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Dispara, Eu Já Estou Morto

por Magda L Pais, em 09.06.19

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Dispara, Eu Já Estou Morto de Julia Navarro

Tradução Rita Custódio e Àlex Tarradellas

ISBN: 9789722529051

Editado em 2014 pela Bertrand Editora

Sinopse

Um romance extraordinário sobre o conflito israelo-árabe retratando personagens inesquecíveis, cujas vidas se entrelaçam com os momentos-chave da história a partir do final do século XIX a meados do século XX, e recriando a vida em cidades emblemáticas como São Petersburgo, Paris e Jerusalém. Aqui Julia Navarro conduz o leitor através de relações duras de homens e mulheres que lutam por uma parcela de terra onde possam viver em paz.

A minha opinião

Dispara, Eu Já Estou Morto é uma das razoes pelas quais o meu Kobo é um grande amigo. 840 páginas que, de outra forma, teriam de esperar por umas férias para poder ser lido (se bem que o tenho também em papel) e que, assim, foram lidas em viagens de comboio e enquanto almoçava.

Dispara, Eu Já Estou Morto é, talvez, dos últimos livros que li, aquele que mais me emocionou, que me chocou e me levou - em alguns momentos - em olhar à minha volta sem conseguir continuar a ler, tal a violência das descrições

(o que, aliás, é comum à maior dos livros que descrevem a vida nos campos de concentração na II Guerra Mundial e as atrocidades cometidas contra os judeus)

Pela voz de Ezequiel e de Wadi, judeu e árabe, amigos inseparáveis na infância, conhecemos a vida da família de ambos - três gerações de judeus e árabes unidos pela amizade e pela Horta da Esperança, obrigados a separar-se quando apenas queriam uma nação unida e sem guerra.

Dispara, Eu Já Estou Morto permite-nos uma visão muito próxima do conflito israelo-árabe, como começou mas, acima de tudo, como separou amigos de longa de data, criados juntos num clima de paz em que a religião era o menos importante mas que, ainda assim, foi por ela que foram separados.

Não direi que, historicamente, é o livro mais correcto, até porque não tenho conhecimentos suficientes para analisar por esse prisma. Mas é, certamente, um bom começo para quem, como eu, toda a vida ouviu falar nos conflitos entre os territórios ocupados da Palestina e Israel. Creio que, depois da leitura deste livro, consigo perceber melhor ambos os lados. Mas, ainda que os perceba, a questão que Samuel e Ezequiel colocam várias vezes ao longo do livro, é a mesma que eu coloco: se se sentassem à mesa - não agora mas logo ao inicio - judeus e muçulmanos, não teria sido possível viverem em harmonia?

Dispara, Eu Já Estou Morto é um livro fabuloso do principio ao fim, falhando apenas, em alguns momentos, na passagem entre os parágrafos (dando, às vezes, a sensação que algumas frases não foram escritas pela mesma autora). Prende-nos a atenção, prende a nossa imaginação e obriga-nos a querer chegar ao fim. E, quando acaba, ficamos com um vazio. Porque o fim é simplesmente brilhante.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Eu & Kobo

por Magda L Pais, em 06.06.19

No inicio deste ano comprei um Kobo. Eu, que sempre preferi os livros físicos aos livros digitais vi-me obrigada - por razões de saúde - a dar-me como vencida (mas ainda não totalmente convencida)

De lá para cá, dos 30 livros que já li, 23 foram ebooks. E, ainda que não me sinta como traidora, vejo-me na obrigação de, publicamente, fazer uma declaração polémica:

Afinal os ebooks, quando lidos num Kobo, não são maus de todo e até se lêem bem

Reconheço, acima de tudo, que um Kobo - que pesa, no máximo dos máximos, 250 gramas - é excelente na hora de ler aqueles livros com mais de 500 páginas que pesam imenso. E também é excelente porque, quando acabamos um livro podemos começar logo outro, onde quer que estejamos. Claro que há a questão da bateria mas hoje em dia quase todos nós andamos com powerbanks por perto.

Há ainda a questão dos preços. Por exemplo, o ebook que estou a ler (840 páginas) agora custa, na versão física, € 19,90. O ebook custa € 12,90... são sete euros que se podem gastar noutro ebook, porque também os há a esse preço (ou ainda mais baixo). 

E onde adquiro os ebooks? bem, como expliquei já, na Wook não os compro garantidamente. Quando compro um ebook, quero que ele seja meu e quero lê-lo no meu Kobo. Os preços dos ebooks na Wook, na Fnac ou na Bertand são exactamente iguais mas comprando na FNAC ou na Bertand posso fazer o download as vezes que precisar e colocar o ficheiro no Kobo para ler onde e quando quiser e sem ter de aceder à internet.

Mas, aos poucos, fui descobrindo outros sites onde posso fazer o download de ebooks de forma gratuita. A qualidade tem sido bastante boa, há um ou outro caso em que o livro tem algumas expressões brasileiras mas nada que impeça a leitura e podem-se encontrar livros de todos os géneros literários.

Então tomem nota:

 Para quem gosta de Fyodor Dostoyevsky, e não se importa de ler em inglês, é só seguir por aqui

 Português Free-Ebooks - É necessária inscrição e temos acesso a 5 livros gratuitos por mês. 

 Projeto Adamastor - Dedicado exclusivamente aos clássicos portugueses

 Luso Livros - Muito semelhante ao projecto Adamastor

 Elivros Grátis - A maioria dos livros está em brasileiro mas a oferta é vasta.

 Lê Livros - um dos meus favoritos. 

 Project Gutenberg – com mais de 38.000 livros electrónicos gratuitos.

E vocês, onde arranjam os vossos ebooks? Vamos fazer uma lista exaustiva de sites onde podemos recorrer, de forma gratuita?

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O Homem Que Plantava Árvores

por Magda L Pais, em 03.06.19

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O Homem Que Plantava Árvores de Jean Giono

Tradução de Manuel Oliveira

ISBN: 9789898470263

Editado em 2012 pela Marcador

Sinopse

Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

Inspirado em acontecimentos verdadeiros, traduzido em diversas línguas e largamente difundido pelo mundo inteiro, O Homem Que Plantava Árvores é uma história inesquecível sobre o poder que o ser humano tem de influenciar o mundo à sua volta.

Narra a vida de um homem e o seu esforço solitário, constante e paciente, para fazer do sítio onde vive um lugar especial.

Com as suas próprias mãos e uma generosidade sem limites, desconsiderando o tamanho dos obstáculos, faz, do nada, surgir uma floresta inteira - com um ecossistema rico e sustentável.

É um livro admirável que nos mostra como um homem humilde e insignificante aos olhos da sociedade, a viver longe do mundo e usando apenas os seus próprios meios, consegue reflorestar sozinho uma das regiões mais inóspitas e áridas de França.

A minha opinião

É incrível como - também na leitura - o tamanho não importa. O Homem Que Plantava Árvores tem apenas 70 páginas e foi lido entre dois mergulhos e enquanto comia uma taça de cerejas. Contudo, tenho a certeza, o conteúdo durará durante muito tempo.

Qual de nós não pensou já que não vale a pena fazer alguma coisa pelo ambiente porque somos apenas uma gota no oceano? Elzéard Bouffier também era apenas uma gota no oceano mas conseguiu - sozinho - reflorestar uma zona árida e inóspita de França.

São as nossas atitudes, quando estamos sozinhos, que mostram o nosso carácter. E Elzéard Bouffier, sozinho, sem que lhe fosse pedido ou reconhecido, conseguiu fazer o impensável: nasceu uma floresta.

O Homem Que Plantava Árvores é um livro que todos deveríamos ler, como inspiração. Para percebermos que, por mais gotas que sejamos, podemos mudar o que nos rodeia para melhor. E isso, às vezes, é quanto basta.

(leia aqui as primeiras páginas) 

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A Grande Solidão

por Magda L Pais, em 28.05.19

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A Grande Solidão de Kristin Hannah

Tradução: Marta Pinho

ISBN: 9789722535991

Editado em 2019 pela Bertrand Editora

Sinopse

1974, Alasca. Indómito. Imprevisível. E para uma família em crise, a prova definitiva. Ernt Allbright regressa da Guerra do Vietname transformado num homem diferente e vulnerável. Incapaz de manter um emprego, toma uma decisão impulsiva: toda a família deverá encetar uma nova vida no selvagem Alasca, a última fronteira, onde viverão fora do sistema. Com apenas 13 anos, a filha Leni é apanhada na apaixonada e tumultuosa relação dos pais, mas tem esperança de que uma nova terra proporcione um futuro melhor à sua família. Está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura no desconhecido. Inicialmente, o Alasca parece ser uma boa opção. Num recanto selvagem e remoto, encontram uma comunidade autónoma, constituída por homens fortes e mulheres ainda mais fortes. Os longos dias de verão e a generosidade dos habitantes locais compensam a inexperiência e os recursos cada vez mais limitados dos Allbright.

À medida que o inverno se aproxima e que a escuridão cai sobre o Alasca, o frágil estado mental de Ernt deteriora-se e a família começa a quebrar. Os perigos exteriores rapidamente se desvanecem quando comparados com as ameaças internas. Na sua pequena cabana, coberta de neve, Leni e a mãe aprendem uma verdade terrível: estão sozinhas. Na natureza, não há ninguém que as possa salvar, a não ser elas mesmas. Neste retrato inesquecível da fragilidade e da resiliência humana, Kristin Hannah revela o carácter indomável do moderno pioneiro americano e o espírito de um Alasca que se dissipa - um lugar de beleza e perigo incomparáveis. A Grande Solidão é uma história ousada e magnífica sobre o amor e a perda, a luta pela sobrevivência e a rudeza que existe tanto no homem como na natureza.

A minha opinião

É extraordinário quando um livro nos desperta os sentidos de um modo tão indelével que, enquanto lemos, nos sentimos parte da paisagem e quase que olhamos por cima do ombro para termos a certeza que estamos seguros.

A Grande Solidão fez-me exactamente isso. Senti medo e frio, ao mesmo tempo que me encantava com o Alasca e a sua beleza. Sorri com Leni e Mat, temi por Cora e odiei Ernt (ainda que, no meu entender, o pai de Leni podia/devia ter sido mais desenvolvido). 

A Grande Solidão é um livro de leitura quase compulsiva. E digo quase porque, na primeira parte, a cadencia dos acontecimentos é um pouco lenta e porque o final, apesar de surpreender, é demasiado rápido. Mas é também um livro sobre amor, sobre superação. Sobre a força que a amizade pode ter e como a capacidade de sobreviver se sobrepõe a tudo. É sobre família de sangue e de coração.

A Grande Solidão é, acima de tudo, um livro a ler.

(leia aqui as primeiras páginas) e veja o book trailer aqui

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Uma Viagem pelo Tempo

por Magda L Pais, em 22.05.19

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Uma Viagem pelo Tempo de Deborah Harkness

Universo Todas as Almas #1

Tradução: Ana Lourenço

ISBN: 9789897801075

Editado em 2019 pela Casa das Letras

Sinopse

Uma história de amor arrebatadora que enlaça passado e presente, viajando entre Paris contemporânea, Londres e as colónias americanas da Revolução Americana.

Nos campos de batalha da Revolução Americana, Matthew de Clermont conhece Marcus MacNeil, um jovem cirurgião do Massachusetts, durante um mo­mento de despertar político em que parece que o mundo está à beira de um futuro melhor.

Quando Matthew lhe oferece a oportunidade de ser imortal e uma nova vida livre das restrições da sua educação puritana, Marcus aproveita a oportunidade para se tornar vampiro. Mas a sua transformação não é fácil e as antigas tradições e responsabilidades da família De Clermont chocam com as crenças profundamente arraigadas de Marcus na liberdade, igualdade e fraternidade.

Uma Viagem pelo Tempo, uma história de amor apaixonada e uma exploração fascinante do poder da tradição não apenas na mudança, mas também na re­volução, traz-nos o fascinante ambiente sobrenatural que transformou A Trilogia de Todas as Almas num bestseller, um novo momento fundamental na história e um amor que irá atravessar séculos.

A minha opinião

Depois da leitura da trilogia Todas as Almas fiquei com aquele amargo de boca, normal quando se terminam livros dos quais gostamos mesmo muito e quando sabemos, de antemão, que nos vamos ter de despedir de algumas personagens. Imaginam por isso a minha surpresa quando descobri, pouco tempo antes de acabar o terceiro volume que já tinha sido editado este quarto que nos traz mais da história de Marcus.

Dividido entre o passado e o presente, este livro - apesar de manter a qualidade da escrita - acaba por ser menos interessante que os anteriores, uma vez que não há qualquer suspense, não há situações criticas e tudo corre relativamente bem. 

Em comparação com os anteriores, Uma Viagem pelo Tempo é um livro morno de emoções, que nos permite reencontrar personagens conhecidas e de que gostamos mas que seria bem melhor se tivesse mais acção.

leia aqui as primeiras páginas

Classificação:  (com os novos emojis que a equipa do Sapo nos ofereceu, a classificação deixa de ser em estrelas e passa a ser em livros, o que faz muito mais sentido)

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