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Tudo Por Amor

por Magda L Pais, em 28.12.18

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Tudo Por Amor de Jodi Picoult

Editado em 2007 pela Livraria Civilização Editora

ISBN: 9789722625234

Lido em 2015 

Sinopse

Nina Frost é delegada adjunta do Ministério Público, acusa pedófilos e todo o tipo de criminosos que destroem famílias. Nina ajuda os seus clientes a ultrapassar o pesadelo, garantindo que um sistema criminal com várias falhas mantenha os criminosos atrás das grades. Ela sabe que a melhor maneira de avançar através deste campo de batalha vezes sem conta, é ter compaixão, lutar afincadamente pela justiça e manter a distância emocional.

Mas quando Nina e o marido descobrem que o seu filho de 5 anos foi vítima de abuso sexual, essa distância é impossível de manter e sente-se impotente perante um sistema legal ineficiente que conhece demasiado bem. De um dia para o outro o seu mundo desmorona-se e a linha que separa a vida pessoal da vida profissional desaparece. As respostas que Nina julgava ter já não são fáceis de encontrar. Tomada pela raiva e pela sede de vingança, lança-se num plano para fazer justiça pelas próprias mãos e que a pode levar a perder tudo aquilo por que sempre lutou.

A minha opinião

Uma melodia inesperada foi a minha estreia com esta autora e tudo por culpa da Nathy. Tudo por amor, na opinião da Nathy, é um livro muito forte. E eu concordo. Fortíssimo pelos dois temas que aborda, pedofilia e o amor de uma mãe.

Nina é uma promotora do Ministério Público especializada em direito de família. Como tal, os casos de violência doméstica e pedofilia passam sempre por ela. Nina conhece, mais do que ninguém, o que a justiça faz ou, mais importante, o que não consegue fazer para manter as crianças seguras. Quando Nathaniel, o seu filho de cinco anos, deixa de falar e Nina vai ao psiquiatra com ele, os sinais estão todos lá. Nathaniel foi violado. Aos cinco anos, Nathaniel conheceu o pior do ser humano e os pais nada conseguiram fazer para o proteger. Caleb e Nina sentem a frustração própria de uns pais que amam o filho mas que descobrem, tarde de mais, que esse amor não o impediu de sofrer. Para Nina a situação é ainda pior porque ela sabe o quão difícil é conseguir uma condenação nestes casos, ainda para mais quando o filho não fala. Patrick, o melhor amigo de Nina é polícia e cabe-lhe investigar este caso de modo a que, quem fez mal ao Peste (nome carinho pelo qual ele chama Nathaniel) seja levado à justiça e condenado.

Quando, finalmente, há um culpado, encontrado com base no testemunho de Nathaniel e dos testes de ADN, Nina – sabendo o quanto a Justiça protege mais o prevaricador do que a criança – decide fazer justiça pelas suas próprias mãos. Só que os testes do ADN podem não ser tão seguros como se julga assim como o testemunho do filho pode ter sido mal percebido. Quando Nina descobre tudo isto, pode ser tarde de mais e o que ela fez por amor ao filho pode-se virar contra ele e fazê-la perder Caleb, Nathaniel e Patrick.

Eu sei que, nas férias, leio bastante mais. E por isso, ainda bem que deixei este livro para ler nesta altura. É que o iniciei à hora de almoço e não me consegui ir deitar sem o ter lido até ao fim. Era preciso, para bem da minha sanidade mental, saber como acabava a história. Quem perdia o quê? Quem é, afinal o culpado e como é um teste de ADN não é, afinal, tão seguro assim.

Felizmente Jodi Picoult tem, por hábito, não deixar dúvidas no fim dos livros. E assim, quando me fui deitar, finalmente, estava esclarecida.

Contrariamente à Nathy, não me surpreendeu o final. Esperava que tal acontecesse, duma forma ou de outra – o amor dos pais pelos filhos é assim mesmo. Mais não direi, terão de o ler para saber o resto.

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Uma melodia inesperada

por Magda L Pais, em 10.08.16

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Uma Melodia Inesperada de Jodi Picoult

Edição 2011 pela Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722633840
Lido em 2014
 
Sinopse
Zoe Baxter passou dez anos a tentar engravidar e, quando parece que este sonho está prestes a realizar-se, a tragédia destrói o seu mundo. Como consequência da perda e do divórcio, Zoe mergulha na carreira como terapeuta musical. Ao trabalhar com Vanessa, o relacionamento profissional entre as duas transforma-se numa amizade e depois, para surpresa de Zoe, em amor. Quando Zoe começa a pensar de novo em formar família, lembra-se de que ainda há embriões dela e de Max congelados que nunca foram usados.
 
A minha opinião
Depois de ouvir ler a Nathy falar tanto dos livros da Jodi Picoult, fiquei curiosa para ler alguma coisa desta autora. Por sugestão da Nathy escolhi este como primeiro e confesso que não me arrependi nem um pouco.
Zoe é terapeuta musical e Max é jardineiro no verão e limpa neves no inverno. Após 10 anos de casamento estão, finalmente, a viver uma gravidez. Foram precisos vários tratamentos e algumas fertilizações in vitro para que Zoe chegue, finalmente, às 28 semanas de gravidez e tudo indica que conseguirá levar a gravidez até ao fim. 10 anos depois do seu casamento, as amizades foram sendo perdidas - afinal Zoe e Max eram o único casal sem filhos e a passar por todo o processo de infertilidade. Ver os amigos e amigas a serem pais era demasiado doloroso para ambos.
Quando a mãe de Zoe resolve oferecer o chá de bebé, são as pessoas com quem Zoe se relaciona profissionalmente que são convidadas e, entre elas, está Vanessa, uma psicóloga escolar. E é precisamente enquanto decorre o chá de bebé que Zoe aborta. Apesar de infelicíssima com esta situação, Zoe está na disposição de tentar de novo após o aborto mas Max, sentindo-se posto de parte, a única coisa que quer é o divorcio.
Após o divórcio, Vanessa e Zoe começam a trabalhar juntas para ajudar Lucy, uma adolescente deprimida que já tentou cometer suicídio diversas vezes. O que começa por ser uma relação profissional torna-se, aos poucos, numa amizade que acaba por desabrochar em amor, para surpresa de ambas. Vanessa sempre soube que era lésbica. Mas, no seu entender, a pior coisa que pode acontecer a um homossexual é apaixonar-se por alguém que não o seja. Afinal, como ela própria diz: 
A primeira vez que isso acontece, pensamos: "sou capaz de mudá-la (...). E, invariavelmente, acabamos com uma relação desfeita ou até um coração desfeito.
E aqui entre nós, isto é válido para todas as relações. As pessoas não mudam assim tanto.
Voltando ao livro, Zoe demora mais tempo a perceber o que sente por Vanessa. Mas quando o faz, descobre que encontrou, ao lado de Vanessa, o amor que sempre quis, que precisava e que não sabia que existia. E quando casam, a vida é perfeita para Zoe. Excepto por não ter um filho - afinal sonhou com isso toda a sua vida. Lembra-se então que, do último tratamento de fertilidade sobraram embriões, que lhe pertencem e de Max, viáveis e que podem ser implantados em Vanessa de modo a que tenham um filho em comum.
Contacta então Max para que ele autorize a implantação dum embrião em Vanessa. Mas Max, que se tornou membro duma igreja, não o aceita.
Este livro aborda, com mestria, a eterna luta entre alguns membros da igreja que, por mais que lhes mostrem que estão errados, não aceitam nem a homossexualidade nem a adopção de crianças por casais do mesmo sexo, usando argumentos retrógrados e muitos deles sem qualquer fundamento. Mostra-nos também que o amor, o verdadeiro amor, vence os preconceitos - a mãe de Zoe começa por não aceitar muito bem a relação da filha com outra mulher mas acaba por perceber que, mais importante do que a pessoa por quem Zoe está apaixonada, é a filha estar feliz.
Confesso que, inicialmente, me custou a ler. Não pela escrita mas pelo tema da infertilidade num casal. Porque a minha irmã mais nova viveu esse problema. Felizmente, ao contrário de Zoe, com um final feliz (vejam aqui e aqui a história se quiserem). Por outro lado, a não aceitação da homossexualidade também me toca. Tenho alguns amigos homossexuais e que tiveram muita dificuldade em serem aceites, por "amigos" e por alguns familiares (se calhar deviam aprender alguma coisa com a mãe da Zoe).
Pelo tratamento destes dois temas, polémicos, de uma forma leve, sem preconceitos, sem melindrar, sem chocar, mostrando os prós e os contras de cada um dos lados, e pela forma como está escrito, considero que foi um inicio duma longa amizade literária entre mim e a autora. Obrigado Nathy por nos teres apresentado.!

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Lobo Solitário

por Magda L Pais, em 29.03.16

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Lobo Solitário de Jodi Picoult

Editado em 2016 pela Bertrand Editora
ISBN: 9789722531566
 
Sinopse
Quando um lobo sabe que o seu tempo está a terminar e que já não é útil à sua alcateia, muitas vezes escolhe afastar-se. Morre assim afastado da sua família, do seu grupo, mantendo até ao fim todo o orgulho que lhe é próprio e mantendo-se fiel à sua natureza. Luke Warren passou a vida inteira a estudar lobos. Chegou inclusivamente a viver com lobos durante longos períodos. Em muitos sentidos, Luke compreende melhor as dinâmicas da alcateia do que as da sua própria família. A mulher, Georgie, desistiu finalmente da solidão em que viviam e deixou-o. O filho, Edward, de vinte e quatro anos, fugiu há seis, deixando para trás uma relação destroçada com o pai. Recebe então um telefonema alarmante: Luke ficou gravemente ferido num acidente de automóvel com Cara, a irmã mais nova de Edward. De repente, tudo muda: Edward tem de regressar a casa e enfrentar o pai que deixou aos dezoito anos. Ele e Cara têm de decidir juntos o destino do pai. Não há respostas fáceis, e as perguntas são muitas: que segredos esconderam Edward e Cara um do outro? Haverá razões ocultas para deixarem o pai morrer… ou viver? Qual seria a vontade de Luke? Como podem os filhos tomar uma decisão destas num contexto de culpa, sofrimento, ou ambos? E, sobretudo, terão esquecido aquilo que todo e qualquer lobo sabe e nunca esquece: cada membro da alcateia precisa dos outros, e às vezes a sobrevivência implica sacrifício. Lobo Solitário descreve de forma brilhante a dinâmica familiar: o amor, a protecção, a força que podem dar, mas também o preço a pagar por ela.
 
A minha opinião

Cenário: casa da sogra a 193 km da minha casa. Sábado de aleluia, 20h. Aproxima-se, a passos largos, a última página de Mais Maldito Karma e não tenho mais nenhum livro para ler. Na sexta à tardinha, quando saímos de viagem, estava a ler Wilt e, erradamente, achei que um livro para acabar e outro para ler seriam suficientes para o fim de semana alargado. Não foram! Instalou-se o pânico - e agora? que faço eu? como é que cheguei a esta situação? ainda para mais porque, nessa tarde, tinha estado com um livro nas mãos quando fui às compras no Modelo (não conta o facto de ter ido a Badajoz de manhã e ter ouvido um sussurro atrás de mim a dizer: ainda bem que estão em espanhol...). 

Nessa noite foi a minha filha que sofreu as consequências. Sem livro para ler e sem net de jeito para procurar um ebook (no desespero vale tudo), passei o serão a jogar Sims4 sobre o olhar reprovador da minha gaiata uma vez que estava a usar o computador dela. Acho que ela só o permitiu porque percebeu o meu desespero. 

Felizmente no domingo de manhã fomos beber um café e o Modelo estava aberto. Com livros. Imensos livros, o que me dificultou a escolha. Mas este estava em destaque e confesso que estava curiosa para o ler e por isso (e apesar da minha ladainha não comprarás mais livros) acabei por o levar para casa.

Valeu a pena!

Não sou a maior especialista nesta autora de quem li apenas dois ou três livros. Mas Lobo Solitário será, para mim, o melhor de quantos li dela. Não apenas pela história em si, uma belíssima história que nos deixa a pensar, mas também, e acima de tudo, pela catadupa de informações sobre os lobos e as alcateias que me deixaram a respeitar ainda mais estes animais com quem os humanos teriam muito a aprender.

Contado pela voz de Luke, Cara, Georgie, Edward, Joe e Helen, conseguimos ter noção dos sentimentos que envolvem cada uma das personagens da história.

Luke e Cara tem um acidente de carro que deixa Cara com um braço partido e Luke em coma, sem reacção. Georgie, a mãe de Cara é chamada ao hospital por causa da filha, uma vez que esta é menor mas como está separada de Luke não pode tomar decisões sobre o seu estado clínico. Vê-se, por isso, obrigada a chamar o irmão de Cara, Edward, que, seis anos antes saiu de casa sem se despedir da família. Para Edward a situação clínica do pai é clara, os danos são irreversíveis e ele sabe que o pai nunca quereria viver amarrado a uma cama, sem poder estar com a sua alcateia. Cara acha que o irmão só se quer vingar do pai e que não lhe cabe tomar essa decisão, devendo ser ela a decidir. Mas será que essa é uma decisão pensada ou será que Cara tem algo a esconder da mãe e do irmão? 

Pelas lembranças de Luke ficamos a saber como é viver em alcateia, as regras, as exigências e como cabe a todos os membros da alcateia respeitarem o seu lugar e os outros de modo a que a Alcateia funcione.

Georgie, a mãe dividida entre os seus filhos, que não quer tomar partidos mas que sabe o que todas as mães sabem mas não assumem: o coração de uma mãe tem sempre lugar para todos os seus filhos, mesmo quando eles não o percebem. E sim, as mães, em determinados momentos têm um filho preferido - que é aquele que, nesse preciso momento, precisa mais de nós. Nos outros momentos amamos todos de igual modo.

Neste livro somos obrigados a reflectir sobre a morte, sobre viver ou sobreviver e em que condições, sobre o amor e sobre o nosso lugar na sociedade. A cada momento questionamos o que faríamos no lugar de Cara ou de Edward e se seriamos capazes de, como Georgie ou Joe, de tomar o partido de um filho/enteado contra o seu irmão. E isso torna-o maravilhoso.

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Uma paixão chamada livros 32/40

por Magda L Pais, em 15.03.16

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Personagem literária para a qual escreverias um livro

Dara, a mãe de Zoe no livro Uma melodia inesperada. Dara é surpreendida pela relacão homosexual da filha após um casamento com Max mas, para ela, o mais importante não são as preferencias sexuais da filha mas sim que Zoe seja feliz e seja amada pela companheira.

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Por quarenta dias, eu, M*The Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMNathyMJJustAna Rita Garcia M.TeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena, asminhasquixotadasKikas partilhamos a nossa paixão pela leitura e pelos livros. 

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