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A Rapariga no Gelo

por Magda L Pais, em 19.01.20

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A Rapariga No Gelo de Robert Bryndza

Detective Erika Foster #1

ISBN: 9789899970588

Editado em 2017 pela Alma dos Livros

Sinopse

Quando um rapaz descobre o corpo de uma mulher debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres, a inspetora-chefe Erika Foster é imediatamente chamada para liderar a investigação. A vítima, uma jovem bela e rica da alta sociedade londrina, parecia ter a vida perfeita. No entanto, quando Erika começa a investigar o seu passado, vislumbra uma relação entre aquele homicídio e a morte de três prostitutas, encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, abandonadas nas águas geladas de outros lagos de Londres.

A sua última investigação deu para o torto, e agora Erika tem a carreira presa por um fio. Ao mesmo tempo que luta contra os seus demónios pessoais, enfrenta um assassino altamente mortífero e que se aproxima tanto mais dela quanto mais próxima ela está de expor ao mundo toda a verdade. Conseguirá Erika apanhar o assassino antes de ele escolher a próxima vítima?

A minha opinião

Como sempre - Magda sendo Magda - e o primeiro livro que li desta série foi o sexto - não é que seja grave, até porque cada livro tem uma história principal mas, havendo uma ligação entre os livros, devia ter começado pelo primeiro.

Enfim...

Primeiro policial do ano (antes de me lançar na aventura de ler Os Miseráveis de Victor Hugo) e, ao mesmo tempo, primeiro thriller. Algumas descrições são tão vividas que, tive, de vez em quando, de interromper a leitura para respirar fundo (nem todas, nem todas).

As personagens estão muito bem construidas e confesso que fui surpreendida quer pelo autor do crime quer pelas razões que levaram a que acontecesse. São abordados, ao longo do livro, vários temas pertinentes e actuais. A escrita é fluida e prende a atenção.

A Rapariga no Gelo é um livro que não apetece largar. Fiquei com vontade de procurar os outros livros desta série.

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Ready Player One

por Magda L Pais, em 05.01.20

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Ready Player One de Ernest Cline

ISBN: 9789722358231

Editado em 2018 pela Editorial Presença

Sinopse

Em 2044 o mundo tornou-se um lugar triste, devastado por conflitos, escassez de recursos, fome, pobreza e doenças. Wade Watts só se sente feliz na realidade virtual conhecida como OASIS, onde pode viver, jogar e apaixonar-se sem constrangimentos. Quando o criador do OASIS morre, deixa a sua imensa fortuna e o controlo da realidade virtual a quem conseguir resolver os enigmas que aí escondeu. Os utilizadores têm apenas como pistas a cultura pop dos anos 1980. Começa assim uma frenética e perigosa caça ao tesouro.

Nos primeiros anos, milhares de jogadores tentam solucionar o enigma inicial sem sucesso. Até que Wade por acaso desvenda a primeira chave. De um momento para o outro, vê-se numa corrida desesperada para vencer o prémio, uma corrida que rapidamente continua no mundo real e que põe em risco a sua vida.

A minha opinião

Na noite de Natal o namorado da minha irmã, numa conversa sobre livros, recomendou-me este. Achei a premissa engraçada e, no fim de semana, andei à procura na net duma versão aceitável para leitura (isto de ir buscar ebooks piratas tem a desvantagem de que se encontrar, de vez em quando, versões com letras demasiados pequenas ou desformatados).

Não era exactamente geek na minha adolescência. Nos anos 80 do século passado a leitura era um vicio (pensando melhor, ainda é) e pouco ligava a jogos. Às vezes jogava ao Chuckie Egg ou ao Fred no spectrum do meu irmão mas nem sempre. Eles jogavam, eu ia lendo.

Talvez por isso algumas referências e notas deste livro passaram-me ao lado. Mas, por outro lado, não fizeram muita falta para a leitura e para perceber a história.

Confesso que, em alguns momentos, tive dificuldade em largar o livro, principalmente nos momentos cruciais, quando Wade está quase a descobrir alguma pista para alguma das chaves ou nos momentos em que está a lutar contra o tempo para ser o primeiro a chegar aos portões.

Ready Player One mostra-nos como é fácil largar a vida real e viver apenas numa realidade virtual, num mundo onde podemos ser quase tudo o que queremos. Mostra-nos como é mais fácil fazer amigos num mundo fictício do que na realidade. Mas, acima de tudo, Ready Player One mostra-nos a solidão de muitos jogadores por esse mundo fora, que escolhem isolar-se na vida real para se dedicarem apenas ao mundo virtual.

Foi, sem dúvida, uma boa forma de iniciar este ano de 2020.

 

 

 

Leia aqui as primeiras páginas e veja aqui o trailer do filme

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2019 em livros

por Magda L Pais, em 31.12.19

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2019 teve uma boa colheita literária. Li um total de 29722 páginas, correspondentes a 78 livros.

Horas e horas de prazer, de boas companhias, de suspense e humor, de crime e mistério, de amores e desamores. Viajei por países reais e imaginários, odiei e amei, emocionei-me e ri-me. E, pela primeira vez, quase que caiu uma lágrima com a leitura de Se Eu Ficar.

Em 2019 foi-me lida a sentença. Depois de várias contraturas musculares e de muitas dores nos ombros, o médico explicou-me que, das três uma: ou continuava a ler e passava a vida na fisioterapia ou deixava de ler ou passava a ler e-books. Optei pela terceira e comprei um Kobo Forma. E, afinal, até me habituei bem. Claro que continuo a preferir livros em papel e, sempre que estou em casa é em papel que prefiro ler. Dos 78 livros lidos em 2019, 40 foram ebooks.

Iniciei 2019 com À Morte Ninguém Escapa e terminei com A Paciente Silenciosa. O livro mais pequeno que li foi Do Desastre de Lisboa e o maior foi Dispara, Eu Já Estou Morto.

Despedi-me de FitzCavalaria e do Bobo e de Mare e Cal. Conheci melhor Styxx e descobri Crime, Disse o Livro.

Voar no Quarto Escuro foi o melhor livro em português (a sério, leiam!). O Armazém assustou-me pela proximidade à realidade actual e O Último Adeus foi o livro perfeito tal como Britt-Marie esteve aqui.

Terminei 2018 com 201 livros na prateleira da vergonha. 2020 inicia-se com cerca de 450 por ler, sendo que a esmagadora maioria são ebooks que partilharam comigo ou que fui buscar à net. Tenho tentado ao máximo não comprar livros físicos para ver se a estante da vergonha fica menos envergonhada. Já a estante por ler do kobo...

Os posts mais visitados em 2019 neste cantinho foram:

  1. Os 10 livros mais traduzidos da história
  2. Dois ao mesmo tempo ou um de cada vez?
  3. A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert
  4. Uma ideia idiota
  5. Tenho um Kobo... e agora?
  6. O Vendedor de Passados
  7. A Bailarina de Auschwitz
  8. O Natal de um Predador da Noite
  9. O Garfo, a Bruxa e o Dragão
  10. Kindle, Kobo... ou outra ideia?

Que 2020 vos traga tudo o que desejam.

Boas leituras

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A Paciente Silenciosa

por Magda L Pais, em 30.12.19

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A Paciente Silenciosa de Alex Michaelides

Tradução de Marta Mendonça

ISBN: 9789722363822

Editado em 2019 pela Editorial Presença

Sinopse

Alice Berenson é uma pintora britânica, jovem e famosa, que vive numa casa sublime nos arredores de Londres com o marido, Gabriel, um conhecido fotógrafo de moda. A vida de ambos parece perfeita. Mas uma noite, quando ele chega a casa depois de uma sessão fotográfica, Alicia mata -o com cinco tiros. E nunca mais diz uma palavra.

A recusa de Alicia em falar e dar qualquer tipo de explicação sobre a tragédia, transforma-se num mistério que prende a imaginação da opinião pública, e confere a Alicia uma notoriedade sem precedentes. O preço dos seus trabalhos artísticos dispara e ela, a paciente silenciosa, é alvo de um mediatismo implacável. Para evitar isso, é conduzida para uma unidade forense de alta segurança no norte de Londres.

Theo Faber, um psicoterapeuta criminal, espera há muito pela oportunidade de trabalhar com Alicia. A sua determinação em convencê-la a falar e a desvendar as razões misteriosas que motivaram o assassínio do marido leva-o por um caminho tortuoso, numa busca pela verdade que ameaça consumi-lo...

A minha opinião

Fui em busca deste livro porque ganhou o Goodreads Choice Awards 2019 para Melhor Thriller. E conclui, depois de o acabar que, das duas uma: ou eu estou demasiado exigente ou ando a ler demasiados thrillers e poucos me conseguem surpreender.

Ou então é uma mistura das duas.

A Paciente Silenciosa é, sem dúvida, um bom livro. Um livro que não queremos pousar. Que queremos ler de seguida para perceber Theo e Alicia. Porque é que Alicia matou o homem que amava? São imensas as perguntas que vamos fazendo ao longo da leitura e que, quase todas, vão sendo respondidas de uma ou outra forma. As personagens são fortes, bem construídas. Os diálogos verossímeis e a escrita é fluida e sem grandes arabescos.

Como qualquer thriller que se preze, A Paciente Silenciosa também têm reviravoltas e surpresas. E é aqui que a coisa não corre bem, pelo menos para mim. É que aquela reviravolta final pode surpreender quem nunca leu outros livros onde o mesmo acontece. E por qualquer razão, comecei a desconfiar que era precisamente o caso e que estaria para chegar a qualquer momento. Não me enganei... e isso retirou parte do prazer que senti ao ler este livro.

De qualquer maneira, aquela que será a última leitura de 2019 é um bom livro que merece ser lido. 

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A Hipótese do Mal

por Magda L Pais, em 29.12.19

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A Hipótese do Mal de Donato Carrisi

Mila Vasquez #2

Tradução de Carlos Aboim de Brito

ISBN: 978-972-0-04663-5

Editado em 2014 pela Porto Editora

Sinopse

Procuro-os por todo o lado. Procuro-os sempre.

Todos nós já sentimos, em algum momento, o desejo de desaparecer. De deixar tudo para trás. Para alguns, isso transforma-se numa obsessão que os consome e engole, até que acabam por desaparecer na escuridão. Todos se esquecem deles. Todos, menos Mila Vasquez, investigadora do Gabinete das Pessoas Desaparecidas.

Sem que ninguém o conseguisse prever, indivíduos que se esfumaram no vazio há vários anos regressam com intenções obscuras. Uma série de crimes, sem relação aparente entre si, traz consigo uma descoberta surpreendente: os seus autores são pessoas que se pensava desaparecidas para sempre. Onde estiveram durante tanto tempo? E porque regressaram? Qual o plano maléfico a que obedecem?

Mila percebe que para travar este exército das trevas não lhe bastam os indícios. Tem de dar à escuridão uma forma, um sentido, precisa de formular uma hipótese sólida, convincente, racional…

A minha opinião

Recebi este livro do Pai Natal livrólico organizado pela The Daily Miacis. Fiquei bastante curiosa e resolvi iniciar a leitura logo que acabei o Queimada Viva.

A Hipótese do Mal não é tão pesado quanto imaginava quando iniciei a leitura. Ok, há ali umas mortes estranhas, o mal anda de facto a passear por ali mas para thriller confesso que esperava mais. Há muito suspense, claro. Até porque queremos perceber porque raio andam os desaparecidos a aparecer e a matar gente mas... não sei, acho que lhe falta qualquer coisa (ou eu ando demasiado exigente com os thrillers).

Não me entendam mal. As personagens estão muito bem construídas, conseguimos sentir a angústia de Mila e o seu medo das trevas e a história tem a cadencia correcta. Há mistérios que vão sendo resolvidos enquanto surgem novos. Mas, por qualquer razão, e apesar de o ter lido de seguida (porque o livro realmente prende), houve qualquer coisa que falhou - pelo menos para mim - e nem sei sequer explicar o que foi.

De todo o modo, para aquela que, provavelmente, será a última leitura do ano, não está nada mal.

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