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O Covil dos Lobos

por Magda L Pais, em 21.07.17

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O Covil dos Lobos de Juliet Marillier

Blackthorn & Grim - Livro 3

ISBN: 9789896579616

Editado em 2017 pela Editorial Planeta

Sinopse

Blackthorn conhece bem as regras: não procurar vingança, ajudar qualquer pessoa que pedir e praticar apenas o bem.

Mas depois da provação recente que ela e Grim sofreram, sabe que tem de encontrar o homem que lhe arruinou a vida.

Último livro da trilogia Blackthorn & Grim.

A minha opinião

Depois d'O Lago dos Sonhos e d'A Torre de Espinhos, foi com um amargo na boca que comecei a leitura deste último volume da trilogia Blackthorn & Grim.

Por um lado queria muito chegar ao fim e perceber se Blackthorn tinha conseguido cumprir as regras impostas pelo seu amigo Conmael e se, ao mesmo tempo, tinha percebido (sozinha) que o que a une a Grim é muito mais do que ela pensa. Não vou, obviamente, dar-vos as respostas a estas questões, bastando que vos diga que o livro não desilude e que, no fim, tudo está bem quando acaba bem.

Por outro lado, saber que, depois deste volume, me teria de despedir destas duas personagens - Blackthorn e Grim - fez com que tivesse vontade de demorar ainda mais a leitura. É, sem dúvida, um drama comum aos leitores: queremos acabar o livro mas não queremos acabar a leitura...

Qualquer um dos livros desta trilogia é contada a várias vozes. Para além de Blackthorn e Grim, neste volume conhecemos Cara e Bardan. E enquanto Blackthorn e Grim falam na primeira pessoa (com claras diferenças de linguagem que permitem, mesmo sem ler o titulo do capitulo, saber quem é quem), Cara e Bardan falam na terceira pessoa. Cara numa forma mais clara, afinal é uma jovem de 15 anos. E Bardan numa forma confusa, pensamentos soltos, próprios de quem não se entende a ele próprio, duma pessoa que se esqueceu do que é importante.

Mais uma vez, Juliet Marillier leva-nos numa viagem de mistério, pela Irlanda medieval, pelas histórias contadas à lareira, pelas lendas que encantam. É o seu estilo, onde se sente à vontade, e onde nos encanta. As suas personagens são sempre fortes, bem caracterizadas mas, ao mesmo tempo, bastante humanas, com falhas que todos nós podemos ter, o que leva a que o leitor festeje as suas vitórias e se entristeça com as suas derrotas. Só um mestre na escrita o poderia fazer e, sem dúvida, Juliet Marillier é uma mestra.

 

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A Torre de Espinhos

por Magda L Pais, em 29.06.16

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A Torre de Espinhos de Juliet Marillier

Blackthorn & Grim volume II

ISBN: 9789896577827

Editado em 2016 pela Editorial Planeta

 

Sinopse

Para Blackthorn e Grim, o regresso à vida tranquila na pequena quinta à beira da Floresta dos Sonhos nunca poderia durar muito. Escassas semanas passaram desde que o mistério do Lago dos Sonhos foi resolvido e já um novo desafio paira no horizonte. O príncipe de Dalriada recebeu um pedido de ajuda da parte de Geiléis, a Senhora de Bann, cujas terras medram sob a força de uma estranha maldição. Uma criatura sem nome instalou-se na velha torre que se ergue numa ilha do rio Bann e, do nascer ao pôr-do-sol, os seus gritos incessantes impedem o gado de crescer, secam os campos e a vontade dos homens e instalam a semente da loucura nos espíritos mais sãos. Cercada de espinhos venenosos, a misteriosa torre encerra um segredo secular. Caberá a Blackthorn e Grim mergulharem nas trevas de um amor impossível e libertarem o povo de Bann do coração tempestuoso de uma rainha do Povo Encantado. Pelo meio, a curandeira e o seu companheiro terão de enfrentar o silêncio de quem sabe e atravessar uma teia de mentiras urdida ao longo de vários séculos. Quem será o estranho habitante da Torre de Espinhos. Um homem, um monstro? Uma força destruidora ou apenas uma vítima? No fim, o amor será a única redenção.

Este é segundo livro da mais recente série da autora best-seller do romance fantástico - Juliet Marillier - uma das autoras de Fantasia mais aclamada a nível mundial. Com a maestria e talento a que já nos habituou e uma narrativa empolgante, Juliet Marillier volta ao registo adulto e constrói um mundo fantástico excepcional, cheio de encantamento, devoção, mágoa e mistério.

 

A minha opinião

Já falei aqui várias vezes da minha paixão por romances de fantasia. Assim como já mencionei outras tantas vezes que Juliet Marillier é uma das minhas escritoras favoritas, a par de Anne Bishop ou Marion Zimmer Bradley. Ora, portanto, quando sai um livro novo duma destas autoras, como devem calcular, sou quase a primeira da fila para o comprar (normalmente compro-os em pré-venda, logo que recebo a notificação a avisar que vai sair o livro). Pancas de quem delira literalmente com estes livros. 

Foi assim com O Lago dos Sonhos, primeiro volume desta trilogia, e foi assim com este. Será assim também com o terceiro volume logo que ele esteja para sair por cá.

Mais uma vez a história é-nos contada a três vozes. Blackthorn, Grim e Geiléis dão-nos as suas versões de cada acontecimento, permitindo-nos conhecer os seus pensamentos e ir mais longe na história. E tal como no primeiro volume, quase que nem era preciso que os capítulos tivessem o nome de quem o relata porque Juliet Marillier consegue (fabulosamente) que cada um escreva à sua maneira, dando-nos a sensação que o livro está escrito a três mãos e não apenas por uma.

Anne Bishop cria mundos como mais ninguém o consegue. Juliet Marillier usa o nosso mundo e introduz-lhes elementos mágicos como mais ninguém o consegue.

É o caso deste livro, que se passa na Irlanda Medieval. Resumindo e sem querer contar demasiado da história, Geiléis, a Senhora de Bann, vive perto da Torre de Espinhos de onde, todos os dias, do nascer ao por do sol, um monstro chora de tal modo que entristece tudo e todos (e por todos leiam-se animais e pessoas). Como último recurso recorre ao príncipe de Dalriada e a Blackthorn para que a ajudem a expulsa-lo para que as terras voltem a produzir e a tristeza abandone o seu território. Nessa viagem a Bann, o passado de Grim e  Blackthorn regressam. No caso de Grim para o atormentar e no caso de Blackthorn para a tentar. Cada um deles terá de resolver o seu próprio problema para que consigam também resolver o mistério em redor da Torre de Espinhos.

Para os fãs de fantasia, este é um livro obrigatório! para quem não é fã, experimentem esta trilogia.

E agora aguardemos pelo terceiro volume!

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O Lago dos Sonhos

por Magda L Pais, em 24.06.16

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O Lago dos Sonhos de Juliet Marillier

Editado em  2015 pela Editorial Planeta
ISBN: 9789896576288
 

Sinopse

Um livro intenso que tem como pano de fundo a Irlanda medieval. Voltando ao registo dos seus primeiros livros, a autora constrói uma trama intricada, sempre acompanhada dos mistérios celtas, que não deixará os leitores indiferentes.

Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn jurou pôr de lado o seu desejo de vingança contra o homem que destruiu tudo o que lhe era querido. Seguida por um companheiro de clausura, um homem grande e silencioso chamado Grim, ela viaja para o norte, rumo a Dalriada. Aqui, viverá na orla de uma misteriosa floresta e terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.

Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor. Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.

Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda. Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia.

 

A minha opinião

Livro lido em Julho de 2015 mas que publico hoje aqui a minha opinião uma vez que estou a ler o segundo volume desta trilogia.

Não é segredo para ninguém que eu gosto de literatura do fantástico e que Juliet Marillier é uma das minhas autoras favoritas. E, mais uma vez, não acabei o livro desiludida. 

Blackthorn, uma curandeira (ou mulher-sábia) foi presa por Mathuin por ter levantado a sua voz contra ele, mostrando, ao povo, que, tanto o líder do clã como o seu filho, violam impunemente as mulheres, engravidando algumas e desfazendo-se delas quando já não lhes servem. Durante um ano, a única coisa que fez com que Blackthorn aguentasse os calabouços onde nem a luz do sol consegue ver, bem como e a violência dos guardas, foi saber que, no solstício de verão seria ouvida no conselho. Mas na véspera desse esperado dia, o Carrasco avisa-a que irá morrer nessa noite para que não seja ouvida. Mas Conmael propõe-lhe um acordo para se escapar à morte e à prisão - mudar-se para Dalriada e, durante sete anos, aceder a todos os pedidos de socorro que lhe sejam dirigidos, seja por quem for, e não tentar vingar-se de Mathuin. A custo, Blackthorn, aceita o acordo.

Grim, companheiro de Blackthorn nos calabouços, acaba por se conseguir escapar das celas na mesma altura que Blackthorn, acompanhando-a na fuga e na viagem para Dalriada. Sem nunca revelar as razões pelas quais foi preso, e sem perguntar a Blackthorn porque razão odeia tanto Mathuin, acaba por se tornar no braço direito da mulher sábia, sem que ambos se apercebam o quanto se tornam inseparáveis.

Oran é um príncipe diferente. Respeita a população, preocupa-se verdadeiramente em ser justo e tenta conhecer todos os que o servem. Quando chega a altura de se casar, a sua primeira preocupação é conhecer a noiva, Flidais, nem que seja por carta. E acaba mesmo por se apaixonar por ela apesar de nunca a ter visto.

Quando Flidais chega a Dalriada, resolve, com Ciar, a sua criada, tomar um banho no Lago dos Sonhos. Ciar acaba por morrer afogada e Flidais, daí para a frente, não é a mesma. Oran estranha e acaba por pedir ajuda a Blackthorn e a Grim para descobrir o que se terá passado. Só que a resposta pode não ser a que ele espera.

Toda a história é contada a três vozes - Blackthorn, Grim e Oran - o que torna o livro ainda mais interessante. Principalmente porque a autora (com a qualidade que lhe reconheço) consegue que cada personagem "escreva" de forma diferente. Grim escreve em frases mais curtas, de quem não teve a educação esmerada de Oran e Blackthorn escreve duma forma mais sábia. Esse detalhe acrescenta bastante valor ao livro. Depois temos, pelo meio, várias histórias envoltas numa só. A história pessoal de cada um dos narradores, o casamento de Orin e Flidais, a história de Ness - uma das pessoas que Blackthorn ajuda. Entrelaçam-se as histórias, sem dificuldades e, no fim, ficamos com vontade de ir buscar o segundo volume para ler de seguida. 

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