Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A Passagem

por Magda L Pais, em 06.09.19

passagem.jpg

A Passagem de Justin Cronin

A passagem #1

Sinopse

Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos vestígios de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue.

Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior.

Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao Apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilómetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.

A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que reacende a morte.

A minha opinião

(sim, é verdade, a sinopse está em brasileiro... a sinopse da edição portuguesa é muito fraquinha e esta, em brasileiro, explica melhor o livro)

Meta o dedo no ar quem gosta de distopias. De imaginar como seria a humanidade em determinados cenários apocalípticos, criados (ou não) por nós próprios, quando se está mesmo a ver que vai dar asneira. 

Estação Onze é, talvez, dos um dos expoentes máximos desse género literário, principalmente pela ausência dos heróis, aqueles que salvam a humanidade (ou o que sobra dela). Já n'A Passagem temos as personagens dos costume: os bons, os maus, os heróis e o salvador (neste caso Amy, a criança). Não é mau, a sério que não.

Entre o thrilher e o suspense, A Passagem está partido em várias partes. O antes, o durante e o depois. O durante é - neste primeiro volume - apenas explorado parcialmente (e isso percebe-se quando se começa a ler o segundo volume), sendo mais focado no depois, muito depois. 90 anos depois do acontecimento, do inicio da epidemia.

Mais um livro que mostra a humanidade como ela é: estúpida, idiota, ignorante e a única que é capaz de criar a sua própria destruição. Mas, ao mesmo tempo, resiliente e sobrevivente e, nalguns casos, merecedora duma segunda oportunidade.

A escrita prende-nos. Da primeira à última página (e olhem que, este primeiro volume, tem 810 páginas...). Odiamos e amamos algumas personagens, queremos gritar: não sejam idiotas, não vão por ai, não façam isso, confiem em vós, acreditem. Sentimos que eles nos ouvem, que estamos ali com eles. Gosto quando um livro me faz sentir que posso falar com as personagens e que elas nos ouvem

Agora... bem, agora estou já lançada na leitura do segundo volume e é até lá que vou.

Classificação: 

May we meet again

Conheces o desafio de escrita dos Pássaros?

Já nomeaste os teus blogs favoritos para os Sapos do Ano 2019?

 Que esperam para me acompanhar no facebook e no instagram?

Conheces o meu blog generalista?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estação Onze

por Magda L Pais, em 23.08.19

estação onze.jpg

Estação Onze de Emily St John Mandel

Tradução de Rita Figueiredo 

ISBN: 9789722356329

Editado em 2015 pela Editorial Presença

Sinopse

Estação Onze conta-nos a cativante história de um grupo de pessoas que arriscam tudo em nome da arte e da sociedade humana após um acontecimento que abalou o mundo. Kirsten Raymonde nunca esqueceu a noite em que teve início uma pandemia de gripe que veio a destruir, quase por completo, a humanidade.

Vinte anos depois, Kirsten é uma atriz de uma pequena trupe que se desloca por entre as comunidades dispersas de sobreviventes. No entanto, tudo irá mudar quando a trupe chega a St. Deborah by the Water. Um romance repleto de suspense e emoção que nos confronta com os estranhos acasos do destino que ligam os seus personagens.

A minha opinião

Oh não, mais uma distopia - estão vocês a pensar. Calma, que Estação Onze não é uma distopia normal.

Num ano qualquer da nossa era, uma pandemia de gripe mata mais de 90% da população terrestre em muito pouco tempo. As televisões deixam de transmitir, a água deixa de correr nas torneiras, a electricidade deixa de funcionar assim como as redes de telemóvel e de internet. Os poucos que sobrevivem, espalhados por todo o planeta, tem de descobrir novas formas de sobreviver quanto tudo o resto se desmorona e pelo meio dos cadáveres dos que faleceram.

Ok, até aqui quase que é uma distopia normal. 

Só que não.

Porque Estação Onze leva-nos em viagens entre vários passados e o presente. Fala-nos da noite em que a pandemia começou a espalhar-se, conta-nos as histórias de vida de alguns dos que morreram nesses primeiros dias e como foi sobreviver sem saber como enquanto outros morriam. Acompanhamos, ao mesmo tempo, alguns desses sobreviventes, 20 anos depois da pandemia assim como crianças que nasceram depois.

Como se explica a internet a quem não a conhece? Como se explica o voo de um avião a quem está habituado a vê-lo apenas parado num campo de milho? Como se explica os antibióticos que deixaram de existir e como se aceita que a esperança de vida desça para os 40/50 anos?

Será uma pandemia deste género um cenário assim tão descabido? Infelizmente não creio, até porque o livro é bastante fiel neste aspecto: esta gripe mortal espalha-se pelo mundo por causa das viagens aéreas.

Estação Onze, ao contrário da maioria das distopias, não é feito de guerras, intrigas, tormentos ou cataclismos. Ainda assim não o conseguimos largar porque a escrita é simples, atractiva e subtil. Não queremos saber o fim da história mas queremos entender como se sobrevive ao fim de todas as mordomias a que estamos habituados. 

Porque sobreviver não é suficiente

Esta frase, lema da Sinfonia Itinerante* e uma das tatuagens de Kirsten*, retirada da série Star Trek, é, talvez, a lição principal a retirar deste livro. 

Estação Onze, ao mesmo tempo que é sombrio e negro, também é elegante e encantador, com personagens resilientes, que nos tocam e das quais nos custa despedir quando fechamos o livro.

Sem dúvida um livro extraordinário.

* no livro, a Sinfonia Itinerante é uma trupe de actores e músicos que vão passeando de lugarejo em lugarejo, apresentando peças de teatro de Shakespeare e recitais de música 

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação: 

May we meet again

Entretanto...

Conheces o meu blog generalista?

Que esperam para me acompanhar no facebook e no instagram?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Uma Casa no Fim do Mundo

por Magda L Pais, em 20.08.19

uma casa.jpg

Uma Casa no Fim do Mundo de Michael Cunningham

ISBN: 9789726628170

Editado em 2001 pela Gradiva

Sinopse

O aclamado romance de Michael Cunningham, agora levado ao cinema, conta a história de dois amigos: Jonathan, solitário, inseguro e introspectivo; e Bobby, sombrio e silencioso. Depois de uma adolescência na modorra e desolação de uma cidade do interior, a relação encontra em Nova Iorque um novo espaço de crescimento com a cumplicidade de Clare, uma veterana das guerras eróticas da cidade. Jonathan, Bobby e Clare são os três vértices de um triângulo em desequilíbrio. Juntos procurarão construir um novo tipo de família, testando os limites da amizade e do amor, enfrentando os riscos da desilusão e do abandono.

Com a precisão e vivacidade que caracterizam a sua escrita, Michael Cunningham, autor de "As Horas" e "Sangue do Meu Sangue", descreve magistralmente a fragilidade e tensão das relações afectivas no mundo urbano do nosso tempo.

Com a precisão e vivacidade que caracterizam a sua escrita, Michael Cunningham descreve magistralmente a fragilidade e tensão das relações afectivas no mundo urbano do nosso tempo.

A minha opinião

Décimo quinto livro a contar para o bookbingo 2019, correspondente a: 

13. Um livro que se passe num local onde já passaste férias

Nova Iorque em 1998, últimas férias grandes passadas com os meus pais e as minhas irmãs. Uma semana e pouco onde fomos - os cinco - felizes, com histórias que ficam para uma vida, incluindo uma visita às Torres Gémeas que, uns anos depois, seriam alvo de um ataque terrorista sem precedentes.

Adiante...

Uma Casa no Fim do Mundo não é um livro que se leia com sofreguidão. É um livro para saborear calmamente, sem pressas, enquanto vamos conhecendo a vida de Jonathan, Bobby, Alice e Clare da sua infância, passando pela adolescência, até à idade adulta, pelos seus sonhos, conquistas, desilusões, dúvidas, perdas, amores, família e amizades.. tudo o que a vida tem de bom e mau, contado a quatro vozes, deixando-nos enredar, suavemente, nos seus pensamentos.

Uma Casa no Fim do Mundo é uma ode à família, aos amigos que importam. Ao amor e à amizade, em todas as suas facetas e intensidades, onde a única regra é ser feliz e sem que as convenções importem.

O fim... bem, o fim do livro pode ser discutível. Por um lado o livro parece inacabado, ficamos sem saber ao certo o que se irá passar depois, como termina a história. Mas, por outro, de uma forma brilhante (tenho de o reconhecer), Michael Cunningham deixa que sejamos nós a decidir o que acontece ás personagens por quem nos encantamos e que sentimos conhecer.

A ler e a meditar, sem dúvida.

leia aqui as primeiras páginas

Classificação: 

May we meet again

Entretanto...

Conheces o meu blog generalista?

Que esperam para me acompanhar no facebook e no instagram?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segredos Mortais

por Magda L Pais, em 16.08.19

segredos.jpg

Segredos Mortais de Robert Bryndza

ISBN: 9789898907424

Editado em 2018 pela Alma dos Livros

Sinopse

Numa manhã gelada de inverno, uma mulher acorda e encontra o corpo ensanguentado da filha à porta de casa. Quem seria capaz de tal atrocidade?

A detetive Erika Foster vive um momento de fragilidade devido ao último caso que resolveu, mas está decidida a liderar também esta investigação. Ao deitar mãos à obra, toma conhecimento de outros ataques cometidos na mesma zona pacata do sul de Londres onde o crime ocorreu. Um pormenor arrepiante liga-os ao homicídio - todas as vítimas foram atacadas por uma figura vestida de preto com uma máscara de gás.

Erika procura um assassino cujo cartão de visita é aterrorizante. O caso complica-se quando descobre a teia de segredos que rodeia a morte da bela jovem.

No entanto, ao juntar as pistas, Erika é forçada a confrontar memórias dolorosas do passado. Deve escavar bem fundo, manter-se concentrada e encontrar o assassino. Só que, desta vez, um elemento da sua equipa corre um perigo terrível...

A minha opinião

Décimo primeiro livro a contar para o bookbingo 2019, correspondente a

16. Um dos últimos livros que compraste

Tinha muita curiosidade neste livro, quer pela capa (que está muito bem conseguida) quer pelas críticas que li por essa blogosfera. Felizmente, apesar das expectativas estarem elevadas, não foram defraudadas.

Segredos Mortais é um policial típico. Uma morte, histórias ao seu redor, um suspeito que acaba por não o ser e o verdadeiro culpado só aparece nas últimas páginas depois de voltas e reviravoltas, sendo, muitas vezes, completamente inesperado. Apesar de obedecer a estes critérios que o tornam típico, este livro mostra ainda quanto os policias são seres humanos, com as suas fragilidades e erros e que, nem sempre, descobrem tudo à primeira.

A escrita é fluida, simples, sem grandes arabescos (que, muitas vezes, prejudicam e complicam a leitura). As personagens estão bem construidas, criam empatia e simpatia. A história tem uma cadência extraordinária que nos obriga a continuar a ler sem parar.

É, sem dúvida, um autor a seguir.

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação: 

May we meet again

Entretanto...

Conheces o meu blog generalista?

Que esperam para me acompanhar no facebook e no instagram?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade

por Magda L Pais, em 05.08.19

um mais um.jpg

Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade de Jojo Moyes

Tradução de Ana Maria Chaves e Márcia Montenegro

ISBN: 978-972-0-03002-3

Editado em 2017 pela Porto Editora

Sinopse

Uma mãe por conta própria: Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha. E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser…

Uma família caótica: Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar. Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola. Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar…

Um desconhecido atraente: Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los…

Uma história de amor inesperada: Um mais um - A fórmula da felicidade é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis.

A minha opinião

Nono livro a contar para o bookbingo 2019, correspondente a

12. Escolhe um livro da tua estante de olhos fechados

Jojo Moyes é sempre sinonimo de uma leitura leve, despretensiosa e que nos deixa de coração leve. Um Mais Um não é a excepção à regra. 

Um mais Um é um romance com final previsível e feliz, sem grandes dramas. Um livro bom, com personagens cheias de defeitos como qualquer ser humano normal, com uma história bem delineada, com momentos de humor e que não nos obriga a pensar demais. 

Não é exactamente um livro memorável, provavelmente daqui a um ano ou dois vou ter dificuldade em me lembrar da história com detalhes mas certamente que me irei lembrar de que, com esforço e determinação, tudo acaba por ficar bem. 

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação: 

May we meet again

Entretanto...

Conheces o meu blog generalista?

Que esperam para me acompanhar no facebook e no instagram?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

calendário

Outubro 2019

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031