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Homens imprudentemente poéticos

por Magda L Pais, em 22.07.18

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Homens imprudentemente poéticos de valter hugo mãe

ISBN: 978-972-0-68368-7

Editado em 2016 pela Porto Editora, S.A

Sinopse

Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.

A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.

Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar. Uma humaníssima visão do mundo.

A minha opinião

Desta feita coube-me, no sorteio do livro secreto, este livro que andava com vontade de ler há uns tempos.

Tenho de confessar que sou, talvez, a excepção que confirma a regra. Não fiquei encantada com este livro. Gostei, não digo que não, no entanto sou mais de leituras "terra à terra", menos poéticas e com menos figuras de estilo. Creio - mas lá está, devo ser a única - que a história se acaba por perder no meio da poesia (que, reconheço, é bonita e atraente) e eu prefiro as histórias.

Reconheço, ainda assim, que há qualidade nesta escrita. Acredito que nem todos os escritores conseguiriam escrever como valter hugo mãe o faz tão bem.

Este foi um livro que requereu muita vontade da minha parte para o terminar de ler. Homens imprudentemente poéticos não é uma leitura ligeira, não é um livro que flui e obrigou-me a voltar atrás várias vezes para reencontrar onde me tinha perdido e a estipular que o tinha de terminar em determinado dia que já não me apetecia continuar o esforço da leitura.

Não tenho dúvidas que, aqui se aplica, na perfeição, a celebre frase: não és tu, sou eu.

Leia aqui as primeiras páginas

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Entretanto...

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O filho de mil homens

por Magda L Pais, em 02.05.17

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O filho de mil homens de valter hugo mãe

ISBN: 978-972-0-04739-7

Editado em 2015 pela Porto Editora

Sinopse

Esta é a história de Crisóstomo que, chegando aos quarenta anos, lida com a tristeza de não ter tido um filho. Do sonho de encontrar uma criança que o prolongue e de outros inesperados encontros, nasce uma família inventada, mas tão pura e fundamental como qualquer outra.

As histórias do Crisóstomo e do Camilo, da Isaura do Antonino e da Matilde mostram que para se ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando contudo de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor. As suas vidas ilustram igualmente que o amor, sendo uma pacificação com a nossa natureza, tem o poder de a transformar.

Tocando em temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família, O filho de mil homens exibe, como sempre, a apurada sensibilidade e o esplendor criativo de Valter Hugo Mãe.

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Raramente a Literatura universal produziu um texto tão sensível e humano quanto este. O filho de mil homens é uma obra da ourivesaria literária de Valter Hugo Mãe. Uma experiência de amor pela humanidade que explica como, afinal, o sonho muda a vida.

Crisóstomo, um pescador solitário, ao chegar aos quarenta anos de idade decide fazer o seu próprio destino. Inventa uma família, como se o amor fosse sobretudo a vontade de amar.

Sempre com a magnífica capacidade poética de Valter Hugo Mãe, esta história é um elogio a todos quantos resistem para além do óbvio.

(este livro tem duas sinopses diferentes, dependendo da edição. Como se complementam tão bem, optei por publicar as duas)

A minha opinião

Se alguém me pedisse que definisse este livro numa só palavra, a minha escolha recairia, sem qualquer hesitação em sublime. A roçar a perfeição, esta minha primeira experiência com valter hugo mãe só demorou mais tempo a terminar porque estava a ler em ebook (cortesia da Alexandra) até que descobri que, afinal, já o tinha cá em casa (cortesia da Maria). Sou distraída, que querem...

Como já disse, este é um livro sublime, que roça a perfeição e que me fez descobrir um novo autor português por quem corro o "grave" risco de me apaixonar.

Nunca limites o amor, filho, nunca por preconceito algum limites o amor.

E eu não o limito. O meu amor aos livros nunca estará limitado, porque:

Imaginava que um não leitor ia ao médico e o médico o observava e dizia: você tem o colesterol a matá-lo, se continuar assim não se salva. E o médico perguntava: tem abusado dos fritos, dos ovos, você tem lido o suficiente. O paciente respondia: não, senhor doutor, há quase um ano que não leio um livro, não gosto muito e dá-me preguiça. Então o médico acrescentava: ah, fique pois sabendo que você ou lê urgentemente um bom romance, ou então vemo-nos no seu funeral dentro de poucas semanas. O caixão fechava-se como um livro. (...)
Quando percebeu o jogo, o Camilo disse ao avô que havia de se notar na casa, a quem não lesse livros caía-lhe o tecto em cima de podre. O velho Alfredo riu-se muito e respondeu: um bom livro, tem de ser um bom livro. Um bom livro em favor de um corpo sem problemas de colesterol e de uma casa com o tecto seguro. Parecia uma ideia com muita justiça

Com uma linguagem poética mas, ao mesmo tempo, deveras acessível, este é um livro que se lê sem pressas, com o coração, que nos encanta da primeira à última página, que nos mostra que nem só de sangue se faz uma família e que o amor nos une mais que a obrigação.

Foi uma escolha feliz, uma leitura que me encheu a alma e que apagou as últimas desilusões literárias. Valeu tanto mas tanto a pena.

(leia aqui as primeiras páginas)

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