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Um Estranho Numa Terra Estranha

por Magda L Pais, em 15.07.18

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Um Estranho Numa Terra Estranha de Robert A. Heinlein

Volume II

ISBN: 9789897731143

Editado em 2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Há vinte e cinco anos, a primeira missão a Marte terminou em tragédia e todos os tripulantes morreram. Mas, na verdade, houve um sobrevivente. Valentine Michael Smith encontra na Terra uma realidade muito diferente da que experienciou em Marte. As crenças e os rituais sagrados que aprendeu em Marte em nada se assemelham aos que encontra na Terra. A própria existência de Valentine torna-o alvo de uma intriga política.

Neste 2.º volume de Um Estranho numa Terra Estranha, Robert A. Heinlein continua a apresentar-nos a história de Valentine e do seu processo de integração numa cultura marcada pela anarquia, partilha, amor livre e vida comunitária. Este clássico da ficção científica ainda hoje nos leva a questionar as nossas aspirações mais profundas e continua a despertar sentimentos fortes - por vezes contraditórios - nos leitores.

A minha opinião

Obviamente depois de ler o primeiro volume, teria de ler o segundo e continuar a deleitar-me com esta história que me encantou na adolescência e que me volta a encantar uns anitos (poucos, vá) depois.

Robert A. Heinlein é, sem dúvida, o mestre da ficção cientifica, até por nos fazer questionar os seus pressupostos. Humanos a fazerem levitar copos e afins? Humanos a gerir o seu organismo de modo a não terem fome ou frio? (por favor, ensinem-me como que me daria muito jeito).

Um Estranho numa Terra Estranha fala-nos de Mike, um humano criado por marcianos, numa sociedade totalmente dispare da nossa e capaz de fazer coisas que nós apenas poderemos imaginar. E quando Mike regressa à Terra e começa a grocar os seres humanos quer ensiná-los a serem mais felizes e mais capazes. Mas fazê-lo é ir contra as convicções dos seres humanos que não estão preparados para ver a verdade como Mike a apresenta.

Robert A. Heinlein põe em causa, neste livro, a religião e a forma como esta regula a vida dos fieis. Mas não só. Numa abertura muito pouco própria para a altura em que foi escrito (o livro foi apresentado, pela primeira vez, em 1961), Um Estranho numa Terra Estranha fala-nos também na liberdade sexual e na homossexualidade. Não posso, ainda assim, concordar - nem sequer de perto - com uma das frases do livro: Nove em cada dez violações, a culpa é da mulher. Não, Robert A. Heinlein, não é de todo verdade. Dez em cada dez violações, a culpa é exclusivamente do violador.

Tirando este pequeno "detalhe" Um Estranho numa Terra Estranha é um livro a ler com calma, com serenidade e com a mente aberta para as criticas à nossa sociedade. Tão actuais hoje como em 1961, o que o torna um livro intemporal.

Classificação: 

(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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Um Estranho Numa Terra Estranha

por Magda L Pais, em 15.02.18

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Um Estranho Numa Terra Estranha de Robert A Heinlein

Volume 1

ISBN: 9789897730924

Editado em 02-2018 pela Saída de Emergência

Sinopse

Há vinte e cinco anos, a primeira missão a Marte terminou em tragédia e todos os tripulantes morreram. Mas, na verdade, houve um sobrevivente. Nascido na fatídica nave espacial e salvo pelos Marcianos que o criaram e lhe ofereceram uma nova vida, Valentine Michael Smith nunca viu um ser humano até ao dia em que é descoberto por uma segunda expedição a Marte.

Ao regressar à Terra, vê-se pela primeira vez entre o seu povo. Começa então um percurso de aprendizagem dos códigos sociais e preconceitos da natureza humana, totalmente alienígenas para a sua mente. Nesse processo de descoberta e integração, Valentine irá partilhar com a Humanidade os rituais sagrados que aprendeu em Marte e retribuir com as suas próprias crenças sobre o amor e o sentido da vida. Mas conseguirá alguma vez deixar de se sentir um estranho numa terra estranha?

A minha opinião

Lá pelos meus 14, 15 anos, eu e o meu irmão trocávamos livros para ler. Ambos éramos (e somos!) apaixonados por ficção cientifica, por livros de fantasia e por livros de aventuras (entre outros géneros, o que me faz pensar que, na realidade, somos apaixonados por livros e pronto. Mas isso acho que, pelo menos no que me diz respeito, já todos sabem).

Bem, dizia eu que trocávamos livros. E foi numa dessas trocas que conheci Robert A Heinlein, um dos melhores autores de ficção cientifica que alguma vez li. Não só por este Um Estranho Numa Terra Estranha, mas também por Friday, Não Temerei Nenhum Mal, Um Dia Depois de Amanhã, O Planeta Vermelho ou A Rapariga de Marte. 

Foi, portanto, com muita excitação que acolhi a noticia que a Saída de Emergência ia reeditar o melhor de todos os livros, Um Estranho Numa Terra Estranha, em dois volumes uma vez que a viúva do autor encontrou a versão original, maior e mais completa que a edição que foi publicada originalmente (e se quiserem editar todos os outros, eu e os outros fãs agradecemos do fundo do coração).

Robert A Heinlein é um contador de histórias por excelência. Até podemos questionar as suas ideias, se serão viáveis ou não, ou se serão politicamente correctas. Mas até o facto de o podermos fazer mostra o quanto somos envolvidos nos seus livros. Por exemplo, não me parece que o pressuposto deste livro - um humano criado como marciano, capaz de realizar, com o seu organismo, o mesmo que um marciano realiza - possa ser real. Claro que Valentine nasceu em Marte e foi lá que foi criado até à idade adulta, mas isso não inviabiliza que o seu ADN é humano e não marciano. Não groco que seja suficiente ser criado em Marte para ser marciano. O facto de pensar nisto enquanto leio o livro não o torna menos interessante, pelo contrário. Leva-me a ler ainda com mais atenção, tentando encontrar falhas na história. Só que falho redondamente porque toda a história está criada com mestria, levando-me a acreditar que tal é possível (e isso torna-o perfeito).

Porque é isso que Um Estranho Numa Terra Estranha é. Um perfeito livro de ficção cientifica, uma história perfeita, contada na perfeição.

Tão perfeito que, desde que iniciei a minha vida profissional, uso, como lema, o mesmo das Justas Testemunhas:

Jubal gritou:

- Aquela casa nova no topo do monte lá ao fundo... consegues ver de que cor a pintaram?

Anne olhou na direção para onde Jubal apontava e respondeu:

- Deste lado é branca.

Jubal continuou a falar com Jill em tom normal.

- Vês? A Anne está tão completamente doutrinada, que nem sequer lhe ocorre inferir que é provável que o outro lado também seja branco. Nada neste mundo conseguiria forcá-la a comprometer-se quanto à cor do outro lado... a menos que desse pessoalmente a volta até ao ouro lado e o visse... e mesmo assim não partiria do principio de que permaneceria da mesma cor depois de se ir embora... porque podiam pintá-lo assim que virasse as contas.

- A Anne é uma Justa Testemunha?

- Graduada, com licença ilimitada e admitida a testemunhar perante o Tribunal Superior...

Acreditem, Um Estranho Numa Terra Estranha este é aquele livro que, quem gosta de ficção cientifica deve ler. Não só porque é dos melhores livros escritos por Robert A Heinlein, mas também porque é um dos melhores livros do género.

(leia aqui as primeiras páginas)

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(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)

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