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O Pecado da Gueixa

por Magda L Pais, em 10.07.18

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O Pecado da Gueixa de Susan Spann

ISBN: 9789897244322

Editado em 2018 pelo Clube do Autor

Sinopse

Um missionário português enfrenta o código samurai para salvar a vida de uma mulher.

Um romance repleto de pormenores de época e com um refinado conhecimento da cultura japonesa.

Quioto, 1564. O padre Mateus, um jesuíta português, está no Japão como missionário. Quando uma gueixa convertida ao cristianismo é acusada da morte de um samurai, o padre compromete-se a ajudá-la, arrastando o seu protetor, o mestre ninja Hiro Hattori, para a investigação.

Ao mergulhar nas perigosas águas do mundo noturno de Quioto, percebem que toda a gente tem um motivo para querer manter a morte do samurai envolta em mistério. As pistas amontoam-se e apontam para demasiados suspeitos: da rara arma do crime a uma mulher samurai, passando por uma relação amorosa, um viajante incógnito e alguns negócios obscuros.

A minha opinião

Primeiro que tudo, a parte mais visível deste livro. A capa. Acho que há muito tempo que uma capa não me encantava desta forma. Lindíssima e muito bem conseguida.

Não obstante este livro se poder caracterizar como thriller ou como policial, para mim teve um encanto maior, o de me permitir conhecer um bocadinho da cultura japonesa, das regras sobre as quais viviam os Samurai. Gosto de livros que me levam em viagem por mundos desconhecidos e este era, seguramente, um mundo desconhecido (e que espero continuar a explorar uma vez que me parece que O Pecado da Gueixa é o primeiro volume duma série de livros com Hiro e Mateus que espero que sejam editados por cá). Junte-se à história um mistério aparentemente insolúvel e temos uma receita de sucesso. 

O Pecado da Gueixa leva-nos (de uma forma perfeita) a um mundo onde a honra, a cultura, a educação, as regras sociais e a família são invioláveis. Mas - e aqui ainda melhora - tudo nos é apresentado suavemente, sem que nos sintamos numa chata aula de história. Vamos aprendendo aos poucos, com pequenas introduções de cada vez enquanto tentamos perceber o que se terá passado na casa de chá e quem será o verdadeiro assassino

(breve pausa para vos dizer que usando os poderes de dedução - aqueles que dizem que o criminoso é quem mais beneficia com a morte - não conclui nada e só descobri quem era o assassino quando Hiro o anuncia)

Há, num entanto, uma queixa que gostaria de apresentar formalmente. O livro é parco em peripécias do gato...

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Agora a sério, este livro é perfeito para quem gosta de aprender, para quem tem curiosidade sobre o Japão do século XVI ou para quem gosta de mistérios. Se ainda por cima gostarem de isto tudo ao mesmo tempo... O Pecado da Gueixa é o vosso livro para lerem no intervalo de dois mergulhos nas férias (mas com moderação para não apanharem nenhuma insolação por não o conseguirem largar) 

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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Chama-Me pelo Teu Nome

por Magda L Pais, em 28.06.18

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Chama-Me pelo Teu Nome de André Aciman

ISBN: 9789897244360

Editado em 2018 pelo Clube do Autor

Sinopse

Chama-me pelo Teu Nome é um romance arrebatador sobre o desejo e a experiência da atração. Uma das grandes histórias de amor do nosso tempo, narrada de forma inteligente e imprevisível.

Na idílica Riviera italiana nasce um romance intenso entre um rapaz de dezassete anos e o convidado dos pais, um estudante universitário que irá passar com eles umas semanas no verão.

A mansão sobre as falésias é povoada por um conjunto de personagens excêntricas, com um gosto especial pela boa vida. Mas nenhum dos jovens está preparado para as consequências da atração, que, durantes essas apaixonadas semanas de calor, mar e vinho, faz crescer entre eles o fascínio e o desejo, sentimentos que não conseguem suprimir, apesar de todas as proibições e dos perigos.

Divididos entre o receio das consequências e o fascínio que não conseguem esconder, avançam e recuam movidos pela curiosidade, o desejo, a obsessão e o medo, até se deixarem levar por uma paixão arrebatadora e descobrirem uma intimidade rara que temem nunca mais encontrar.

Chama-me Pelo Teu Nome não é só uma história intemporal, é também uma análise franca, bela e dura sobre a paixão – como agimos, pensamos e sentimos. Uma elegia ao amor e um livro inesquecível.

A minha opinião

É curioso como cada pessoa lê cada livro de forma diferente. Como cada história - a mesma história - pode ter várias interpretações. Ouvi alguém - acho que foi Rui Zink mas não tenho a certeza - dizer que os livros são lidos não pelo leitores mas pela sua história pessoal, pela bagagem que transportam.

Chama-Me pelo Teu Nome prova-me exactamente isso. Ontem, depois de acabar de almoçar e quando me faltavam pouco mais de trinta páginas para acabar este livro, cruzei-me com as opiniões da Carolina e da Beatriz que costumo acompanhar (ainda que nem sempre comente). E, se é verdade que conseguiram fazer-me ler algumas partes do livro de outra forma, nenhuma das duas mencionou aquilo que, para mim, é fulcral neste livro:

O seu tom dizia: não temos de falar sobre isso, mas não vamos fingir que não sabemos do que estou a falar.(...)

- (...) No meu lugar, a maioria dos pais gostaria que tudo isso desaparecesse, ou que os seus filhos se esquecessem do que se passou. Mas não sou esse tipo de pai. Se houver dor, cuida dela, e se houver chama, não a desprezes, não sejas brutal com ela. (...) arrancamos tanto de nós próprios só para nos curarmos das coisas, mais depressa do que deveríamos, que entramos em falência por volta dos trinta anos e temos menos para oferecer de cada vez que começamos com alguém novo. Mas tentarmos não sentir nada, porque temos medo de sentir alguma coisa? que desperdício!

(...)

- Pode ser que nunca mais falemos disto. Mas espero que não me condenes por o ter feito. Teria sido um péssimo pai se, um dia, tu quisesses falar comigo e a porta estivesse fechada.

Esta conversa entre Elio e o pai, em oposição ao que Oliver afirma que seria a atitude do pai dele sobre o mesmo tema:

o meu pai tinha-me mandado para uma casa de correcção.

É, para mim, a cereja no topo dum bolo que, confesso, nem sempre me agradou. E foi neste aspecto que a minha leitura do livro se alterou com as opiniões da Beatriz e da Carolina.

Às vezes sinto-me velha. Vá, dirão por ai que velhos são os trapos mas a verdade é que me esqueço já do que é ser adolescente, ainda que tenha dois adolescentes em casa. E esqueço-me do que pensei quando tinha 16 ou 17 anos. A Beatriz e a Carolina obrigaram-me a relembrar esse passado distante e perceber que Elio tem exactamente essa idade. 

Chama-Me pelo Teu Nome é uma espécie de diário de Elio, são os seus pensamentos, as suas paixões, os seus sonhos, as suas dúvidas se será ou não correspondido. E mostra-nos, de forma sublime, como o amor e as dúvidas sobre se somos ou não correspondidos, é igual para todos - heteros ou homos. Amamos, duvidamos, seduzimos e somos seduzidos. Tão simples - se é que o amor pode ser simples - quanto isto.

Chama-Me pelo Teu Nome é também uma elegia ao primeiro amor. E, caramba, como me pode eu esquecer (obrigado André Aciman!) do meu primeiro amor, por quem ainda sinto carinho e com quem vou falando de vez em quando?

Mas é, acima de tudo - e para mim - uma homenagem aos pais e aos filhos que falam entre si, que aceitam as suas diferenças, que se aceitam a si próprios. Que não tentam mudar para agradar aos outros.

Sem dúvida que, mais tarde, irei reler este livro. Porque me parece que é livro-cebola. Com várias camadas que terão de ser descascadas a cada leitura para poder aproveitar, ao máximo, tudo o que Chama-Me pelo Teu Nome tem para me dar. 

e que tal aproveitarem a promoção do Clube do Autor e ainda recebem o DVD do filme?

(leia aqui as primeiras páginas)

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As Sombras de Leonardo da Vinci

por Magda L Pais, em 20.03.18

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As Sombras de Leonardo da Vinci de Christian Gálvez

ISBN: 9789897243677

Editado em 2018 pelo Clube do Autor

Sinopse

Século XVI. Os conflitos pelo poder nos Estados Italianos crescem ao mesmo tempo que as artes prosperam. A Igreja e famílias como os Médici e os Sforza detêm o domínio do território e das riquezas. Savonarola ganha seguidores. Verrocchio, Botticelli, Miguel Ângelo e Rafael são artistas respeitados.

Florença é casa dos Médici e berço desta ebulição cultural. O criativo e genial Leonardo da Vinci finalmente começa a criar nome, tem o seu próprio ateliê e clientes e liberdade para desenvolver a sua arte e as suas invenções. Mas uma acusação anónima de sodomia obriga-o a abandonar os seus planos e a cidade das artes.

Invejas e medos, ignorância e corrupção, sofrimento e perseguição. Quando Leonardo percebe que nada do que parece ser é e que os inimigos podem estar em qualquer lugar, debate-se entre a vontade de triunfar e o desejo de vingança, entre o homem pecador e o génio inventivo, entre o passado e o futuro.

Este é um romance histórico com uma extensa pesquisa por trás, em que as descrições e os grandes nomes da época criam o ambiente perfeito para conhecermos melhor o homem por trás de toda a genialidade.

A minha opinião

Sou fã incondicional de livros históricos, de livros que, ao mesmo tempo que entretêm, também ensinam (e até parece que estou a ver, desse lado, o pensamento a formar-se: tu és fã incondicional de livros e pronto. O que não deixa de ver verdade, mas avancemos nesta linha de raciocínio).

Romances históricos, biografias, histórias reais. Mesmo quando têm alguma ficção à mistura, são livros com os quais podemos aprender ainda mais (ainda que as aulas de história sejam, normalmente, uma seca, a realidade é que só conhecendo o passado podemos compreender melhor o presente e prepararmos-nos para o futuro). E sendo Leonardo da Vinci uma das personagens históricas mais relevantes, uma pessoa muito à frente do seu tempo e com o seu multitask a funcionar em pleno, um livro sobre a sua história teria de valer a pena.

Spoiler Alert... As Sombras de Leonardo da Vinci é o livro que vale a pena ler sobre essa extraordinária figura. Fiquei a conhecer muito bem a história da vida do homem de Vinci, um bastardo nascido duma escrava, criado mais pelo avó e pelo tio do que pelo pai. Traído por quem achava que era o seu melhor amigo. Um homem à frente do seu tempo, que não se ficava pelo "é assim" mas que queria entender o quê e porquê de cada coisa. 

As Sombras de Leonardo da Vinci fala-nos de como Leonardo quis estudar anatomia para melhor pintar as pessoas e de como quis estudar o movimento das ondas para melhor pintar os cabelos das pessoas. E fala-nos das razões pela quais Leonardo nunca se casou nem se conheceu paixão alguma.

As Sombras de Leonardo da Vinci resultam dum trabalho extraordinário de investigação, levantando o véu sobre a personalidade do homem de Vinci, com as suas sombras, os seus medos e dúvidas mas, acima de tudo, a sua ânsia de sossego, de poder viver em paz consigo e com os outros.

Falha talvez um bocadinho na interligação entre os capítulos. Houve momentos em que me perdi e tive de voltar atrás um bocadinho na leitura para me reencontrar. Mas nada de mais, nada que impeça de desfrutar em pleno dum livro fabuloso e que recomendo. 

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Deixa-me Odiar-te

por Magda L Pais, em 10.02.18

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Deixa-me Odiar-te de Anna Premoli

ISBN: 9789897244131

Editado em 02-2018 pelo Clube do Autor

Sinopse

Vencedor do Prémio Bancarella

Jennifer e Ian conhecem-se há sete anos e nos últimos cinco só têm discutido. Chefes de duas equipas no mesmo banco, entre eles sempre houve um confronto aberto e declarado. Detestam-se e dificultam a vida uma ao outro. Até que um dia são obrigados a cooperar na gestão da conta de um cliente aristocrata e abastado.

Na vida e no amor há sempre uma segunda oportunidade?

Um romance moderno, divertido e terno, uma história atual e muito cinematográfica com todos os ingredientes de uma bela comédia romântica.

A minha opinião

Vamos repetir juntos e até à exaustão, a ver se eu meto isto na cabeça duma vez:

Não lerás em público livros que te façam rir

Não lerás em público livros que te façam rir

Não lerás em público livros que te façam rir

Não lerás em público livros  que te façam rir

Não lerás em público livros que te façam rir

Não lerás em público livros que te façam rir

E porquê é que é preciso meter isto na minha cabeça oca? porque quando leio livros que me deixam bem disposta e que me fazem rir, eu rio. Eu sorrio. Eu dou gargalhadas. E fazer isto, sozinha, enquanto leio, num comboio, numa mesa de refeição, numa repartição de finanças ou na conservatória é coisa que me pode levar a ser internada no manicómio.

Tudo isto aconteceu com Deixa-me Odiar-te. Ele foi no comboio, foi nas Finanças, foi na conservatória. Para onde eu ia, o livro ia e as gargalhadas aconteciam. Ou os risos. Ou os sorrisos. E às vezes é só isto que quero num livro. Que me distraia, que me faça esquecer um dia a casa vem abaixo. Deixa-me Odiar-te conseguiu isso tudo e muito mais. Até ia fazendo com que perdesse o autocarro de manhã.

Rapaz conhece rapariga e apaixonam-se perdidamente. Este é o mote normal dos romances. Bem, neste caso não é bem assim. A história começa mais ou menos assim: rapaz conhece rapariga e chocam de tal maneira que ela lhe parte o nariz (momento spoiler, prometo que não haverá mais momentos assim).

Deixa-me Odiar-te é um romance, sem dúvida. Um romance leve, divertido, romântico qd, com diálogos fabulosos, com personagens fortes e bem caracterizadas, sem momentos mortos e com uma personagem feminina que foge, claramente, aos estereótipos das mulheres nos romances. Afinal Jennifer sabe bem que não quer Ian! (ou será que quer e não sabe?)

Se querem passar uns momentos divertidos e rir com um livro, Deixa-me Odiar-te é, seguramente, a escolha acertada.

 

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A Herdeira dos Olhos Tristes

por Magda L Pais, em 31.01.18

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A Herdeira dos Olhos Tristes de Karen Swan

ISBN: 9789897244087

Editado em 2018 pelo Clube do Autor

Sinopse

1974. Elena Damiani é uma herdeira rica e bela, com tudo para ser feliz. Contudo, aos vinte e seis anos já vai no terceiro casamento e uma juventude repleta de cicatrizes. Quando conhece o homem que parece ser o seu par perfeito, percebe que ele é precisamente o único homem que ela não pode ter, e nem todo o dinheiro do mundo é capaz de mudar essa circunstância.

Mais de 40 anos depois, a jovem Francesca vive la dolce vita. Antiga advogada, foi para Roma em busca de uma nova vida. Um acaso fortuito leva-a ao Palazzo Mirandola, onde conhece a famosa Viscondessa Elena dei Damiani. A empatia entre ambas é imediata e Francesca fica fascinada pelo mundo de Elena, pelo seu passada e pelas suas incríveis histórias.

Quando a Viscondessa a incumbe de narrar a sua extraordinária vida, Francesca entra num mundo de privilégios, aparências e excessos. Mas só quando um valioso anel de diamantes é encontrado num túnel antigo da cidade, mesmo por baixo do Palazzo, é que Francesca percebe a rede de mentiras que envolve Elena. A braços com o seu próprio passado tortuoso, Francesca é incapaz de ignorar a verdade, revelando um segredo antigo que pode mudar muitas vidas…

A minha opinião

Compre um romance e ganhe outro grátis. Este podia ser o mote deste livro dado que, além da história de Elena, temos também o romance de Cesca e Nico, mas é a história de Elena que dá o nome ao livro, até porque essa é bastante mais interessante (a de Cesca e Nico acaba por ser mais normal, apesar de ser bonita como todas as histórias de amor).

A Herdeira dos Olhos Tristes mistura o presente com o passado, num romance terno, amoroso e até comovente, que nos mostra - mais uma vez - que ter dinheiro não é sinonimo de ter juízo ou mesmo de ser feliz. A autora consegue - eu admiro imenso esta capacidade que alguns autores tem - alternar os tempos, entre o passado e o presente de Elena, deixando-nos conhecer, sem revelar demasiado, a verdadeira história da Viscondessa, aquela que ela não quer que Cesca descubra.

E nas páginas finais... as trocas, os revezes, as surpresas que não param. Karen Swan consegue surpreender tudo e todos, com aquele final, ao mesmo tempo esperado e inesperado. Não perceberam? bem, eu também não vos posso contar, caso contrário perde o interesse. O melhor mesmo será lerem este livro e avaliarem se eu não tenho razão. Vá, vão lá ler e voltem cá para me dar razão que eu gosto. 

(leia aqui as primeiras páginas)

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