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Uma Viagem pelo Tempo

por Magda L Pais, em 22.05.19

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Uma Viagem pelo Tempo de Deborah Harkness

Universo Todas as Almas #1

Tradução: Ana Lourenço

ISBN: 9789897801075

Editado em 2019 pela Casa das Letras

Sinopse

Uma história de amor arrebatadora que enlaça passado e presente, viajando entre Paris contemporânea, Londres e as colónias americanas da Revolução Americana.

Nos campos de batalha da Revolução Americana, Matthew de Clermont conhece Marcus MacNeil, um jovem cirurgião do Massachusetts, durante um mo­mento de despertar político em que parece que o mundo está à beira de um futuro melhor.

Quando Matthew lhe oferece a oportunidade de ser imortal e uma nova vida livre das restrições da sua educação puritana, Marcus aproveita a oportunidade para se tornar vampiro. Mas a sua transformação não é fácil e as antigas tradições e responsabilidades da família De Clermont chocam com as crenças profundamente arraigadas de Marcus na liberdade, igualdade e fraternidade.

Uma Viagem pelo Tempo, uma história de amor apaixonada e uma exploração fascinante do poder da tradição não apenas na mudança, mas também na re­volução, traz-nos o fascinante ambiente sobrenatural que transformou A Trilogia de Todas as Almas num bestseller, um novo momento fundamental na história e um amor que irá atravessar séculos.

A minha opinião

Depois da leitura da trilogia Todas as Almas fiquei com aquele amargo de boca, normal quando se terminam livros dos quais gostamos mesmo muito e quando sabemos, de antemão, que nos vamos ter de despedir de algumas personagens. Imaginam por isso a minha surpresa quando descobri, pouco tempo antes de acabar o terceiro volume que já tinha sido editado este quarto que nos traz mais da história de Marcus.

Dividido entre o passado e o presente, este livro - apesar de manter a qualidade da escrita - acaba por ser menos interessante que os anteriores, uma vez que não há qualquer suspense, não há situações criticas e tudo corre relativamente bem. 

Em comparação com os anteriores, Uma Viagem pelo Tempo é um livro morno de emoções, que nos permite reencontrar personagens conhecidas e de que gostamos mas que seria bem melhor se tivesse mais acção.

leia aqui as primeiras páginas

Classificação:  (com os novos emojis que a equipa do Sapo nos ofereceu, a classificação deixa de ser em estrelas e passa a ser em livros, o que faz muito mais sentido)

Entretanto...

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Em Busca do Livro da Vida

por Magda L Pais, em 21.05.19

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Em Busca do Livro da Vida de Deborah Harkness

Trilogia de Todas As Almas #3

Tradutor: Luís Santos

ISBN: 9789897413179

Editado em 2019 pela Casa das Letras

Sinopse

Ansiosamente aguardado por leitores de todo o mundo, Em Busca do Livro da Vida conclui, com magia e suspense inebriantes, a Trilogia de Todas as Almas. O que descobriram em tempos as bruxas? Porque foi esse segredo guardado num livro misterioso chamado Ashmole 782, procurado durante séculos por demónios, vampiros e até pelas bruxas? Como é que a bruxa Diana Bishop e o cientista vampiro Matthew Clairmont poderão viver o seu amor quando o peso das suas histórias os tenta separar?

Na história de Em Busca do Livro da Vida, Diana e Matthew regressam dramaticamente da Londres isabelina ao presente, onde enfrentam novas crises e velhos inimigos. Em Sept-Tours, o lar ancestral de Matthew, reencontram os adorados personagens de A Noite de Todas as Almas - com uma importante exceção. Mas a verdadeira ameaça ao seu futuro ainda está por revelar. Quando tal acontece, a busca pelo Ashmole 782 e as suas páginas perdidas assume um caráter ainda mais urgente.

A minha opinião

Esta trilogia foi, sem dúvida, uma grande e positiva surpresa, quer pela escrita - fluida, simples e  vibrante - pela história, pelas personagens - cativantes, fortes, consistentes - mas também pelas várias mensagens subjacentes. 

Apesar da historia de amor que serve de base à trilogia (entre uma bruxa e um vampiro que rompem com a tradição e um Pacto que os proíbe de se amarem), a verdade é que Em Busca do Livro da Vida não pode ser chamado exactamente de romance. Apesar de o ter, claro que sim, mas, felizmente, sem demasiados lamechismos que não abonam a favor de qualquer livro.

Gostei bastante do cuidado dado pela autora às cenas sexuais. Já se percebeu que há autores que conseguem descrever estas cenas de forma bastante erótica, deixando que seja a imaginação do leitor a fluir. Nem todos o conseguem fazer e alguns, na tentativa de o fazer, estragam por completo o livro. Deborah Harkness não arriscou e, com isso ganhou. Acredito que não tenha sido fácil fugir à tentação mas mais vale assim do que sair disparate (e é pena que não haja mais autores a pensar assim).

Outro detalhe que é introduzido nesta trilogia de uma forma subtil é o casamento homossexual. Tínhamos, desde o primeiro livro, o casamento de Emm e Sarah, as duas bruxas que criaram Diana desde que os pais faleceram. Agora, neste terceiro volume, conhecemos Fernando que foi companheiro de Hugh, dois vampiros que viveram juntos quase seis séculos.

(e o que eu daria para ter seis séculos de vida para poder ler o que quisesse....)

Quando terminei este livro, fiquei apenas com pena de se perder o rasto de Gallowglass. Espero, honestamente, que mais tarde saia um livro com a história dele. E que ele encontre o seu par perfeito.

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Nas Trevas da Noite

por Magda L Pais, em 15.05.19

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Nas Trevas da Noite de Deborah Harkness

Trilogia De Todas As Almas #II

Tradução: Luís Santos

ISBN: 9789724621609

Reeditado em 2019 pela Casa das Letras

Sinopse

No primeiro volume desta trilogia Diana Bishop, uma historiadora de Oxford e última descente de uma linhagem de bruxas e Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade vão juntos desvendar os segredos de Ashmole 782 e impedir que esse poderoso manuscrito caia nas mãos erradas.

Agora, neste segundo tomo, Diana e Matthew viajam no tempo para a Londres de 1590, mas rapidamente se apercebem de que o passado pode não ser um lugar seguro. Matthew alia-se ao Escolha da Noite, um grupo radical de amigos e desregrados demónios, onde se encontram o dramaturgo Christopher Marlowe e o matemático Thomas Harriot e ao assumir as suas anteriores funções como espião de Isabel I, fica em contato com o submundo de uma Londres em ebulição e sedenta da caça às bruxas.

Juntos, Matthew e Diana procuram nas velhas livrarias e nos laboratórios de alquimia o célebre Ashmole 782, sem o qual não poderão regressar ao tempo presente. Diana descobre que os seus poderes são muito maiores do que imaginava mas precisa de uma bruxa que lhe ensine a acordar, desenvolver e controlar as suas forças de tecedeira, o que não é fácil para a fêmea de um vampiro!

A minha opinião

E, ao segundo livro, a confirmação. Esta trilogia é realmente extraordinária e merece ser lida (por alguma razão ganhou, em 2012, o prémio do goodreads em 2012).

Não é fácil resumir, em meia dúzia de linhas, todas as emoções que este livro nos transmite. É fácil dizer que nos sentimos - em alguns momentos - de volta ao passado com Diana e Matthew e que, com eles, sentimos a emoção de podermos rever os entes falecidos de quem não tivemos oportunidade de nos despedir

Mas não é tão fácil pensar como vos transmitir o mesmo entusiasmo que senti com esta leitura sem me repetir.

Nas Trevas da Noite, tal como A Noite de Todas as Almas, mistura vários géneros literários. Temos fantasia, romance, thriller e mistérios. Temos histórias e personagens reais que convivem com personagens e histórias fictícias. Uma mistura que, para funcionar, precisa de muito jogo por parte do autor. Fiquei surpreendida, pela positiva, pela forma como Deborah Harkness conseguiu meter pitadas de tudo num caldeirão, tirando de lá esta trilogia (vá, temos de acreditar que foi feita magia).

Ainda que já tenha começado mas ainda não tenha terminado o terceiro livro, só pelos dois primeiros, direi que a Trilogia De Todas As Almas ficará muito bem classificada nos topos das minhas preferências. 

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Rebelde

por Magda L Pais, em 10.05.19

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Rebelde de Bernard Cornwell

As Crónicas de Starbuck #I

Tradução: Luís Santos

ISBN: 9789896374716

Editado em 2012 pela Saída de Emergência

Sinopse

No verão de 1861 os exércitos do Norte e do Sul estão à beira de iniciar a Guerra Civil Americana, precipitando também a epopeia de um rapaz do Norte, chamado Nathaniel Starbuck, e de como acabou por lutar a favor dos sulistas.

Rejeitado pela rapariga que ama e incompreendido pela sua família, Starbuck chega a Richmond, Virgínia, capital da Confederação Sulista. É salvo por Washington Faulconer, um milionário excêntrico que está a criar o seu próprio regime de elite para lutar contra os Yankees. Starbuck alista-se na Legião Faulconer, mesmo sabendo que isso poderá implicar lutar contra o seu próprio povo.

Mas não é apenas Starbuck que enfrenta semelhantes dilemas e cedo toda a América terá de se render ao caos e à dramática violência que fractura o país em dois.

A minha opinião

Esta saga (As Crónicas de Starbuck) tem andado a marinar lá em casa há alguns anos. Fui aproveitando as promoções da Feira do Livro para a comprar quase toda ao preço da uva mijona e, agora que ando mais de leituras em ebook, lembrei-me que seria boa altura para os ir lendo ao fim de semana.

Grande erro.

Definitivamente não fui feita para ler dois livros ao mesmo tempo, principalmente quando o fim de semana é curto para tanta coisa que quero adiantar para a semana e acabo por só ler meia dúzia de horas (se tanto). Talvez agora que o trabalho acalmou e os fins de semana têm mais horas de dia e melhor tempo para me esparramar no jardim a ler, volte a ler em papel ao fim de semana e em ebook durante a semana. Mas de inverno não repetirei este erro senão demoro meses a ler um livro e acabo por perder o interesse.

Dividiria este livro em duas partes fundamentais: a primeira é um pouco aborrecida. Sim, eu entendo, temos de conhecer as personagens e colocá-las estrategicamente no tabuleiro. Perceber os seus interesses, o que fazem ali e o que pretendem (ou pelo menos minimamente).

Talvez por ter demorado 2 meses a ler um misero livro de 370 páginas tenha feito parecer-me mais aborrecido do que é na realidade mas esta foi a minha percepção e é isso que interessa aqui.

Claro que, mesmo sendo aborrecida, a primeira parte permitiu perceber que Bernard Cornwell sabe efectivamente o que faz. A construção e apresentação das personagens está feita de forma a que nos lembremos delas, bem construidas e, acima de tudo, credíveis (é, para mim, quase tudo o que quero dum livro - que seja credível). Apesar de que, no inicio, não fui muito fã do personagem principal que dá o nome ao titulo da saga. Vamos, aos poucos, conhecendo e gostando de Nathaniel Starbuck. O que, na realidade, considero que mostra, mais uma vez, que o autor sabe o que faz.

Já na segunda parte, quando iniciam as batalhas... céus, faltou pouco, muito pouco, para eu própria achar que estava no meio dos combatentes. Quase que cheirei a pólvora e quase que ouvi o grito dos soldados. Extraordinariamente real.

A história passa-se no período da Guerra entre o Norte e o Sul nos Estados Unidos e, apesar de saber como acabou, não deixa de ser bastante interessante perceber como se chegou lá. É a vantagem dos livros históricos, género do qual também sou fã.

Creio que, no geral, foi um bom começo com este autor. Vamos ver se os próximos confirmam e me levam a ler outras sagas escritas por ele.

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O Homem de Giz

por Magda L Pais, em 03.05.19

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O Homem de Giz de C J Tudor

Tradução: Victor Antunes

ISBN: 9789896579937

Editado em 2018 pela Editorial Planeta

Sinopse

O livro de estreia de C. J. Tudor é um thriller com uma atmosfera densa e viciante que se passa em dois registos, em 1986 e nos nossos dias.

A história começa em 1986 e, após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie.

As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite.

O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante.

O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o imaginário infantil.

A história começa quando aos doze anos Eddie e os amigos tiveram contacto com o misterioso Homem de Giz. Uma personagem central na trama e Eddie será assombrado por ela.

As estranhas figuras de giz conduzem Eddie e os amigos a um cadáver de uma rapariga pouco mais velha que eles e esta descoberta irá marcámos para sempre. Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos.

À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou.

A minha opinião

Apesar de ter sido o livro sensação em 2018, só agora peguei nele. E apenas porque o encontrei em ebook gratuito.

Tento sempre afastar-me dos livros sensação. Salvo raríssimas excepções, só os leio depois da poeira assentar, quando sinto que não vou ser muito influenciada pela opinião dos outros.

O Homem de Giz é o romance de estreia de CJ Tudor e, portanto, quero acreditar que algumas das falhas que tem serão corrigidas nos livros seguintes.

 

A escrita não está má para um primeiro livro e, confesso, prende e entusiasma. A história é previsível, principalmente para quem já leu uma boa quota parte de livros do género - o que não é um bom cartão de visita num primeiro livro - mas está bem estruturada.

As personagens são consistentes e - principalmente o narrador - bem desenvolvidas e algumas descrições são pesadas. 

Ou seja, O Homem de Giz tem todas as características para um livro cinco estrelas. 

Só que, e aqui é que a coisa piora, a última parte do livro (talvez o último 1/4) é atabalhoado e até um pouco forçado, com pouca credibilidade, de tal modo que me faz baixar a classificação. Lerei o segundo livro desta autora daqui a uns tempos, pode ser que esteja melhor.

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação: 

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