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Um Bom Partido

por Magda L Pais, em 29.11.18

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Um Bom Partido de Curtis Sittenfeld

ISBN: 9789897103230

Editado em 2018 pelas Edições Chá das Cinco

Sinopse

A versão moderna de Orgulho e Preconceito, o clássico de Jane Austen

A família Bennet está em dificuldades. Para além dos problemas económicos, a frágil saúde do Sr. Bennet obriga as filhas mais velhas, Jane e Liz, a regressarem a casa. Esta é a oportunidade perfeita para a Sra. Bennet pôr em prática os seus planos de casamenteira. Isto porque o solteiro mais cobiçado dos últimos tempos voltou para Cincinnati.

Chip Bingley é o sonho de qualquer sogra: atraente, com uma carreira de sucesso e a estrela do reality show Bons Partidos e o candidato perfeito a marido de uma das filhas da Sra. Bennet.

Quando Liz e Chip se conhecem no churrasco do 4 de Julho, a atração é imediata. Mas a relação é perturbada por Fitzwilliam Darcy, amigo de Chip, que desde o primeiro momento mostra a sua relutância para com Liz. No entanto, as primeiras impressões podem ser enganadoras…

A minha opinião

Antes de ler Um Bom Partido decidi ler Orgulho e Preconceito já que tudo indicava que o primeiro seria a versão actual do segundo. Ora para poder confirmar ou desmentir esta ideia teria, primeiro, que ler a versão original. Que, como podem ir ler, não me seduziu por ai além. Fiquei, por isso, com algum receio de iniciar a leitura deste livro.

Não me podia ter enganado mais.

Não sou a maior fã de romances. Sou - muito provavelmente - a pessoa menos romântica à face da terra, quiça do próprio universo. Mas Um Bom Partido, ainda que seja um romance, conquistou-me porque me fez rir fazendo-me lembrar os livros de Jill Mansell aos quais recorro sempre que quero passar um bom bocado, com um livro leve, que se lê num instante e que não nos obriga a pensar.

A adaptação está tão mas tão perfeita que acaba por superar o que poderíamos imaginar duma actualização  dum romance com cerca de dois séculos de existência. Um Bom Partido tem reality shows, tem emails e internet, tem encontros e desencontros e tem, acima de tudo, uma dose de humor perfeita que nos faz passar vergonhas nos transportes públicos (principalmente se forem como eu e se forem a rir para os livros) e que nos deixa - quando não estamos a ler - a contar os minutos para voltarmos a pegar nele e ler mais um pouco.

De uma forma a roçar a perfeição, Um Bom Partido explora as intrincadas relações familiares e de amizade, segredos, relações profissionais, o desemprego, a busca pelos 15 minutos de fama num programa de televisão. Tudo, mas mesmo tudo, condensado em 368 páginas que se lêem muito bem.

Para os fãs de Orgulho e Preconceito, nada temam. Podem ler este livro. Vão reencontrar todas as personagens - até Mr Collins e Charlotte - e não se vão sentir defraudados. 

Quanto a mim, vou esperar que editem também cá a versão actualizada de Jane Eyre...

(leia aqui as primeiras páginas)

Classificação 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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A Jaula do Rei

por Magda L Pais, em 02.10.18

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A Jaula do Rei de Victoria Aveyard

Rainha Vermelha #3

ISBN: 9789897731280

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Quando a faísca da rapariga-relâmpago se apaga, quem ilumina o caminho para a rebelião?

Mare Barrow foi capturada e está impotente sem o seu poder, vivendo atormentada pelos erros do passado. Ela está à mercê do rapaz por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos da sua mãe, fazendo de tudo para manter o controlo de Norta — e de sua prisioneira.

Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante da Pedra Silenciosa, a Guarda Escarlate organiza-se, deixando de agir nas sombras e preparando-se para a guerra. Entre os guerreiros está Cal, o príncipe exilado, que no meio das dúvidas tem apenas uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.

Sangue vermelho e prateado correrá pelas ruas. A guerra está a chegar…

A minha opinião

Sabem o quanto fiquei irritada com este livro? o quanto me apeteceu pegar nele e atirá-lo pela janela quando cheguei às últimas páginas? Não? pois, foi exactamente isso que me aconteceu ontem quando o terminei. 

Mas calma, a minha irritação teve exclusivamente a ver com o facto de que estava convencida que A Jaula do Rei era o último volume da série Rainha Vermelha e descobri que afinal não é. Ainda por cima o livro termina num impasse que me deixa quase que a roer as unhas enquanto não sai cá em Portugal o próximo. Ou se calhar eu até já sabia disso (o Goodreads dá sempre uma ajuda nestes casos) mas estava tão, mas tão envolvida n'A Jaula do Rei que só me voltei a lembrar naquelas malfadadas últimas páginas quando percebi que tudo ia ficar em suspenso. 

Gosto quando um livro me irrita desta forma e por esta razão (eu sou estranha, que se há-de fazer) porque significa que vou poder continuar a viver no mundo para onde o livro me transporta. Porque significa que o livro me envolveu de tal modo que quero lá voltar e também porque não me sinto ainda preparada para me despedir das personagens. Só não gosto quando o livro termina num impasse tal que temos de ler duas ou três vezes as últimas páginas para termos a certeza que não perdemos pitada (ou vá, na realidade gosto mas não digam a ninguém).

N'A Jaula do Rei Victoria Aveyard mostra toda a sua garra, as suas qualidades de contadora de histórias e de como sabe exactamente como prender um leitor. Os cenários de guerra são descritos de tal modo que quase temos de olhar por cima do ombro para perceber se estamos - ou não - a salvo.

 Para quem gosta de fantasia, Rainha Vermelha, é, sem dúvida, uma série a ler.  

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A Bailarina de Auschwitz

por Magda L Pais, em 26.09.18

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A Bailarina de Auschwitz de Edith Eger

ISBN: 9789898892188

Editado em 2018 pela Desassossego (Saída de Emergência)

Sinopse

Um livro poderoso e comovente que nos leva numa viagem universal de redenção e cura. Edith Eger tinha 16 anos quando foi enviada para Auschwitz. Naquele campo de concentração suportou experiências inimagináveis, incluindo ser forçada a dançar para o infame Joseph Mengele. Durante os meses seguintes, a resiliência da jovem ajudou muitos a sobreviver. Quando o campo foi finalmente libertado pelas tropas americanas, Edith foi retirada de uma pilha de corpos moribundos.

Em A Bailarina de Auschwitz, Edith Eger partilha a sua experiência do Holocausto e as histórias extraordinárias das pessoas que ajudou desde essa altura. Atualmente, ela é uma psicóloga reconhecida internacionalmente e os seus pacientes incluem mulheres vítimas de abusos e soldados com síndrome de stresse pós-traumático. Edith Eger explica como a mente de muitos de nós se tornou numa prisão e mostra como a liberdade é possível quando nos confrontamos com o nosso sofrimento.

A Bailarina de Auschwitz é um livro transformador, um exame profundo do espírito humano e da nossa capacidade de cura.

A minha opinião

O tempo não cura. É que fazes com o tempo que cura.

Esta podia ser a frase que define este livro. Ou melhor, não só o livro mas a vida da grande maioria dos sobreviventes do Holocausto nazi, que, apesar dos horrores que sofreram e assistiram, voltaram a sorrir, refizeram as suas vidas e, em muitos casos, perdoaram os que lhes fizeram mal. E talvez não fosse mal pensado, nada mal pensado mesmo, se todos vivessem de acordo com esta frase.

(uma breve pausa para vos dizer que, em cada livro que leio sobre o holocausto nazi, e quando julgo ser impossível que descobrir novas atrocidades cometidas, acabo por perceber que a maldade não tem realmente limites: neste livro Edith conta-nos que uma grávida que conseguiu chegar a Auschwitz minimamente intacta, foi-lhe permitido chegar ao termo da gravidez apenas e só para que, quando entrou em trabalho de parto, as pernas fossem atadas uma à outra, provocando dores excruciantes à mãe e ao bebé que, naturalmente, acabaram por falecer num momento que devia ser de vida).

A Bailarina de Auschwitz é um livro que se lê com o coração nas mãos, com um lenço por perto para os mais emotivos. É um livro que nos leva a perder... o comboio, a paragem, a noção de tempo porque Edith Eger sabe exactamente o que nos deve dizer, como nos contar a sua história - e de tantos outros - deixando-nos presos ao livro, sem percebermos nada do que se passa ao lado.

A Bailarina de Auschwitz não é só mais um livro sobre a segunda guerra mundial. É muito mais que isso. É a história duma mulher que não desistiu, sobre a força que as irmãs podem transmitir umas às outras (gostei especialmente da Magda, a irmã de Edith). A Bailarina de Auschwitz é um livro sobre viver em vez de sobreviver, que nos ajuda a enfrentar os nossos próprios problemas e que nos ensina a aceitar e a relevar aquilo que não podemos mudar. 

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 (Magda e Edith)

Acima de tudo, A Bailarina de Auschwitz, é O livro a ler. Não é apenas mais um livro, mais uma história, é simplesmente o livro cuja leitura devia ser obrigatória.

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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O Silêncio da Cidade Branca

por Magda L Pais, em 16.09.18

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O Silêncio da Cidade Branca de Eva G. Saénz de Urturi

Trilogia A Cidade Branca #1

ISBN: 9789892342603

Editado em 2018 pela Lua de Papel

Sinopse

Vinte anos depois, a cidade de Vitoria volta a ser assolada por uma série de assassinatos macabros. São em tudo iguais aos crimes do passado. Mas há um pequeno senão: o suposto assassino está preso.

Na altura a imprensa chamou-lhes Os Crimes do Dólmen. Porque foi num dólmen que encontraram as primeiras vítimas: dois recém-nascidos unidos num abraço macabro. Seguiram-se várias outras mortes, encenadas com requinte em monumentos históricos. Tinham sido crimes quase perfeitos. Mas o assassino - um arqueólogo brilhante - acabou por ser apanhado, pelo seu não menos brilhante irmão gémeo, então inspector da polícia. Caso encerrado. Ou talvez não. na altura Unai era adolescente. Vivia obcecado com os crimes, mas aterrorizado com a perspectiva de ser a próxima vítima.

Passados vinte anos, tornou-se um profiler implacável, especializado em assassinos em série. e quando o chamam à Catedral Velha de Vitoria, um calafrio percorre-o. nos claustros encontra dois cadáveres e a mesma arrepiante encenação: nus, abraçados, com abelhas vivas na garganta… Mas pistas, nenhumas.

Unai, dá início à caçada. e as suas investigações levam-no a mergulhar a fundo na história da cidade, nos seus antiquíssimos mitos, lendas, segredos.
Thriller arrepiante, que vendeu meio milhão de exemplares em Espanha, envolve o leitor numa cidade fascinante, Vitoria, que já tinha servido de cenário e inspiração a Os Pilares da Terra, de Ken Follet.

A minha opinião

Há livros que nos marcam logo nas primeiras páginas. Ali, naquele momento em que percebemos quem é que nos vai contar a história. A Morte, por exemplo, narra um livro lindíssimo. O assassino narra um livro policial e nós, só nas últimas páginas, é que percebemos que era o narrador. Narradores que crescem em idade e na escrita ao longo do livro... Enfim, podia continuar a dar milhares de exemplos de narradores que nos marcam mas, n'O Silêncio da Cidade Branca encontramos talvez o narrador mais original: o assassinado. Não, não estou a spoilar (isto existe?), é claro logo ao inicio do livro:

 

Um policia nunca espera desvendar um caso, tornando-se a última vitima do assassino em série que tem vindo a aterrorizar a cidade, mas a vida tem formas muito criativa de brincar connosco.

Portanto, basicamente, na segunda página eu já estava presa ao livro. Mas o pior (na realidade, o melhor) ainda estava para vir.

O Silêncio da Cidade Branca é, talvez (quase de certeza) dos melhores thriller's que já li. Prende-nos da primeira à última página, sem apelo nem agravo, sem respeito pela necessidade que temos de dormir ou de ir trabalhar. Só queremos folhear mais uma página, mais um capitulo. Queremos perceber porque é que vão surgindo relances duma história passada quase 30 anos antes. Queremos não estar em risco numa cidade em festa, e só pensamos em olhar por cima do ombro para termos a certeza que não somos os próximos.

O Silêncio da Cidade Branca é aquele livro que queremos que chegue rapidamente ao fim. Mas, ao mesmo tempo, não queremos termina-lo porque merece ser degustado, merece ser lido com calma e sem stress. Só que isso torna-se impossível porque o assassino está à solta e nós queremos que ele seja apanhado. Mas isso implica que o livro termine e nós não o queremos terminar.

(percebi entretanto pelo Goodreads que este é o primeiro livro duma trilogia)

O Silêncio da Cidade Branca é um livro que mexe com as nossas emoções, que nos deixa intrigados, emocionados. Com personagens e situações muito bem construidas e bastante credíveis. Com voltas e revoltas como um bom thriller  deve ter, onde todas as previsões que se possam fazer acabam por se revelar falsas.

Eva G. Saénz de Urturi consegue, com mestria, o que muitos anseiam. Levar-nos pelas páginas dum livro, de crime em crime até que, no final, tudo se resolve.

O Silêncio da Cidade Branca  é, seguramente um dos melhores livros que li em 2018, e, ao mesmo tempo, um dos melhores thrilers de sempre.

(em vez das primeiras páginas, vejam este pequeno video)

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela JB Comércio Global em troca duma opinião honesta e sincera)

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Coração Negro

por Magda L Pais, em 06.09.18

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Coração Negro de Naomi Novik

ISBN: 9789897731198

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

O nosso Dragão não devora as raparigas que leva, independentemente das histórias que possam ser contadas fora do nosso vale. Ouvimo-las, por vezes, de viajantes que por aqui passam. Falam como se estivéssemos a fazer sacrifícios humanos e como se ele fosse um dragão verdadeiro. Claro que isso não é verdade: ele pode ser um mago imortal, mas não deixa de ser um homem, e os nossos pais juntar-se-iam e matá-lo-iam se ele quisesse devorar uma de nós a cada dez anos. Ele protege-nos contra o Bosque e nós estamos-lhe gratos, mas não assim tão gratos.

Agnieszka adora a sua pacata aldeia no vale, as florestas e o rio cintilante. Mas o maléfico Bosque permanece na fronteira e a sua sombra ameaçadora paira sobre a vida da jovem.

O povo depende do feiticeiro conhecido apenas por Dragão para manter os poderes de Bosque afastados. Mas o Dragão exige um terrível preço pela sua ajuda: uma jovem deve servi-lo durante dez anos, um destino quase tão terrível como perecer a Bosque.

A próxima escolha aproxima-se e Agnieszka tem medo. Todos sabem que o Dragão irá levar a bela, graciosa e corajosa Kasia, tudo aquilo que Agnieszka não é, e a sua melhor amiga no mundo. E não há forma de a salvar.

Mas Agnieszka teme as coisas erradas. Porque quando o Dragão chega, a sua escolha surpreende todos...

Vencedor do prémio Nebula para melhor romance e do prémio Locus para melhor romance de fantasia

A minha opinião

Sabem aqueles livros que nos transportam para os tempos antigos, para as histórias contadas à lareira (ou ao redor da fogueira), pelos mais velhos? Aquelas lendas antigas transmitidas de pais para filhos, para os netos?

Coração Negro levou-me, por magia, para uma sala aconchegante, com a lareira acesa, um chá na mão, uma mantinha nas pernas e uma velhota ou um velhote a contar-me a história de Agnieszka e o Dragão. Quase que podia fechar os olhos (vá, pronto, não dava mesmo para fechar senão não conseguia ler, não é?) e ver tudo a acontecer à minha frente. Simplesmente fabuloso, simplesmente maravilhosa a capacidade de Naomi Novik fazer tudo isto acontecer com meras palavras conjugadas em frases mais ou menos longas, com personagens com nomes difíceis de pronunciar mas que, até por isso, se tornam mais familiares.

Tenho para mim que um livro, por mais dramático que seja, fica a ganhar com uma ou outra pontinha de humor. Coração Negro tem várias pontinhas de humor que não o desprestigiam, antes o tornam ainda mais credível, mais fácil de ler. Houve até momentos que achei que me os meus companheiros de viagem no comboio me iam internar por estar a rir para um livro... (enfim, a avaliar pelas caras que me vão fazendo, não deve faltar muito para isso acontecer).

Claro que nada disto importa se as personagens forem destituídas de qualquer interesse. Em Coração Negro, houve um cuidado extraordinário na construção das personagens, que se tornam fortes, interessantes, charmosas e atraentes, com doses variadas de mistério. Até nas relações entre si, levando o leitor a viajar entre sentimentos vários, entre o amor e a amizade, o ódio e a compaixão e, por fim, o entendimento e aceitação. 

Um livro praticamente perfeito, em suma (só gostava mesmo que tivesse mais páginas porque acabou demasiado depressa).

Leia aqui as primeiras páginas

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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