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Origem

por Magda L Pais, em 20.10.17

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Origem de Dan Brown

ISBN: 9789722534208

Editado em 2017 pela Bertrand Editora

Sinopse

Bilbau, Espanha.

Robert Langdon, professor de simbologia e iconologia religiosa da universidade de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbau para assistir a um grandioso anúncio: a revelação da descoberta que «mudará para sempre o rosto da ciência.» O anfitrião dessa noite é Edmond Kirsch, bilionário e futurista de quarenta e dois anos cujas espantosas invenções de alta tecnologia e audazes previsões fizeram dele uma figura de renome a nível global.

Kirsch, um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, duas décadas atrás, está prestes a revelar um incrível avanço científico… que irá responder a duas das perguntas mais fundamentais da existência humana. No início da noite, Langdon e várias centenas de outros convidados ficam fascinados com a apresentação tão original de Kirsch, e Langdon percebe que o anúncio do amigo será muito mais controverso do que ele imaginava. Mas aquela noite tão meticulosamente orquestrada não tardará a transformar-se num caos e a preciosa descoberta do futurista pode muito bem estar em vias de se perder para sempre.

Em pleno turbilhão de emoções e em perigo iminente, Langdon tenta desesperadamente fugir de Bilbau. Tem ao seu lado Ambra Vidal, a elegante diretora do Guggenheim que trabalhou com Kirsch na organização daquele provocador evento. Juntos, fogem para Barcelona, com a perigosa missão de localizarem a palavra-passe que os ajudará a desvendar o segredo de Kirsch.

Percorrendo os escuros corredores de história oculta e religião extremista, Langdon e Vidal têm de fugir de um inimigo atormentado que parece tudo saber e que parece até de alguma forma relacionado com o Palácio Real de Espanha… e que fará qualquer coisa para silenciar para sempre Edmond Kirsch.

Numa viagem marcada pela arte moderna e por símbolos enigmáticos, Langdon e Vidal vão descobrindo as pistas que acabarão por conduzi-los à chocante descoberta de Kirsch… e a uma verdade que até então nos tem escapado e que nos deixará sem fôlego.

A minha opinião

No passado domingo tive a grata oportunidade de ir ver e ouvir Dan Brown no CCB em Lisboa e foi precisamente no domingo que comecei a leitura deste livro. Apesar de o ter comprado ainda em pré-venda, quis deixar para o começar depois de ouvir o autor, calculando (e não me enganei) que, após o ouvir, ainda me iria saber melhor ler o livro.

Soube melhor mas, na realidade, também soube a pouco.

De onde vimos, para onde vamos. As duas questões que tanto dividem as religiões e que levaram a guerras entre quem conta a história de maneira diferente. Mais uma vez Dan Brown volta a questionar dogmas e verdades feitas, insistindo, desta vez, na criação do ser humano - evolução ou descendentes de Adão e Eva? E, se na origem da nossa espécie, há dúvidas e perguntas, que dizer do que nos reserva o futuro e das opiniões divergentes que a religião e a ciência apresenta?

Dan Brown não sai, neste livro, da sua zona de conforto. A formula do Código da Vinci funcionou e continua a funcionar (desconfio que Dan agora já pode pagar um jantar à mulher - quem esteve no CCB perceberá). O problema é que a zona de conforto de Dan Brown implica um confronto com as crenças mais básicas do catolicismo, obrigando-nos - a todos - a reflectir sobre essas mesmas crenças e sobre os mitos, mais ou menos credíveis, que as religiões, todas elas, nos tentar incutir.

Se, com o Código da Vinci, um padre conseguiu reunir quase 800 pessoas para discutir a obra (foi o próprio autor que nos contou isto no CCB), creio que Origem irá voltar a ter esse mesmo efeito. Porque, apesar do nosso futuro enquanto espécie parecer negro, Origem levanta-nos o animo e mostra que esse mesmo futuro - mais tecnológico, mais cientifico - pode também ser mais brilhante. Implicará isso o fim das religiões, das crenças, de acharmos que há uma entidade maior que nós próprios? isso, só o futuro o dirá, aquele que estamos hoje a desenhar e do qual Dan Brown nos mostra qui algumas luzes.

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação:

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Dan Brown no CCB em Lisboa

por Magda L Pais, em 16.10.17

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Este ano Portugal está na rota de três autores que adoro.

Primeiro foi Ken Follet que a Editorial Presença trouxe a Portugal no passado dia 24 de Setembro. Infelizmente não me foi possível estar presente mas, por aquilo que acompanhei no facebook, foi muito mal organizado. Um espaço pequeno para um autor desta envergadura, entrada até estarem pessoas quase às camadas, enfim, uma salganhada que um autor destes não merece.

Dia 28 de Outubro, inserido no Festival Bang, Anne Bishop. Não sei se já notaram mas é A Autora que eu mais acompanho, que mais leio, que me encanta e de quem tenho todos os livros editados. Estou em stress para que esse dia chegue.

E ontem, Dan Brown no Grande Auditório do CCB em Lisboa. Eu estive lá e é disso que vos quero falar.

Primeiro que tudo uma palavra de apreço à organização. De facto a Bertrand, neste aspecto, funcionou tal e qual um relógio afinado. Cada pessoa tinha, na sua pose, um convite que podia ser de 4 cores diferentes. Os azuis tinham direito a ficar nas primeiras filas. Os laranja ficavam na plateia, nas últimas filas. Os brancos iam para o segundo andar. Haviam ainda convites castanhos que, confesso, não percebi como funcionavam. Percebi que os brancos eram os convites entregues no dia do evento a quem se dirigiu ao CCB. Os laranja eram os convites de quem tinha feito o registo no site destinado ao evento (e que foram enviados para casa). Os azuis eram os que tinham feito o registo no site, tinham respondido correctamente a uma questão colocada e que tinham feito a pré-reserva do livro. No evento (via facebook) ou por email, fomos sendo avisados dos horários. Às 16h as portas abririam (e foi a essa hora que começamos a entrar para o foyer), às 16h30 seriam abertas as portas do auditório (aqui houve um pequeno atraso, só foram abertas às 16h45) e às 17h teria inicio a apresentação (que começou às 17h15) com duração aproximada duma hora. Viu-se que a máquina estava bem oleada. As pessoas foram encaminhadas consoante as cores dos convites, quem estava nas zonas mais afastadas do palco foi convidado a preencher os espaços vazios mais à frente, sem stresses, empurrões ou problema algum. E, quando já estávamos todos sentados o evento começou.

Dan Brown é um comunicador. Mais que um escritor de sucesso, é uma pessoa de conversa. Que nos levou por uma viagem pela sua própria história pessoal, pelo que é viver com uma mãe católica e um pai dedicado às matemáticas. De riso fácil e que nos manteve presos ao seu discurso durante quase 40 minutos, sem que déssemos conta do tempo passar. Falou deste novo livro mas também de como foi ingénuo quando editou O Código Da Vinci, livro que, no seu entender, não era polémico. Contou-nos vários episódios que se passaram com ele, nas filmagens e a razão que o levou a ceder e a permitir que os filmes fossem feitos. Falou na sua interpretação da religião e de que sentiu necessidade de se afastar mais da religião quando um padre disse, no funeral de uma criança que tinha morrido de leucemia, que essa morte fazia parte do plano de Deus.

Por fim uma pequena sessão de perguntas e respostas. Ficamos a saber que, um dia, poderá editar um livro chamado “A cifra de Sintra”. Foram várias as perguntas, umas com mais interesse outras com menos e que nos deu um dos momentos altos do evento. A pergunta? Bem, a que é colocada a todos os autores em eventos destes: Quando é que sai o próximo livro?. A resposta? Bem, levou quase toda a gente às lágrimas de riso: Dan Brown pediu que a pessoa que a colocou se levantasse (era uma senhora) e pediu-lhe que imaginasse que tinha tido um filho e que, dez minutos depois do parto, mal entrou no quarto, o marido lhe pergunta: e então, vamos repetir? Vamos ter já outro filho?

Ficamos também a saber que o símbolo que aparece na capa do livro é a representação da escadaria da Sagrada Família, local onde passeou na altura em que andava a fazer investigação para este livro e que achou que era perfeito para alguém morrer por ali.

Dan Brown veio a Portugal por “breves instantes”. Aterrou em Lisboa uma hora antes do evento e, logo que terminou, fez uma visita rápida à Bertrand no Chiado e seguiu para Barcelona – cidade onde se passa a trama deste livro – para um novo evento. Apesar de ter sido pouco tempo (com um comunicador destes, poderia estar ali a tarde toda a ouvi-lo) tenho de vos confessar que foi uma tarde inesquecível. Mesmo sem a sessão de autógrafos que tantos queriam que se tivesse realizado (coitado do homem, só se fosse mesmo de carimbo que assinar livros a tanta gente seria coisa para lhe provocar uma tendinite).

Por fim… ganhei uma filha neste evento. Fui com a desaparecida Miss F (ela vive mas apenas na Revista Inominável) e, antes de entrarmos, uma fotógrafa da Bertrand veio ter connosco e pediu-me autorização para fotografar a minha filha “que é muito bonita”. Autorizamos, pois claro, mas não sem antes termos um ataque de riso. E pronto, assim sendo, além do prazer de ouvir um excelente comunicador e um escritor de quem sou fã, a minha família também aumentou. Um dia em grande, está visto.

Entretanto já li o livro que deu origem a esta conferência.

(se quiserem ver o vídeo, está aqui e, abaixo, podem ver as nossas fotos)

 

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Inferno

por Magda L Pais, em 21.03.16

Estreia em Outubro deste ano o filme baseado no quarto livro de Dan Brown - Inferno - e, se outras razões não houvesse, será por esse motivo para vos falar sobre este livro.

Robert Langdon está de volta e, tendo por base a obra de Dante, terá de descobrir porque acordou numa cama de hospital em Florença sem qualquer memória dos últimos dias, mas com uma frase na memória: procura e encontrarás. Com a ajuda de Sienna Brooks, Robert terá de descobrir quem o tentou matar e, ao mesmo tempo, impedir um louco de libertar uma praga de dimensões globais.

Tal como nos anteriores livros de Dan Brown, os acontecimentos sucedem-se a uma velocidade vertiginosa, quase sem tempo para respirar, e há surpresas ao virar de cada página. Claro que para quem gosta deste género de livros, este é um bom exemplo, mas quem não gosta não vai ficar fã.

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Aliás, tendo em mente que gosto imenso dos livros deste autor, a verdade é que a essência das histórias dos vários livros é a mesma. Diferenciam-nos, aos livros, os temas analisados (no caso do Inferno é o crescimento populacional e as suas consequências) e o local onde a acção se desenvolve (Florença e Veneza neste caso). Ainda assim, em qualquer um dos livros o prazer pela leitura é enorme, a distracção pura e simples está garantida e o suspense é permanente. 

(Continuar a ler)

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