem forçadas. Calculo que todos temos direito a um dia mau e os escritores também tem direito a um mau livro...

Classificação -

Algo Maligno Vem Aí de Ray Bradbury - Supostamente este livro é de terror. Só que - para mim - terror foi conseguir chegar ao fim (juro que tentei, até às últimas páginas, gostar deste livro) sem sucesso.

Classificação -

Frankenstein de Mary Wollstonecraft Shelley - Alguém por ai não conhece a história do monstro criado por Victor Frankenstein? Se não conhecem, façam um favor a vós mesmos. Leiam este livro. Ou vejam os filmes. Ou melhor ainda, leiam o livro e vejam os filmes (principalmente o filme de 1931 com o actor Boris Karloff). Só o facto de conhecer bem a história me fez aproveitar bem o livro e conseguir ler com calma. Sem dúvida que, apesar de escrito em 1818, consegue abordar alguns temas sempre actuais - principalmente a necessidade de enfrentarmos as consequências dos nossos actos.

Classificação -

O Enigma do Quarto 622 de Joël Dicker - Sou fã de Joël Dicker e nunca me hei-de esquecer do Momento muito Ups na Feira do Livro. Seguramente que A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert é o melhor livro de Joël Dicker mas este Enigma não fica longe, até pelo facto de que a personagem principal é, precisamente, Joël Dicker. Viajamos no tempo entre o passado e o presente enquanto o enigma se vai adensando. Surgem respostas que são seguidas de mais perguntas. Apesar do tamanho do livro que poderia intimidar, lê-se num ápice porque ficamos presos na história e nas personagens (se bem que uma delas dá vontade de lhe bater. Com um gato morto. Congelado. Até o gato miar). Vale seguramente a pena. E no fim, fiquei com vontade de ler E tudo o Vento Levou. Mas infelizmente o livro que tenho cá em casa é de 1965 e as páginas estão em risco de se rasgar. E as versões que encontro on line tem as letras tão pequeninas que é quase impossível ler.

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A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata de de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows

Tradutor: Ana Mendes Lopes

ISBN: 9789896720155

Editado em 2010 pela Suma de Letras

Sinopse

Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura.

Londres, 1946. Depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora não o admita abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros. É com surpresa que um dia Juliet recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertenceu a Juliet. Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com vários habitantes da ilha. É assim que descobre que Guernsey foi ocupada pelas tropas alemãs durante a segunda Guerra Mundial, e que as pessoas com quem agora se corresponde formavam um clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado transformou-se num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.

A minha opinião

O livro secreto voltou a circular - tínhamos feito uma interrupção devido à pandemia de modo a evitar que tivéssemos de sair de casa para ir aos correios - e eu tive a sorte de receber, neste reinicio, o livro que estava mais ansiosa por ler desta edição.

A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata é uma colectânea de cartas entre várias pessoas e que, aos poucos, nos vão construindo as histórias e as personagens.

Não há um narrador nem há diálogos. São apenas monólogos - uns mais longos que outros, uns em forma de carta outros em forma de telegramas - mas que, apesar disso, não se tornam cansativos ou maçudos. Antes pelo contrário, deixam-nos com vontade de ler mais um bocadinho, ao ponto de, sem se dar por isso, se chegar ao fim do livro.

A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata é um livro para se ler sem pressas, para degustar e para apreciar.

leia aqui as primeiras páginas

e veja aqui o trailer do filme

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