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A Criança Que Não Queria Falar

por Magda L Pais, em 09.08.20

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A Criança Que Não Queria Falar de Torey Hayden

ISBN: 9789722336840

Editado em 2007 pela Editorial Presença

Sinopse

Era uma criança de seis anos insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento... até encontrar uma jovem e brilhante professora.
Esta é a história verídica e comovente da relação entre uma professora que ensina crianças com dificuldades mentais e emocionais e a sua aluna, Sheila, de seis anos, abandonada por uma mãe adolescente e que até então apenas conheceu um mundo onde foi severamente maltratada e abusada. Relatada pela própria professora, Torey Hayden, é uma história inspiradora, que nos mostra que só uma fé inabalável e um amor sem condições são capazes de chegar ao coração de uma criança aparentemente inacessível. Considerada uma ameaça que nenhum pai nem nenhum professor querem por perto de outras crianças, Sheila dá entrada na sala de Torey, onde ficam as crianças que não se integram noutro lugar. É o princípio de uma relação que irá gerar fortes laços de afecto entre ambas, e o início de uma batalha duramente travada para esta criança desabrochar para uma vida nova de descobertas e alegria. Desde a sua publicação, em 1980, o livro já vendeu 8 500 000 exemplares no Reino Unido e foi traduzido em 27 línguas, tendo sido um bestseller em vários países.

A minha opinião

Sabem aquele momento em que vos recomendam imenso um livro e ficamos com aquela sensação de medo: ok, vou ler e depois? se não gostar? se não o conseguir ler até ao fim? se for apenas um livro estúpido que nada tem a ver com o que eu gosto? Pois, foi o que me aconteceu quando um amigo (que, quando ler isto, me mata mas adiante) me recomendou este livro.

Mas depois decidi-me a ler. E ao fim de pouco mais de duas horas e meia já o tinha terminado e a minha primeira reacção foi: UAU!

A Criança Que Não Queria Falar não é um livro agradável ou de fácil leitura. Não é um livro que entretenha ou que nos deixe bem dispostos. Não é leitura recomendada a pessoas impressionáveis ou que se choquem com facilidade. E também não é recomendado a pessoas que achem que o mundo é azul e rosa e que todas as crianças são uns amores.

A Criança Que Não Queria Falar é um murro no estômago. É agridoce. É intenso. Faz-nos pensar em tanta mas tanta coisa - entre elas a sorte que tivemos na nossa infância e a sorte de podermos ter dado aos nossos filhos uma infância feliz. Provavelmente e para quem lida diariamente com crianças violadas física e psicologicamente, talvez não haja, neste livro, qualquer novidade ou, eventualmente, até pode haver algumas falhas no comportamento da professora. Mas para o comum dos mortais, este livro também é sobre a primeira oportunidade que uma criança tem de o ser.

No entanto tem uma falha. Uma falha grande, quanto a mim: não há um update na história de Sheila. De como foi o primeiro ou segundo ano após a saída das aulas com a autora. E isso teria sido importante para se perceber se a evolução da criança foi a melhor para ela.

Seja como for, sem dúvida que valeu a pena a leitura e, sem dúvida, que vos aconselho a leitura.

(e agora vou ali preparar-me para ouvir: eu bem te avisei...)

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O Tatuador de Auschwitz

por Magda L Pais, em 08.06.20

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O Tatuador de Auschwitz de Heather Morris

Tradução de Miguel Romeira

ISBN: 9789722361668

Editado em 2018 pela Editorial Presença

Sinopse

História verídica de um amor em tempo de guerra!

Esta é a história assombrosa do tatuador de Auschwitz e da mulher que conquistou o seu coração - um dos episódios mais extraordinários e inesquecíveis do Holocausto.

Em 1942, Lale Sokolov chega a Auschwitz-Birkenau. Ali é incumbido da tarefa de tatuar os prisioneiros marcados para sobreviver - gravando uma sequência de números no braço de outras vítimas como ele - com uma tinta indelével. Era assim o processo de criação daquele que veio a tornar -se um dos símbolos mais poderosos do Holocausto.

À espera na fila pela sua vez de ser tatuada, aterrorizada e a tremer, encontra-se Gita. Para Lale, um sedutor, foi amor à primeira vista. Ele está determinado não só a lutar pela sua própria sobrevivência mas também pela desta jovem.

Um romance baseado em entrevistas que Heather Morris fez ao longo de diversos anos a Ludwig (Lale) Sokolov, vítima do Holocausto e tatuador em Auschwitz-Birkenau. Uma história de amor e sobrevivência no meio dos horrores de um campo de concentração, que agradará a um vasto universo de leitores, em especial aos que leram A Lista de Schindler e O Rapaz do Pijama às Riscas, e que nos mostra de forma pungente e emocionante como o melhor da natureza humana se revela por vezes nas mais terríveis circunstâncias.

A minha opinião

A Nathy desafiou-me para uma leitura conjunta deste livro e eu não podia recusar (isto num dia à noite. No dia a seguir, de manhã, quando lhe disse que ia começar, a Nathy responde-me: ah, desculpa, já acabei...). Coisas... Seja como for, resolvi ler o livro à mesma.

O amor não sabe quando nasce nem entre quem vai nascer. O Tatuador de Auschwitz conta-nos uma história de amor com o cenário mais improvável dos cenários improváveis: o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, entre dois presos, Lale e Gita.

Só que... de tanto ler sobre os horrores que foram praticamente em Auschwitz-Birkenau, esta história de amor - ou mais precisamente - parece irreal. A sensação que fui tendo, ao longo do livro, é que Lale e Gita não estavam no mesmo sitio onde morreram milhares e onde tantos foram sujeitos às loucuras de Mengele (que, aliás, passa ao de leve neste livro).

Não me entendam mal, não estou a duvidar da veracidade da história. Mas parece-me que a escrita torna a história demasiado leve para o cenário em que se passou.

Talvez por isso mesmo tenha sido lido numa tarde...

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Os Miseráveis

por Magda L Pais, em 24.04.20

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Os Miseráveis de Victor Hugo

Primeira edição em 1862

Sinopse

Um clássico de convicção, humanismo e coragem. Um romance imortal. Um filme inesquecível. Romance social marcado por uma vasta análise de costumes da França de meados do século XIX, Os Miseráveis revelam uma grande complexidade tanto ao nível da escrita como da própria intriga, misturando-se intimamente realismo e romantismo. Num contexto histórico que cobre o período entre a batalha de Waterloo e as barricadas de Paris, Vítor Hugo apresenta-nos a história de Jean Valjean, um popular prisioneiro condenado por ter roubado um pão e cuja pena será agravada por tentativa de evasão. Em vez de ser reeducado pela justiça humana para a vida civil, é endurecido no mal. Esta história imbuída de misticismo e maravilhoso é, antes de mais, uma denúncia de todo o tipo de injustiças, espelhando de forma exemplar as contradições e grandezas daquele século.

A minha opinião

Vamos começar pelo fim. Ou pelo meu fim que aconteceu quando tinha lido 40% deste livro (correspondente a mais ou menos 450 páginas). E o meu fim foi: não consigo ler mais...

Por partes:

O bom: a escrita é maravilhosa, a história de Jean Valjean, Fantine e Cosette é extraordinária e merece, sem dúvida ser lida, por mais anos que passem e por mais filmes e operas que se façam.

o mau: a versão que estava a ler tem cerca de 1200 páginas, é a edição integral. E com a edição integral vem a "divagação" do autor sobre tudo e mais um par de botas. A titulo de exemplo: quando Jean Valjean e Cosette chegam ao convento e sobem o murro, Victor Hugo conta-nos toda a história do convento quase desde que é colocada a primeira pedra. Ora considerando que o convento já teria uns 200 anos nesta altura... estão a ver a quantidade de história debitada...

Houve vários momentos em que - confesso - saltei páginas e mais páginas à procura da continuação da história.

Tenho pena de não ter acabado a leitura mas há um limite para o número de páginas que se podem saltar dum livro sem se perder o interesse. E eu atingi esse limite aos 40% do livro. Quem sabe há por ai uma edição reduzida apenas e só com a história que interessa. Se souberem, avisem...

 

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Cenas para ninguém desanimar - Livros II

por Magda L Pais, em 04.04.20

Ora cá estão mais duas dicas para esta época de fica em casa

 

A Fnac juntou-se à Kobo para criar uma livraria digital com mais de 260 mil audioBooks e eBooks completamente gratuitos. Entre as várias opções disponíveis, vai encontrar obras de António Lobo Antunes, Eça de Queirós, Antoine de Saint Exupéry ou Machado de Assis; e livros em língua inglesa de autores como Louisa May Alcott, Jane Austen, Oscar Wilde, Lewis Carroll, Hermann Hesse, Bram Stoker e Leo Tolstoy. Há, portanto, várias categorias para escolher, entre mais de 213 mil eBooks e audioBooks em língua inglesa e cerca de 3600 em língua portuguesa. Esta livraria digital, com acesso completamente gratuito, está disponível nos sites oficiais da Fnac e da Kobo.

 

José Rodrigues dos Santos e a Gradiva oferecem o ebook do livro A Fórmula De Deus. É só seguir por aqui

 

 

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Nove Perfeitos Desconhecidos

por Magda L Pais, em 16.03.20

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Nove Perfeitos Desconhecidos de Liane Moriarty 

ISBN: 9789892345888

Editado em 2019 pelas Edições Asa

Sinopse

Se alguém lhe garantisse uma transformação total em apenas 10 dias, você aceitava?

Nove pessoas aceitam. Os seus motivos são diferentes mas todas embarcam num retiro de luxo. Esperam massagens, meditação e dieta detox. Estão longe de imaginar o desafio que têm pela frente.

Frances Welty é uma escritora bestseller em plena crise de inspiração (entre outras). Quer recuperar a alegria de viver.

Ben e Jessica ganharam 22 milhões de dólares na lotaria. Já não lutam para esticar o dinheiro até ao fim do mês mas passaram a lutar um com o outro. Querem salvar a sua relação.

Napoleon, Heather e Zoe sofreram uma tragédia familiar. Querem perdoar-se a si mesmos e reencontrar a paz (possível).

Tony é um ex-jogador de futebol que perdeu aquilo que mais amava.

Carmel é uma mãe (exausta) de quatro filhos que foi trocada por uma mulher mais nova.

Lars é um advogado gay que se debate com um dilema impossível…

Será que estas nove pessoas vão encontrar a solução para os seus problemas?

Ou será melhor fugirem enquanto podem?

É que Masha, a diretora do retiro, tem para os seus clientes um plano que nenhum deles conhece…

A minha opinião

Depois de Pequenas Grandes Mentiras fiquei com vontade de ler mais livros de Liane Moriarty. Aproveitei que tinha este ebook para o fazer e, confesso, fiquei um pouco desiludida.

Esperava um livro com voltas e reviravoltas, com surpresas e situações inesperadas. No fim, Nove Perfeitos Desconhecidos, apesar de ser bom não surpreendeu por ai além, havendo até um ou outro momento mais parado.

Parte do problema é que são demasiadas personagens - os 9 desconhecidos, Masha e mais dois empregados. E a autora conta-nos, às pinguinhas, as histórias de vida de cada um deles. Interessantes, algumas bastante tristes mas acabam por retirar o protagonismo à historia principal e não acrescentam grande coisa.

Depois espera-se de um livro anunciado como thriller que seja efectivamente um thriller. Na prática há ali um ou dois momentos de suspense (vá, se quiser ser realista, há um apenas mas pronto) e mesmo assim o suspense foi mínimo.

Espero, honestamente, que outros livros desta autora (que tenho também ali para ler) sejam melhores que este senão ainda vou achar que Pequenas Grandes Mentiras foi um acaso da sorte e não a qualidade da autora.

 

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