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Justiça de Kushiel

por Magda L Pais, em 15.05.18

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Justiça de Kushiel de Jacqueline Carey

Kushiel #6

ISBN: 9789896375263

Editado em 2013 pela Saída de Emergência

Sinopse

Kushiel barra o caminho de Phèdre, severo e ameaçador. Numa mão, segura uma chave de bronze, e na outra… um diamante, enfiado num cordão de veludo. Phèdre nó Delaunay, a eleita dos deuses para suportar um indizível sofrimento com infinita compaixão é a vítima perfeita, a oferenda sem igual cuja profanação assegurará a ascendência de Angra Mainyu, O Senhor das Trevas. A morrer, pensa Phèdre, será às mãos do amor.

Mas o amor é uma força assombrosa, e amor há que desafia todas as probabilidades… E o Amor reina em força neste volume pungente, a encerrar a saga de Kushiel. O amor de Joscelin por Phèdre, seu Companheiro Perfeito que tudo dá por ela. O amor de Phèdre pela sua rainha, que quer Imriel de la Courcel de volta, o amor de Phèdre por Hyacinthe, seu único e verdadeiro amigo, por toda a eternidade condenado ao cativeiro como Senhor do Estreito.

O amor de Phèdre por Imriel, apenas amor simples e destituído de adornos. O Lungo Drom de Phèdre e Joscelin continua, por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de todo o mundo. E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome. Ousará Phèdre? Ousará Phèdre receber o Nome de Deus e com ele obrigar a que libertem Hyacinthe? "Para receber o Seu Nome", instruiu o místico yeshuíta Eleazar ben Enokh, "d’Ele nos deveremos acercar em perfeita confiança e amor, do nosso ser fazer um recetáculo onde o nosso ser não esteja." Logrará Phèdre fazê-lo?

A minha opinião

Definitivamente a saga Kushiel é uma das melhoras sagas que já tive o prazer de ler, ficando apenas atrás dos livros de Anne Bishop, especialmente, claro, das Jóias Negras. Aliás... Dark Fantasy é um conceito definido por estas duas sagas. Todas as outras - Guerra dos Tronos incluída - são meras aprendizes face à mestria com que Anne Bishop e Jacqueline Carey escrevem. Diferentes no estilo de escrita - Anne Bishop com uma escrita mais actual, Jacqueline Carey com uma escrita mais renascentista - mas iguais na fluidez, na qualidade, no envolvimento que criam com o leitor, na construção de personagens coerentes e fortes, arrebatando os leitores duma forma como poucos o conseguem fazer.

Justiça de Kushiel é o último volume desta primeira saga. Bem, primeira e única editada em português (INFELIZMENTE!) e, por isso, foi lido com um amargo de boca. Porque realmente queria chegar ao fim, queria saber como acabavam as aventuras de Phèdre e se realmente conseguia libertar Hyacinthe do seu degredo. E tudo terminaria bem, como convêm, não fosse dar-se o caso de que, depois deste, nada mais há desta autora.

Para perceberem bem o quanto gostei desta saga, estaria disposta a ler os outros livros (a história de Imriel) em inglês. E em ebook se fosse caso disso. Só não o faço porque tenho medo que, o que torna a escrita de Jacqueline Carey tão perfeita, seja para mim, um senão na leitura em inglês.

Não me canso de o repetir. Fãs de fantasia, leiam esta saga. Fãs da Guerra dos Tronos, leiam esta saga. Fãs das 50 Sombras, leiam esta saga (e aprendam o que é um bom livro). Fãs de Anne Bishop, leiam também.

E depois juntem-se a mim num abaixo assinado para que sejam editados mais livros desta autora em Portugal. E para que ela venha ao festival Bang de 2019! 

Enquanto isso... deliciem-se com as primeiras páginas desta volume.

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Avatar de Kushiel

por Magda L Pais, em 12.05.18

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Avatar de Kushiel de Jacqueline Carey

Kushiel #5 

ISBN: 9789896374051

Editado em 2012 pela Saída de Emergência

Sinopse

A nação de Terre d’Ange é um lugar de beleza e graça sem par. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante da semente dos anjos e dos homens se rege por uma simples regra: Ama à tua vontade.

Phèdre nó Delaunay é uma mulher atingida pelo Dardo de Kushiel, eleita para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. O seu caminho tem sido estranho e perigoso, e ao longo de todo ele o devotado espadachim Joscelin tem estado a seu lado. A natureza dela é uma tortura para ambos, mas ele jamais violou o seu voto: proteger e servir.

Agora, os planos de Phèdre põem a promessa de Joscelin à prova, já que ela jamais esqueceu o seu amigo de infância, Hyacinthe. Passou dez longos anos em busca da chave para o libertar da sua eterna servidão, um acordo por ele feito com os deuses — tomar o lugar de Phèdre em sacrifício e com isso salvar uma nação. Phèdre não pode perdoar — nem a si própria nem aos deuses. Está determinada a agarrar uma derradeira esperança de redimir o seu amigo, nem que isso signifique a morte.

A busca irá levar Phèdre e Joscelin mundo fora, para cortes distantes onde reina a loucura e as almas são moeda de troca, e por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de quase todo o mundo. E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome.

A minha opinião

Quero acabar este livro. Mas não quero acabar este livro porque, se o acabo, fico mais perto do fim desta saga. Mas quero acabar este livro e saber como Phèdre e Joceline resolvem mais este imbróglio em que se meteram. Mas não quero acabar este livro porque a escrita de Jacqueline Carey é única, maravilhosa, intensa, fluida, sofisticada, extraordinária. Mas quero saber o que reserva o destino para Imriel e Hyacinthe. Mas não quero… e quero.

Conseguem perceber o meu dilema? Avatar de Kushiel é o penúltimo livro da saga Kushiel, únicos livros publicados em Portugal desta extraordinária autora. Lamentavelmente esta saga teve pouco sucesso em Portugal, contrariamente a outras que merecem muito menos ser conhecidas dos leitores. Muitos fãs de fantasia não a conhecem e nunca a leram (e nem sabem, honestamente, o que perdem).

Avatar de Kushiel é, talvez, o mais violento de todos os livros. Se, dos outros 4, apenas uma descrição me deixou com o estomago em vias de se revoltar (felizmente o meu estomago percebe o que é ficção e realidade e não se revolta com facilidade – apesar de andar lá perto), neste quinto volume foram duas ou três descrições que o fizeram. E que descrições. Quase que sentimos que nos acontece a nós ou que somos espectadores em primeira fila, tirando-nos o folego e deixa-nos arrebatados pela beleza ou pelo horror.

Violento. E intenso. E extraordinário. Uma saga que, seguramente, um dia voltarei a ler. Porque de certeza que lhe descobrirei, a cada leitura, mais razões para considerar esta saga como uma das melhores sagas de fantasia que já li, a par das Joias Negras de Anne Bishop. E nem se compara com A Guerra dos Tronos.

Pego, por fim, no sexto volume. Menos páginas (obrigado à Saída de Emergência por pensar nas minhas costas e nos meus ombros) logo será lido mais rapidamente. Mas será mesmo isso que quero? Ou quererei prolongar o prazer que me dá esta leitura?

A ver vamos…

Leia aqui as primeiras páginas

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A Promessa de Kushiel

por Magda L Pais, em 07.05.18

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A Promessa de Kushiel de Jacqueline Carey

Kushiel #4

ISBN: 9789896373153

Editado em 2011 pela Saída de Emergência

Sinopse

Uma grande história de amor, intensa espiritualidade, alto erotismo, e muita aventura, intriga e manejo de espada. Phèdre está presa e na iminência de se entregar à morte. Mas os deuses ainda não deram a sua missão por terminada... Um golpe do destino restitui-lhe a liberdade, e a misericórdia permite-lhe sobreviver a uma morte quase certa. Mas, embora a traição que pesa sobre o trono de Terre d´Ange tenha o seu desfecho iminente, Phèdre vê-se empurrada para longe da sua pátria, para terras desconhecidas e múltiplos perigos... Desespero, dor, traição, expiação... mas também prazer, júbilo, amizade e redenção. Cativa em terra estrangeira, sem o seu Companheiro Perfeito e os seus chevaliers, todos parecem querer impedi-la de salvar a sua rainha da ameaça que sobre ela paira.

Mas, escrevendo direito por linhas tortas como fazem os deuses, Naamah, Kushiel, Cassiel e Asherat-do-Mar parecem conspirar para um culminar dramático em La Sereníssima. Triunfarão a honra e a justiça sobre as forças de cobiça e ambição? Logrará Phèdre denunciar os traidores que ameaçam Terre d´Ange e trazer a paz de novo à sua amada pátria? E ao seu coração atormentado?

A minha opinião

Rendida. De tal modo rendida a esta série que comecei este livro ontem de manhã, ao pequeno almoço e não me deitei enquanto não o acabei. Felizmente para a minha sanidade mental, A Promessa de Kushiel termina um ciclo, com algumas dúvidas pendentes, claro mas com quase tudo arrumado. E isto porque estou à espera da encomenda que fiz dos dois últimos volumes que, espero eu, cheguem hoje!

Felizmente também para mim, a Saída de Emergência dividiu dois livros em quatro. As minhas costas e os meus ombros agradecem. A carteira não tanto mas adiante. A saúde em primeiro.

Lembram-se ainda de vos ter dito, quando li O Dardo de Kushiel que estes livros são uma mistura de Guerra dos Tronos e 50 Sombras, mas em muito bom? Ao fim do quarto livro, mantenho a mesma ideia. Claramente melhor que A Guerra dos Tronos. Sobejamente melhor que 50 Sombras.

Histórias sempre surpreendentes, personagens perfeitas. Os bons a fazerem o mal, os maus a serem bons. As surpresas nunca terminam, até quase à última página. E Phèdre, marcada pelos Deuses, a desenrolar as tramas e a evitar que as desgraças aconteçam. 

A escrita de Jacqueline Carey é extraordinária. Faz-nos viajar até às terras que descreve, faz-nos saborear cada momento, que nos faz render à sua escrita.

Tenho pena que não haja mais livros em português desta autora, confesso. Acalento a esperança que a Saída de Emergência edite mais livros dela e que, no festival Bang de 2019, Jacqueline Carey seja a convidada (já que, em 2018, será um outro monstro do fantástico, Robin Hobb) (não custa pedir, não é?)

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A Eleita de Kushiel

por Magda L Pais, em 07.05.18

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A Eleita de Kushiel de Jacqueline Carey

Kushiel #3

ISBN: 9789896372620

Editado em 2010 pela Saída de Emergência

Sinopse

Terre d’Ange é um lugar de beleza sem igual. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante do amor entre anjos e humanos se rege por uma simples regra: ama à tua vontade. Phèdre nó Delaunay foi vendida para a servidão em criança. O seu contrato foi comprado por um fidalgo, o primeiro a reconhecê-la como alguém atingido pelo Dardo de Kushiel, eleita para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. Ele adestrou Phèdre nas artes palacianas e nos talentos de alcova — e, acima de tudo, na habilidade de observar, recordar e analisar.

Quando tropeçou numa trama que ameaçava os próprios alicerces da sua pátria, ela abriu mão de tudo o que lhe era mais querido para salvá-la. Sobreviveu, e viveu para que outros contassem a sua história, e se eles embelezaram o conto com tecido de mítico esplendor, não ficaram muito aquém da realidade. As mãos dos deuses pousam pesadamente sobre a fronte de Phèdre, e ainda não deram a sua missão por terminada. Embora a jovem rainha que jaz sentada no trono seja bem amada pelo povo, há quem creia que outro deveria usar a coroa… e aqueles que escaparam à ira dos poderosos ainda não acabaram as suas tramas de poder e vingança.

A minha opinião

Estou conquistadíssima por esta saga. Tremo de pensar que este é o livro do meio. Qual Guerra dos Tronos, qual quê, Kushiel é bastante superior, muito mais interessante, mais intriga, escrito de uma forma bastante mais agradável, com personagens ricas e fortes, muito bem construidas e com as quais criamos empatia com relativa facilidade. 

A Eleita de Kushiel continua a ser um poço de surpresas. Ninguém é exactamente aquilo que aparenta às primeiras páginas e as surpresas estão ao virar de cada página. Dificilmente conseguimos prever o que se vai passar a seguir. Excepto, talvez, no que respeita a Joselin e Phèdre (mas isso é tema para o quarto livro da série) mas até estes nos conseguem baralhar.

E a propósito... felizmente para mim, o quarto livro desta série estava lá em casa. O fim deste terceiro livro da saga obriga-nos a, de uma forma compulsiva, a largar tudo e a pegar no livro seguinte para sabermos mais. Infelizmente o sabermos mais implica também estar mais perto do livro final. 

Para já... bem, para já e como li o quarto livro num dia, vou agora escrever a opinião sobre ele.  Fiquem, entretanto, com as primeiras páginas deste livro.

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A Marca de Kushiel

por Magda L Pais, em 03.05.18

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A Marca de Kushiel de Jacqueline Carey

Kushiel #2

ISBN: 9789896372200

Editado em 2010 pela Saída de Emergência

Sinopse

Terre d’Ange é um lugar de beleza sem igual. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante do amor entre anjos e humanos se rege por uma simples regra: ama à tua vontade.

Para trás ficaram Terre d´Ange e as intrigas palacianas, a Corte das Flores da Noite, os amados Delaunay e Alcuin, os amigos, patronos e tudo o que para Phèdre evoca a palavra "casa"... Para trás ficaram também a herdade e a familiaridade da sua ternura tosca, a gentileza das suas mulheres e a beleza das suas cantigas... Diante de Phèdre abre-se agora a incógnita de um destino de cativeiro às mãos do cruel Waldemar Selig, no ambiente hostil da sua herdade e das suas gentes... O desvendar da ameaça que paira sobre Terre d´Ange, dos planos de um poderoso comandante e dos traidores d´Angelines. Pela pena de Phèdre, afrontamos o Mais Amargo Inverno através da vastidão skáldica. O retorno a Terre d´Ange e a oportunidade de salvar tudo o que lhe é mais querido.

Traição, guerra, desafio, imolação, amor e redenção. Logrará Phèdre fazer jus à Marca de Kushiel e concretizar esse sonho tão ansiado?

A minha opinião

Depois de reler O Dardo de Kushiel, peguei de imediato n'A Marca de Kushiel aproveitando, ao máximo, o tempo que estive nas Finanças e na Conservatória do Registo Predial (depois esbardalhei-me no meio da avenida mas isso é outra história).

Enquanto o primeiro livro tem mais cariz sexual (não sendo exactamente erótico mas deixando entrever o que não é dito, o que o torna ainda melhor), este segundo é mais político, com mais intrigas, guerras e conspirações, sempre com Phèdre e Joscelin no centro da acção, sendo que Phèdre nos guia por um sistema social e político que se poderia tornar confuso não fosse a mestria com que Jacqueline Carey o descreve - sem se alongar demasiado em descrições, criando empatia com as personagens e reforçando as ligações que se foram criando com o leitor no primeiro livro.

As personagens... criadas duma forma extraordinária, com fortes personalidades e fortes convicções, capazes, todas elas de nos inspirar todo o tido de sentimentos - carinho, ódio, simpatia e até uma ou outra risada. Todas bem construidas e credíveis, todas importantes para o desfecho final. E todas surpreendentes uma vez que o inesperado espreita a cada capitulo.

Ainda não vos convenci a ler esta saga? nem sabem o que perdem. Por mim estou rendida e, portanto, já estou a ler o terceiro volume. Entretanto, leiam aqui as primeiras deste volume e percam-se de amores por esta série.

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