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A Herança Bolena

por Magda L Pais, em 20.06.18

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A Herança Bolena de Philippa Gregory

ISBN: 9789896575700

Editado em 2015 pela Editorial Planeta

Sinopse

Uma maravilhosa evocação da corte de Henrique VIII e da mulher que destruiu duas das suas rainhas. Estamos no ano de 1539 e a corte de Henrique VIII teme cada vez mais as mudanças de humor do rei envelhecido e doente.

Com apenas um bebé de berço como herdeiro, Henrique tem de encontrar outra esposa e o perigoso prémio da coroa da Inglaterra é ganho por Ana de Clèves. Ela tem as suas razões para aceitar casar-se com um homem com idade para ser seu pai, num país onde tanto a língua como os costumes lhe são estranhos. Apesar de deslumbrada por tudo o que a rodeia, sente que uma armadilha está a ser montada à sua volta.

Catarina tem a certeza de que conseguirá seguir os passos da sua prima Ana Bolena até ao trono mas a sua cunhada Jane Bolena, assombrada pelo passado, sabe que o caminho de Ana levou ao Relvado da Torres e a uma morte como adúltera.

A minha opinião

A cada livro que leio desta autora, fico mais maravilhada com a sua capacidade de dar, a cada personagem, uma voz, um corpo, uma personalidade totalmente distintas entre si. Cada mulher retratada por Philippa Gregory tem as suas próprias características e isso é ainda mais notório quando convivem, no mesmo livro, três personagens como Jane Bolena, Catarina Howard e Ana de Clèves, distintas na forma de pensar, nas acções e na escrita.

Fabuloso.

A Herança Bolena fala-nos da quarta e quinta mulher de Henrique VIII, aquele que, muito provavelmente, foi o pior rei da história da Inglaterra. Ou, pelo menos, o mais egocêntrico, o mais egoísta, o mais paranóico e o mais mulherengo. E fala-nos também das tramas que o envolveram, das lutas pelo poder das famílias que com ele conviviam (os Howard, os Seymor, etc) e do uso que faziam das mulheres, que roçava a prostituição. De luxo, mas ainda assim prostituição apoiada e suportada pela ânsia de poder dos homens a quem elas deviam obediência eterna - ainda que estivessem longe. 

Não é possível gostar de romances históricos e não ler esta colecção fabulosa de Philippa Gregory. O trabalho de pesquisa, as fontes históricas, a construção das personagens. Tudo se conjuga para que, cada livro, seja uma fonte inesgotável de boas horas de leitura.

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Duas Irmãs, Um Rei

por Magda L Pais, em 14.06.18

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Duas Irmãs, Um Rei de Philippa Gregory

ISBN: 9789722625463

Editado em 2008 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

Duas Irmãs, Um Rei apresenta uma mulher com uma determinação e um desejo extraordinários que viveu no coração da corte mais excitante e gloriosa da Europa e que sobreviveu ao seguir o seu próprio coração.

Quando Maria Bolena, uma rapariga inocente de catorze anos, vai para a corte, chama a atenção de Henrique VIII. Deslumbrada com o rei, Maria Bolena apaixona-se por ele e pelo seu papel crescente como rainha não oficial. Contudo, rapidamente se apercebe de que não passa de um peão nas jogadas ambiciosas da sua própria família. À medida que o interesse do rei começa a desvanecer-se, ela vê-se forçada a afastar-se e a dar lugar à sua melhor amiga e rival: a sua irmã, Ana. Então Maria sabe que tem de desafiar a sua família e o seu rei, e abraçar o seu destino. Uma história rica e cativante de amor, sexo, ambição e intriga.

A minha opinião

1.105 Kg de livro. Não estou a brincar, desta vez pesei o livro (na verdade foi um acidente, pousei o livro e só depois é que percebi que o tinha pousado na balança. Coisas que se fazem às 7h50 da manhã antes do café...). Acho que foi a única vez que tive consciência que não preciso de ir para o ginásio levantar pesos. Já o faço quando decido andar com estes livros às costas ou debaixo do braço. 

Adiante...

Duas Irmãs, Um Rei conta-nos a história depois de Catarina de Aragão, de como Henrique VIII, uma criança mimada, um rei pouco preparado e adulado por todos, se interessa por Maria Bolena, para, logo de seguida se perder de amores por Ana Bolena que será a segunda das seis mulheres que este rei terá e que leva à cisão da Inglaterra com a Igreja Católica.

Confesso que esperava que o livro fosse narrado por ambas, Ana e Maria. Mas é apenas pela voz de Maria que conhecemos este período conturbado que termina com a decapitação de Ana Bolena e com Maria longe da corte onde, um dia, foi a favorita.

Mais uma vez tenho de me repetir. Estes livros são extraordinários para se aprender história, para se perceber o passado. Admito, naturalmente, que haja alguma ficção misturada com a realidade dado que é praticamente impossível termos certezas do que se passou na época. Mas são retratos tão fieis que nos sentimos a viver na corte de Henrique VIII, sentimos a dor de Catarina (que mulher extraordinária, ainda que neste livro apenas a acompanhemos pelos olhos de Maria Bolena), e irritamo-nos com Ana Bolena e o seu feitio singular. 

Vá, nenhum de nós acredita que ela tenha praticado bruxaria. E todos aceitamos a homossexualidade como natural. O incesto não, claro que não. Mas nada disto justificaria que a jovem perdesse, literalmente, a cabeça.

Nota-se, em todo o livro (em todos os livros desta autora), o trabalho de investigação que é feito. E o conhecimento profundo do que era a realidade no período Tudor. As influências sociais e as tramas existentes na corte. Mas Duas Irmãs, Um Rei mostra-nos também como as mulheres das famílias mais próximas dos reis eram exploradas sexualmente pelos seus pais e familiares mais próximos com o único intuito de as ajudarem a subir na corte, na maioria das vezes obrigadas a esconder os seus sentimentos e, quantas vezes, obrigadas a saltar de homem em homem. 

Philippa Gregory consegue, mais uma vez, construir personagens fortes, interessantes e muito convincentes. E, acima de tudo, consegue, em cada livro, que as personagens que os "escrevem" (os narradores) não se confundam entre si. A forma como escreve, os diálogos, as descrições... Duas Irmãs, Um Rei apenas é idêntico aos outros na qualidade da escrita. E isso é uma das muitas mais valias destes livros. (isso e servirem de arma de arremesso se nos chatearmos com alguém enquanto os lemos)

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Catarina de Aragão

por Magda L Pais, em 06.06.18

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Catarina de Aragão de Philippa Gregory

ISBN: 9789722624558

Editado em 2006 pela Livraria Civilização Editora

 

Sinopse

Catarina de Aragão nasce Catarina, Infanta da Espanha, de pais que eram reis cruzados. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII da Inglaterra, e é educada para ser princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria. A sua fé é posta à prova quando o futuro sogro a recebe no seu novo país com uma grande afronta; Artur parece ser pouco mais do que uma criança; a comida é estranha e os costumes vulgares. Lentamente, adapta-se à sua primeira corte Tudor, e a vida como mulher de Artur vai-se tornando mais suportável. Inesperadamente, neste casamento arranjado começa a nascer um amor terno e apaixonado. Mas, quando o jovem Artur morre, ela tem de construir o seu próprio futuro: como pode agora ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia? Só casando com o irmão mais novo de Artur, o alegre, mas mimado Henrique. O pai e a avó de Henrique são contra e os poderosos progenitores de Catarina revelam-se de pouca utilidade. No entanto, Catarina possui um espírito lutador é indomável e fará qualquer coisa para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la.

A minha opinião

Ah romances históricos, a minha perdição. Ou, mais exactamente e para sermos precisos, uma das minhas muitas perdições no reino dos livros.

Catarina de Aragão fala-nos da primeira mulher das seis mulheres de Henrique  VIII, Catarina, filha dos reis espanhóis e criada, desde tenra infância, para ser Rainha de Inglaterra.

Já me habituei à mestria com que Philippa Gregory nos conta as histórias das rainhas de Inglaterra, transportando-nos numa espécie de máquina do tempo até aos seus salões e passeios, fazendo de nós, leitores, seus confessores e amigos. Catarina de Aragão não é a excepção. Mas, se na maioria dos seus livros, acompanhamos toda a vida e obra das Rainhas, neste falha uma altura fundamental – quando Henrique  VIII decide pedir a anulação do casamento para se poder casar com Ana Bolena. Há um hiato de 13/14 anos que não é preenchido e o livro termina quando Catarina é chamada a depor no tribunal. Termina precisamente com a chamada, deixando, ao leitor, adivinhar o que se passava na mente de Catarina.

Acredito que seria impossível relatar, na totalidade, a vida de Catarina mas, talvez tivesse sido possível encurtar a fase de espera pelo casamento com Henrique, após a morte de Artur, mas isto sou eu que acho, talvez porque me parece que seria mais interessante a parte que diz respeito à anulação do casamento do que propriamente o facto de Catarina ter passado dificuldades de ordem vária enquanto esperava que o casamento com Henrique fosse autorizado.

Ainda que essa fase possa ser abordada no próximo livro, que lerei logo que possível, não será pelos olhos desta grande mulher que foi Catarina, uma mulher muito à frente do seu tempo.

Mas, claro, Philippa Gregory é Philippa Gregory e os seus livros, ainda que menos bons que os outros – como é o caso deste – não deixam de ser de leitura muito agradável e de recomendação absoluta para quem gosta de romances históricos.

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A Filha do Conspirador

por Magda L Pais, em 25.02.18

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A Filha do Conspirador de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos - Volume IV

ISBN: 9789722635196

Editado em 2013 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

"Perdi o meu pai numa batalha, a minha irmã às mãos de uma espia de Isabel Woodville, o meu cunhado às mãos do seu carrasco e o meu sobrinho às mãos de um seu envenenador, e agora o meu filho foi vítima da sua maldição…"

A apaixonante e trágica história de Ana Neville e da sua irmã Isabel, filhas do Conde de Warwick, o nobre mais poderoso da Inglaterra durante a Guerra dos Primos. Na falta de um filho e herdeiro, Warwick usa cruelmente as duas jovens como peões, mas elas desempenham os seus papéis de forma previdente e poderosa.

No cenário da corte de Eduardo IV e da sua bela rainha Isabel Woodville, Ana é uma criança encantadora que cresce no seio da família de Ricardo, Duque de Iorque, transformando-se numa jovem cada vez mais corajosa e desesperada quando é atacada pelos inimigos do seu pai, quando o cerco em seu redor se aperta e quando não tem ninguém a quem possa recorrer, a quem possa confiar a sua vida.

A minha opinião

A cada livro de Philippa Gregory sobre a guerra dos primos (ou a guerra das rosas) a nossa lealdade vai mudando. Bem, talvez n'A Rainha Vermelha tal não tenha acontecido que Margarida enerva qualquer mortal, mas, tirando isso, e conforme vamos conhecendo as mulheres envolvidas nesta guerra, vamos acreditando cada vez naquela que nos relata a mesma história, deixando que as outras - dos livros anteriores e, quem sabe, dos posteriores, relegados para segundo plano.

Gosto disto. Gosto de conhecer os vários lados da mesma história. E gosto, especialmente, de ver como as mulheres tiveram um papel fundamental na história que as quis relegar para último plano, atrás do cão, do canário ou do cavalo.

Philippa Gregory é uma contadora de histórias reais. Uma escritora que pegou no pouco (ou muito) que se sabe sobre as mulheres da casa de Iorque, da casa de Lencaster e da Tudor - os primos em luta - e que nos conta como foi, ou como ela acha que foi. Apesar de sabermos o fim ou de sabermos como se entrelaçam as várias personagens históricas, é muito bom e muito gratificante saber como se chegou lá.

Ás vezes fica confuso, é verdade. Mas a culpa não é da autora mas sim dos primos, que se casaram entre eles e cujos filhos eram: Eduardo, Jorge ou Ricardo. E havia uma colecção de Isabeis de assustar qualquer um. O mesmo problema que em Portugal, com as Teresas, Urracas, Henriques e Afonsos. O que me faz acreditar que a falta de imaginação para nomes era (é?) um problema das casas reais (e a causa das guerras, talvez, já que ninguém se entendia...)

Bem, faltam-me ler alguns desta série. A Princesa Branca está na minha wishlist, principalmente depois de ter visto a série de televisão. Além disso a história d' Filha do Conspirador está intimamente ligada a Isabel, a Princesa Branca, filha de Isabel e de Eduardo, amante de Ricardo e casada, por fim, com Henrique, de quem teve um filho chamado Eduardo. (percebem agora o problema dos nomes?...)

 

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A Rainha Vermelha

por Magda L Pais, em 12.10.17

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A Rainha Vermelha de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos - Volume II

ISBN: 9789722630139

Editado em 2011 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.

Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.

A minha opinião

Depois d'A Rainha Branca e d'A Senhora dos Rios me terem encantado, tenho de dizer que, afinal, A Rainha Vermelha é, para mim, o melhor dos três e deixou-me totalmente rendida à escrita de Philippa Gregory e a esta saga sobre a Guerra dos Primos

Uma das coisas que mais me maravilhou neste livro foi a capacidade de Philippa Gregory de me levar a discutir (ainda que mentalmente, não fosse alguém achar que eu sou maluca por estar a falar para um livro) com Margarida, a protagonista desta história. Margarida irritou-me, fez-me ter vontade de lhe bater, de a fazer ver como estava errada. Mas, ao mesmo tempo, torci por ela, para que conseguisse o que queria, para que pudesse provar, aos homens de 1453, que as mulheres dessa época - apesar de relegadas para quarto ou quinto plano - eram tão ou mais capazes que os homens. Foi curioso ver-me com este mix de sentimentos em relação à narradora, que acompanhamos desde que tem 9 anos (e se acha a Joana d'Arc de Inglaterra), até ao dia, 25 anos depois, em que o seu filho, ganha a batalha com os York e é coroado, em pleno palco de guerra, o Rei de Inglaterra.

Qualquer um dos três livros que li desta autora mostram o outro lado da história. As mulheres por detrás dos palcos principais, as que - sorrateiramente - mudaram o curso da história, que estavam por detrás de grandes homens (que, muitas vezes, eram simples fantoches dos caprichos das suas esposas, mães ou irmãs).

Agora sim, posso dizer com toda a certeza, vou ler toda esta saga. E a seguir vou pegar na história sobre Ana Bolena que me inspira também bastante confiança e que já sei que a M.J. me irá emprestar.

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