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A Canção de Tróia

por Magda L Pais, em 01.04.19

canção de troia.jpg

A Canção de Tróia de Colleen McCullough

Ebook

Sinopse

Colleen McCullough atinge o auge da sua carreira de escritora com A Canção de Tróia, uma obra que recria a trágica e terrível saga da Guerra de Tróia, uma história com três mil anos de existência – uma história de amores que ignoram barreiras e de ódios nunca mitigados, de vingança e de traição, de honra e sacrifício.

Tão viva e apaixonante como se fosse contada pela primeira vez, a narrativa é assumida pelas vozes das diversas personagens: Príamo, rei de Tróia, condenado a tomar as decisões erradas pelos motivos certos; a princesa grega Helena, uma beldade que é escrava dos seus desejos e que abandona um marido enfadonho pelo amor de outra beldade, tão escravo dos seus desejos como ela – o príncipe Páris de Tróia; essa máquina de guerra perseguida por uma maldição que é Aquiles; o heroicamente nobre Heitor; o subtil e brilhante Ulisses; Agamémnon, o Rei dos Reis, que consente o horror a fim de lançar ao mar os seus mil navios e que, por isso mesmo, atrai a inimizade da sua sinistra mulher, Clitemenestra.

Porém, onde termina a loucura humana? E onde começa o impiedoso castigo dos Deuses? As personagens fascinam o leitor, levando-o a sentir simpatia ora pela Grécia, ora por Tróia, à medida que cada uma delas avança inexoravelmente para um desfecho que nem mesmo os Deuses podem evitar.

O fascinante e irresistível romance de Colleen McCullough revela-nos o inesquecível poder de uma história que mergulha fundo nas raízes da cultura ocidental e que continua viva três milénios depois.

A minha opinião

A minha estreia com Colleen McCullough não podia ser mais auspiciosa.  A Canção de Tróia é realmente um livro extraordinário que junta, num só livro, os vários pedaços das lendas que todos conhecemos - a beleza de Helena, o calcanhar de Aquiles, o cavalo de Troia... 

Claro que podíamos ler Iliada ou Odisseia de Homero para termos toda a história mas prefiro, confesso, a leitura deste romance que complementa com a leitura que fiz, aqui há uns anos, da biografia romanceada de Helena de Troia (de Margaret George).

A Canção de Tróia traz-nos todos os deuses e heróis da mitologia grega e conta-nos, a várias vozes, a mesma história. Claro que sabemos como termina a guerra mas não é essa a parte que mais importa. O que importa é como se chega lá, as voltas e revoltas que a história leva e até os oráculos (que, à época, eram bastante respeitados e considerados).

O facto da história ser contada a várias vozes (Príamo, Helena, Aquiles, Páris, Agamémnon, Ulisses ou Heitor, entre outros) torna-a ainda mais interessante, mais apetecivel e facilita a compreensão.

Entre vários detalhes interessantes - e que são mais do que razões para que leiam este livro - achei curioso que, a propósito duma demanda que o Rei dum qualquer reino tinha feito por ordens do oráculo para que desaparecesse a doença que estava a matar o seu povo, Ulisses (creio que era ele) tenha comentado que ficava na dúvida se os oráculos mandavam os reis nessas buscas por artefactos porque eles realmente curavam ou se era uma forma de os manter afastados do reino enquanto a doença desaparecia por si.

Outra questão extraordinária é a abordagem à homossexualidade. Portanto... algures entre 1 300 A.C. e 1 200 A.C. a humanidade aceitava e respeitava a homossexualidade duma forma muito mais abrangente do que hoje em dia. Malta do Brunei, ponham os olhos nisto, por favor.

Queria ainda acrescentar uma nota bastante positiva para a pesquisa e rigor histórico. Nota-se que houve um grande trabalho prévio e isso reflecte-se na construção da história e das personagens, tornando-as muito próximas.

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Tim

por Magda L Pais, em 04.04.18

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Tim de Colleen McCullough

Sinopse

Uma história de amor única e inesquecível. Mary Horton tem quarenta e três anos e vive num subúrbio tranquilo, de classe média, na costa australiana. É uma mulher solteira, muito rígida e distante, que conseguiu construir uma vida às suas próprias custas, mas o seu conceito de «vida» não inclui relações pessoais. Sem um namorado nem amigos, Mary não quer deixar ninguém entrar na sua vida solitária. Tim Melville é um trabalhador manual de vinte e cinco anos, com o rosto e o corpo de um deus grego, mas a cabeça de uma criança. Num mundo cruel e inflexível, apesar da sua família maravilhosa, Tim acaba muitas vezes por se deixar levar pelos que se dizem seus amigos e que se aproveitam dele. Tim conhece Mary por acaso, numa manhã de verão, e aquilo que começa por ser um dia de trabalho para ele transforma-se numa relação que vai mudar a vida dos dois.

A minha opinião

Este é um daqueles livros que podem ser estragados por um pequeno detalhe. No caso de Tim o detalhe que o estraga é o último capitulo. É desnecessário, não acrescenta absolutamente nada à história, não é o momento da revelação nem tão pouco é o culminar de todo o livro. É o penúltimo capitulo que é o culminar do livro, que termina a história e que a torna maravilhosa. Pela história até esse dito penúltimo capitulo, teria dado uma classificação de quatro (em cinco) mas assim terei de me ficar pelo três.

Tim é o livro de estreia de Colleen McCullough e, não soubesse eu do sucesso que ela teve de seguida, e teria de dizer que este livro augurava uma carreira brilhante. É um livro duma sensibilidade extrema, que nos mostra que o amor pode e deve existir entre homens e mulheres, independentemente das condições físicas ou psicológicas, ou sejam pessoas normais ou com alguma deficiência. Tim é um livro que nos mostra que as barreiras só existem na nossa mente e que - não obstante as deficiências que se possam ter - merecemos todos ser tratados da mesma forma.

Tim leva-nos a olhar com inocência para os pequenos prazeres da vida. Um banho de mar, um passeio de carro, uma flor... 

Um bom livro, sem dúvida alguma e um livro que me deixou com vontade de ler mais desta autora (lá vai a Nathy dizer que ela bem tinha razão...).

 

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação: 

 

Entretanto...

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