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Café Amargo

por Magda L Pais, em 18.07.17

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Café Amargo de Simonetta Agnello Hornby

ISBN: 9789897243691

Editado em 2017 pelo Clube do Autor

Sinopse

Café amargo acompanha a vida de uma mulher que não se curva perante o poder masculino.

O romance nasce na Sicília, mas a autora transporta-nos até muito mais longe.

A protagonista é uma mulher de paixões, marcada também por vários sofrimentos que engole com altivez, como se fosse uma chávena de café amargo. A história de Maria e das suas escolhas pouco convencionais retrata uma época decisiva da Europa.

Um romance histórico marcado por memórias pessoais e vividas.

A minha opinião

Itália, anos 20. Maria é uma adolescente e Pietro, um homem mais velho e muito rico, vê-a com as amigas e apaixona-se irremediavelmente. Está dado o mote para um livro que nos transporta, de forma serena e muito apetecível, numa viagem pela vida de Maria, uma mulher que mistura a tradição com o modernismo e que é, ao mesmo tempo, uma viagem por Sicília e Palermo antes da segunda guerra mundial, dando-nos a conhecer a sociedade, a política e a vida numa época conturbada, com altos e baixos, bons e mau momentos. A vida de Maria é, no fundo, a vida de todos nós.

A escrita de Simonetta Agnello Hornby é doce, atrai, prende-nos duma forma indelével. Não logo nas primeiras páginas em que (confesso) me senti um pouco às aranhas mas, como diria Pessoa, primeiro estranha-se e depois entranha-se. De tal modo que eu, que pouco gosto de ler nos autocarros, não resisti a fazê-lo para poder ler as últimas cinquenta páginas.

Achei interessante o título do livro - café amargo - em referência a um episódio que se passa na adolescência de Maria, quando conhece as futuras cunhadas. Mas a cereja estava reservada para o fim, nas últimas linhas do livro. Que fim fabuloso, esperado, claro mas, mesmo assim, a forma de lá chegar é brilhante e com um toque especial.

Por fim, deixo-vos duas passagens que me marcaram:

A ignorância não é um pecado. Apenas se torna um pecado quando se insiste em permanecer ignorante.

e

Não saber, é essa a maior dor: não saber.

(leia aqui as primeiras páginas)

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