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A Jaula do Rei

por Magda L Pais, em 02.10.18

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A Jaula do Rei de Victoria Aveyard

Rainha Vermelha #3

ISBN: 9789897731280

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Quando a faísca da rapariga-relâmpago se apaga, quem ilumina o caminho para a rebelião?

Mare Barrow foi capturada e está impotente sem o seu poder, vivendo atormentada pelos erros do passado. Ela está à mercê do rapaz por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos da sua mãe, fazendo de tudo para manter o controlo de Norta — e de sua prisioneira.

Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante da Pedra Silenciosa, a Guarda Escarlate organiza-se, deixando de agir nas sombras e preparando-se para a guerra. Entre os guerreiros está Cal, o príncipe exilado, que no meio das dúvidas tem apenas uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.

Sangue vermelho e prateado correrá pelas ruas. A guerra está a chegar…

A minha opinião

Sabem o quanto fiquei irritada com este livro? o quanto me apeteceu pegar nele e atirá-lo pela janela quando cheguei às últimas páginas? Não? pois, foi exactamente isso que me aconteceu ontem quando o terminei. 

Mas calma, a minha irritação teve exclusivamente a ver com o facto de que estava convencida que A Jaula do Rei era o último volume da série Rainha Vermelha e descobri que afinal não é. Ainda por cima o livro termina num impasse que me deixa quase que a roer as unhas enquanto não sai cá em Portugal o próximo. Ou se calhar eu até já sabia disso (o Goodreads dá sempre uma ajuda nestes casos) mas estava tão, mas tão envolvida n'A Jaula do Rei que só me voltei a lembrar naquelas malfadadas últimas páginas quando percebi que tudo ia ficar em suspenso. 

Gosto quando um livro me irrita desta forma e por esta razão (eu sou estranha, que se há-de fazer) porque significa que vou poder continuar a viver no mundo para onde o livro me transporta. Porque significa que o livro me envolveu de tal modo que quero lá voltar e também porque não me sinto ainda preparada para me despedir das personagens. Só não gosto quando o livro termina num impasse tal que temos de ler duas ou três vezes as últimas páginas para termos a certeza que não perdemos pitada (ou vá, na realidade gosto mas não digam a ninguém).

N'A Jaula do Rei Victoria Aveyard mostra toda a sua garra, as suas qualidades de contadora de histórias e de como sabe exactamente como prender um leitor. Os cenários de guerra são descritos de tal modo que quase temos de olhar por cima do ombro para perceber se estamos - ou não - a salvo.

 Para quem gosta de fantasia, Rainha Vermelha, é, sem dúvida, uma série a ler.  

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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A Bailarina de Auschwitz

por Magda L Pais, em 26.09.18

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A Bailarina de Auschwitz de Edith Eger

ISBN: 9789898892188

Editado em 2018 pela Desassossego (Saída de Emergência)

Sinopse

Um livro poderoso e comovente que nos leva numa viagem universal de redenção e cura. Edith Eger tinha 16 anos quando foi enviada para Auschwitz. Naquele campo de concentração suportou experiências inimagináveis, incluindo ser forçada a dançar para o infame Joseph Mengele. Durante os meses seguintes, a resiliência da jovem ajudou muitos a sobreviver. Quando o campo foi finalmente libertado pelas tropas americanas, Edith foi retirada de uma pilha de corpos moribundos.

Em A Bailarina de Auschwitz, Edith Eger partilha a sua experiência do Holocausto e as histórias extraordinárias das pessoas que ajudou desde essa altura. Atualmente, ela é uma psicóloga reconhecida internacionalmente e os seus pacientes incluem mulheres vítimas de abusos e soldados com síndrome de stresse pós-traumático. Edith Eger explica como a mente de muitos de nós se tornou numa prisão e mostra como a liberdade é possível quando nos confrontamos com o nosso sofrimento.

A Bailarina de Auschwitz é um livro transformador, um exame profundo do espírito humano e da nossa capacidade de cura.

A minha opinião

O tempo não cura. É que fazes com o tempo que cura.

Esta podia ser a frase que define este livro. Ou melhor, não só o livro mas a vida da grande maioria dos sobreviventes do Holocausto nazi, que, apesar dos horrores que sofreram e assistiram, voltaram a sorrir, refizeram as suas vidas e, em muitos casos, perdoaram os que lhes fizeram mal. E talvez não fosse mal pensado, nada mal pensado mesmo, se todos vivessem de acordo com esta frase.

(uma breve pausa para vos dizer que, em cada livro que leio sobre o holocausto nazi, e quando julgo ser impossível que descobrir novas atrocidades cometidas, acabo por perceber que a maldade não tem realmente limites: neste livro Edith conta-nos que uma grávida que conseguiu chegar a Auschwitz minimamente intacta, foi-lhe permitido chegar ao termo da gravidez apenas e só para que, quando entrou em trabalho de parto, as pernas fossem atadas uma à outra, provocando dores excruciantes à mãe e ao bebé que, naturalmente, acabaram por falecer num momento que devia ser de vida).

A Bailarina de Auschwitz é um livro que se lê com o coração nas mãos, com um lenço por perto para os mais emotivos. É um livro que nos leva a perder... o comboio, a paragem, a noção de tempo porque Edith Eger sabe exactamente o que nos deve dizer, como nos contar a sua história - e de tantos outros - deixando-nos presos ao livro, sem percebermos nada do que se passa ao lado.

A Bailarina de Auschwitz não é só mais um livro sobre a segunda guerra mundial. É muito mais que isso. É a história duma mulher que não desistiu, sobre a força que as irmãs podem transmitir umas às outras (gostei especialmente da Magda, a irmã de Edith). A Bailarina de Auschwitz é um livro sobre viver em vez de sobreviver, que nos ajuda a enfrentar os nossos próprios problemas e que nos ensina a aceitar e a relevar aquilo que não podemos mudar. 

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 (Magda e Edith)

Acima de tudo, A Bailarina de Auschwitz, é O livro a ler. Não é apenas mais um livro, mais uma história, é simplesmente o livro cuja leitura devia ser obrigatória.

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Coração Negro

por Magda L Pais, em 06.09.18

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Coração Negro de Naomi Novik

ISBN: 9789897731198

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

O nosso Dragão não devora as raparigas que leva, independentemente das histórias que possam ser contadas fora do nosso vale. Ouvimo-las, por vezes, de viajantes que por aqui passam. Falam como se estivéssemos a fazer sacrifícios humanos e como se ele fosse um dragão verdadeiro. Claro que isso não é verdade: ele pode ser um mago imortal, mas não deixa de ser um homem, e os nossos pais juntar-se-iam e matá-lo-iam se ele quisesse devorar uma de nós a cada dez anos. Ele protege-nos contra o Bosque e nós estamos-lhe gratos, mas não assim tão gratos.

Agnieszka adora a sua pacata aldeia no vale, as florestas e o rio cintilante. Mas o maléfico Bosque permanece na fronteira e a sua sombra ameaçadora paira sobre a vida da jovem.

O povo depende do feiticeiro conhecido apenas por Dragão para manter os poderes de Bosque afastados. Mas o Dragão exige um terrível preço pela sua ajuda: uma jovem deve servi-lo durante dez anos, um destino quase tão terrível como perecer a Bosque.

A próxima escolha aproxima-se e Agnieszka tem medo. Todos sabem que o Dragão irá levar a bela, graciosa e corajosa Kasia, tudo aquilo que Agnieszka não é, e a sua melhor amiga no mundo. E não há forma de a salvar.

Mas Agnieszka teme as coisas erradas. Porque quando o Dragão chega, a sua escolha surpreende todos...

Vencedor do prémio Nebula para melhor romance e do prémio Locus para melhor romance de fantasia

A minha opinião

Sabem aqueles livros que nos transportam para os tempos antigos, para as histórias contadas à lareira (ou ao redor da fogueira), pelos mais velhos? Aquelas lendas antigas transmitidas de pais para filhos, para os netos?

Coração Negro levou-me, por magia, para uma sala aconchegante, com a lareira acesa, um chá na mão, uma mantinha nas pernas e uma velhota ou um velhote a contar-me a história de Agnieszka e o Dragão. Quase que podia fechar os olhos (vá, pronto, não dava mesmo para fechar senão não conseguia ler, não é?) e ver tudo a acontecer à minha frente. Simplesmente fabuloso, simplesmente maravilhosa a capacidade de Naomi Novik fazer tudo isto acontecer com meras palavras conjugadas em frases mais ou menos longas, com personagens com nomes difíceis de pronunciar mas que, até por isso, se tornam mais familiares.

Tenho para mim que um livro, por mais dramático que seja, fica a ganhar com uma ou outra pontinha de humor. Coração Negro tem várias pontinhas de humor que não o desprestigiam, antes o tornam ainda mais credível, mais fácil de ler. Houve até momentos que achei que me os meus companheiros de viagem no comboio me iam internar por estar a rir para um livro... (enfim, a avaliar pelas caras que me vão fazendo, não deve faltar muito para isso acontecer).

Claro que nada disto importa se as personagens forem destituídas de qualquer interesse. Em Coração Negro, houve um cuidado extraordinário na construção das personagens, que se tornam fortes, interessantes, charmosas e atraentes, com doses variadas de mistério. Até nas relações entre si, levando o leitor a viajar entre sentimentos vários, entre o amor e a amizade, o ódio e a compaixão e, por fim, o entendimento e aceitação. 

Um livro praticamente perfeito, em suma (só gostava mesmo que tivesse mais páginas porque acabou demasiado depressa).

Leia aqui as primeiras páginas

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Destemida

por Magda L Pais, em 16.07.18

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Destemida de Lesley Livingston

ISBN: 9789897731150

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Fallon é a filha mais nova de um orgulhoso rei celta e sempre viveu na sombra da lendária reputação da guerreira de Sorcha, a sua irmã mais velha, que morreu em combate quando os exércitos de Júlio César invadiram a ilha da Bretanha.

Na véspera do seu 17.º aniversário, Fallon está ansiosa por seguir os passos da irmã e conquistar o seu legítimo lugar entre os guerreiros reais. Mas ela nunca terá essa oportunidade, já que é capturada e vendida a uma escola de elite que treina mulheres gladiadoras — e cujo patrono é o próprio Júlio César. Numa cruel reviravolta do destino, o homem que destruiu a família da jovem poderá ser a sua única hipótese de sobrevivência.

Agora, Fallon terá de ultrapassar rivalidades perversas e combates mortais — dentro e fora da arena. E talvez a maior ameaça de todas: os seus sentimentos proibidos, porém irresistíveis, por Cai, um jovem soldado romano.

A minha opinião

Acho que já vos falei da minha aversão a levar livros para o quarto. Adoro ler, todos sabem disso, leio em todo o lado mas nunca (ou quase nunca) no quarto. A razão? é simples, se começo a ler não me apercebo das horas a passar e depois passo a noite a ler em vez de dormir (e todos sabem o quanto eu preciso de dormir). São, por isso, raros, muito raros, os livros que levo comigo. Só mesmo quando não os consigo largar, quando preciso mesmo mesmo de os acabar é que acontece irem comigo para a cama.

Destemida foi comigo até ao quarto. Deitou-se na cama comigo enquanto lia as últimas páginas. Foi impossível de largar. Aliás... na realidade foi impossível de largar quase desde que o comecei. Destemida prende a nossa atenção da primeira à última página, enquanto acompanhamos Fallon desde o dia em que comemora os seus 17 anos e acaba cativa dum mercador de escravos até aos combates na arena.

Lesley Livingston consegue transportar-nos até Roma antiga, até aos combates dos gladiadores mas pelo lado das mulheres. Terão existido mulheres gladiadoras? aparentemente sim, há indícios (mas nenhuma certeza histórica), mas isso não torna Destemida menos apetecível. Antes pelo contrário. Numa sociedade onde as mulheres tinham um papel secundário (ou terciário), onde a escravatura era normal, Lesley Livingston traz-nos mulheres fortes, com carácter, capazes, numa história muito bem sucedida, com descrições que nos elevam os sentidos e nos levam até à arena. Sentimos o cheiro a suor e a sangue, quase vomitamos com uma das descrições (curiosamente não da arena nem de um combate) e, tal como os romanos, aplaudimos as vitórias de Fallon. E de Elka, claro.

A escrita de Lesley Livingston é simplesmente absorvente. Sentimo-nos parte do livro, parte da história.

Confesso que não esperava grandes reviravoltas num livro sobre gladiadoras. Mas, na realidade, Lesley Livingston consegue surpreender-nos também nesse campo, mostrando-nos que o improvável também pode acontecer.

Resumindo. Destemida é o primeiro volume duma trilogia que eu espero, sinceramente, que seja editada na totalidade em Portugal. Senão desconfio que é desta que me metem a ler em inglês...

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Um Estranho Numa Terra Estranha

por Magda L Pais, em 15.07.18

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Um Estranho Numa Terra Estranha de Robert A. Heinlein

Volume II

ISBN: 9789897731143

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Há vinte e cinco anos, a primeira missão a Marte terminou em tragédia e todos os tripulantes morreram. Mas, na verdade, houve um sobrevivente. Valentine Michael Smith encontra na Terra uma realidade muito diferente da que experienciou em Marte. As crenças e os rituais sagrados que aprendeu em Marte em nada se assemelham aos que encontra na Terra. A própria existência de Valentine torna-o alvo de uma intriga política.

Neste 2.º volume de Um Estranho numa Terra Estranha, Robert A. Heinlein continua a apresentar-nos a história de Valentine e do seu processo de integração numa cultura marcada pela anarquia, partilha, amor livre e vida comunitária. Este clássico da ficção científica ainda hoje nos leva a questionar as nossas aspirações mais profundas e continua a despertar sentimentos fortes - por vezes contraditórios - nos leitores.

A minha opinião

Obviamente depois de ler o primeiro volume, teria de ler o segundo e continuar a deleitar-me com esta história que me encantou na adolescência e que me volta a encantar uns anitos (poucos, vá) depois.

Robert A. Heinlein é, sem dúvida, o mestre da ficção cientifica, até por nos fazer questionar os seus pressupostos. Humanos a fazerem levitar copos e afins? Humanos a gerir o seu organismo de modo a não terem fome ou frio? (por favor, ensinem-me como que me daria muito jeito).

Um Estranho numa Terra Estranha fala-nos de Mike, um humano criado por marcianos, numa sociedade totalmente dispare da nossa e capaz de fazer coisas que nós apenas poderemos imaginar. E quando Mike regressa à Terra e começa a grocar os seres humanos quer ensiná-los a serem mais felizes e mais capazes. Mas fazê-lo é ir contra as convicções dos seres humanos que não estão preparados para ver a verdade como Mike a apresenta.

Robert A. Heinlein põe em causa, neste livro, a religião e a forma como esta regula a vida dos fieis. Mas não só. Numa abertura muito pouco própria para a altura em que foi escrito (o livro foi apresentado, pela primeira vez, em 1961), Um Estranho numa Terra Estranha fala-nos também na liberdade sexual e na homossexualidade. Não posso, ainda assim, concordar - nem sequer de perto - com uma das frases do livro: Nove em cada dez violações, a culpa é da mulher. Não, Robert A. Heinlein, não é de todo verdade. Dez em cada dez violações, a culpa é exclusivamente do violador.

Tirando este pequeno "detalhe" Um Estranho numa Terra Estranha é um livro a ler com calma, com serenidade e com a mente aberta para as criticas à nossa sociedade. Tão actuais hoje como em 1961, o que o torna um livro intemporal.

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Entretanto...

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