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A Maldição do Rei

por Magda L Pais, em 23.08.18

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A Maldição do Rei de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos #7

ISBN: 9789896576660

Editado em 2015 pela Editorial Planeta

Sinopse

Uma personagem feminina forte, a maldição de um rei, um romance rico em pormenores históricos e investigação rigorosa.

No centro da rápida deterioração da corte dos Tudor, Margarida terá de decidir se a sua lealdade é para com o cada vez mais tirânico Henrique VIII ou para a sua amada rainha. Aprisionada na corte, terá de escolher o seu caminho e esconder a todo o custo o seu conhecimento de uma antiga maldição sobre os Tudor, que lentamente se torna realidade...

A minha opinião

Uma das razões que me leva a não me cansar de Philippa Gregory e dos seus livros sobre a guerra dos primos é que esta autora consegue cunhar cada um dos livros com uma marca própria. Cada mulher retratada tem uma personalidade diferente das anteriores, mantendo apenas em comum o facto de serem fortes, bem construidas e, acima de tudo, resultado de uma pesquisa histórica fabulosa.

A Maldição do Rei não foge a estas regras e leva-nos pela corte dos Tudor, no dia a seguir aos últimos acontecimentos d'A Princesa Branca, permitindo-nos acompanhar a vida de Margarida Pole enquanto Henrique VIII se torna num rei louco, capaz das maiores atrocidades.

(desconfio que, naquela época, o melhor mesmo era ser camponês. à partida não estaríamos na mira do Rei e não estaríamos na calha para a forca)

A Maldição do Rei deixa-nos atrofiados. Margarida faz de tudo para sobreviver - ela e os seus filhos - e, ainda assim, aos 73 anos, é brutalmente assassinada na Torre por ordem do Rei. A escrita de Philippa Gregory envolve-nos de tal modo que conseguimos sentir de perto a angustia de Margarida pela morte dos seus familiares e amigos, da sua rainha e a raiva por ver um louco a governar o pais que ama.

Para quem, como eu, é fã de romances históricos, este é mais um livro de leitura obrigatória.

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A Princesa Branca

por Magda L Pais, em 17.08.18

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A Princesa Branca de Philippa Gregory

A Guerra dos Primos #5

ISBN: 9789896575588

Editado em 2014 pela Editorial Planeta

Sinopse

Quando Henrique Tudor conquista a coroa de Inglaterra após a batalha de Bosworth, sabe que tem de se casar com a princesa da casa inimiga, Isabel de York, para unificar um país dividido pela guerra há duas décadas.

Mas a noiva ainda está apaixonada pelo seu inimigo morto, Ricardo III. A mãe de Isabel e metade de Inglaterra sonham com o herdeiro ausente, que a Rainha Branca enviou para o desconhecido. Embora a nova monarquia tome o poder, não consegue ganhar o coração de uma Inglaterra que espera o regresso triunfante da Casa de York.

O maior receio de Henrique é que um príncipe esteja escondido à espreita para reclamar o trono. Quando um jovem que quer ser rei conduz o seu exército e invade Inglaterra, Isabel tem de escolher entre o novo marido, por quem se começa a apaixonar, e o rapaz que afirma ser o seu amado e perdido irmão: a Rosa de York volta para casa finalmente.

A minha opinião

A Guerra dos Primos, em Inglaterra, foi um período sangrento, de conluios, coligações e traições, de amores e desamores, de guerra sem tréguas e que terminou com o casamento entre Isabel de York e Henrique Tudor, depois de mortos todos os possíveis candidatos ao lugar de Rei. É precisamente sobre esse casamento - de óbvia conveniência - que este livro nos fala.

Philippa Gregory mostra-nos, em todos os livros sobre as rainhas de Inglaterra, o lado das mulheres, daquelas que, na sombra, fizeram o possível e o impossível - casando até com o maior inimigo - para que a guerra pendesse para o seu lado, fossem elas Tudor ou York. Claro que há ficção, há imaginação da autora. Há ainda alguns mistérios não esclarecidos (e que talvez nunca o sejam) nomeadamente o que se terá passado com os príncipes Eduardo e Ricardo, filhos de Elizabeth Woodville e de Edward IV.

A Princesa Branca é, quanto a mim, talvez o mais fraco de todos os livros. Talvez porque Isabel de York era quase que um peão. A mãe, Elizabeth Woodville (A Rainha Branca)  nada lhe contava das maquinações feitas à sua revelia. E o marido e a sogra (A Rainha Vermelha) desconfiavam das suas intenções, apesar de lhes ser fiel.

É o mais fraco em termos de história - a série televisiva é, quanto a mim, mais completa e torna Isabel de York mais atractiva - mas é igualmente brilhante em termos de escrita, de nos envolver por completo e de construção das personagens. Philippa Gregory é, sem dúvida, uma contadora de histórias por excelência. 

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A Herança Bolena

por Magda L Pais, em 20.06.18

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A Herança Bolena de Philippa Gregory

ISBN: 9789896575700

Editado em 2015 pela Editorial Planeta

Sinopse

Uma maravilhosa evocação da corte de Henrique VIII e da mulher que destruiu duas das suas rainhas. Estamos no ano de 1539 e a corte de Henrique VIII teme cada vez mais as mudanças de humor do rei envelhecido e doente.

Com apenas um bebé de berço como herdeiro, Henrique tem de encontrar outra esposa e o perigoso prémio da coroa da Inglaterra é ganho por Ana de Clèves. Ela tem as suas razões para aceitar casar-se com um homem com idade para ser seu pai, num país onde tanto a língua como os costumes lhe são estranhos. Apesar de deslumbrada por tudo o que a rodeia, sente que uma armadilha está a ser montada à sua volta.

Catarina tem a certeza de que conseguirá seguir os passos da sua prima Ana Bolena até ao trono mas a sua cunhada Jane Bolena, assombrada pelo passado, sabe que o caminho de Ana levou ao Relvado da Torres e a uma morte como adúltera.

A minha opinião

A cada livro que leio desta autora, fico mais maravilhada com a sua capacidade de dar, a cada personagem, uma voz, um corpo, uma personalidade totalmente distintas entre si. Cada mulher retratada por Philippa Gregory tem as suas próprias características e isso é ainda mais notório quando convivem, no mesmo livro, três personagens como Jane Bolena, Catarina Howard e Ana de Clèves, distintas na forma de pensar, nas acções e na escrita.

Fabuloso.

A Herança Bolena fala-nos da quarta e quinta mulher de Henrique VIII, aquele que, muito provavelmente, foi o pior rei da história da Inglaterra. Ou, pelo menos, o mais egocêntrico, o mais egoísta, o mais paranóico e o mais mulherengo. E fala-nos também das tramas que o envolveram, das lutas pelo poder das famílias que com ele conviviam (os Howard, os Seymor, etc) e do uso que faziam das mulheres, que roçava a prostituição. De luxo, mas ainda assim prostituição apoiada e suportada pela ânsia de poder dos homens a quem elas deviam obediência eterna - ainda que estivessem longe. 

Não é possível gostar de romances históricos e não ler esta colecção fabulosa de Philippa Gregory. O trabalho de pesquisa, as fontes históricas, a construção das personagens. Tudo se conjuga para que, cada livro, seja uma fonte inesgotável de boas horas de leitura.

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Duas Irmãs, Um Rei

por Magda L Pais, em 14.06.18

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Duas Irmãs, Um Rei de Philippa Gregory

ISBN: 9789722625463

Editado em 2008 pela Livraria Civilização Editora

Sinopse

Duas Irmãs, Um Rei apresenta uma mulher com uma determinação e um desejo extraordinários que viveu no coração da corte mais excitante e gloriosa da Europa e que sobreviveu ao seguir o seu próprio coração.

Quando Maria Bolena, uma rapariga inocente de catorze anos, vai para a corte, chama a atenção de Henrique VIII. Deslumbrada com o rei, Maria Bolena apaixona-se por ele e pelo seu papel crescente como rainha não oficial. Contudo, rapidamente se apercebe de que não passa de um peão nas jogadas ambiciosas da sua própria família. À medida que o interesse do rei começa a desvanecer-se, ela vê-se forçada a afastar-se e a dar lugar à sua melhor amiga e rival: a sua irmã, Ana. Então Maria sabe que tem de desafiar a sua família e o seu rei, e abraçar o seu destino. Uma história rica e cativante de amor, sexo, ambição e intriga.

A minha opinião

1.105 Kg de livro. Não estou a brincar, desta vez pesei o livro (na verdade foi um acidente, pousei o livro e só depois é que percebi que o tinha pousado na balança. Coisas que se fazem às 7h50 da manhã antes do café...). Acho que foi a única vez que tive consciência que não preciso de ir para o ginásio levantar pesos. Já o faço quando decido andar com estes livros às costas ou debaixo do braço. 

Adiante...

Duas Irmãs, Um Rei conta-nos a história depois de Catarina de Aragão, de como Henrique VIII, uma criança mimada, um rei pouco preparado e adulado por todos, se interessa por Maria Bolena, para, logo de seguida se perder de amores por Ana Bolena que será a segunda das seis mulheres que este rei terá e que leva à cisão da Inglaterra com a Igreja Católica.

Confesso que esperava que o livro fosse narrado por ambas, Ana e Maria. Mas é apenas pela voz de Maria que conhecemos este período conturbado que termina com a decapitação de Ana Bolena e com Maria longe da corte onde, um dia, foi a favorita.

Mais uma vez tenho de me repetir. Estes livros são extraordinários para se aprender história, para se perceber o passado. Admito, naturalmente, que haja alguma ficção misturada com a realidade dado que é praticamente impossível termos certezas do que se passou na época. Mas são retratos tão fieis que nos sentimos a viver na corte de Henrique VIII, sentimos a dor de Catarina (que mulher extraordinária, ainda que neste livro apenas a acompanhemos pelos olhos de Maria Bolena), e irritamo-nos com Ana Bolena e o seu feitio singular. 

Vá, nenhum de nós acredita que ela tenha praticado bruxaria. E todos aceitamos a homossexualidade como natural. O incesto não, claro que não. Mas nada disto justificaria que a jovem perdesse, literalmente, a cabeça.

Nota-se, em todo o livro (em todos os livros desta autora), o trabalho de investigação que é feito. E o conhecimento profundo do que era a realidade no período Tudor. As influências sociais e as tramas existentes na corte. Mas Duas Irmãs, Um Rei mostra-nos também como as mulheres das famílias mais próximas dos reis eram exploradas sexualmente pelos seus pais e familiares mais próximos com o único intuito de as ajudarem a subir na corte, na maioria das vezes obrigadas a esconder os seus sentimentos e, quantas vezes, obrigadas a saltar de homem em homem. 

Philippa Gregory consegue, mais uma vez, construir personagens fortes, interessantes e muito convincentes. E, acima de tudo, consegue, em cada livro, que as personagens que os "escrevem" (os narradores) não se confundam entre si. A forma como escreve, os diálogos, as descrições... Duas Irmãs, Um Rei apenas é idêntico aos outros na qualidade da escrita. E isso é uma das muitas mais valias destes livros. (isso e servirem de arma de arremesso se nos chatearmos com alguém enquanto os lemos)

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Catarina de Aragão

por Magda L Pais, em 06.06.18

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Catarina de Aragão de Philippa Gregory

ISBN: 9789722624558

Editado em 2006 pela Livraria Civilização Editora

 

Sinopse

Catarina de Aragão nasce Catarina, Infanta da Espanha, de pais que eram reis cruzados. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII da Inglaterra, e é educada para ser princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria. A sua fé é posta à prova quando o futuro sogro a recebe no seu novo país com uma grande afronta; Artur parece ser pouco mais do que uma criança; a comida é estranha e os costumes vulgares. Lentamente, adapta-se à sua primeira corte Tudor, e a vida como mulher de Artur vai-se tornando mais suportável. Inesperadamente, neste casamento arranjado começa a nascer um amor terno e apaixonado. Mas, quando o jovem Artur morre, ela tem de construir o seu próprio futuro: como pode agora ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia? Só casando com o irmão mais novo de Artur, o alegre, mas mimado Henrique. O pai e a avó de Henrique são contra e os poderosos progenitores de Catarina revelam-se de pouca utilidade. No entanto, Catarina possui um espírito lutador é indomável e fará qualquer coisa para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la.

A minha opinião

Ah romances históricos, a minha perdição. Ou, mais exactamente e para sermos precisos, uma das minhas muitas perdições no reino dos livros.

Catarina de Aragão fala-nos da primeira mulher das seis mulheres de Henrique  VIII, Catarina, filha dos reis espanhóis e criada, desde tenra infância, para ser Rainha de Inglaterra.

Já me habituei à mestria com que Philippa Gregory nos conta as histórias das rainhas de Inglaterra, transportando-nos numa espécie de máquina do tempo até aos seus salões e passeios, fazendo de nós, leitores, seus confessores e amigos. Catarina de Aragão não é a excepção. Mas, se na maioria dos seus livros, acompanhamos toda a vida e obra das Rainhas, neste falha uma altura fundamental – quando Henrique  VIII decide pedir a anulação do casamento para se poder casar com Ana Bolena. Há um hiato de 13/14 anos que não é preenchido e o livro termina quando Catarina é chamada a depor no tribunal. Termina precisamente com a chamada, deixando, ao leitor, adivinhar o que se passava na mente de Catarina.

Acredito que seria impossível relatar, na totalidade, a vida de Catarina mas, talvez tivesse sido possível encurtar a fase de espera pelo casamento com Henrique, após a morte de Artur, mas isto sou eu que acho, talvez porque me parece que seria mais interessante a parte que diz respeito à anulação do casamento do que propriamente o facto de Catarina ter passado dificuldades de ordem vária enquanto esperava que o casamento com Henrique fosse autorizado.

Ainda que essa fase possa ser abordada no próximo livro, que lerei logo que possível, não será pelos olhos desta grande mulher que foi Catarina, uma mulher muito à frente do seu tempo.

Mas, claro, Philippa Gregory é Philippa Gregory e os seus livros, ainda que menos bons que os outros – como é o caso deste – não deixam de ser de leitura muito agradável e de recomendação absoluta para quem gosta de romances históricos.

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    em Portugal por enquanto só saiu este

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