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A minha avó pede desculpa

por Magda L Pais, em 30.06.18

a minha avó.jpg

A minha avó pede desculpa de Fredrik Backman

ISBN: 978-972-0-03069-6

Editado em 2018 pela Porto Editora

Sinopse

Elsa tem sete anos de idade, quase oito, e é diferente. Para já, tem como melhor - e única - amiga a avó de setenta e sete anos de idade, que é doida: não levemente taralhoca, mas doida varrida a sério, capaz de se pôr à varanda a tentar atingir pessoas que querem falar sobre Jesus com uma arma de paintball, ou assaltar um jardim zoológico porque a neta está triste. Todas as noites, Elsa refugia-se nas histórias da Avozinha, cujo cenário é o reino de Miamas, na Terra-de-Quase-Acordar, um reino mágico onde o normal é ser diferente.

Quando a Avozinha morre de repente e deixa uma série de cartas a pedir desculpa às pessoas que prejudicou, tem início a maior aventura de Elsa. As cartas levam-na a descobrir o que se esconde por detrás das vidas de cada um dos estranhíssimos moradores de um prédio muito especial, mas também à verdade sobre contos de fadas, reinos encantados e a forma como as escolhas do passado de uma mulher ímpar criam raízes no futuro dos que a conheceram.

A minha avó pede desculpa é uma belíssima história, contada com o mesmo sentido de humor e a mesma emoção que o romance de estreia de Fredrik Backman, o bestseller internacional Um homem chamado Ove.

A minha opinião

A Edite leu este livro e disse-me qualquer coisa do género: é mais do teu género que o meu, tem fantasia. E poder-se-ia pensar que sim, que A minha avó pede desculpa é um livro de fantasia. Mas não foi assim que o li. Li-o pelos olhos de Elsa, uma criança de sete anos (quase oito!) que encontra refúgio nos contos de fadas que avó lhe conta quando a quer ajudar a ultrapassar a tristeza.

A minha avó pede desculpa é, talvez, dos livros mais ternurentos que li desde A Avó e a Neve Russa. Mas é também um livro que mostra o quanto as nossas acções - ainda que sejamos apenas crianças - podem influenciar quem nos rodeia, de forma permanente e o quanto é importante um pedido de desculpas.

Confesso que, quando a Edite me enviou este livro (ou mesmo quando o vi à venda) pensei que não era possível que Fredrik Backman voltasse a escrever um livro que me encantasse tanto quanto Um Homem Chamado Ove.

Percebo agora, depois de o ter lido praticamente em dia e meio (vá, eu tenho de trabalhar pelo meio, não é? por mais que me apeteça apenas ler) que Fredrik Backman conseguiu superar-se e superar as minhas expectativas, juntando amor, ternura, amor e a inocência duma criança num livro inesquecível e que corre o grave risco de se tornar um dos meus preferidos de sempre.

A minha avó pede desculpa é a vida como ela é, com relações complicadas, com a morte à espreita, traições, amizades eternas, tudo pelos olhos de Elsa, uma criança diferente, com sete (quase oito!) anos, bastante inteligente, fã de leitura e da Wikipédia. Vá, só não gostei muito que Elsa prefira ebooks a livros físicos mas quase que lhe consigo perdoar isso.

Infelizmente terei de devolver este livro à sua dona. Mas desconfio que, em breve, o comprarei. Merece um lugar cá em casa, ao pé do Ove. Tenho a certeza que Elsa adoraria conhecer Ove e, seguramente, que ambos se dariam muito bem.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Entretanto...

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Um Homem Chamado Ove

por Magda L Pais, em 07.10.16

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Um Homem Chamado Ove de Fredrik Bakman 

ISBN: 9789722358255

Editado em 2016 pela Editorial Presença

Sinopse

À primeira vista, Ove é o homem mais rabugento do mundo. Sempre foi assim, mas piorou desde a morte da mulher, que ele adorava. Agora que foi despedido, Ove decide suicidar-se. Mal sabe ele as peripécias em que se vai meter. Um jovem casal recém-chegado destrói-lhe a caixa de correio, o seu amigo mais antigo está prestes a ser internado a contragosto num lar, e um gato vadio dá-se a conhecer.

Ove vê-se obrigado a adiar o fim para ajudar a resolver, muito contrariado, uma série de pequenas e grandes crises. Este livro simultaneamente hilariante e encantador fala-nos de amizades inesperadas e do impacto profundo que podemos ter na vida dos outros.

A minha opinião

 

Este livro poderia ter-me passado despercebido não fosse a Sara me ter recomendado a sua leitura. Em boa hora o fez porque este livro é, de facto, imperdível.

Ove é um rabugento. Perfeccionista, exigente e muito pouco maleável. E só queria morrer para ir ter com a Sonja, a sua mulher, a única pessoa do mundo que o compreendia e que o fazia sorrir (rir não que, para Ove, era desnecessário). Mas

Ove não tem jeitinho ABSOLUTAMENTE NENHUM para morrer!

Ou pelo menos é a opinião que Parvaneh tem (e com razão, diga-se em abono da verdade).

Ove quer morrer porque, sem Sonja, a sua vida não faz sentido. Porque

As pessoas dizem que Ove via o mundo a preto-e-branco. Mas ela era cor. Toda a cor que ele tinha.

(e não é assim o amor verdadeiro?)

Já se passaram seis meses desde que ela faleceu. Mas Ove continua a inspeccionar a casa inteira duas vezes ao dia para verificar os radiadores e certificar-se que ela não subiu a temperatura às escondidas.

Um homem chamado Ove é um livro ternurento e encantador. Mas também nos arranca gargalhadas e sorrisos. Faz-nos pensar nas amizades que perdemos - às vezes por razões que acabamos por esquecer -, nas que ganhamos sem saber bem como (não é, MJ e Maria, na altura em que faz um ano que a Seita do Arroz nasceu?) e nas influências que temos nos outros, sem saber bem como. Na família de sangue e na família de coração. 

Mais um autor que desconhecia e que, terminado este livro, descubro que quero ler mais deste autor! 

 

leia aqui um excerto do livro

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