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Cidade sem Alma

por Magda L Pais, em 08.09.16

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Cidade sem Alma de Ransom Riggs 

ISBN: 9789722529693

Editado em 2015 pela Bertrand Editora

Sinopse

Jacob Portman chegou ao Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares em busca de respostas para a misteriosa morte do seu avô - mas encontrou ainda mais mistérios…

Depois de viajar no tempo até 1940, Jacob conhece as crianças peculiares - rapazes e raparigas com poderes sobrenaturais -, e a senhora Peregrine, que toma conta delas e as protege das perigosas criaturas que parecem determinadas a exterminá-las. Quando o lar é destruído e a senhora Peregrine fica em perigo, Jacob, com os seus recém-descobertos poderes, junta-se aos seus novos amigos para tentarem salvá-la. Contudo, as ruas de Londres durante a Segunda Guerra Mundial não são nada seguras para um grupo de crianças sozinhas…

A aventura d'O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares continua em Cidade sem Alma, onde Jacob e os seus amigos têm de enfrentar desafios inimagináveis para se salvarem.

A minha opinião

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares foi, sem dúvida, uma experiência inigualável pela junção perfeita entre as fotos, a capa e a história (estragada pela visão da capa da nova edição que desvirtua completamente um casamento perfeito). Em Cidade sem Alma a experiência já não surpreende tanto mas o casamento continua perfeito. Capa, fotos interiores e texto combinam-se de modo a permitir, ao leitor, usufruir deste livro em toda a sua plenitude. Porque é isso que este livro merece.

A leitura de ambos - O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares e Cidade sem alma - flui com bastante facilidade, e a curiosidade sobre a história leva-nos a quer ler "só" mais uma página, só mais um capitulo. E quando damos por nós... o livro acabou, não há mais nenhum editado em português e aquele final precisa mesmo mesmo de ser esclarecido rapidamente. 

É curioso que, falando do final mas sem falar realmente do final, quando termina o primeiro livro ficamos convencidos duma determinada situação que, vá, até nos deixa aliviados. Prontos para ler o segundo, mas com uma ponta resolvida. Quando termina termina o segundo livro e percebemos que fomos redondamente enganados, ficamos meio tontinhos e quase que nos apetece recomeçar do principio a ver se o fim muda (não, não muda!). Gosto de livros assim, que nos deixam baralhados e sem saber bem o que se está a passar. Vale a pena ler livros assim. 

(leiam aqui as primeiras páginas)

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O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares de Ransom Riggs

ISBN: 9789896661281

Editado em 2012 pelas Edições Contraponto

Sinopse

Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada e uma estranha colecção de fotografias peculiares.

Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de 16 anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do Lar para Crianças Peculiares, criado pela senhora Peregrine.

Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…

Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.

A minha opinião

O Livro Literalmente Bonito (diz a Maria e eu confirmo) conquistou-me. Primeiro pela capa original e depois por toda a composição gráfica, fotografias peculiares incluídas. Mas não são essas as únicas razões pelas quais devem ler este livro. 

Uma história de suspense, de mistério e do fantástico. E quando me falam em literatura do fantástico, eu não resisto. Junte-se suspense e mistério e pronto, em podendo não largo o livro até o acabar. E foi o que aconteceu. Apesar do calor que se faz sentir aqui em Elvas, li o livro duma penada, entre banhos de água tépida e bebida de chá fresco.

A escrita de Ransom Riggs não é, de todo, pretensiosa. É atraente, duma simplicidade que atrai, conseguindo que cada personagem "fale" de maneira diferente, ao ponto de, em determinadas alturas, conseguirmos perceber quem é que diz o quê.

Apesar das passagens entre a actualidade e o ano de 1940 (e sem querer contar demasiado da história) a verdade é que não há falhas nas transições o que torna ainda mais interessante esta leitura. 

Mas se o livro, todo ele, é forte, a verdade é que a combinação entre as fotos estranhas (todas reais) e o texto é fabulosa e completa ainda mais a leitura. Às tantas achamos que estamos de regresso à infância a ler livros com imagens. E isso foi tão bom!

A própria capa, com aquela foto peculiar, nos prepara para o que vamos encontrar no interior do livro. Infelizmente a nova edição já não terá esta capa, o que irá, quanto a mim, penalizar o livro. À semelhança de outros casos, a nova capa chama a atenção para o filme que estreará em finais de Setembro, realizado por Tim Burton (o que, à partida, será um ponto positivo). Espero, confesso, que a alteração tenha sido apenas na capa porque, se vão incluir outras fotos, vão desvirtuar ainda mais um livro que, quanto a mim, é perfeito.

Vou agora num instantinho acabar o segundo volume e já volto.

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