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Os Últimos Dias dos Nossos Pais

por Magda L Pais, em 12.06.16

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Os Últimos Dias dos Nossos Pais de Joël Dicker

Editado em 2014 pela Alfaguara Portugal

ISBN: 9789898775092
 
Sinopse
E se os ingleses tivessem sido os verdadeiros artesãos da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial? Após a pesada e preocupante derrota do exército britânico em Dunquerque, Churchill tem uma ideia que viria a mudar o curso da história: criar um Executivo de Operações Especiais dentro dos Serviços Secretos. Paul-Émile, um jovem e patriótico parisiense, chega a Londres uns meses mais tarde para integrar o movimento da Resistência e é imediatamente recrutado pelo Executivo de Operações Especiais.

Apesar do patriotismo, ninguém nasce resistente, pelo que aí, junto com outros jovens franceses, irá ser sujeito a uma formação e treinos intensos, de forma a poder voltar a França e assim contribuir para a construção de uma rede de Resistência. Serão estes jovens aprendizes de guerreiros os verdadeiros protagonistas deste romance que nos revela, finalmente, a verdadeira natureza da relação entre o movimento da Resistência e a Inglaterra de Churchill.

A minha opinião

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert foi a minha primeira experiência com Joël Dicker e foi, sem dúvida, um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Hoje, depois de ter lido Os Últimos Dias dos Nossos Pais posso dizer que este escritor subiu imenso na lista dos meus autores favoritos, estando quase quase no top 5. Valha-me que o rapaz é novo (e bonito mas isto não vem ao caso), ainda tenho um dele para ler e já li por ai que está a escrever mais um. Venham eles que eu cá arranjarei um espacinho nas estantes para todos os que ele editar em Portugal.

Neste livro não há suspense. Há amor. Há amor entre jovens que, na segunda guerra mundial, são recrutados pelos ingleses para serem espiões em França e onde forem necessários. Há amor entre um pai e um filho que enternece um alemão ao ponto de ir contra todas as regras. Há paixão, amor e há traição. Por amor. 

Neste livro temos personagens fortes com diferentes personalidades, com diferentes formas de vida e de estarem que se unem pela guerra e que não deixam que seja a guerra a separá-los, apesar de tudo se unir para isso.

São personagens pelas quais nos apaixonamos em poucas páginas, com quem sofremos e rejubilamos. Que nos entram pela porta dentro e que, depois, não queremos deixar sair. Livros que terminam e que deixam um vazio. É assim com Os Últimos Dias dos Nossos Pais. Queremos que não acabe, que dure, que as páginas não tenham fim. Mas acabam, por fim acabam. As páginas e a vida dos Homens, daqueles que sofreram a II guerra, dum lado e do outro e que ficaram marcados por aquilo que viveram. E como nós também acabamos por ficar marcados pela tristeza ao longo do livro, pela escolha que é preciso fazer - e quem pode condenar Pal pela escolha feita? - mas também nos enternecemos com o amor dum pai que não se esquece do filho.

Voltarei a este livro. Seguramente que sim.

 

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O sonho mantém-nos vivos

por Magda L Pais, em 07.06.16

- A ilusão do sonho, 'tás a ver? o sonho mantém-nos vivos. Aqueles que sonham não morrem porque nunca desesperam. Sonhar é esperar. O Grenouille morreu porque já não tinha o mais pequeno sonho.

- Não digas isso, paz à sua alma.

- Paz à sua alma, como queiras, mas é a verdade. No dia em que deixares de sonhar, mesmo que sejas o homem mais feliz do mundo, podes enfiar o cano de uma pistola na boca.

(...)

- Mas sei que vivo porque sonho todos os dias.

 

In Os Últimos Dias dos Nossos Pais de Joël Dicker

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