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O Homem das Castanhas

por Magda L Pais, em 13.11.19

50 anos/50 perguntas. Já fizeste a tua?

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O Homem das Castanhas de Søren Sveistrup

Tradução de Rita Figueiredo

ISBN: 9789896657390

Editado em 2019 pela Suma de Letras

Sinopse

Uma tempestuosa manhã de Outubro. Num tranquilo subúrbio de Copenhaga, a Polícia faz uma descoberta terrível. No recreio de um colégio, uma jovem é encontrada brutalmente assassinada, e falta-lhe uma das mãos. Pendurado por cima dela, um pequeno boneco feito com castanhas.

A jovem e ambiciosa detective Naia Thulin é designada para desvendar o caso. Com o seu colega Mark Hess, um investigador que acabou de ser expulso da Europol, descobrem uma misteriosa prova sobre «o homem das castanhas», nome com que os media baptizaram o assassino. Existem evidências que o ligam a uma menina que desapareceu um ano antes e foi dada como morta: a filha da ministra Rosa Hartung.

Mas o homem que confessou o assassínio da menina, um jovem que sofre de uma doença mental, já está atrás das grades e o caso há muito tempo fechado. Quando uma segunda mulher é encontrada morta e, junto dela, mais um boneco de castanhas, Thulin e Hess suspeitam de que possa haver uma ligação entre o caso Hartung e as mulheres assassinadas.

Mas qual é a relação entre as duas mortes? Thulin e Hess entram numa corrida contra o tempo. O assassino tem uma missão e está longe de a terminar.

A minha opinião

Tenho de confessar. Resolvi ler este livro por causa das castanhas. Pois. De todas as razões pelas quais eu poderia ter escolhido ler O Homem das Castanhas (onde se inclui o facto do autor ter escrito The Killing e de estar muito bem classificado no Goodreads), eu escolhi lê-lo por causa das castanhas.

Tenho problemas, eu sei.

De qualquer maneira e independentemente da razão pela qual resolvi ler o livro, a verdade é que O Homem das Castanhas é, talvez, um dos melhores thrillers que li nos últimos tempos. Algumas das cenas (principalmente uma das últimas) deu-me volta ao estômago e "conseguiu" que eu me sentasse na cadeira do dentista mais horrorizada com o que tinha lido do que o facto de estar numa cadeira de dentista (odeio dentistas e tenho pavor a agulhas...).

O Homem das Castanhas tem todos os ingredientes que fazem um bom policial. Reviravoltas, pistas falsas, personagens empáticas e outras que odiamos. Situações inesperadas e um final surpreendente. E, mais surpreendente que o final, a hipótese de haver uma continuação (aparentemente sim, vai ter uma sequela). Mas, mais que isso, aborda as famílias de acolhimento e as crianças que acolhem, seja por que razão for e a sua importância no desenvolvimento dos menores acolhidos bem como da vertente social e política destas decisões tornando a história mais intensa. 

Tive, em alguns momentos, dificuldade em largar este livro. Precisamente pela intensidade da história e pelos desenvolvimentos. Mas (e há um mas), alturas houve em que a escrita me irritou. Não sei bem explicar mas algumas frases (demasiadas frases) soavam estranhas. Não sei se da tradução (quero acreditar que não) se é mesmo culpa do autor mas certo é que aconteceu o que me tirou algum do prazer de ler este livro.

Mas, mesmo assim, sem dúvida que O Homem das Castanhas é excepcional e merece ser lido.

Leia aqui as primeiras páginas e veja aqui o Booktrailer

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A Desonra de D. Afonso VI

por Magda L Pais, em 07.11.19

50 anos/50 perguntas. Já fizeste a tua?

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A Desonra de D. Afonso VI de Jorge Sousa Correia

ISBN: 9789897244926

Editado em 2019 pelo Clube do Autor

Sinopse

Afonso VI não era para ser rei. Precedia-o um irmão mais velho, D. Teodósio, que não resistiu à doença, deixando o reino para o irmão, cujas deficiências físicas e mentais eram evidentes.

É este reinado, controverso e conturbado, que encontramos no novo livro de Jorge Sousa Correia, autor de vários romances históricos sobre grandes reis da nossa História.

Afonso VI foi aclamado rei após a morte de D. João IV, mas só reinaria a partir de 1662, depois de a mãe, D. Luísa de Gusmão, deixar a regência do reino. O rei foi acusado de impotência pela mulher, esposa impúdica e adúltera que, dando as mãos a D. Pedro, irmão desleal e ambicioso, arrancou da cabeça do Rei a coroa para colocá-la na cabeça do Infante.

Mas houve mais, e este acabaria por ser acusado dos piores pecados num julgamento orquestrado pela rainha, pelos jesuítas e pelo poderoso duque de Cadaval.

Depois das inclinações vis, os gostos obscenos, as fúrias violentas, ficou a D. Afonso VI a mansidão e a loucura obediente, até que uma qualquer decisão o fizesse desaparecer para sempre. Esse dia chegaria na forma de desterro.

A minha opinião

Quando andava no ciclo e tinha aulas de História, confesso que me fartava com rapidez. Aquilo era debitar acontecimentos - às vezes com algumas explicações e pronto. Toca a empinar a matéria e siga para os testes.

Hoje os romances históricos fazem parte das minhas leituras favoritas, principalmente quando são de qualidade como é o caso D'A Desonra de D. Afonso VI.

Achei curiosa - e bastante interessante - a forma como a história é contada. Um monologo do camareiro-mor de Afonso VI, em conversa com um seu vizinho, a quem conta a vida deste rei física e mentalmente fraco, desde que foi acometido duma doença na infância, a morte de quem devia suceder a seu pai e a regência de sua mãe.

Confesso que houve momentos em que me senti incomodada com as atitudes deste rei... que reinou ali algures no século XVII e que, na realidade, não me afectam. O realismo com que o texto está escrito leva-nos a que nos sintamos próximos do rei e dos seus amigos infames. E, da mesma forma que odiamos este malfadado rei, também nos compadecemos da forma como foi mantido, nos últimos anos de vida, encerrado num pequeno quarto em Sintra.

A Desonra de D. Afonso VI, ao mesmo tempo que entretém, ensina-nos parte da nossa história. E de uma forma fácil, nada comparada com os manuais escolares que tínhamos de empinar. Assim até dá gosto ler e aprender.

Leiam, que não se vão arrepender.

Leia aqui as primeiras páginas

(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)

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A Anos-Luz

por Magda L Pais, em 02.11.19

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A Anos-Luz de Carmen Garcia 

ISBN: 9781696847971

Editado em 2019 pela Ego Editora

Sinopse

No dia em que completa vinte e um anos, Lia, a bonita princesa de Vory, é transportada para a Terra para cumprir a missão para a qual foi treinada durante toda a sua vida: casar com o príncipe herdeiro do trono terrestre e, assim, assegurar a paz entre os planetas.

Mas apesar das infinitas aulas sobre a Terra e os seus habitantes, nada a podia ter preparado para o facto de Arthur, seu prometido, desrespeitar a única regra que, para ela, sempre foi sagrada: evitar, a todo o custo, qualquer contacto físico que configurasse intimidade.

Agora, no centro de um planeta ainda a reerguer-se de uma guerra sanguinária, Lia vai ter que perceber se deve continuar presa às verdades que conhece ou se é altura de entregar o seu coração e o seu corpo ao príncipe que, atrás dos seus olhos verdes, esconde as chaves que abrem todas as portas do paraíso mas, também, todos os portões do inferno.

A minha opinião

Conhecem o blog A Mãe Imperfeita? Não? então façam um favor a vocês mesmos e vão lá espreitar. Sim, vão lá que eu espero aqui.

Pronto, agora que já se riram com a mãe imperfeita, esqueçam as perguntas idiotas e as respostas brilhantes e vamos aqui falar mais a sério.

Gostam de fantasia? Sim? pois, foi o que pensei. No meu caso acho que todos sabem que sou fã. E precisamente por ser fã e por o reportório das minhas leituras incluir muitos (mesmo muitos) livros de fantasia, podem confiar em mim quando vos digo que podem e devem ler este livro da Carmen Garcia (a mãe imperfeita).

A Anos-Luz tem as doses indicadas de realismo, fantasia, erotismo, mistério e, claro, algumas pitadas de humor (teriam sido bem vindas mais doses de humor que melhoram qualquer livro).

A Anos-Luz é narrado a duas vozes, identificadas no inicio de cada capitulo, que escrevem de forma diferente (admiro imenso quando o autor dum livro consegue atribuir características tão dispares na forma como os narradores se exprimem, permitindo, ao leitor, identificar inequivocamente cada um, mesmo quando não estão identificados).

Da mesma forma, admiro quando alguém - principalmente um escritor de primeira "viagem" - consegue que o erotismo presente no livro não roce a pornografia. A linha que separa o erotismo e a pornografia é ténue e nem todos conseguem não a ultrapassar. Em A Anos-Luz é só o erotismo está presente.

Infelizmente é um livro que se lê demasiado rápido. Confesso que fiquei com pena de o ter terminado porque realmente estava a gostar da leitura. Resta-me esperar que Elena e Rone tenham também direito a um livro onde poderemos, finalmente, saber onde se meteu Mike...

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A Cidade dos Espelhos

por Magda L Pais, em 02.11.19

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A Cidade dos Espelhos de Justin Cronin

A passagem #3

Sinopse

Num futuro em que todas as regras foram mudadas, é hora de cada um encontrar o próprio destino. Ano 100 D.V.: após a destruição dos Doze e de seus Muitos, nenhum viral foi visto nos últimos três anos. As fortalezas que protegiam os últimos humanos dos infectados começam a parecer desnecessárias.

Na República do Texas, as vigílias constantes já não encontram inimigos e o controle de natalidade se mostra um contrassenso quando há todo um continente vazio à espera de ser repovoado.

Com novas demandas do povo surgindo a cada dia, o presidente Peter Jaxon decide levar adiante a ideia de abrir os portões da cidade fortificada e dar início à reconstrução do que um dia foi um país de milhões de habitantes.

Mas a atmosfera de calmaria é apenas parte de um plano maligno. Fanning, o Zero, aquele que deu início ao caos, esteve pacientemente aguardando em sua eternidade pelo momento em que as vítimas finais baixariam a guarda. Seu exército está pronto e, em suas fileiras, as armas são garras e presas e a motivação é a sede de sangue.

Para fechar essa tão esperada trilogia, Justin Cronin construiu um conto de sobrevivência e fé, em que os limites entre o bem e mal são postos à prova e um questionamento inquietante permeia cada página: o que nos torna humanos, afinal?

Amy Harper Bellafonte. A Garota de Lugar Nenhum. Para derrotar os Doze e salvar as pessoas que amava, ela abriu mão de sua humanidade e se transformou num viral, uma criatura sedenta por sangue. Depois disso, ninguém sabe o que aconteceu com ela.

Porém seu sacrifício pode não ter sido suficiente. Anos se foram e antigos perigos estão de volta.

Sem Amy e a força de sua bondade, como será possível resistir aos ataques do inimigo?

Neste fim emocionante de uma saga épica que percorre continentes e narra um milénio da história de uma humanidade diante da destruição e da redenção, Justin Cronin nos mostra o mundo que temos e um que poderíamos ter e nos põe diante do desafio de permanecer humano quando ceder ao mal se mostra a opção mais fácil.

A minha opinião

Já todos ouvimos aquela velha expressão: o que é demais enjoa, não é verdade? pois que me lembrei dela várias vezes enquanto lia este livro que termina a trilogia iniciada com A Passagem e cujo segundo livro é Os Doze.

Infelizmente a qualidade dos livros seguiu a ordem inversa. O primeiro é fabuloso, o segundo é bom e mais de metade do terceiro era dispensável.

Demasiada informação dispersa e dispensável. Esta é a razão principal para este terceiro livro não ser excelente, até porque o final é simplesmente perfeito - Spoiler alert: a humanidade sobrevive! Aliás, tive muita dificuldade em largar o livro nas partes finais. Mas noutras partes... tive dificuldade em ler.

Gosto da forma como o passado, o presente e o futuro se misturam, da forma como sofremos com Amy e as restantes personagens e como o fim escolhido para cada um é exactamente o que merecem ao longo do livro. Gosto da forma como tudo se encaixa.

Amy, Peter, Alicia, Michael, Sara e Hollis. Calleb e Prim. Carter e Zero. Personagens profundas e complexas que sentimos como nossas.

Nota: livro não editado em Portugal

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Os Doze

por Magda L Pais, em 24.10.19

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Os Doze de Justin Cronin

A Passagem #2

Sinopse

Os Doze é a sequela de A Passagem, um bestseller internacional que nos dá a conhecer um mundo transformado num pesadelo infernal por uma experiência governamental que não correu como previsto. No presente, à medida que o apocalipse provocado pela mão humana se vai intensificando, três personagens tentam sobreviver no meio do caos. Lila, uma médica e futura mãe; Kittridge, que se viu obrigado a fugir do seu baluarte com poucos recursos; e April, uma adolescente que se esforça por manter em segurança o irmão mais novo num cenário de morte e destruição. Mas, embora ainda não o saibam, nenhum dos três foi completamente abandonado...

A uma distância de 100 anos do futuro, Amy e os outros sobreviventes continuam a lutar pela salvação da humanidade... sem se aperceberem de que as regras foram alteradas. O inimigo evoluiu, e surgiu uma nova ordem negra com uma perspectiva do futuro infinitamente mais terrífica do que a da própria extinção humana. 

A minha opinião

Começado há quase dois meses, Os Doze é a continuação do livro A Passagem. Mas calma, não demorou dois meses a ser lido porque é mau. Demorou porque o Kobo avariou e tive de esperar um mês para que fosse devolvido. E depois, quando voltou, tive de o recomeçar do principio porque, naturalmente, já havia muita coisa que me tinha esquecido.

N'Os Doze viajamos entre o passado e o presente. Entre o período imediatamente antes da epidemia se alastrar e os anos após A Passagem. Conhecemos novas personagens (algumas delas apenas para nos despedirmos rapidamente) e revemos as que sobreviveram. Poderia tornar-se muito confuso (e sim, de facto em alguns momentos, foi confuso) mas acabamos por perceber bem estas viagens.

Confesso que houve algo que me desagradou neste livro. A parte mística. Ok, é estranho - eu própria o assumo - mas se estou a ler uma distopia, um livro sobre algo que correu mal com a humanidade (e, neste caso, algo correu bastante mal) não espero encontrar mundos paralelos ou viagens no tempo. Cada macaco no seu galho, não é o que se costuma dizer?

Ainda assim, e apesar desta questão (que poderá estar melhor explicada no terceiro volume que nem sequer foi editado em Portugal), Os Doze são um bom livro para ler, já que o autor escreve de forma despretensiosa, agradável e cria personagens que amamos/odiamos com a mesma intensidade, conseguindo reviravoltas inesperadas, quer no enredo quer no destino das personagens.

 

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