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Lago do Silêncio

por Magda L Pais, em 14.11.18

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Lago do Silêncio de Anne Bishop

Os Outros #6

O mundo dos Outros #1

ISBN: 9789897731327

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

As leis humanas não se aplicam no território dos Outros. Algo que os humanos nunca devem esquecer… Depois do seu divórcio, Vicki DeVine assumiu a gestão de uma rústica propriedade perto de Lago do Silêncio, uma cidade humana que não é controlada por humanos. Na maior parte das cidades, humanos e Outros, os predadores dominantes que controlam a terra e toda a água, convivem num frágil equilíbrio. No entanto, quando não existem fronteiras, nunca se sabe o que está lá fora a observar.

Vicki estava à espera de encontrar uma nova carreira e uma nova vida. Mas quando a sua inquilina, Aggie Crowe - uma dos Outros -, descobre um cadáver, Vicki torna-se na principal suspeita, apesar das evidências de que nenhum humano poderia ter cometido o crime.

À medida que Vicki e os seus amigos procuram as respostas, forças antigas são despertadas pela perturbação no seu domínio. Elas têm regras que não devem ser quebradas - e todos os poderes destrutivos da natureza sob o seu comando.

A minha opinião

Não há volta a dar. Anne Bishop é Anne Bishop e é a minha perdição, aquela autora que me apetece ler sempre,  que, ao fim de tantos livros que li dela ainda me surpreende, que nunca me cansa.

Não me recordo já onde li, mas alguém dizia que tinha inveja de todos aqueles que nunca leram um determinado autor (não me lembro qual era) porque podiam ainda ter o prazer de o descobrir. É quase o que sinto em relação a Anne Bishop. Inveja de quem ainda a vai descobrir, é verdade. Mas também satisfação porque já a conhecer, por me maravilhar sempre, agradecida pelas horas de prazer que já tive enquanto a lia.

Lago do Silêncio leva-nos de volta ao mundo dos Outros. Meg e Simon aparecem apenas como referencias mas a história tem outros intervenientes. Creio que este mundo d'Os Outros é um dos melhores mundos que Anne Bishop alguma vez criou. Colocar o ser humano como presa em vez de predador é simplesmente brilhante. Colocar a natureza como predadora... é só a melhor ideia de sempre (apesar do ser humano ser uma carne especial...).

Creio tambem ser boa ideia dizer-vos que este livro, apesar de pertencer à série Os Outros pode ser lido de forma independente. No entanto, se o fizeram, há algumas situações que vos vão parecer estranhas ou sem sentido. Parece-me que a leitura é mais completa e mais simpática se tiverem lido os outros cinco livros.

Voltando ao Lago do Silêncio, este é mais um livro que me deixou com sentimentos dúbios. Queria termina-lo depressa mas, ao mesmo tempo, queria mais uma páginas para degustar. Queria continuar a rir com Vicky (a sério, as partes dela tem momentos realmente hilariantes) mas queria ver como terminava a história.

Por fim, terminei. E se, por um lado, tudo está bem quando acaba bem, a parte pior é que vou ter de esperar pelo próximo livro. E é esta espera que me mata...

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Cartas de Profecia

por Magda L Pais, em 02.11.17

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Cartas de Profecia de Anne Bishop

Série Os Outros Nº: 5

Editado em 2017 pela Saida de Emergência

ISBN: 9789897730863

Sinopse

Anne Bishop regressa ao mundo de Os Outros, enquanto os humanos lutam para sobreviver na sombra de criaturas poderosas.

Depois de uma insurreição humana ter sido brutalmente abortada pelos Anciãos – uma forma primitiva e letal de Os Outros –, as poucas cidades que os humanos controlam estão dispersas. Os seus habitantes conhecem apenas o medo e a escuridão da terra de ninguém.

À medida que algumas dessas comunidades lutam para se reconstruir, Simon Wolfgard, o líder lobo metamorfo, e Meg Corbyn, a profetisa de sangue, trabalham com os humanos para manter a frágil paz. Mas todos os seus esforços são ameaçados quando uma misteriosa figura humana aparece.

Com os humanos desconfiados em relação a um dos seus, a tensão aumenta, atraindo a atenção dos Anciãos, curiosos sobre o efeito que este predador terá na matilha. Mas Meg já conhece o perigo, pois viu nas cartas de profecia como tudo terminará: com ela ao lado de uma campa.

A minha opinião

No dia do Festival Bang este livro (e a autora) estavam à minha espera. Pronto, não estavam só à minha espera mas isso agora não interessa nada. Depois de mais de uma hora na fila consegui trazer este exemplar autografado

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(este e mais cinco...)

Obviamente, logo que terminei Espada de Vidro a escolha teria de recair sobre este livro. Afinal ler um livro de Anne Bishop é quase como regressar a casa, é como viajar para novos mundos, conhecer novas criaturas, viver aventuras sem igual e, em Namid, é também tentar sobreviver aos Outros e não me transformar em carne especial.

Sim, porque é isso - carne especial - que os humanos são neste novo mundo que Anne Bishop criou com a sua capacidade extraordinária de o fazer. Novos mundos, novas geografias, novos relacionamentos e novas personagens. Umas boas, outras más, uns que tem mais influência e outros - normalmente mulheres - que se superam, que, apesar de serem diferentes (como Meg), conseguem ser a Catalisadora.

Jaenelle (na série As Jóias Negras) e Meg. Duas mulheres fortes, com personalidades vincadas e inspiradoras. A mãe de Monty que consegue assustar Lobos e Vampiros, que os obriga a fazer o que ela quer - mesmo que eles nem se apercebam do quanto ela pode ser assustadora. Anne Bishop, além de ser eximia na criação de novos mundos também o é na criação de personagens marcantes, que nos transmitem força.

Cartas de Profecia marca o fim do nosso relacionamento com Meg e Simon. Mas também com Vlad, Tess (que tem um cabelo que daria jeito a qualquer um), com Sam e Skippy. E tudo está bem quando acaba bem, não é o que se costuma dizer? Só que não. Não porque, ao fim de cinco livros, todos eles já são da casa. Rio-me com eles, alegro-me com as suas vitórias e entristece-me que alguém lhes queira mal. Troço por eles e amaldiçoo os seus inimigos. É esta uma das grandes capacidades desta autora que me deixa sempre maravilhada. Faz-me sentir que recebo, em casa, todas as personagens dos seus livros - as boas e as más. Faz-me sentir que estão sentados ao meu lado, enquanto lemos, em conjunto, as suas aventuras e desventuras (na verdade, Simon podia ter vindo na forma humana em vez da forma de lobo. Está calor a mais para ter pelo à minha volta).

E que dizer das Elementais? dei comigo a conversar com Inverno para lhe pedir que nos traga chuva. Sem excessos, aos poucos, mas que nos traga o que mais nos faz falta neste momento - a chuva.

Resta-me agora esperar pela segunda metade de 2018, altura em que sairá (espero!) o sexto volume desta série, com uma história passada noutra localidade de Namid, com outras personagens mas sempre com carne especial. E a ameaça velada:

ainda se verifica uma tolerância atenta de um lado (Outros) e um profundo receio pelos que vivem na noite no outro (Humanos), mas, se tiverem cuidado, os seres humanos sobrevivem.

Quase sempre sobrevivem.

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Marcado na Pele

por Magda L Pais, em 27.02.17

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Marcado na Pele de Anne Bishop

Série os Outros, nº 4

ISBN: 9789897730245

Editado em 2017 pela Saída de Emergência

Sinopse

Durante séculos, os Outros e os humanos viveram lado a lado numa paz precária. Mas quando a Humanidade ultrapassa os seus limites, os Outros terão de decidir o que estão dispostos a tolerar. Desde que os Outros se aliaram às Cassandra Sangue, os frágeis mas poderosos profetas humanos que estavam a ser explorados pela sua própria espécie, tudo se transformou na relação entre humanos e os Outros. Alguns como Simon Wolfgard, metamorfo e líder, e a profetisa Meg Corbyn, encaram a nova parceria como vantajosa.

Mas nem todos estão convencidos. Um grupo de humanos radicais procura usurpar terras através de uma série de ataques violentos contra os Outros. Mal sabem eles que existem forças mais perigosas e antigas que vampiros e metamorfos e que estão dispostas a fazer o que for necessário para proteger o que lhes pertence…

A minha opinião

Posso ler mil livros, mil autores, mil histórias. Mas são os livros de Anne Bishop que me fazem sentir que acabam demasiado depressa, que o intervalo entre os livros são demasiado longos e que não há livros como estes. Livros escritos por Anne Bishop são livros curtos, excessivamente curtos para o prazer que a sua leitura me dá.

Grandioso. Dramático. Épico. Maravilhoso. Extraordinário. Não há adjectivos suficientes para descrever o que penso deste livro. Desta série Os Outros que é, seguramente, a melhor série de fantasia que alguma vez li. 

Observaram os predadores de duas pernas. E escutaram, não a espécie arrivista, mas o próprio mundo.

Que nos diria o nosso mundo se o escutássemos?

Alegavam que precisavam de mais comida, mais animais, mais peixe para a causa. Precisavam de mais madeira, mais vidro, mais metal, mais tecido, mais couro.

Mais homens.

Em Namid ou na Terra, assim vamos esgotando o nosso mundo... 

 

- Já não podemos confiar nos humanos.

- Alguma vez confiámos?

- Não. Mas esperámos que o desejo de sobrevivência fosse mais forte do que a ganância. Acho que já não podemos contar com isso.

Humanos. A espécie que, se cumprir os acordos firmados com os terra indigene, poderá sobreviver. Só que já é tarde e agora Simon e Meg só tem de responder à questão fulcral: quanto de humano os terra indigene vão manter quando os Anciãos (um termo benevolente para os seres que eram as presas e as garras de Namid) decidirem que a terra deveria voltar para a posse de quem dela cuida e trata.

Um livro a ler, a extrapolar conclusões para o nosso mundo, para a realidade que vivemos. E para a revolta que a mãe natureza sentirá, com certeza, por tudo o que o ser humano tem feito para a danificar.

Sim, sem dúvida. Os Outros é a melhor série de fantasia de sempre e de leitura obrigatória. Leiam. E vão perceber esta minha paixão por Anne Bishop e pela sua fantástica escrita.

(leia aqui as primeiras páginas)

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Visão de Prata

por Magda L Pais, em 07.07.16

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Visão de Prata de Anne Bishop

Série Os Outros - 3º volume

Editado pela Saída de Emergência em Julho de 2016

ISBN: 9789896379704
 
Sinopse
Os Outros libertaram os cassandra sangue como forma de os proteger, não se apercebendo que as suas ações teriam consequências desastrosas.
Agora os videntes encontram-se em grande perigo e são presa fácil daqueles que procuram controlar os seus poderes divinatórios. Desesperado por respostas, Simon Wolfgard, um metamorfo líder entre os Outros, não tem outra escolha senão recorrer à ajuda da profetisa Meg Corbyn.
Meg ainda se encontra imersa no seu vício pela euforia que sente quando realiza profecias. Está ciente de que cada golpe da sua faca é um passo mais próximo da morte. Mas os Outros, bem como os humanos, precisam de respostas, e as suas visões são a única esperança para pôr fim ao conflito…
 
A minha opinião
Não é fácil para mim voltar a falar sobre esta nova série de livros de Anne Bishop porque, honestamente, corro o risco de me repetir. Épico, brutal, fabuloso, fantástico, extraordinário... e todos os outros adjectivos que signifiquem mais ou menos o mesmo podem ser usados para descrever este terceiro livro da série Os Outros. E ânsia, desejo, vontade extrema pelo quarto volume que, por mim, podia estar já na minha estante para o ler de seguida (e assim apagar a tristeza de já ter terminado este Visão de Prata).
Volto a afirmar. Anne Bishop é A autora de fantasia. Há, claro, mais autores, há alguns que lhe chegam perto - e algumas que eu adoro também - mas, sem qualquer sombra de dúvida, Anne Bishop é a melhor de todas. E esta série, Os Outros, a melhor de todas as séries/trilogias que escreveu.
De Namid nasceram todas as formas de vida, entre elas os humanos a quem foram entregues pedaços férteis dela própria, devidamente isolados dos Outros para terem possibilidade de sobreviver. Mas os humanos foram ambiciosos e quiseram expandir-se para os outros pedaços de Namid que eram controlados pelos Outros que, por sua vez, olharam para os humanos e os viram como carne. Inteligente, especial. Mas carne. Um alimento especial. Os terra indigene (ou Os Outros) controlavam toda Namid e onde os humanos chegavam só podiam sobreviver se fizessem acordos com os Outros. E os humanos sobrevivem. Se respeitarem os acordos e se respeitarem os Outros.
Neste terceiro volume voltamos a encontrar Meg e Simon e acompanhamos as suas tentativas de coexistirem, sabendo cada vez mais um sobre o outro mas, acima de tudo, sabendo cada vez mais sobre as Cassandra de Sangue. Sendo Meg a única que conseguiu fugir sozinha dos complexos onde eram criadas e reproduzidas, será também Meg a ter de as ajudar a sobreviver no mundo real (e, ao mesmo tempo a ajudar quem cuida delas de modo a evitar que se suicidem). Mas os problemas não ficam por ai. É preciso que humanos e Outros aprendam a viver em comunidade, como vivem no Pátio de Lakerside, caso contrário os Anciãos - os terra indigene mais puros e mais antigos a viver em Namid - podem decidir pela extinção da raça humana. De toda a raça humana.
Magistral a forma como Anne Bishop coloca os humanos do lado de lá da extinção. Somos nós, o comum dos humanos, que está em risco de extinção e não os animais - Os Outros - que co-habitam connosco. Em Namid, somos nós que temos de nos adaptar ao meio ambiente e não o contrário.
Terminado este volume resta-me apenas esperar que o quarto volume chegue muito rapidamente. Ficaram muitas perguntas sem resposta e quero saber, entre outras coisas, se Hope e Jean conseguem vencer o medo dos estímulos e se o casamento de Kowalski e Ruthie decorre sem problemas.
Bem sei, bem sei que tenho de ter paciência e com certeza que tenho imensos livros para ler. Mas... Anne Bishop tem primazia sobre todos os outros e saber que há um livro dela que ainda não li é coisa para me fazer roer as unhas.
 
 
Aproveitem e concorram ao Passatempo Visão de Prata/Anne Bishop

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O casamento pelos Outros

por Magda L Pais, em 06.07.16

No mês seguinte, ele e Ruthie iriam oficializar-se enquanto companheiros. Simon não via a diferença que isso podia fazer, uma vez que já estavam a acasalar - qualquer Lobo seria capaz de cheirar isso - mas, ao que parecia, os seres humanos não o conseguiam identificar, pelo que Kowalski e Ruthie precisavam duma cerimónia e de um papel assinado para que os outros humanos soubessem que estavam a acasalar um com o outro.

 

In Visão de Prata, 3º volume d'Os Outros de Anne Bishop

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