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Orgulho Asteca

por Magda L Pais, em 09.11.18

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Orgulho Asteca de Gary Jennings

Editado em 2007 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789728839932
Lido em 2015
 
Sinopse
Era uma vez... a mais poderosa e fascinante civilização...
Este é considerado pela crítica mundial, como o melhor romance histórico sobre a desaparecida civilização Asteca e um dos melhores romances históricos do Séc.XX. Gary Jennings, mudou-se para o México e durante 12 anos investigou e viveu apenas para a sua criação: o Asteca, deixando-nos uma obra inesquecível. Gary era famoso por ser um dos escritores mais rigorosos e com mais trabalho de pesquisa por trás dos seus romances. Em 1530, depois de quase extinguir o povo Asteca pelas mãos de Hernán Cortés, o Imperador Carlos, Rei de Espanha, pede ao bispo do México que lhe faculte informação acerca da vida e dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, decide redigir um documento, baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O seu nome é Mixtli - Nuvem Obscura. Mixtli, um dos mais robustos e memoráveis astecas, relata com detalhe toda uma vida: a sua infância, a mentalidade e os costumes do seu povo, o sexo e a religião, a sua formação e os seus amores, sempre tormentosos e trágicos. Esta é a sua empolgante e maravilhosa história, que representa o choque entre civilizações com formas inconciliáveis de ver o Mundo. A História de Mixtli é, em grande parte, a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.
 

A minha opinião

Há coisa de dois anos, na Feira do Livro de Lisboa, não resisti a uma promoção da Saída de Emergência e comprei um pack com este livro e a continuação, Sangue Asteca. Não me perguntem porquê, mas fui deixando os dois livros por ali sem lhes pegar. Cheguei a olhar para os dois e pensar que talvez tivesse feito asneira em os comprar porque não conhecia o autor. Mas há vinte dias atrás, e no meio dos quase 40 que tenho em fila de espera para ler, fiquei presa na lombada da capa deste livro e resolvi que tinha chegado o momento. Vinte dias depois posso dizer que estou muito arrependida de não o ter lido logo que cheguei a casa com eles.

Sempre senti um grande fascínio pelas civilizações Asteca e Maia - aliás, entre outras razões, a minha opção pela altura em que fiz a viagem de finalistas da faculdade, foi que a viagem ia ser a Cancún, o que me permitiria - a bem ou a mal - visitar algumas cidades maias.

Sobre o livro terei de dizer que não é para ser lido de animo leve nem por quem espera uma leitura soft. A civilização asteca tinha tradições deveras violentas, descritas, ao pormenor neste volume. É preciso entender um pouco do espírito dos Astecas para entender que, para eles, nenhuma daquelas tradições era violenta. Para os Astecas (assim como para os Maias) a morte não era um castigo, era um prémio dado aos melhores. Na sua grande maioria, as pessoas sacrificadas nas cerimónias, eram-no voluntariamente. E sabiam que, após a sua morte, seriam o alimento dos sacerdotes e de quem tinha assistido. Essa era a forma de continuarem vivas. Quanto os sacrificados eram os soldados inimigos capturados nas guerras, o primeiro a ser sacrificado era o que detinha o posto mais alto ou o que tivesse combatido mais ferozmente - era esse o prémio e que aceitavam com alegria. Quando era necessário o sacrifício de crianças, estas eram compradas a famílias escravas e tratadas, nas semanas antes, com todos os mimos dados aos filhos dos nobres, e só depois eram sacrificadas. Enfim, não vou entrar em mais detalhes sob pena de vos afastar da leitura deste meu texto, como, em certos momentos, tive de o fazer em relação ao livro. Sim, porque este livro é escabroso, violento, sangrento e muito realista. 

Neste primeiro livro ficamos ainda a saber que há muitas semelhanças entre partes da religião asteca e a religião católica. O Primeiro Casal - nos astecas - poderá ser Adão e Eva para os católicos, por exemplo. De uma forma ainda indelével, até porque este livro retrata a vida de Mixtli antes da ocupação espanhola, ficamos ainda a conhecer a destruição que os espanhóis espalharam por todo o México - destruição de templos, cidades e duma civilização.

Se me pedirem que vos defina este livro numa só palavra, terei de inventar uma - fabulástico! é mesmo a única forma de o descrever. Dos livros que li este ano é, seguramente, o melhor (até agora). E agora desculpem a saída brusca mas vou já pegar no Sangue Asteca, o segundo volume.

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Uma paixão chamada livros 21/40

por Magda L Pais, em 29.02.16

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 Melhor citação (diálogo)

Esta é, talvez, uma das perguntas mais difíceis de responder neste desafio. O melhor diálogo. É difícil porque, depois de acabarmos um livro, o que fica é a história e não o que foi dito entre as personagens.

Há, no entanto, este diálogo que já o trouxe aqui e que está num dos meus livros favoritos de sempre e que achei, na altura, intemporal.

Acocorei-me para fazer o gesto de beijar a terra e ainda ajoelhado disse:

- Mestre Glutão de Sangue, sabe que a minha vista é má. (...) se estas marcas fossem feridas reais, há muito que estaria morto.

- E então? - disse ele friamente. (...) - Perdido no Nevoeiro vou falar-te de um homem que uma vez conheci em Quautemálan. (...) Esse homem fugia ao menor sinal de perigo; evitava os riscos mais naturais da existência. Refugiava-se como um pequeno animal na sua toca, abrigado e protegido. Rodeava-se de sacerdotes, médicos e bruxos. Comia apenas os alimentos mais nutritivos e todas as poções mais nutritivas de que tivesse ouvido falar. Nunca antes homem algum tinha tido tanto cuidado com a sua vida. Vivia, unicamente, para continuar a viver.

Esperei que ele continuasse a falar, mas não disse mais nada, pelo que lhe perguntei:

- O que lhe aconteceu, Mestre Cuachic?

- Morreu.

- E isso é tudo?

- Que mais se pode passar com um homem? Nem sequer me lembro do nome dele. Ninguém sabe nada sobre ele, excepto que viveu e que, por fim, morreu.

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Uma paixão chamada livros 19/40

por Magda L Pais, em 25.02.16

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Colecção (saga) favorita

Neste desafio tenho sido uma batoteira e toda a gente sabe disso... É suposto escolher apenas um livro e raramente o faço. A batota começou logo no primeiro dia. Era para escolher cinco livros e eu, pelo meio, meti três sagas. Volta a acontecer o mesmo hoje (vá, batam-me que eu deixo...)

Aqui ficam as minhas sagas favorias

As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

 

trilogia O Século - Ken Follett

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O Asteca - Gary Jennings 

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Uma paixão chamada livros 10/40

por Magda L Pais, em 12.02.16

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Livro perturbante

Não me faz qualquer confusão ler sobre seja que tema for, seja ele mais ou menos violento. Desde que seja ficção, consigo, sem qualquer problema, abstrair-me o suficiente para perceber que, o que está a ser descrito, não é realidade.

Em contrapartida perturbam-me livros sobre determinados acontecimentos e que descrevem - com maior detalhe - algumas cenas mais violentas. Enquadram-se, nesta categoria, os livros abaixo. São livros que misturam realidade com alguma ficção. Aquando da sua leitura tive, de quando em vez, de interromper a leitura e olhar à minha volta para ter a certeza que só estava a ler um livro.

A Ilha das Trevas de José Rodrigues dos Santos
 

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Sinopse

Paulino da Conceição é um timorense com um terrível segredo. Assistiu, juntamente com a família, à saída dos portugueses de Timor-Leste e a todos os acontecimentos que se seguiram, tornando-se um mero peão nas circunstâncias que mediaram a invasão indonésia de 1975 e o referendo de 1999 que deu a independência ao país.

Só há uma pessoa a quem Paulino pode confessar o seu segredo - mas terá coragem para o fazer?

A vida e tragédia de uma família timorense serve de ponto de partida para aquele que é o romance de estreia de José Rodrigues dos Santos.

Um romance pungente onde a ficção se mistura com o real para expor, num ritmo dramático, poderoso e intenso, a trágica verdade que só a criação literária, quando aliada à narrativa histórica, consegue revelar.

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Sinopse

A história verdadeira deste homem que enfrentou perigos inacreditáveis e sacrificou tudo o que possuía, colocando em jogo a própria liberdade, para salvar mais de mil pessoas. Partindo dos testemunhos dos Schindlerjuden - os judeus de Schindler -, Thomas Keneally compôs um romance notável e comovente, que retrata a coragem, a generosidade e a perspicácia de um herói em meio às cinzas do holocausto. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, A Lista de Schindler valeu a seu autor o cobiçado Prémio Booker, da Inglaterra. Levado ao cinema com grande sucesso por Steven Spielberg, foi eleito o melhor filme de 1993 pela Associação dos Críticos de Nova York e de Los Angeles.

Orgulho Asteca e Sangue Asteca de Gary Jennings

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Sinopse

Era uma vez... a mais poderosa e fascinante civilização...
Em 1530, depois de quase extinguir o povo Asteca pelas mãos de Hernán Cortés, o Imperador Carlos, Rei de Espanha, pede ao bispo do México que lhe faculte informação acerca da vida e dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, decide redigir um documento, baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O seu nome é Mixtli - Nuvem Obscura. Mixtli, um dos mais robustos e memoráveis astecas, relata com detalhe toda uma vida: a sua infância, a mentalidade e os costumes do seu povo, o sexo e a religião, a sua formação e os seus amores, sempre tormentosos e trágicos. Esta é a sua empolgante e maravilhosa história, que representa o choque entre civilizações com formas inconciliáveis de ver o Mundo. A História de Mixtli é, em grande parte, a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.

 

 

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Uma paixão chamada livros 1/40

por Magda L Pais, em 01.02.16

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Começa hoje este desafio que, mais uma vez, me vai levar - a mim e aos outros participantes - a viajar pelo mundo dos livros. Dos meus livros, daqueles que li mas também pelos livros que outros leram, numa partilha de experiencias, de gostos, numa comunhão da nossa paixão comum.

Nada como iniciar esta partilha com o Top 5 dos livros lidos. Quem gosta de ler partilhará com certeza da mesma opinião - corremos sempre o risco de que o livro que vamos ler a seguir seja melhor que o anterior - o que dificulta a elaboração desta lista. Mas, ainda assim, tentarei fazê-lo.

Estes são os meus livros favoritos até este momento mas sem qualquer ordem especial. Estão, vamos dizer assim, empatados.

As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

Lidos e relidos várias vezes, já faziam parte dos meus livros favoritos em 2015, continuam a sê-lo no dia de hoje. Confesso que, apesar de saber praticamente de cor toda a história e apesar de ter imensos livros que nunca li, ando com muita vontade de os reler.

trilogia O Século - Ken Follett

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A história da humanidade de 1911 a 2009 pela mão de cinco famílias de cinco nacionalidades diferentes. Ficção e realidade juntas, interligadas de tal forma que o leitor, apesar de saber como terminam as situações reais, sofre com as personagens fictícias. Foi, sem dúvida, um projecto ambicioso do autor, o de retratar o século XX, século em que aconteceram tantas, mas tantas coisas, que alteraram o curso da humanidade para sempre. Um dia relerei estes livros.

O Asteca - Gary Jennings 

Sou apaixonada pela civilização Asteca e Maia. Não tanto como sou pelos livros mas pronto. E estes livros permitiram-me conhecer melhor a civilização Asteca. Não são livros ser lido de ânimo leve nem por quem espera uma leitura soft. A civilização asteca tinha tradições deveras violentas, descritas, ao pormenor nestes livros. É preciso entender um pouco do espírito dos Astecas para entender que, para eles, nenhuma daquelas tradições era violenta. Para os Astecas (assim como para os Maias) a morte não era um castigo, era um prémio dado aos melhores. 

Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez

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Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo

É assim que começa um dos meus livros favoritos de sempre. Não é de leitura fácil, principalmente se não for acompanhada da árvore genealógica da família Buendía-Iguarán, com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações.

A sombra do vento - Carlos Ruiz Zafón 

Sabem quando temos mil e uma coisa para fazer mas tudo nos parece de somenos importância porque temos um livro à nossa espera? Sabem quando sentimos que um livros nos puxa, nos faz esquecer o que tínhamos para tratar? quando nos esquecemos que era naquela paragem de metro que tínhamos de sair ou quando começamos a pensar que vamos dar a senha das finanças a outra pessoa para que possamos ler mais um bocadinho? Foi assim a leitura deste livro. De supetão, sem intervalo, sem nada pelo meio que me distraísse e uma necessidade extrema de chegar ao fim. Foi assim a leitura deste livro, cheio de frases e pensamentos que quase podiam ser meus, com os quais me identifiquei tanto, mas tanto...

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