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A Mulher no Expresso do Oriente

por Magda L Pais, em 18.04.18

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A Mulher no Expresso do Oriente de Lindsay Jayne Ashford

ISBN: 9789897103148

Editado em 2018 pelas Edições Chá das Cinco

Sinopse

Depois de um divórcio difícil, Agatha Christie embarca incógnita no famoso Expresso do Oriente. Mas, ao contrário da sua personagem Hercule Poirot, ela não consegue desvendar com clareza os mistérios com que se depara nessa viagem fatal.

Agatha não é a única pessoa a bordo com segredos. O casamento da sua companheira de cabine acabou em tragédia, levando-a a uma segunda relação envolta em engano. Outra, recém-casada mas grávida de um estranho, tenta desesperadamente esconder essa gravidez. Cada mulher oculta ferozmente o seu passado, mas, à medida que o comboio para o Médio Oriente avança, as suas vidas acabam por se cruzar e as repercussões irão mudá-las para sempre.

Recheado de imagens evocativas, suspense e complexidade emocional, A Mulher no Expresso do Oriente explora o laço de irmãs forjado pela partilha da dor e dos segredos.

A minha opinião

Confesso que fiquei empolgada com A Mulher no Expresso do Oriente. Romances baseados em factos verídicos também são a minha praia. Junte-se a Rainha do Policial e temos um romance que nos envolve e nos leva numa viagem inesquecível, ajudada também pelas imagens que vamos desenhando na nossa cabeça enquanto lemos as descrições dos sítios por onde Agatha e as suas duas amigas viajam.

Agatha, Nancy e Katharine, personagens principais deste livro. Três mulheres fortes e independentes, com características totalmente diferentes entre si mas todas capazes de sobreviver, sozinhas, numa sociedade machista e que deixava, para as mulheres, um papel secundário. Creio que Agatha Christie se teria sentido honrada quer pela forma como é descrita neste livro, quer pela descrição do seu romance com Max, pela sua amizade com Katharine e pela coragem que mostra em não deixar que o facto de ser mulher atrapalhe a sua vida.

A Mulher no Expresso do Oriente é um livro envolvente. Pelas personagens e pela história mas também pelas paisagens onde se desenrola e pela forma fabulosa como a autora desperta os nossos sentidos e nos deixa com vontade de, tal como Agatha, largar tudo e nos enfiarmos no Expresso Oriente para aquela que pode ser a viagem duma vida.

(e que eu, provavelmente, nunca farei já que o pacote mais barato “só” custa € 10.000,00 por seis dias de viagem. Emprestem-me por favor um ombro para eu chorar?)

A Mulher no Expresso do Oriente é também um livro sobre a amizade e o seu poder para curar as feridas, sobre segundas oportunidades (ou não se desse o caso da autora comentar, nos agradecimentos, que “se existir algo como um santo patrono dos segundos casamentos, não consigo pensar em nenhum candidato melhor que Agatha Christie”

(e talvez essa seja também uma das razões pelas quais sou fã dos seus livros)

Sem darmos conta, A Mulher no Expresso do Oriente entranha-se nos nossos sentidos e deixa-nos sem vontade de o largarmos. Obriga-nos a pegar no livro mesmo quando estamos com sono e devíamos dormir mais um bocadinho. E isso é tão, mas tão bom!

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Guerra Americana

por Magda L Pais, em 01.04.18

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Guerra Americana de Omar El Akkad

ISBN: 9789897730993

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

O relato de uma América futura despedaçada pelas suas divisões políticas, tribais e humanas. Sarat Chestnut nasceu no Louisiana e tem apenas seis anos quando a Segunda Guerra Civil Americana eclode em 2074. Mas até ela sabe que o petróleo é proibido, que metade do Louisiana está submerso e que drones não tripulados sobrevoam os céus.

Quando o seu pai é morto e a sua família é obrigada a viver num campo de refugiados, ela rapidamente começa a ser moldada por esse tempo e lugar até que, finalmente, pela influência de um misterioso funcionário, se transforma num instrumento mortífero da guerra.

A sua história é contada pelo seu neto, Benjamin Chestnut, que nasceu durante a guerra - parte da Geração Milagrosa - e é agora um idoso a confrontar os segredos negros do passado, do papel da sua família no conflito e, em particular, a importância da sua tia, uma mulher que salvou a sua vida ao destruir a de outros.

A minha opinião

Sabem aquela sensação de inquietude que alguns livros deixam? aquele nó no estômago, aquele desejo que estejamos a ler apenas ficção? Guerra Americana é exactamente esse tipo de livro. Que nos deixa inquietos de uma forma indelével. Guerra Americana é uma horrível e muito credível distopia passada nos Estados Unidos, um continente a braços com a segunda guerra civil, mais uma vez entre o Norte e o Sul, entre azuis e vermelhos. Uma guerra que - como todas as outras - mata indiscriminadamente, não respeita nada nem ninguém.

Guerra Americana não é um livro fácil nem de leitura leve. Guerra Americana obriga-nos a pensar, a reflectir no que poderá ser o nosso futuro próximo, num mundo alterado pelo aquecimento global, pela falta de petróleo, pelo desrespeito constante pela natureza e pelo próximo. É, acima de tudo, aquilo que pode ser o futuro da humanidade e, precisamente por isso, por ser tão credível, assusta, preocupa, inquieta.

Mas, mais que isso, Guerra Americana mostra-nos como é tão fácil criar um instrumento de guerra. Sarat Chestnut, a personagem principal, é moldada para isso pela vida e acaba por fazer - aos outros - aquilo que lhe fizeram a ela e à família. E nós, os leitores, que acompanhamos a vida de Sarat desde que era uma criança feliz até à sua morte (e dos outros), acabamos por entender as suas razões, por aceitar as suas atitudes e, até, quem sabe, achamos que faríamos exactamente o mesmo.

Não me canso de o dizer, Guerra Americana é inquietante por ser credível, por nos obrigar a pensar no que tememos, no nosso futuro e daqueles que amamos. E precisamente por isso é um livro que não nos deve passar ao lado e que deve ser lido com uma réstia de esperança de que o usemos no bom sentido, para mudar o nosso futuro. Ou pelo menos para tentarmos fazê-lo.

Leia aqui as primeiras páginas

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A Revelação do Bobo

por Magda L Pais, em 23.03.18

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A Revelação do Bobo de Robin Hobb

Saga Assassino e o Bobo nº 2

ISBN: 9789897730931

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Após os acontecimentos de O Assassino do Bobo, cresce a intriga que atinge a vida e o coração de Fitz. Depois de garantir que nunca mais a deixaria só ou negligenciada, Fitz abandonou a sua filha Abelha para correr para Torre do Cervo a fim de tentar salvar a vida do velho amigo Bobo. A consequência foi a mais terrível: um ataque à sua casa e o rapto da pequena, que desaparece sem deixar rasto.

Encontramo-lo neste volume dilacerado entre as obrigações para com o Bobo e o que a consciência lhe exige que faça para tentar recuperar a filha. Mesmo o regresso a Torre do Cervo traz grandes perigos, pois no local onde nasceu e viveu durante muitos anos ainda perdura a sua má fama de Bastardo Manhoso e assassino. O que poderá Fitz fazer para trazer a paz de novo ao seu mundo?

A minha opinião

Dois pontos prévios.

O primeiro e o principal é: quando é que é editado o terceiro volume desta saga? 

O segundo, também importante mas não tanto, é um spoiler alert. É impossível falar deste livro sem desvendar algumas coisas do livro anterior ou mesmo das colecções anteriores relativas a Fitz, Breu, Bobo e a família Visionário. Por isso avancem por vossa conta e risco.

Nas últimas páginas d'O Assassino do Bobo, Abelha foi raptada enquanto o seu pai ia, pelos pilares de Talento com Bobo, numa tentativa desesperada para lhe salvar a vida que ele próprio lhe ia retirando.

(um breve intervalo apenas para vos dizer que, em alguns momentos do primeiro livro e em muitos momentos deste livro, me apeteceu espancar violentamente FitzCavalaria. Tantas pistas, tanta coisa nas entrelinhas, nas frases soltas que, ainda antes do Bobo fazer a sua revelação no final do livro, já eu tinha percebido o que escapou a FitzCavalaria)

Não me entendam mal. Eu adoro o Fitz. Adoro a personagem e a sua magia (mais a Manha que o Talento), tanto que baptizei o gato duma grande amiga com esse nome (na realidade era para se chamar Molly mas tivemos de lhe mudar o nome porque era um gato e não uma gata) mas a verdade é que, às vezes, consegue ser mais obtuso que o próprio Obtuso. Ou só vê o que quer ver.

Esta é uma característica extraordinária de Robin Hobb que já me tinha encantado nos outros livros. Consegue que nos sintamos tão envolvidos com as personagens, na cadência dos acontecimentos e no ambiente que se vive que nos esquecemos, a cada passo, que é só um livro, só uma história de fantasia e que nada daquilo é real. 

A Revelação do Bobo é, realmente, um livro de revelações. São alguns capítulos que se fecham, reconhecimento de outros e, por fim, a certeza. Abelha será fundamental no próximo volume, o catalisador de outras mudanças que se iniciaram quando Fitz evitou que o Amado Bobo fosse morto (tudo para o tentar matar de seguida mas isso é outro assunto).

A Revelação do Bobo é, também, e para quem acompanha Fitz desde as primeiras páginas do primeiro volume da primeira colecção, um livro emotivo (não vos direi porquê, deixo que descubram por vós) e de reconciliação. 

Basicamente - e como toda esta colecção - este é um livro a ler. E apressem-se. Porque a autora vai estar em Portugal no Festival Bang 2018 e de certeza que também não vão querer perder esse momento. Eu sei que vou lá estar!

(leia aqui as primeiras páginas)

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Matar o Presidente

por Magda L Pais, em 12.03.18

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Matar o Presidente de Sam Bourne

ISBN: 9789897730962

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Se um presidente ficar fora de controlo, quem dará o passo decisivo?

O impensável aconteceu. Os Estados Unidos elegeram um demagogo como presidente, cuja instabilidade emocional, passado nebuloso e políticas perigosas deixam o mundo à beira de um ataque de nervos.

Quando uma guerra de palavras com o regime norte‑coreano se descontrola e o presidente fica a um passo de lançar um ataque nuclear, torna‑se claro que alguém tem de agir, ou o mundo ficará reduzido a cinzas.

É então que Maggie Costello, uma assumida liberal, e funcionária temporária de Washington, descobre uma conspiração interna para matar o presidente. O dilema moral que enfrenta é terrível: deve salvar o presidente e deixar o mundo livre à mercê de um potencial tirano cada vez mais louco, ou cometer traição contra o seu Comandante e arriscar mergulhar o país numa guerra civil?

A minha opinião

Matar o Presidente é um livro de ficção. Foi a isto que me agarrei durante as suas 350 páginas. É um livro de ficção e os Estados Unidos não têm um presidente louco, tirano, instável e, no mínimo, demente. A guerra nuclear - que pode aniquilar toda a vida no nosso planeta - não está ao alcance de uma pessoa assim. Só que, quando pousava o livro e olhava para os jornais ou ouvia as noticias, a realidade surgia. Donald Trump, um louco, tirano, instável e demente é presidente dos Estados Unidos e tem, ao seu dispor, o arsenal nuclear americano. 

Será que este livro de ficção - Matar o Presidente - está assim tão próximo da realidade?

A resposta a esta questão é só uma: sim! todo o livro retrata, na perfeição (e sem nunca mencionar Donald Trump) o actual presidente dos Estados Unidos e o risco que todos - americanos e não só - corremos por um demente estar à frente da maior potência nuclear.

Sam Bourne retrata, com um realismo assustador, o actual residente na Casa Branca. E deixa-nos a pensar se a morte dele não seria a solução. Deixa-nos a pensar o que faríamos se, como Maggie, descobríssemos uma conspiração para matar um louco. Será justo e correcto trocar uma vida - a do Presidente - pela sobrevivência do Mundo como o conhecemos?

Se para mim, que vivo noutro continente, esta questão se coloca (assim como a esperança que, um dia, consigam correr com ele da Presidência antes que ele corra connosco do planeta) imagino para quem vive, no dia a dia, nesta realidade.

Matar o Presidente agarra-nos da primeira à última página. Tem - como merece um bom livro - algumas reviravoltas e surpresas, o que o tornam ainda mais interessante. Ainda que desejemos que não fosse tão real...

(leia aqui as primeiras páginas)

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Um Estranho Numa Terra Estranha

por Magda L Pais, em 15.02.18

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Um Estranho Numa Terra Estranha de Robert A Heinlein

Volume 1

ISBN: 9789897730924

Editado em 02-2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Há vinte e cinco anos, a primeira missão a Marte terminou em tragédia e todos os tripulantes morreram. Mas, na verdade, houve um sobrevivente. Nascido na fatídica nave espacial e salvo pelos Marcianos que o criaram e lhe ofereceram uma nova vida, Valentine Michael Smith nunca viu um ser humano até ao dia em que é descoberto por uma segunda expedição a Marte.

Ao regressar à Terra, vê-se pela primeira vez entre o seu povo. Começa então um percurso de aprendizagem dos códigos sociais e preconceitos da natureza humana, totalmente alienígenas para a sua mente. Nesse processo de descoberta e integração, Valentine irá partilhar com a Humanidade os rituais sagrados que aprendeu em Marte e retribuir com as suas próprias crenças sobre o amor e o sentido da vida. Mas conseguirá alguma vez deixar de se sentir um estranho numa terra estranha?

A minha opinião

Lá pelos meus 14, 15 anos, eu e o meu irmão trocávamos livros para ler. Ambos éramos (e somos!) apaixonados por ficção cientifica, por livros de fantasia e por livros de aventuras (entre outros géneros, o que me faz pensar que, na realidade, somos apaixonados por livros e pronto. Mas isso acho que, pelo menos no que me diz respeito, já todos sabem).

Bem, dizia eu que trocávamos livros. E foi numa dessas trocas que conheci Robert A Heinlein, um dos melhores autores de ficção cientifica que alguma vez li. Não só por este Um Estranho Numa Terra Estranha, mas também por Friday, Não Temerei Nenhum Mal, Um Dia Depois de Amanhã, O Planeta Vermelho ou A Rapariga de Marte. 

Foi, portanto, com muita excitação que acolhi a noticia que a Saída de Emergência ia reeditar o melhor de todos os livros, Um Estranho Numa Terra Estranha, em dois volumes uma vez que a viúva do autor encontrou a versão original, maior e mais completa que a edição que foi publicada originalmente (e se quiserem editar todos os outros, eu e os outros fãs agradecemos do fundo do coração).

Robert A Heinlein é um contador de histórias por excelência. Até podemos questionar as suas ideias, se serão viáveis ou não, ou se serão politicamente correctas. Mas até o facto de o podermos fazer mostra o quanto somos envolvidos nos seus livros. Por exemplo, não me parece que o pressuposto deste livro - um humano criado como marciano, capaz de realizar, com o seu organismo, o mesmo que um marciano realiza - possa ser real. Claro que Valentine nasceu em Marte e foi lá que foi criado até à idade adulta, mas isso não inviabiliza que o seu ADN é humano e não marciano. Não groco que seja suficiente ser criado em Marte para ser marciano. O facto de pensar nisto enquanto leio o livro não o torna menos interessante, pelo contrário. Leva-me a ler ainda com mais atenção, tentando encontrar falhas na história. Só que falho redondamente porque toda a história está criada com mestria, levando-me a acreditar que tal é possível (e isso torna-o perfeito).

Porque é isso que Um Estranho Numa Terra Estranha é. Um perfeito livro de ficção cientifica, uma história perfeita, contada na perfeição.

Tão perfeito que, desde que iniciei a minha vida profissional, uso, como lema, o mesmo das Justas Testemunhas:

Jubal gritou:

- Aquela casa nova no topo do monte lá ao fundo... consegues ver de que cor a pintaram?

Anne olhou na direção para onde Jubal apontava e respondeu:

- Deste lado é branca.

Jubal continuou a falar com Jill em tom normal.

- Vês? A Anne está tão completamente doutrinada, que nem sequer lhe ocorre inferir que é provável que o outro lado também seja branco. Nada neste mundo conseguiria forcá-la a comprometer-se quanto à cor do outro lado... a menos que desse pessoalmente a volta até ao ouro lado e o visse... e mesmo assim não partiria do principio de que permaneceria da mesma cor depois de se ir embora... porque podiam pintá-lo assim que virasse as contas.

- A Anne é uma Justa Testemunha?

- Graduada, com licença ilimitada e admitida a testemunhar perante o Tribunal Superior...

Acreditem, Um Estranho Numa Terra Estranha este é aquele livro que, quem gosta de ficção cientifica deve ler. Não só porque é dos melhores livros escritos por Robert A Heinlein, mas também porque é um dos melhores livros do género.

(leia aqui as primeiras páginas)

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